EUA, 1981.


Peter Mark Prince - vocais, baixo, violão, piano, sintetizadores
Bill Kotapish - guitarra, violão, vocais
Bobby Read - sax, flauta, clarinete, xilofone, sintetizadores, vocais
Joe “Stellar” Prince - bateria, percussão


1. It's Good Fun (3:42)
2. Hardt (2:18)
3. In the Aisles (2:16)
4. Louise Sitting in a Chair (4:19)
5. Beese (7:09)
6. Sudden Dusk (4:02)
7. Lamplight (3:15)
8. Grandfather Was the Driver (3:20)
9. Trees for the Forest (6:34)
10. In the Midst of Making (5:33)
11. No Cows* (7:07)


However

Sudden Dusk

 
Dados da resenha:
Autor: Gustavo (vital signs); recebida em: 03/02/2005.
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Curiosamente, quando comprei este álbum, ainda não o tinha escutado e nem sequer conhecia a banda (apenas fazia uma idéia do som pelo que tinha lido no encarte e pela internet), e algo me dizia que iria me agradar (sei que já tiveram essa sensação também, não é?). Felizmente, meu instinto neste caso estava certo e o disco me foi uma grata surpresa: ao meu ver ele é muito bom, mas infelizmente pouco conhecido. Esta banda da costa leste norte-americana lançou somente este primeiro trabalho em 81 e “Calling”, em 84, que tem a presença adicional de um vocal feminino.

“Sudden Dusk” possui harmonias complexas e atonais, por vezes bem ao estilo krimsoniano, como se vê por exemplo em “Hardt” e “Sudden Dusk” (mas sem a secura e o instinto opressivo da banda de Robert Fripp); mas, mescladas à estas harmonias há também momentos de maior pureza melódica (como em ”Louise Sitting in a Chair” e no trecho final de “Beese”). Os arranjos são intrincados e bem trabalhados, além de ótima performance instrumental. São também notáveis as influências da escola Canterburyana (Hatfield and The North, National Health) adaptados aos padrões concisos e mais acessíveis do rock estadunidense, com uma irreverência ao melhor estilo de Frank Zappa. Há muitas quebras de andamento, além de uma sonoridade bastante próxima em certos momentos ao fusion do Happy the Man, especialmente do disco “Crafty Hands”. Percebe-se também algumas semelhanças de estilo com o conterrâneo The Muffins e algo da vertente Rock-in-opposition. Mas certamente, o principal predomínio e “influência confessa” no som deles seria o Gentle Giant, principalmente no que diz respeito às complexas melodias vocais (”It’s Good Fun”, “In The Aisles”, “Grandfather was the Driver”, “No Cows”). Na verdade, o However é daquelas bandas que funde todas essas influências de tal forma, que se torna uma sonoridade a ser encaixada em mais de uma vertente dentro do progressivo, ou em nenhuma delas. Mas, a despeito disso tudo, o som deles consegue ser bem palatável.

Quanto aos músicos, além da já citada competência nas execuções, notamos que não há nenhum deles que possua um maior caráter de destaque em relação aos outros, todos parecem possuir igual importância e presença nas músicas. Ou seja, pode-se dizer que todos fazem o seu papel em perfeito equilíbrio e sinergia dentro do contexto sonoro (particularmente, uma característica que muito me agrada em uma banda).

Com certeza este é um grande trabalho dentro do rock progressivo americano, pouco divulgado e de certa forma esquecido em meio aos desacreditados anos 80. A última faixa, “No Cows”, é uma bônus track feita em 1984 e incluída no relançamento do álbum em CD (1992).