
EUA, 1981.
Peter Mark
Prince - vocais, baixo, violão, piano,
sintetizadores
Bill Kotapish - guitarra, violão, vocais
Bobby Read - sax, flauta, clarinete,
xilofone, sintetizadores, vocais
Joe “Stellar” Prince - bateria, percussão
1. It's Good Fun
(3:42)
2. Hardt (2:18)
3. In the Aisles (2:16)
4. Louise Sitting in a Chair (4:19)
5. Beese (7:09)
6. Sudden Dusk (4:02)
7. Lamplight (3:15)
8. Grandfather Was the Driver (3:20)
9. Trees for the Forest (6:34)
10. In the Midst of Making (5:33)
11. No Cows* (7:07)
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However
Sudden Dusk
Dados da resenha:
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Curiosamente, quando
comprei este álbum, ainda não o tinha escutado e
nem sequer conhecia a banda (apenas fazia uma
idéia do som pelo que tinha lido no encarte e
pela internet), e algo me dizia que iria me
agradar (sei que já tiveram essa sensação
também, não é?). Felizmente, meu instinto neste
caso estava certo e o disco me foi uma grata
surpresa: ao meu ver ele é muito bom, mas
infelizmente pouco conhecido. Esta banda da
costa leste norte-americana lançou somente este
primeiro trabalho em 81 e “Calling”, em 84, que
tem a presença adicional de um vocal feminino.
“Sudden Dusk” possui harmonias complexas e
atonais, por vezes bem ao estilo
krimsoniano,
como se vê por exemplo em “Hardt” e “Sudden Dusk”
(mas sem a secura e o instinto opressivo da
banda de Robert Fripp); mas, mescladas à estas
harmonias há também momentos de maior pureza
melódica (como em ”Louise Sitting in a Chair” e
no trecho final de “Beese”). Os arranjos são
intrincados e bem trabalhados, além de ótima
performance instrumental. São também notáveis as
influências da escola Canterburyana (Hatfield
and The North, National Health) adaptados aos
padrões concisos e mais acessíveis do rock
estadunidense, com uma irreverência ao melhor
estilo de Frank Zappa. Há muitas quebras de
andamento, além de uma sonoridade bastante
próxima em certos momentos ao fusion do Happy
the Man, especialmente do disco “Crafty Hands”.
Percebe-se também algumas semelhanças de estilo
com o conterrâneo The Muffins e algo da vertente
Rock-in-opposition. Mas certamente, o principal
predomínio e “influência confessa” no som deles
seria o Gentle Giant, principalmente no que diz
respeito às complexas melodias vocais (”It’s
Good Fun”, “In The Aisles”, “Grandfather was the
Driver”, “No Cows”). Na verdade, o However é
daquelas bandas que funde todas essas
influências de tal forma, que se torna uma
sonoridade a ser encaixada em mais de uma
vertente dentro do progressivo, ou em nenhuma
delas. Mas, a despeito disso tudo, o som deles
consegue ser bem palatável.
Quanto aos músicos, além da já citada
competência nas execuções, notamos que não há
nenhum deles que possua um maior caráter de
destaque em relação aos outros, todos parecem
possuir igual importância e presença nas
músicas. Ou seja, pode-se dizer que todos fazem
o seu papel em perfeito equilíbrio e sinergia
dentro do contexto sonoro (particularmente, uma
característica que muito me agrada em uma
banda).
Com certeza este é um grande trabalho dentro do
rock progressivo americano, pouco divulgado e de
certa forma esquecido em meio aos desacreditados
anos 80. A última faixa, “No Cows”, é uma bônus
track feita em 1984 e incluída no relançamento
do álbum em CD (1992).
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