Tim Hodgkinson - Orgãos,
alto sax, clarinete, guitarra havaiana, piano. Lindsay
Cooper - bassoon, oboe, soprano sax,
sopranino recorders. Fred Frith -Guitarra
electrica e acoustica , baixo, soprano sax. Chris
Cutler - bateria, piano e trumpete. Anne-Marie
Roelofs - trombone, violino. Irene
Schweizer - piano. Georgie Born -
baixo.
Faixas:
1-History & Prospects
Industry 6:51
The Decay Of Cities 6:49
On The Raft 3:58
2-Day By Day
Falling Away7:30
Gretel's Tale 3:52
Look Back 1:13
Half The Sky 6:37
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Henry Cow - Western Culture (1978)
Sem dúvida o movimento
progressivo conhecido como Rock In Oposition, ou
RIO, consolidado em 1978, é um dos mais vistos
com um pé atrás, seja pelo público mais
interessado num progressivo mais convencional,
em relação ao som extremamente complexo e
repleto de influências, nuances e inovações
que esses grupos apresentavam, seja pela crítica
especializada, que nunca olhou com bons olhos
para a atitude independente, ousada e sem
concessões que esses grupos se relacionavam com
a mesma.
Para podermos ver como esse movimento na verdade
foi criativo, inovador e caótico(no melhor
sentido da palavra)devemos passar os olhos no
expoente mais conhecido e que de certa forma,
definiu com perfeição o que essa corrente
realmente quis mostrar não só ao meio
progressivo, mas também ao meio musical como um
todo, o grupo Inglês Henry Cow.
Formado em 1968, pelo excepcional guitarrista
Fred Frith e por Tim Hodkingson, o grupo seguiu
por um longo período de desenvolvimento sonoro
e de estabilização de sua formação antes de
colocarem suas idéias em estúdio. Frith,
apesar de influenciado pela escola de cantebury,
decidiu que o grupo deveria impor um som
totalmente inovador, sem que houvesse nenhuma
camisa-de-força de estilo ou de uma influência
musical sonora única. Os primeiros trabalhos do
grupo, Legend de 1973, Unrest de 1974 e In
Praise Of Learning de 1975( com as famosas capas
que mostravam uma meia) explicitavam justamente
o que o grupo pretendia com seu som: improvisações
altamente complexas, misturas de diversas influências
sonoras , quebras de tempo e solos feitos de
forma insana e caótica. E aí se definia um
novo estilo de se fazer o som progressivo,
totalmente não convencional, diferente, porém
de uma riqueza musical impressionante.
Western Culture apresentava a banda finalmente
atingindo uma coesão sonora e técnica. As duas
suítes que compõem esse brilhante álbum foram
tirados de diversas sessões de estúdio e de
improvisações que o grupo fazia ao vivo entre
1976 a 1978. O mesmo decidiu por tirar os vocais
que faziam(pequena) parte nos discos anteriores
e decidiu-se por apenas incluir a parte
instrumental do grupo .
A primeira faixa, History & Prospects
apresenta uma complexidade sonora
impressionante, com uma diversidade de solos e
de pitadas de influências sonoras, jazz, blues,
folk, que às vezes nos obrigam não só a
escutar o álbum e sim analisar o que esses músicos
estão fazendo ou querendo nos mostrar. A
segunda, Day By Day, além de nos brindar com
essa complexidade sonora, mostra também Frith,
Cutler e Hodkinson em uns de seus melhores
momentos no grupo, virtuosos e coesos, insanos e
competentes ao mesmo tempo. Sem dúvida, um clássico
do estilo.
Infelizmente após o lançamento desse álbum em
meados de 1978, sendo que o mesmo recebeu uma
positiva recepção da crítica e que nesse
mesmo ano se consolidaria o movimento
RIO(estimulado pelo próprio Cow) diferenças
pessoais, musicais e até políticas rachariam
de forma inconciliável o grupo, sendo que o
mesmo se separaria no mesmo ano. Ironicamente, o
esfacelamento do grupo coincidiria com o
nascimento do RIO.
Mesmo assim, a influência do grupo continua até
os dias de hoje e o próprio movimento deu
frutos bastante interessantes com grupos como
Univers Zero e Thinking Plague.
Se você busca um progressivo não convencional,
experimental, criativo e inovador, esse álbum
é a melhor forma de começar esse caminho.
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