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Ian
Anderson: flauta, violão, vocal principal,
violino, saxofone, trompete. Martin Barre:
guitarra, alaúde. Barriemore Barlow:
percussão, tímpano. John Evan: piano,
Hammond orgão, espineta. Jeffrey Hammond:
baixo, vocais.
Faixas:
Thick as a Brick:
43:50
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Jethro Tull - Thick as a Brick (1972) Por
Catcher
in the rye
Quem pegava o velho vinil achava que tinha um
jornal nas mãos:
Notícia do incidente do juiz que havia
desqualificado Little Milton (apelido de Gerald
Bostock) num concurso literário para crianças
com idades de 7 a 16 anos, com o seu excepcional
poema ''THICK AS A BRICK'', mas que perdeu para
uma garota chamada Mary Whiteyard com um ensaio
chamado ''HE DIED TO SAVE THE LITTLE CHILDREN''.
Jethro Tull, como diz na contra-capa do vinil,
iria doar os direitos autorais de THICK AS A BRICK
para a Fundação Bostock (sobrenome do garoto
prodígio)
Seria mais uma notícia num velho jornal se não
tivesse saído da cabeça de um tal de Ian
Anderson, integrante de uma banda chamada Jethro
Tull, que vinha de um sucesso de um álbum chamado
''AQUALUNG''.
Pois bem, essa história maluca dá início a
obra-prima do Jethro Tull.
Um álbum conceitual.
Uma única faixa de 43 minutos que narra todo o
poema épico escrito pelo tal Little Milton.
Mas não seria ao poema irônico demais para um
garoto daquela idade escrever?
Ou seria mais uma das críticas que Anderson faria
à sociedade em geral?
O que se sabe é que os músicos estão melhores
que nunca, com uma instrumentação impecável.
Tem de tudo, além dos usuais ( flauta, violão,
guitarra, teclado, baixo, bateria) tem também
violino, saxofone, trompete, tímpano, alaúde e
espineta.
É uma metamorfose.
A música passa por vários estilos, vai ser
modificando, depois repete certo trecho que é só
voz e violão, depois muda de novo...
Detalhes técnicos o resenhista aqui não gosta
muito de dar, então, ele irá descrever o disco
com palavras, com sentimento e não com detalhes
que só músicos percebem.
Em 72, quando o disco foi lançado, quem
comprava-o, recebia dentro um jornal de 12 páginas,
com várias sacadas, trocadilhos relacionados a
banda e até com uma resenha do próprio disco o
THICK AS A BRICK!
Ian Anderson, Jeffrey Hammond e John Evan
escreveram o tal jornal, que aliás, demorou mais
tempo para ser feito do que a própria música.
Disco na vitrola, agulha no disco e sai o som.
''Really don't mind if you sit this one out...''
Ian canta de uma maneira bem estranha.
Mas tão estranha que é incrível que atraia. E
atrai.
Entre fanhoso e sem voz, Anderson dá à música
um toque a mais com sua voz engraçada.
A letra é quase que um veneno (ou um antídoto)
de tão boa.
Os músicos estão em boa forma.
A flauta de Anderson é quase que uma viagem ao
paraíso.
Melhor que em ''THICK AS A BRICK'', só em
''AQUALUNG''.
Enfim, palavras me faltam no momento. Ouça THICK
AS A BRICK e tire sua própria conclusão à
respeito.
Álbum OBRIGATÓRIO para quem quer se aprofundar
no progressivo.
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