
Marty
Balin - Guitarra, Vocais. Jorma
Kaukonen - Guitarra base, violão, Vocais. Grace
Slick - Órgão, Piano, Teclados, Vocais. Paul
Kantner - Guitarra, Vocais. Jack
Casady - Baixo, Guitarra. Spencer
Dryden - Percussão, Bateria.
Faixas:
1.She Has Funny Cars
(Balin/Kaukonen) - 3:13
2.Somebody to Love (Slick/Slick) - 3:01
3.My Best Friend (Spence) - 3:04
4.Today (Balin/Kantner) - 3:02
5.Comin' Back to Me (Balin) - 5:24
6.3/5 of a Mile in 10 Seconds (Balin) - 3:45
7.D.C.B.A. -25 (Kantner) - 2:39
8.How Do You Feel (Mastin) - 3:34
9.Embryonic Journey (Kaukonen) - 1:55
10.White Rabbit (Slick) - 2:33
11.Plastic Fantastic Lover (Balin) - 2:40
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Jefferson Airplane - Surrealistic
Pillow (1967) Por
Cavalo
Alado
Jefferson Airplane foi a primeira banda de rock
psicodélico surgida em San Francisco, estreando
com o disco “Takes
Off” de 1966, com a vocalista Signe
Anderson. Apesar da razoável repercussão desse
disco, o grupo não chegou a chamar tanto a atenção
da mídia e do público já que se assemelhava
mais com as diversas bandas que tocavam folk e
pop, tentando imitar Byrds e Hollies, não
acrescentando nada de novo no cenário do rock.
Porem, após a saída de Signe, entra na banda a
cantora do grupo “The Great Society”, a bela
Grace Slick, e ai as coisas começaram a fazer
diferença.
Com algumas canções prontas, entraram em estúdio
para gravar seu segundo álbum, o hoje clássico ,
“Surrealistic
Pillow” no inicio de 67, onde acabaram
incluindo uma canção de Grace que chegou a ser
gravada em 66, para um compacto da sua ex-banda “The
Great Sociey”, a musica era “Somebody
to Love”. Enfim, isso era tudo o que o
grupo liderado por Marty Balin queria. A moça
caiu como uma luva e ainda de quebra trouxe o
primeiro maior hit do grupo. O estilo folk-rock
pscodélico da banda estava sendo consolidado
aliado ao momento bom em que estrearam, já que
era a época do “Verão do amor”, em outras
palavras o ápice do movimento “Flower-power”.
O guitarrista, líder do Grateful Dead, Jerry
Gracia colaborava com o grupo em apresentações e
sempre estava por perto para discutir sobre
manifestos contra a guerra do Vietnan e outros
eventos ligados ao movimento. Dessa maneira, o
amadurecimento do primeiro para esse disco foi
natural, mesmo assim, se surpreenderam ao saber
que os ouvintes estavam pedindo nas rádios
“Somebody to Love” alucinados para saber mais
a respeito do grupo.
Com diversas apresentações agendadas nos
festivais hippies americanos, e aparições em TV,
não demorou muito para serem catapultados ao
estrelato, porem, era ao vivo que as composições
do grupo ganhavam mais impacto. Tanto que até
hoje os fãs não perdoam a gravadora RCA por não
lançarem um material ao vivo do grupo dessa época
e ao que parece, a gravadora alegou que as
apresentações não representavam bem as características
da banda. Infelizmente, uma pena. Ao contrario do
que muitos pensam, o disco lançado com o titulo
“Live in Monterey” mostra apenas duas musicas
ao vivo, o resto é outtakes e raridades e o Live
at the Fillmore East já não mostra mais a força
da formação inicial, já que é de 69.
Não dá para negar que o trabalho em equipe era
bem consistente e integrado. O álbum apresenta ótimos
elementos criativos, e um equilíbrio entre o lado
feliz e o estilo que eles estavam criando naquele
momento, ao lado de The Doors, que eram as letras
“Dark”, sombria ou meio suspense. Um estilo
muito fundido por bandas americanas. O vocal de
Grace para a época, era sem duvida original e
vigoroso e foi o que chamou muita atenção, já
que ela já cantava como se já fizesse isso há
muitos anos e mal estreava em estúdio. As
guitarras não são o ponto forte, mas fazem com
que as notas caiam na hora certa sem comprometer a
canção. A cozinha faz um serviço ora complexo e
ora simples mais carregado de “feeling”.
Enfim, “Surrealistic
Pillow” foi o maximo em que o grupo
chegou, infelizmente nunca mais conseguiram
supera-lo em termos de conteúdo, já que logo
depois começaram a pegar pesado nos excessos,
tanto em experimentações musicais como químicas.
Mesmo emplacando outros hits como “Volunteers”
em 69, e obtendo alguns bons momentos, o grupo
ficou amarrado para sempre em “Surrealistic
Pillow”. Recentemente o disco foi relançado em
edição remasterizada e com adições de faixas bônus.
She Has Funny
Cars, É o passaporte para a viagem lisérgica
do disco. Uma excelente faixa rica em harmonias
vocais e um bom trabalho de Jorma Kaukonen. O som
é tão surreal quanto a letra “Your mind's
guaranteed, it's all you'll ever need".
Somebody to Love,
O grande hit do disco, porem não a mais
importante. Grace canta e encanta, com sua força
e presença sonora. É uma das canções mais
comerciais, e por isso ganhou destaque.
Infelizmente muitos só conhecem a banda por causa
desta, o que é lamentável.
My Best Friend,
É um dos pontos alto do disco, com sua atmosfera
relaxante manda o ouvinte para um lugar tranqüilo
e agradável.
Today, Ótima
balada e sem duvida uma das melhores composições
do grupo, com destaque para o dueto de Grace e
Marty no final.
Comin' Back to Me,
O inicio com um dedilhado super-lento de violão
junto com a flauta já dá um clima fantastico,
depois que entra o vocal poderoso de Grace, a
mente entra em Alfa totalmente tamanha a viagem
que ela oferece. Simplesmente maravilhosa. Uma das
melhores de toda a carreira da banda sem duvida.
3/5 of a Mile in
10 Seconds, Faixa mais acelerada com um
certo peso egrooving roqueiro. É para se ouvir
bem alto.
D.C.B.A. –25,
Única cantada por Paul Kantner . Uma boa canção,
muito melódica e causa uma ótima sensação
agradável ao ouvi-la.
How Do You Feel,
Esta não é tão ruim, mas não chega perto do
resto do álbum. A flauta tocada por Grace é fantástica
possui harmonia vocais maravilhosa.
Embryonic Journey,
Um tema acústico onde o violão de Jorma Kaukonen
apresenta uma sutileza e felling que dificilmente
se ouve em temas acústicos das bandas do estilo
na época. Lembra muito coisas do Steve Howe.
White Rabbit,
Uma das melhores faixas e o segundo hit do disco.
Começa como um sussurro, onde a melodia vocal vai
ondulando em tremulo com intenção meio arabe, e
depois ganha volume e intensidade emergindo como
um gigante enfurecido.
Plastic Fantastic
Lover, Encerra o disco em grande estilo. É
um rock no melhor estilo psicodélico, com violões
suingando com um uma guitarra dando uns bends meio
fantasmas. Segundo Marty, esta musica é sobre a
televisão e como as pessoas se direcionam para
ela.
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