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Peter Gabriel
- vocal principal, flauta, acordeão, tamborim e
percussão. Anthony Phillips - violão de 6 e
12 cordas, guitarra elétrica e vocais. Anthony
Banks - órgão, piano, melotron, violão,
vocais. Michael Rutherford - violão de 12
cordas, baixo, violancelo, vocais. John Mayhew
- baterias, percussão, vocais.
Faixas:
1.
Looking for Someone - 7:00
2. White Mountain - 6:44
3. Visions of Angels - 6:50
4. Stagnation - 8:45
5. Dusk - 4:15
6. Knife - 8:55
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Genesis - Trespass (1970) Por
Steve Hillage
No ano de 1.970 o cenário do rock progressivo
começava a dar suas "cartadas" apresentando
razoáveis bandas que estavam apostando neste estilo
como o Yes, ELP, Jethro Tull, King Crimson, Pink
Floyd, The Moody Blues e muitos outros. Com o
Genesis a partir deste ano não seria muito diferente
com um pouco mais de paciência do público e esforço
que os rapazes da banda tinham e muito de sobra.
Depois de terem lançado o album de estréia no ano
anterior From Genesis to revelation (1.969) sem
muito sucesso, a "cirurgia plástica" do som é a
partir justamente deste trabalho. Primeiro a começar
com a gravadora, a Charisma Records do então dono
Tony Straton-Smith que tinha inclusive o Van Der
Graff Generator e o Lindsfarne, naquela época a
gravadora estava contratando qualquer banda que
tivesse idéias das mais esquisitas, a "onda" do
momento era do progressivo que estava começando a
dar suas caras. Tony depositou confiança nos rapazes
que mal chegavam aos seus 21, 22 anos de idade.
Trespass era um trabalho muito audacioso e ambicioso
por outro lado, era verdadeiramente progressivo
diferentemente do album anterior. A capa também foi
outro detalhe importante que começava a identificar
banda-público e não aquele negócio comportado do
primeiro trabalho e para isso foi convocado o
artista Paul Whitehead, uma arte de primeiro tamanho
de qualidade, parece ter sido feito em outro século,
em outra época. As personalidades da gravação também
mudam não era mais aquele produtor o Jonathan King,
que os criou e que mais tardar a banda depositaria
um rancor contra ele, era John Anthony e Robin Cable
(os mesmos na ocasião também que cooperavam com o
Van Der Graaf Generator). Uma mudança na bateria
ocorria no final de 1.969 era John Mayhew que se
encarregaria de participar neste trabalho (e o único
por sinal) no lugar de John Silver. As letras
ficaram mais complexas e as faixas maiores tambem. O
vocal de Peter Gabriel está mais expressivo passando
mais poder e confiança ao público. Os teclados de
Tony Banks passam a dominar mais as músicas e os
violões e guitarras de Rutherford e Phillips
transmitem mais complexidade e mais harmonização
especialmente Anthony Phillips que começa a
demonstrar seu virtuosismo. Gravado em Outubro de
1.970 é um dos poucos albums que o público associa
na era de Peter Gabriel como um dos melhores por
incrivel que pareça !!!!! Isto provavelmente deve
ser devido pelo line-up que existiu e a grande
maioria associa que no caso seria a partir do album
seguinte Nursery crime (1.971) com Steve Hackett nas
guitarras e Phil Collins nas baterias e Trespass
parece que ainda fica esquecido por este detalhe
deste line-up. É um trabalho que deve ser ouvido com
muita atenção pois talvez para um trabalho do
Genesis é puramente progressivo e se bobear a frente
dos outros que a banda lançou posteriormente. A leve
impressão que se tem é de parecer determinadas
faixas muitas vezes serem melhores que as outras
neste disco possivelmente por elas estarem muito
equilibradas entre si, quase não tem uma faixa fraca
no Trespass pelo menos é o que aparenta ao se
escutar atenciosamente. Pena que a banda parece não
reconhecer isso também pois nos trabalhos oficiais
ao vivo quase não tem essas faixas com excessão da
"The knife", "Stagnation" que está inteirinha
milagrosamente na caixa Genesis Archives, Vol. 1:
1967-1975 - The Gabriel Years (1.998) e as vezes
curtos trechinhos instrumentais do final da propria
"Stagnation" e a "Visions of angels" que pode ser
apreciada num tributo deles "The fox lies down"
(1.998) e é executada incrivelmente bem até em
qualidade de som e expressão de vocais pelo
australiano Daevid Allen (da banda francesa Gong)
and Solid Space, muito boa edição desta faixa para
um tributo do Genesis.
Outra coisa lamentavelmente é depois deste magnifico
trabalho a saida de Anthony Phillips pois obviamente
a banda não seria o que foi nos anos 70, se ele
ainda permanecesse. Phillips era impressionantemente
muito bom, transmitia "alma" acústica no Genesis e
gradualmente pode-se perceber isso do primeiro para
este segundo trabalho. Mas Phillips preferiu se
entregar a uma carreira solo bem distinta.
"Looking for someone" - A entrada inicia com Peter
Gabriel citando logo de cara o nome da faixa tem
vários trechos diferentes é calma no início e ai vem
uma guitarra junto com a bateria acompanhando os
refrões existentes. Ai vem então um solo que tem a
presença da bateria acompanhada pela guitarra depois
voltam os refrões novamente apresentando
posteriormente um solo do moog de Banks e juntamente
Peter Gabriel tocando flauta vai ficando crescente e
progressiva até que finalizam a música de vez.
"White mountain" - relativamente tranquila, calma e
agradavel com muita presença de violões acústicos
arpejando constantemente ao longo da faixa e a
flauta de Gabriel geralmente os acompanha quando não
canta. Quando ele inicia nos refrões a cantoria os
violões o acompanham e no fundo um órgão soando bem
baixinho a medida que a bateria entra esse órgão de
Banks fica mais presente conforme vai crescendo a
melodia pelas tres vezes até que quando volta a
ficar mais tranquilo o refrão a flauta rouba a cena
em conjunto com os violões. Antes do termino da
faixa a essa altura que está tranquila ouve-se
assobios no fundo com o órgão e percebe-se murmurios
dos integrantes da banda que finaliza enfim a
música.
"Visions of angels" - inicia com a entrada de um
arpejos simples de piano entrando o violão de
Phillips interrompido pela bateria de Mayhew quando
Gabriel inicia as letras da música e então no
decorrer do refrão que vai ficando progressivo na
melodia do vocal aparecendo um coro vocal no fundo,
bastante quebrada em termos de música repete-se duas
vezes os refrões quando entra na parte solo da
música muito teclado e este se torna muito agradavel
com a tranquilidade que apresenta retornando a um
terceiro refrão que então finaliza a faixa
apresentando os mesmos acordes de piano a que havia
iniciado a faixa.
"Stagnation" - é uma faixa muito bem estruturada com
quase 9 minutos de duração e calma no início com
muitas dedilhadas de violões tambem que Gabriel os
acompanham no decorrer de sua cantoria assim que ele
termina as letras desta primeira parte vem a
primeira parte instrumental da música que apresenta
um sintetizador de Banks com um timbre bem agudo
acompanhado ainda pelos violões de Phillips e
Rutherford e vai então crescendo dando a entrada da
bateria que vai fazendo o crescimento da
instrumentação e um dos violões lembra um som de
mandolim até que eles interrompem esse trecho
instrumental permitindo a flauta de Gabriel surgir
em cena antes que ele retorne a cantar as outras
letras da faixa ficando com o vocal mais grosso até
e nesse instante a faixa está tranquila e suave com
um perceptivel coro vocal no fundo tocado em
conjunto com uma sinetinha a bateria surge em
seguida ficando progressiva novamente a faixa e mais
uma vez interrompem para dar inicio a outra parte
solo instrumental da música com a recepção de uma
flauta que vai ficando crescente sendo acompanhada
pelo restante da banda e finalizando a música de
vez. Esse é geralmente um trecho que em algumas
ocasiões a banda executa ao vivo e está registrada
em seus trabalhos como o "Seconds out" (1.977) na
parte instrumental solo de "I know I what I like" e
"The way we walk II - The longs" (1.993) em "Old
Medley".
"Dusk" - é a menor faixa do album com um pouco mais
de 4 minutos, muito tranquila com muitos arranjos de
violões inicia com um bonito acorde de violão de
Phillips e ele passa a dedilhar quando Gabriel
começa fazer os vocais e a medida que a música vai
pouco crescendo Banks acrescenta um piano. Na parte
solo mais arpejos de violão e a flauta de Gabriel
enfatiza este solo retornando ao refrão final onde
vai ficando bem suave e tranquila a faixa.
"The knife" - é a maior faixa do album com quase 9
minutos de duração é a mais conceituada do Trespass.
É uma das faixas talvez a mais "agressiva" do album.
Inicia em ritmo de marcha que aos poucos vai
crescendo a medida que Gabriel vai coordenando os
vocais. Quando são finalizado os refrões que contem
as letras a faixa fica progressiva de tal maneira
que surge uma guitarra elétrica quando interrompem a
faixa em parte solo da música onde o baixo acompanha
o órgão de Banks e permite a introdução da flauta
num espaço de melodia suave. O vocal volta em cena
meio "esdrucho" em conjunto com as dos outros
companheiros ficando um tanto repetitivo quando
surgem vocais dando a impressão de gritos e um apito
e a guitarra que rouba o solo nesta parte
instrumental ficando crescente até que a banda se
tranquiliza com o som de teclados. Eis que surge um
mini-bolero e o moog vai tomando conta até o ritmo
se transformar em marcha novamente o fim da faixa
então fecha fortemente com a bateria, o baixo e a
guitarra que tem forte presença neste momento.
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