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Max
Suñé - guitarra
Josep Mas "Kitflus" - teclados,
moog
Primi Sancho - baixo
Jordi Colomer - bateria
Faixas:
1. Preludi I Record - 2:19
2. Nova - 9:00
3. L´acústica - 9:18
4. La d´en Kitflus - 6:52
5. La Flamenca Elèctrica - 6:00
6. A València - 8:30
7. 11/8 (Manifest De La Follia) - 6:40
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Iceberg
- Coses Nostres (1976)
Por guitarzeus
Iceberg é uma banda de fusion reconhecida como
uma das melhores já surgidas no progressivo
espanhol e cuja qualidade a coloca no mesmo nível
ou pelo menos próxima de bandas consagradas como
Mahavishnu Orchestra e Return To Forever. A
sonoridade naturalmente tem um acento hispânico
que traz aspectos muito apreciáveis e também é
levemente injetada por prog sinfônico em uma ou
outra faixa.
Vou abrir um parágrafo para comentar algo que
não poderia deixar passar: o trabalho de guitarra
é não menos que impressionante, principalmente
para os padrões da época, estando à altura de
mestres como Al Di Meola e John Maclaughlin.
Enquanto escrevia esta resenha, surgiu-me uma
comparação que pareceu válida: "se Steve
Howe tivesse a velocidade e técnica de Al Di
Meola, provavelmente tocaria como Max Suñé,
guitarrista do Iceberg." Suñe mostra ter
estudo e grande conhecimento de música clássica
e jazz, além de muito bom gosto empregando sempre
a escala correta pedida pela harmonia. Passado
este aspecto, podemos prosseguir.
Preludi I Record começa com um tema que vai
lembrar Yes, o timbre da guitarra busca a
sonoridade clássica de Steve Howe, mas o que se
ouve é um maravilhoso fusion onde aparecem
interessantes frases dobradas por teclado e
guitarra além do excelente trabalho de
contrabaixo.
Max Suñe simplesmente detona na misteriosa e
climática Nova. Um fusion tão intrincado que
até parece que a música foi tirada do disco
Elegant Gypsy do Al Di Meola. Solos maravilhosos e
frases rápidas de teclado também estão
presentes em empolgantes e desafiadores duelos com
a guitarra. Nos seus nove minutos de duração,
ainda sobra espaço para um breve solo de bateria,
que é excelente. Apesar de parecer
auto-indulgente, existe empolgação e sentimento
de sobra nesta música.
L 'Acustica é lenta, introspectiva e
atmosférica, principalmente devido à bela
presença de sintetizadores. Um sincopado solo de
piano intercalado com outros de violão são
destaque. 11/8 (Manifest De La Follia) é
fantástica e é tocada em um ritmo bem maluco (o
nome da música já dá a dica)! A Valencia é
mais cadenciada e tem um forte groove,
principalmente pela pegada das linhas de baixo e
bateria que são bem quebradas. Acho que já
abordei a tônica deste álbum: excelentes
composições, excelente nível técnico. Não
existe faixa fraca neste disco, todas as músicas
são maravilhosas. A gravação deixa a desejar,
mas quem sabe algum dia uma versão remasterizada
chega a nossas mãos...
Coses Nostres é considerado o melhor disco do
Iceberg, uma verdadeira pérola. Sendo um
entusiasta do estilo e admirador desta banda, não
vou economizar palavras para descrever este disco:
uma obra-prima, um clássico essencial e
indispensável para quem aprecia fusion.
Marcus
(17/12/2002)
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