Armando
Paone, vocais e teclados. Fabio Fabiani,
vocais e guitarra. Marcello Martorelli,
baixo. Sandro Laudadio, bateria e vocais.
Faixas:
1)Il trionfo
dell'egoismo, della violenza, della presunzione e
dell'indifferenza
2)Impotenza dell'umiltà e della rassegnazione
3)Canzone della speranza
4)Evasione
5)Risveglio e visione del Paese dei balocchi
6)Ingresso e incontro con i baloccanti
7)Canzone della verità
8)Narcisismo della perfezione
9)Vanità dell'intuizione fantastica
10)Ritorno alla condizione umana
11)Fantasia e poesia
12)Amore per gioco
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Il Paese Dei Balocchi - Il Paese Dei
Balocchi (1972)
Este foi um grupo originário
da região do Lácio e que promoveu um disco em
1972 (CGD) de mesmo nome que a banda. O quarteto
era dominado pelos teclados de Armando Paone. A
obra se baseia em uma viagem transcendental. Orgão,
mellotron e synt em abundância e momentos muito
enérgicos como em "Impotenza dell'umiltà
e della rassegnazione", o curioso, segundo
o vocalista Fabio Fabiani amigo pessoal deste
resenhista, que o melhor da banda ficaria para
os discos subsequentes que jamais saíram a
custa de problemas financeiros dos componentes
que viriam a deixar o grupo. O disco se inspira
na "viagem" do homem nas suas
virtudes, fraquezas, fragilidades e sonhos.
Participam com absoluto sucesso ao Festival de
Vila Pamfili, em Roma, que abrigaria naquele 72
as melhores bandas da Itália e do exterior.
Ressalta-se que todos os componentes são
autores das músicas mas as mesmas acabaram-se
por terem sido registradas na maior parte no
nome de Armando Paone pois os integrantes não
tinham condições financeiras para fazê-lo
individualmente preferindo que apenas um
componente oficialmente fosse o autor. Na edição
em CD, estão incluídas duas faixas bônus que
foram lançadas na época como singles, as
faixas onze e doze "Fantasia e poesia"
e "Amore per gioco", ambas de 1979, último
ano dos Paese dei balocchi.
O impressionante é que o disco é um dos mais
vendidos e procurados hoje pelos admiradores do
progressivo segundo o mesmo Fabiani. Ele e
Sandro mantém a amizade de mais de 30 anos e
tocam somente por divertimento nas night clubs.
Fabiani teve um grave acidente que o impede de
exercer outra função.
Segue-se abaixo um depoimento do vocalista Fabio
Fabiani para o autor desta resenha inclusive já
divulgado neste fórum:
"Carissimo André:
Deve saber que para fazer este LP em 72, nos
fechamos em um restaurante com os nossos
instrumentos de então, isto é, não tínhamos
os computadores e a eletrônica sofisticada de
hoje mas somente a minha guitarra (Gibson
Custom) mais o amplificador Marshall a válvolas
com dois box enormes, um baixo Gibson, um orgão
Hammond com anexo um Leslye, uma bateria Ludwing
e uma grande vontade de "espandir-se"
no universo e... voar com a nossa fantasia
musical.
Em três meses de trabalho duro (muitas vezes
nos esquecíamos até de comer), tivemos muitos
altos e baixos e navegávamos continuamente nas
ondas das emoções, isto é algumas vezes uma
passagem musical nos agradava demais e um dia
depois um pouco menos, mas seguramente neste
tempo criamos tanta mais tanta boa música para
preencher não só um mas três LPs e ironia da
sorte, as nossas músicas melhores as deixamos
reservadas para o segundo e o terço LP que
estavam em programação de modo que tivesse uma
continuação lógica desta viagem no "ser
humano" com o primeiro LP. O segundo seria
a "tomada de consciência" e "o
conhecimento de si mesmo" e enfim o
terceiro com "a aproximação com o
Divino". "Inalcançável" porque
assim "deve ser". E enfim descobre que
na "tua condição humana" sempre
estiveste no lugar certo. Imaginamos o ser
humano como um "Paese dei balocchi"
(País dos brinquedos), onde cada um pode achar
um pouco de si mesmo feito de bem, de mal, de
amor, de sonho, de esperança.
Deves saber que no primeiro LP (esse que tu
tens) que prevemos poucas partes vocais, para
reservar mais aos outros sucessivos, de fato uma
nossa grande qualidade eram também as nossas
vozes entre coros e falsetes e vozes plenas
(muito altas) que naturalmente usávamos nos
nossos mega concertos ao vivo como o histórico
de 72 em Roma (a nossa cidade) em Vila Pamfili
quando por três dias, seguidamente se exibiram
no mega palco com 300.000 wats de potência,
grupos de musica rock e rock progressivo
provenientes de todas as partes do mundo (dado
histórico). Deves saber que no nosso disco
podes ler que o autore das músicas é Armando
Paone, mas em realidade os autores somos todos nós,
eu por exemplo compus "Evasioni",
Marcello compôs "Canzone della verità",
Sandro "Canzone della speranza" e
Armando o "ritorno alla condizione
umana", mas naquele tempo nao tínhamos o
dinheiro suficiente para inscrever-nos na
S.I.A.E. (para obter os direitos de autor)
porque custava caríssimo, por isso tomamos a
decisão de inscrever oficialmente um de nós,
Armando, porque sendo o tecladista, nos pareceu
a coisa mais natural.
Depois se sucedeu o imprevisto que um de nós,
tomado de problemas financeiros teve que viver
tocando músicas comerciais nas Nights Clubs
espalhadas por toda a Europa e assim devagar
negligenciamos a nossa verdadeira essência, a
composição musical, por fim cada um tomou seu
próprio caminho desaparecendo o nosso grupo IL
PAESE DEI BALOCCHI (sobretudo para mim e Sandro)
que sabíamos de nossa potencialidade.
Hoje eu e o baterista Sandro (que fomos os
fundadores do grupo) estamos sempre grandes
amigos de mais de 35 anos e somos dois senhores
já com 56 anos e continuamos a tocar e cantar
por puro divertimento. Dos outros dois
componentes (Marcello o baixista e Armando o
tecladista) perdemos o contato.
Quanto ao dinheiro devo confessar-te que para nós
não era o mais importante, te juro que não
ganhamos mesmo nada, ainda porque todas as
nossas músicas eram registradas na SIAE no nome
do nosso tecladista Armando o qual não nos fez
nunca saber se tomou o dinheiro dos direitos de
autor das nossas músicas, nunca na época lhe
perguntamos porque para nós agradava apenas
tocar a nossa música como se diz... "Muita
alegria e nenhum dinheiro", depois me
desagrada dizer-te, os nossos caminhos se
separaram e perdemos todos os rastros dele e se
ganhou algo com isso somente a sua consciência
o sabe.
Talvez ele nem saiba do sucesso em todo o mundo
do nosso LP, de fato eu o descobri há poucas
semanas, por isso acho que por trás disso está
algum discográfico sem escrúpulos, pensando
que nós depois de trinta anos nos esquecemos da
existência do grupo e da sua comercialidade.
Respondendo a tua indagação sobre os grupos
que se exibiram no famoso festival de Villa
Pamfili, me recordo alguns que eram também
nossos amigos como IL ROVESCIO DELLA MEDAGLIA,
QUELLA VECCHIA LOCANDA, BALLETTO DI BRONZO,
GARYBALDI, BANCO, NEW TROOLS... etc.
Infelizmente a memória me trai e não recordo
de mais outros. Para concluir, hoje eu e Sandro,
estamos sempre como bons músicos por hobby e o
seremos sempre pois nos orgulha demais. E para a
nossa veneranda idade (56 anos) as nossas vozes
e os nossos corações estão brilhantes como
sempre."
Um abraço
Fabio Fabiani
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