
Jukka Hannukainen
- vocais (2, 10), sintetizadores, programação.
Tuomas Hänninen - guitarras. Jussi
Kärkkäinen - guitarras, órgão. Jarno
Sarkula - baixo, órgão. Nina Lehos -
oboe. Topi Lehtipuu - vocais, violino.
Marko Manninen - violoncelo. Teemu Hänninen
- bateria.
Faixas:
1. Örn (3.58)
2. Raskaana (3.10)
3. Hämärän joutomaa (7.07)
4. Pannuhuoneesta (2.08)
5. Luottamus (4.30)
6. Kaivoonkatsoja (4.00)
7. Kosto (5.57)
8. Hätä (3.42)
9. Myrskynmusiikkia (6.46)
10. Hyönteiset (3.13)
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Höyry-Kone - Hyönteisiä Voi Rakastaa
(1995) Por
guitarzeus
Höyry-Kone, que em português significa 'Máquina a
vapor', foi formada na Finlândia em 1991 por Jussi
Kärkkäinen e Teemu Hänninen. Em pouco tempo chamaram a antenção
de Jan-Erik Liljeström (Anekdoten), a partir do que
conseguiram um contato com o selo APM. A banda
finalmente aparece com seu primeiro disco em 1995,
intitulado Hyönteisiä Voi Rakastaa, cuja tradução
revela curiosamente 'É possível amar insetos'. Este
disco de imediato estabelece a banda como uma das
melhores surgidas no progressivo nórdico durante os
anos 90 junto a Änglagård, Anedokten e Landberk.
Musicalmente as semelhanças em alguns momentos
permitem comparações em maior escala com King
Crimson (Discipline, que rendeu a banda o injusto
apelido de Finn Crimson) e Anekdoten, esta última à
qual estiveram obviamente bastante ligados.
Com boa vontade é possível admitir influências
díspares atribuídas à banda como Can, Henry Cow, Van
der Graaf Generator, Gentle Giant; e embora em
nenhum lugar tenha sido dito, acredito ainda que o
nome da banda seja mesmo uma reverência fonética a
Henry Cow, não uma mera coincidência. Os membros do
grupo ainda afirmam unanimamente ter escutado Iron
Maiden e chegaram a tocar um cover instrumental de
The Trooper no disco tributo Slave to the Power,
faixa também executada em shows.
Desde o prog sinfônico ao heavy prog, passando por
doses de psicodelia canterburiana, ska, opera,
chamber-rock e techno-trance presente em alguns
momentos, Höyry-Kone é muito diferente de todas as
bandas citadas, sempre buscando uma mistura
surpreendente e uma diversidade de estilos quase
excêntrica. Utilizando instrumentação rica,
interessantíssimas variações rítmicas e dinâmicas
aliadas a uma melancolia e tristeza melódica típica
da música finlandesa, a diversidade é tanta que
seria difícil escolher uma faixa que representasse
com fidelidade as influências contidas, mas ainda
assim é um trabalho bastante coeso.
Formada por músicos com sólida formação musical, a
performance é executada com perfeição, sempre
precisa nos arranjos (onde a presença de violino,
cello e oboe garantem certa erudição) e na
orquestração até nos momentos mais insanos e
complexos, a produção também é excelente. As letras
são sempre cantadas em finlandês, que soa bastante
interessante e sempre um complemento perfeito para a
música. Algumas faixas apresentam vocais líricos em
coral ou operísticos, visto que Topi Lehtipuu é
cantor com verdadeira formação em música clássica e
ópera. Na performance avantgarde de Kosto e
precisamente na metade de Myrskynmusiikkia, com
certo acento étnico árabe, a voz chega a lembrar
Demetrio Stratos (Area).
Um segundo disco, intitulado Huono Parturi, foi
lançado em 1997 e é considerado, dentro do possível,
um disco mais acessível que Hyönteisiä Voi Rakastaa.
Com a saída de três integrantes, Jarno Sarkula,
Teemu Hänninen e Marko Manninen que com uma proposta
acústica bem diferente formariam em 1997 o
Alamailmaan Vasarat, houve uma debandada que entre
outros fatores provocaria o encerramento de
Höyry-Kone. Segundo os próprios: "devido à carência
de motivação, inspiração, tempo e outros
ingredientes necessários para manter em atividade um
grupo musical criativo, nós há algum tempo atrás
decidimos deixar o vapor remanescente fugir ao
boiler e encerrar o Höyry-Kone (máquina de vapor)".
Há ainda um agradecimento aos fãs e a todos que
deram suporte à música da banda de alguma forma
durante todos os anos.
Um disco bastante original, daqueles que cativam à
medida que mais audições se fazem necessárias para
uma boa compreensão de seu conteúdo (pois é mesmo
daqueles difíceis de gostar à primeira vez), é uma
audição obrigatória em termos de progressivo nos
anos 90. Eu não poderia recomendar este disco o
suficiente!
Marcus
02/04/2003
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