Inglaterra, 1970.


John Lennon – vocal, guitarra, piano
Billy Preston – piano
Phil Spector - piano
Klaus Voorman – baixo
Ringo Starr - bateria


1. Mother (5:36)
2. Hold On (1:54)
3. I Found Out (3:38)
4. Working Class Hero (3:50)
5. Isolation (2:54)
6. Remember (4:36)
7. Love (3:24)
8. Well Well Well (6:00)
9. Look At Me (2:54)
10. God (4:10)
11. My Mummy's Dead (0:50)


John Lennon

Plastic Ono Band

 
Dados da resenha:
Autor: Stephen Hackett (Hackett); recebida em: 16/04/04.
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Este é o primeiro álbum solo de Lennon. Embora muitos fãs prefiram Imagine (1971) ou Mind Games (1973) , Plastic Ono Band além de grandes pérolas nos mostra um Lennon politicamente engajado (Working class hero), desiludido(God, Hold On), apaixonado (Love) e também atormentado por lembranças familiares mal resolvidas (Mother, My Mummy's Dead). Um álbum pessoal e com muito mais altos do que baixos.
Ao mesmo tempo que em God (uma das letras mais interessantes escritas por Lennon, incluindo aí seu trabalho nos Beatles) o cantor deixa bem claro que “Deus é uma idéia, um conceito” e que não acredita em nada (desde mágica até nos Beatles e passando por Bob Dylan...) , Lennon também ressalta que “o amor é real” na delicada faixa Love. É claro que toda a turbulência em torno do final da banda mais popular e importante da história acompanhou esse disco, mais que um desabafo ainda em God (perdoem-me voltar nesta música mas a acho fascinante) a frase “The dream is over” é dita e repetida para que ninguém se deixe enganar, afinal o sonho tinha acabado mesmo e God mas que qualquer outra letra já escrita, deixa isso bem claro.
Questões mal resolvidas no relacionamento com seus ex-colegas de banda à parte, Plastic Ono Band é um grande disco, Mother está entre as melhores músicas da carreira solo de Lennon e um bom time de músicos formava desde 1969 a Plastic Ono Band que John e Yoko formaram neste mesmo ano. O show "Live Peace in Toronto" marcou a estréia da banda que na ocasião ainda contava com Eric Clapton e que lançou nesse mesmo show o hino pacifista "Give Peace A Chance".
Era um tempo de protestos,contracultura e muito agito no mundo ocidental.
Interessante para os fãs de progressivo e do Yes em particular é saber que o baterista Alan White participou do show "Live Peace in Toronto" como integrante da Plastic Ono Band e anos mais tarde substitiu Bill Bruford no Yes se mantendo na banda até os dias atuais.
Independente dos rankings de gosto duvidoso dos dias de hoje, o fato é que a revista Rolling Stones colocou esse disco entre os 500 mais importantes de todos os tempos, eu colocaria entre os 100 fácil, poucas vezes depois de Plastic Ono Band tivemos a chance de ver um Lennon(aqui,ainda na casa dos 30 anos) tão revoltoso, combativo e inspirado, apesar desse período entre 1970 – 1975 Lennon ter gravado álbuns clássicos e com a qualidade já conhecida de um dos maiores compositores populares do século passado(na minha opinião o maior de todos), vale lembrar que depois de 1975 Lennon se distanciou da música até gravar já em 1980 seu álbum derradeiro, Double Fantasy.
Apenas God e Mother já valem a aquisição desse clássico.