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Marco
Cecioni: voz, guitarra
Miky Cupaiolo: baixo
Gianchi Stinga: bateria
Lino Ajello: guitarra
Faixas:
1. Un Posto
2. Eh Eh Ah Ah
3. Neve Calda
4. Ma Ti Aspetteró
5. Meditazione
6. Girotondo
7. Incantesimo
8. Ti Risveglierai Con Me
9. Missione Sirio 2222
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Il
Balleto di Bronzo
- Sirio 2222 (1970) Por
guitarzeus
Este foi um disco que
quando ouvi pela primeira vez frustrou bastante
minhas expectativas. Conheci o Balletto através
do Ys, uma obra-prima digna dos melhores álbums
progressivos lançados na Itália durante os anos
70. Em Sirio 2222 a banda ainda não contava com o
talento do vocalista e tecladista Gianni Leone.
Apesar disso, eu esperava algo próximo ou no
mesmo nível.
Neste primeiro álbum do Balletto di Bronzo o que
se ouve não é o brilhante progressivo sinfônico
do Ys, mas rock marcado pela presença de um
psicodelismo abundante no final dos anos 60 e que
soa datado e carente de originalidade. A banda
também não consegue definir um estilo e se
afirmar. A gravação é pouco menos que sofrível
e os arranjos são modestos.
Provavelmente a comparação com uma obra do
quilate de Ys faça subestimar este disco embriônico
do Il Balletto, então para não ficar apenas nos
aspectos negativos, existem bons momentos e não
falta energia à música nele contida... Un posto
é um psych rock bem interessante, reminiscências
de Hendrix ou até mesmo Black Sabbath. Isso
mesmo! Eh eh ah ah, a segunda faixa, é mais pop e
tem jeito de The Who ou The Yardbirds com direito
a som de harmônica. Neve Calda lembra os primórdios
do Deep Purple na fase Rod Evans. O restante do
disco segue essa linha, talvez uma boa comparação
que possa ser feita deste Sirio 2222 é com o Ufo
de Phil Mogg e Pete Way dos dois primeiros álbums.
A única faixa efetivamente progressiva é a belíssima
Meditazzione, onde Marco Cecioni canta com grande
emoção e conta com um distinto som de church
organ.
A conclusão que chego é que na ausência de algo
que possa classificar este como progressivo, Sirio
2222 é um bom e honesto disco de rock, sem nada
de excepcional. Recomendado para fãs de rock
psicodélico dos anos 70.
Marcus
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