Jeff
Beck, Guitarra, Violão; Wilbur
Bascomb, Baixo; Jan
Hammer, Syntetizador; Max
Middleton, Teclados; Narada
Michael Walden , Bateria.
George Martin
- Produção e Arranjos .
Faixas:
1. Led Boots (4:03)
2. Come Dancing (5:54)
3. Goodbye Pork Pie Hat (5:30)
4. Head For Backstage Pass (2:44)
5. Blue Wind (5:54)
6. Sophie (6:31)
7. Play With Me (4:10)
8. Love Is Green (2:32)
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Jeff
Beck
- Wired (1976) Por
Cavalo
Alado
Gravado em vários estudios,
como o AIR Studios, em Londres, Tridents Studios e
Cherokee Studios na California, devido sua longa
turner, o sucessor do antológico “Blow by
Blow” era muito aguardado, já que se comentava
de que a parceria Beck , com a produção de
George Martin havia rendido outros temas que
entraria no próximo trabalho. Beck estava mais
“Jazzy” do que nunca, e prova disso foi o
leque de convites que se abria para que ele
colabora-se com gente como Stanley Clarck e Billy
Preston. Esta fase de Beck seria a ponte para que
seu trabalho fosse visto de maneira, digamos, mais
respeitosa, ao lado de nomes já consolidados da
guitarra. Nessa época, os Ex-Yarbirds, Beck,
Clapton e Page, já eram chamados pela imprensa de
“Santíssima Trindade da Guitarra” , e o peso
da responsabilidade nunca foi um fardo para Beck.
A importância de Wired para o gênero Fusion é
indiscutível. Beck já teve que ser comparável
inevitavelmente com Clapton e aqui, era a vez da
imprensa coloca-lo lado a lado de John McLaughlin.
George Martin teve muito trabalho para produzir as
linhas sinteitizadas de Jan Hammer, mas contudo,
este álbum foi melhor gravado e produzido que seu
anterior. Beck se superou ao tocar com a banda
mais técnica, que havia se aventurado até então,
e daí em diante, definiu seu estilo avesso a rótulos.
Led Boots abre
o disco com uma bateria anunciando a entrada dos
instrumentos. É um fusion empolgante que de cara,
é como dizer ao ouvinte que comprou o disco e
botou para tocar, que o seu dinheiro foi bem
empregado e tem muito mais pela frente. Os
sintetizadores do ex-Mahavishnu Orchestra, Jan
Hammer e guitarra de Beck parecem amigas inseparáveis
nesta prato de entrada que é um clássico dentro
do repertorio do guitar-hero.
Come Dancing é
swingada com momentos melancólicos, onde se dá
muita liberdade para improvisos, e Beck não
decepciona com fraseados melódicos. E como diz o
titulo, ela chama para dançar. O Baixo tem slaps
meio Sly and Family Stone, o que mostra um lado
funk de Beck que até então não era muito
aparente em seus trabalhos.
O standart de Charles Mingus, Goodbye
Pork Pie Hat é um deleite do primeiro ao
ultimo segundo. As guitarras são encaixadas com
licks que fogem de todos os clichês. Há mudanças
constantes no som clean para o drive de maneira
bem conciliada como poucos guitarristas são
capazes de fazer em disco. Mas o clima inicial e a
cozinha roubam a cena nesse tema que é na verdade
um fusion da melhor qualidade, e no melhor sentido
da palavra.
Blue Wind,
se destacou no disco e logo se tornou uma perola
dentro dos clássicos de beck. Uma guitarra
conversando com baixo e bateria em frases agudas
que logo depois duelam em improvisos nervosos de
teclados e guitarra, como se fosse uma batalha
agradável de se existir.
Sophie é
um tema super complicado tanto nas quebradas de
ritmo quanto no swing, tem guitarras dobradas em
oitavas na parte lenta, e depois disso uma
disparadas de riffs com linhas de baixos mantendo
o andamento, e logo depois vem uma longo improviso
duelando guitarra e sintetizador. Bela faixa.
Play with me,
começa com ama boa linha que serve de motivo
inicial, te leva para notas agudas e vai passeando
entre vários ligados de notas velozes que costura
a canção.
Love Is Green,
um tema lento. Onde Beck começa tocando violão e
depois passa para sua Stratocaster apenas para dar
um pouco mais de brilho na canção. Ela foge
completamente da proposta Fusion que o álbum
apresenta. Parece ter sido feita para fechar o álbum
com um adeus.
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