Inglaterra, 1970.


George Harrison: guitarra, violão,vocal
Ginger Baker: bateria
Dave Mason: guitarra, vocal
Billy Preston: teclado
Ringo Starr: bateria
Gary Wright: teclado
Jim Gordon: bateria
Alan White: bateria
Eric Clapton: guitarra
Bobby Keys: saxofone
Klaus Voormann: baixo
Jim Price: trompete
Phil Collins: conga
Carl Radle: baixo
Gary Brooker: teclado


01. I'd Have You Anytime (02:57)
02. My Sweet Lord (04:37)
03. Wah-Wah (05:35)
04. Isn't It a Pity [Version One] (07:08)
05. What Is Life (04:22)
06. If Not for You (03:29)
07. Behind That Locked Door (03:05)
08. Let It Down (04:57)
09. Run of the Mill (02:51)
10. Beware of Darkness (03:48)
11. Apple Scruffs (03:04)
12. Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll) (03:46)
13. Awaiting on You All (02:45)
14. All Things Must Pass (03:44)
15. I Dig Love (04:54)
16. Art of Dying (03:37)
17. Isn't It a Pity [Version Two] (04:45)
18. Hear Me Lord (05:48)
19. It's Johnny's Birthday (0:49)
20. Plug Me In (03:18)
21. I Remember Jeep (08:05)
22. Thanks for the Pepperoni (05:32)
23. Out of the Blue (11:13)
 

VERSÕES ADICIONADAS NA EDIÇÃO DE 30 ANOS (2000)
24. I Live For You (03:36)
25. Beware Of Darkness (03:20)
26. Let It Down (03:55)
27. What Is Life (04:22)
28. My Sweet Lord (2000) (04:58)


George Harrison

All Things Must Pass

 
Dados da resenha:
Autor: Stephen Hackett (Hackett); recebida em: 12/04/04.
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Quando os Beatles ainda oficialmente estavam na ativa, em fins de 1969 e começo de 1970, George Harrison era um sujeito angustiado e infeliz, sempre tendo suas composições preteridas pela dupla Lennon e McCartney(especialmente McCartney), Harrison – como confessou anos depois – viu o fim dos Beatles como um alento e uma oportunidade de trilhar seu próprio caminho sem ter sua capacidade criadora abafada por quem quer que fosse. Por isso foi o primeiro beatle a lançar um disco solo e não um disco solo qualquer, All Things Must Pass na opinião desse resenhista é uma das maiores obras-primas de todos os tempos. George Harrison nos anos que se seguiram jamais chegou perto (mesmo gravando bons discos como Living in the material world e Dark Horse) do brilhantismo desse seu disco de estréia em carreira solo.
All Things Must Pass veio à tona poucos meses após a separação oficial dos Beatles, ainda em 1970, o que - entre outras coisas - nos faz imaginar que muitas das canções do disco já estavam devidamente “guardadas” há um bom tempo, apenas esperando pelo momento de serem gravadas e lançadas.
Contando com a colaboração de músicos do nível de Eric Clapton, Alan White, Ginger Baker e Billy Preston, os destaques do trabalho são inúmeros, comentar faixa a faixa tornaria a resenha desinteressante e gigante então vale ressaltar a beleza, a mensagem de paz, amor à vida e as pessoas que George transmite em letras como as inesquecíveis Isn't It a Pity , What Is Life, All Things Must Pass e Beware of Darkness. A fé e a reverência às crenças do compositor também estão presentes em faixas como na clássica My Sweet Lord e na sensacional Hear Me Lord. Eu não arriscaria a destacar essa ou aquela faixa num trabalho tão próximo da perfeição como esse, na verdade talvez nem existam faixas fracas, se fosse escolher uma ficaria apenas como I dig love, que acho a pior do disco e é a única que poderia ser assim definida. Ou talvez nem isso, pois gostos pessoais são diferentes e cada um tem o seu... mas não é nada que comprometa a genialidade desse álbum (que foi laçado à época como disco triplo).
All Things Must Pass é um disco para toda a vida, para todas as vidas e gerações, muito mais que a libertação de um músico que até então vinha sendo oprimido, é um trabalho que além de músicas inesquecíveis e de beleza única, simboliza otimismo e crença no amor, na vida e nas pessoas.Assim como todas as pessoas ganham um nome ao nascer e ao ficarem adultas necessitam ter carteira de identidade,acredito que todas as pessoas do mundo deveriam ter direito a ter uma edição de All Things Must Pass e repassá-la para seus familiares, todas as pessoas deveriam ouvir ao menos umas 72 vezes na vida esse disco.