Stanley
Whitaker - guitarras de
6 e 12 cordas, voz. Kit Watkins - moog,
hammond B3, sintetizadores, piano, cravo,
mellotron, clavinete, marimbas, recorder. Frank
Wyatt - piano, cravo, saxofone, flauta.
Rick Kennell - baixo. Ron Riddle -
bateria, percussão.
Faixas:
1. Service
With A Smile (2:42)
2. Morning Sun (4:05)
3. Ibby It Is (7:51)
4. Steaming Pipes (5:42)
5. Wind Up Doll Day Wind (7:10)
6. Open Book (4:54)
7. I Forgot To Push It (3:03)
9. The Moon, I Sing (Nossuri) (6:16)
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Happy The Man - Crafty Hands (1978)
Formada em 1974 pelo tecladista Kit Watkins
(também conhecido por rápida passagem no Camel),
Frank Wyatt, Stan Whitaker e Rick Kennell, a
banda surgiu com o nome tirado a partir de um
antigo single do Genesis. A partir de alguns
contatos a banda chama a atenção de Peter
Gabriel, quando consegue um bom contrato com a
Arista, lançando no ano de 1977 o primeiro disco
auto-intitulado Happy the Man. Para a formação
que viria a gravar Crafty Hands, a mudança é o
baterista Mike Beck que sai dando lugar ao
excelente Ron Riddle.
Crafty Hands foi lançado em uma fase na qual o
rock progressivo começava a mostrar nítidos
sinais de decadência, é na minha opinião um dos
melhores discos do ano de 1978 no estilo, ao
lado do debut do UK e de Tormato do Yes (um
disco que eu gosto bastante). O destaque
inevitável é o trabalho do virtuoso tecladista
Kit Watkins, com formação em música clássica e
influenciado por Jan Hammer, junto ao baterista
Ron Riddle. Happy The Man traz uma mescla de
space-fusion e sofisticado progressivo sinfônico
na linha de Yes, Camel e Gentle Giant, arranjos
com densas camadas de teclados e guitarras
alternando momentos bem viajantes com
quebradeiras complexas. O disco ainda é bastante
marcado por compassos de divisões ternárias.
A linda Service With A Smile foi uma excelente
escolha para abrir o disco, deixa a impressão de
que um trabalho primoroso está por vir.
Bons momentos também são encontrados em Ibby The
Way It Is, Streaming Pipes, trazendo uma
sonoridade meio Dixie Dregs. Com exceção de Wind
Up Doll Day Wind, uma excelente música que
lembra um pouco Genesis, o disco é quase
totalmente instrumental,
Open Book é uma das melhores do disco, traz
lindos sons de recorder e cravo, bastante folk
em uma sonoridade medieval, ao mesmo tempo
complexa e viajante.
I Forgot To Push It traz frenéticas quebras de
tempo mas imagino que seria bem melhor se
abrisse espaços para improvisos e tivesse alguns
minutos a mais. Trazendo músicos tão virtuosos
talvez esse seja um dos pecados deste disco, em
alguns momentos estes parecem muito presos na
busca de uma execução precisa, além de
eventualmente buscar uma sonoridade space muito
etérea e asséptica carecendo de maior energia,
vibração e emoção, como acontece em Morning Sun
e The Moon, I Sing. Quem souber lidar com esse
pequeno revés vai se deparar com um disco
maravilhoso.
Como pode ser observado a partir da diversidade
presente em Open Book, Streaming Pipes e Wind Up
Doll Day Wind, Crafty Hands não se mostra um
disco muito coeso musicalmente, mas a qualidade
das composições, a precisão e o nível técnico
são mantidos sempre muito elevados. Esse disco
pode não ser uma obra-prima mas certamente está
entre os melhores discos produzidos nos EUA
durante os anos 70 em termos de qualidade,
bastante recomendado.
No ano de 1999 a banda voltou à ativa e
participou do Festival NEARFest trazendo
praticamente a mesma formação de Crafty Hands:
Stan Whitaker, Frank Wyatt, Rick Kennell, Ron
Riddle e uma surpresa, David Rosenthal
substituindo Kit Watkins, considerado uma das
peças mais importantes do grupo.
Marcus
25/03/2003
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