Ryo Ozawa - bateria e vocais. Tatsuwa Yoshimoto - teclados, sintetizadores, saxofones e coro. Hiroaki Shibata - Guitarra e coro. Toskimi Nohara - Baixo e coro.

Convidados:
S. Asano - Efeitos sonoros (1)  I. Yokoe - Efeitos sonoros (1)  Y. Watanabe - solo de guitarra (6)  A. Okuda - coro (2)  A. Uno - coro (2)  Y. Ozawa - coro (2)  Alien (8-12) --- não me pergunte o que ele faz, é assim que está no encarte.


Faixas:
Lado Oriental (Khan)
1. Synsonic: Introduction
2. *
3. Khan
4. *
5. Celtic Song
6. Wakt El Istikhad

Lado Psy-Phy (Gomorrha)
7. **
8. Gomorrha
9. Alien
10. Cyberstates
11. Son of the Sun
12. Black Hole

* - Escrito com letras japonesas.
** - Escrito com letras alienígenas?


Gestalt - Gomorrha vs. Khan (1999)

Por Davi

Preste atenção no nome e nos dados técnicos deste disco. Claramente este não é um disco dos mais comuns. Seu estilo musical é basicamente uma mistura de Zeuhl com metal.

O disco é dividido em duas partes, na primeira (faixas 1 a 6) uma boa influência de música japonesa e árabe pode ser encontrada, o clima é místico e sombrio, o minimalismo típico do Zeuhl encontra-se claramente presente e o lado metal do grupo não domina a música --- apesar de algumas passagens serem pesadas, há várias bem suaves e "viajantes". A segunda parte mantém o minimalismo, mas é muito mais pesada e sombria, o clima místico-oriental dá lugar a um futurista e agressivo; os vocais que eram em japonês ou inventados, passam a ser em inglês ou inventados.

Predominam os sons de sintetizadores, teclados e bateria. Há extensas passagens instrumentais, mas, quando o vocal aparece, sua posição é de destaque --- embora a parte instrumental não seja simplificada para sua entrada. Ao contrário dos discos principais do Magma, a letra se repete junto da melodia, isto é, certas frases são repetidas e repetidas acompanhando a "filosofia" dos instrumentos: cada vez com mais intensidade. É necessário uma boa competência para tocar essas músicas e o grupo não deixa nada a desejar.

A primeira música lembra os progressivos japoneses "viajantes" de 70, é apenas uma introdução. A segunda e a terceira se completam bem e constituem o auge da parte oriental do disco: a música evolui muito em intensidade e diversidade de "camadas" simultaneamente tocadas; algumas "fugas" do tema original são utilizadas. As faixas 4 e 6 são menos agressivas e intensas. A Celtic Songs (quinta faixa) chama atenção por ser bastante suave, bonita e ter um lado folk que não está presente em nenhuma outra.

O lado Psy-Phy tem uma introdução suave de clima futurista. Gomorrha e Alien são as melhores deste lado, porém é necessário certa advertência: são muito mais pesadas que o normal de uma música progressiva e mais do que qualquer prog-metal que eu já tenha escutado --- o minimalismo, junto de dissonância e repetitivos vocais agressivos, contribui muito para isto. Quando as ouvi pela primeira vez senti necessidade de parar e colocar Bach imediatamente; felizmente, com o tempo, me acostumei e passei a gostar. Me chama atenção em especial o curioso tempo de Alien. Cyber States, Son of the Sun e Black Hole são menos trabalhadas e menos agressivas.

Gomorrha vs. Khan, além de ser um disco bastante curioso, deve agradar muitos fãs de Zeuhl; especialmente os já familiarizados com o cenário japonês. Exemplos de várias de suas músicas podem ser encontrados no site do grupo.