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Nico Di
Palo - guitarra, voz.
Maurizio Salvi - teclados. Frank Laugelli
- baixo, voz. Ric Parnell - bateria.
Faixas:
1.
Divine Mountain, Journey Of Life
a) Part 1 - Vision Of Majesty - 3:41
b) Part 2 - Travelling The Spectrum Of My Soul -
5:55
c) Part 3 - The Valley Of Mists - 4:53
d) Part 4 - Vision Fullfilled - 4:37
2. Divinity (Dedicated To Satguru Maharaji And His
Followers)
a) Part 1 - 3:59
b) Part 2 - 7:15
c) Part 3 - 5:57
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Ibis - Sun Supreme (1974) Por
guitarzeus
Após o
excelente UT em 1973, a banda New Trolls sofreu
uma ruptura forte em sua formação devido às
divergências músicais envolvendo Vittorio De
Scalzi e Nico de Palo. De Scalzi formou então o
New Trolls Atomic System, enquanto Nico de Palo
deu sequência com a mesma formação de UT gravando
em seguida o disco Canti D'Innocenza, Canti
D'Esperienza. Como o nome New Trolls ainda estava
sendo disputado judicialmente, esta banda ficou
conhecida apenas pelo nome 'Nico, Gianni, Frank &
Maurizio', mas este disco é frequentemente
incluído na discografia do Ibis.
No ano de 1974, Gianni Belleno sai sendo
substituído por Ric Parnell, vindo da inglesa
Atomic Rooster. A banda consegue um contrato com a
Polydor e adota o nome de Ibis - sugerido por
leitores do fanzine Ciao 2001 em uma enquete -
para o lançamento de Sun Supreme, cantando em
inglês.
A música varia de progressivo sinfônico,
orquestral, a um energético hard-prog marcado por
ricas harmonias vocais, arranjos e instrumentação.
O álbum Sun Supreme é dividido em duas suites de
longa duração. A primeira é Divine Mountain,
Journey Of Life, caracterizada por alternar
incursões acústicas, lindos dedilhados de violão,
melodias calmas e tranquilas, ou um hard-prog
marcado por fortes harmonias vocais e vozes em
falsete que podem tornar a audição difícil para
quem não estiver acostumado, especialmente nas
faixas Travelling The Spectrum Of My Soul e The
Valley Of Mists. Quem conhece os primeiros discos
do Queen sabe do que se trata.
A suíte intitulada Divinity é uma obra-prima
dentro do disco, misteriosa e climática, a
sonoridade é mais voltada para o instrumental e
com magnífico trabalho de teclados de Maurizio
Salvi. Na segunda parte há um solo de bateria de
Ric Parnell que dura quase cinco minutos, todos os
músicos mostram ser muito bons e competentes. A
terceira parte da suíte abre enigmática e serena,
em um clima místico que assemelha-se a Yes e fecha
o disco com excelência.
Os falsetes vocais em algumas faixas da suíte
Divine Mountain não me atraem muito, embora eu
prefira o disco seguinte, auto-intitulado Ibis,
Sun Supreme é um excelente disco e quem quiser se
extender nos projetos paralelos ao New Trolls não
irá se arrepender. Recomendado ainda a quem
aprecia outros italianos como Museo Rosenbach, Il
Balletto Di Bronzo ou Semiramis.
Marcus
31/01/2003
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