Ermino Salvaderi:Guitarra e voz. Pietruccio Montalbetti: baixo. Giancarlo Sbriziolo: guitarra e voz. Mario Totaro: teclados.


Faixas:
1. donna paesaggio
2. il viso
3. il cuore
4. intermezzo
5. la cattedrale dell'amore
6. le gambe
7. suite relativa
8. monti e valli
9. i sogni
10. la notte
11. sintesi


I Dik Dik - Suite Per Una Donna Assolutamente Relativa (1972)
 
Por Junius


Falaremos aqui do histórico grupo italiano Dik Dik que não é muito conhecido do público brasileiro mas que fez muito sucesso na Itália nos anos 60 e 70 especialmente também no setor que conhecemos como progressivo sound.

Pietruccio (Pietro Montalbetti) e Lallo (Giancarlo Sbriziolo) se conhecem já na mesma escola elementar, moram no mesmo bairro em Milão. Sucessivamente conhecem Pepe (Erminio Salvaderi) e a amizade é verdadeira desde essa tenra idade.


DREAMERS, SQUALI, DIK DIK

Antes de tornarem-se Dik Dik são os Dreamers, depois Squali. Estamos no início dos anos 60: Se exibem nas festas estudantescas e nos locais que naqueles tempos precisavam de uma frenesia e uma necessidade de novidades que Milão então respirava.
Tomam o nome Dik Dik, uma gazela africana, a explicação seria porque tiveram que aprender a saltar mais longe para emergir e conseguem!!!
Os três se aproximam da música dos Beatles, fortificados e plenos de coragem, prontos ao grande salto conseguem obter um contrato discográfico com a gravadora Ricordi quando durante um ensaio encontram o então desconhecido LUCIO BATTISTI, também ele lá pelo mesmo motivo. Conseguem junto com Lucio, uma escritura e colaboram juntos com o lendário Mogol (Giulio Rapetti).

O primeiro disco:

O single, 1-2-3, do debutar deles, vem apresentado em anteprima por Gianni Boncompagni em Bandiera Gialla. É um bom início. Nasce assim o grupo formado por Pietruccio Montalberti, Sergio Panno (bateria), Mario Totaro (teclados), Lallo (Giancarlo Sbriziolo-voz e guitarra) e Pepe (Erminio Salvaderi-guitarra e segunda voz) que une ainda mais a amizade que já existia.

A colaboração Battisti-Dik Dik-Mogol, dura sete anos, durante os quais acontecem muitos sucessos discográficos: "Sognando la California", "Il mondo è con noi", "Guardo te e vedo mio figlio", "Il vento", "Vendo casa", "Dolce di giorno", "Se io fossi un falegname", "Io mi fermo qui", "Il primo giorno di primavera", "Senza luce"

A sabedoria de escolha de covers ingleses e americanos que

Cantam ainda covers ingleses e americanos como California dreamin', A whiter shade of pale, If a were a carpenter, Mighty Quinn, canções que traduzidas em italiano, atingem o coração dos italianos e se tornam expressões de liberdade e alegria para a juventude que se identifica com essa música.

Os Dik Dik se tornam assim o grupo italiano com mais hits em classificação. Começam após a colaboração com Mogol e Battisti uma outra com Maurizio Vandelli, produzindo mais sucessos discográficos tais como: L'isola di Wight, Viaggio di un poeta, Storia di periferia, Help me.


De Sanremo a Montreaux, de Cuba ao Chile

Participam das maiores manifestações e encontros musicais em todo o mundo. Do Festival de Sanremo, Cantagiro e Festivalbar, passam o entusiasmo e profissionalismo ao Festival de Montreaux, em Cuba e no Chile e em várias tournées em toda a Europa, na América do Sul e nos Estados Unidos.

O cantor e showman napolitano Renzo Arbore declara que eles tiveram o mérito de ter difundido com grande profissionalismo as novas tendências musicais, entre as quais o som californiano que por eles penetraram na Italia.

O PROGRESSIVO

Também eles aderem com total êxito ao progressivo que estava em onda na Itália no início dos anos 70 publicam com enorme sucesso "Suite per una donna assolutamente relativa" de 1972, os posteriores são "Storie e confusioni" no ano seguinte e o último "Volando" em 1976. Destaque para o primeiro que é achado com facilidade no Brasil nas lojas especializadas em progressivo.
O grupo ainda continua em atividade a exemplo de outros da época como Formula 3, I Giganti, Le Orme, todos com mais de 30 anos de existência! Porque na Itália a música não pode morrer nunca...