|

Ian
Anderson - flauta, violões, voz
Martin Barre - Guitarras
Barriemore Barlow - Bateria e percussão
Jeffrey Hammond-Hammond - baixo
John Evans - piano e órgão
Com
a participação de
David Palmer - Regente e
arranjador
London
Philomusica
Faixas:
1
Minstrel In The
Gallery 8:13
2 Cold Wind
To Valhalla 4:21
3 Black
Satin Dancer 6:53
4 Requiem
3:45
5 One White
Duck/0^10 = Nothing At All 4:39
6 Baker St.
Muse 16:42
7 Grace
0:37
Outros dados:
Data de
lançamento: 05/11/1975 (UK) e 08/11/1975
(USA).
Produção:
Ian Anderson.
|
Jethro Tull - Minstrel In The
Gallery (1975)
Por
zambinha
Não é
segredo para niguem que considero o conjunto da
obra do Jethro Tull um dos dez melhores na
historia do rock. Incorporaram o blues, jazz, hard
rock e o folk anglo-saxão, com características
barrocas e renascentistas e promoveram, nos seus
mais de 30 anos de existência, um progressivo
marcado por uma fusão eletroacústica baseada na
parceria Anderson-Barre e com uma identidade
notória, tanto que não é necessário mais que
alguns segundos para v/c perceber que esta ouvindo
Jethro. Em meio a tantas obras maravilhosas
lançadas neste período encontra-se Minstrel in the
Gallery ( e não "Minestrel" para os desatentos) ,
obra gravada em 1975 em meio a uma crise pessoal
na vida de Anderson e que de um modo geral viria a
resgatar um formato utilizado nos seus grandes
álbuns conceituais como Thck as a Brick, e Passion
Play. Este trabalho, com característica acústica
marcante e uma presença discreta da flauta de
Anderson, mas com uma ironica hipertrofia de sua
performance nas guitarras acústicas abre também
espaço para o virtuosismo de Barre. O trabalho da
guitarra eletrica é muito bom e o contraste é
brilhante. A química que mistura esta "água com
óleo" é David Palmer e sua miniorquestra de
câmara, que com seus violinos e cello promove
arranjos delicados ao trabalho da dupla, atuando
em campos harmônicos diferentes e deste modo,
criando dissonâncias às melodias com tons menores
constantes no disco e que podem, de certo modo,
ter refletido o estado de espírito de Anderson na
época. Não há necessidade de comentar as músicas
deste clássico do progressivo. Se por ventura você
não o conhece, quer seja porque em 1975 saiu muita
coisa boa e não teve tempo pra ouvi-lo ou achou
que o Jetrho já tinha feito tudo em Thck as a
brick ou Passion Play , ainda dá tempo. Eles o
gravaram para que gerações e gerações pudessem
ouvi-lo, inclusive com bonus, celebrando o formato
digital: Summerday Sands , March The Mad Scientist
, Pan Dance, Minstrel In The Gallery - (live) ,
Cold Wind To Valhalla - (live) Uma vez, comentando
sobre quando o Jethro Tull foi a Monte Carlo, para
gravar o LP "Minstrel In The Gallery", Ian
desabafou: - "Eu ficava doente quando observava
todas aquelas pessoas na praia, fazendo
absolutamente nada. Aquilo me deixava bastante
agressivo." Aos onze anos de idade, ganhou do pai
um violão, mas não dedicou o menor interesse ao
instrumento até os quinze. Só foi despertado pelo
fantástico mundo da música quando passou a ouvir
as músicas dos Beatles e eu costumava tocar
guitarra, mas não era um bom guitarrista. Eu nem
podia com as cordas. Acho que a minha velha
Stratocaster só tinha umas cinco. Acabei
trocando-a por algo mais fácil de carregar, ou
seja, uma flauta e um microfone." Fui para uma
galeria e cantei : The minstrel in the gallery
looked down upon the smiling faces.....
imperdível.
Quando ainda vivia em um
mundo dominado pelo pop rock, mas tentava fugir
fazendo aulas de piano e tentando tocar algumas
coisas diferentes, um amigo me emprestou um CD
que mudou muita coisa na minha noção de música :
O Minstrel in
the Gallery do Jethro Tull.
O álbum, lançado em 1975 na Inglaterra, está
longe de ser um dos mais famosos ou um dos
responsáveis pelo sucesso do Tull. Porém, foi o
meu primeiro contato com Jethro tull e
sinceramente fiquei muito surpreso.
A primeira faixa,
"Minstrel in the
gallery", começa com acordes soltos de
violão e a voz forte de Ian Anderson. Violão ,
flauta e um instrumento de percussão, com um som
parecido com o de uma lata, fazem uma bonita
melodia. A música se transforma e aí aparecem a
bateria, o baixo e a guitarra com seqüências
muito bem tocadas por Martin Barre.
A minha faixa favorita do disco é a segunda.
"Cold wind to
Valhalla" é um experiência muito
interessante. A voz do Ian parece estar vindo
diretamente do oriente e a harmonia produzida
pela flauta e pelos violões também fazem
referências diretas a estilos de música
orientais. Mais uma vez aparecem os instrumentos
tradicionais e é de se destacar a bateria da
faixa, muito bem tocada por Barriemore Barlow.
"Black Satin
Dancer" ,
"Requiem" e
"One White Duck/0^10
= Nothing At All" são faixas
interessantes, mas com menor apelo no álbum.
Impossível evitar a comparação entre "Requiem" e
"Wond'ring Aloud", a quinta faixa do álbum
aqualung, a melodia e o arranjo são muito
parecidos.
Com 16:42 ,
"Baker St. Muse" é o ponto alto do
progressivo no disco ! A faixa se divide em
diferentes partes. Desde passagens de voz e
violão até todo o peso da guitarra distorcida e
da bateria.
"Grace" ,
com 37 segundos, consegue fechar o álbum com
chave de ouro. Uma melodia linda e uma letra
muito simples.
|