
Inglaterra, 1970.
Ian Anderson
- vocal e flauta
Martin Barre - guitarra
Glenn Cornick - baixo
Clive Bunker - bateria
John Evan - piano, orgão
01. With You There
To Help Me
02. Nothing To Say
03. Alive And Well And Living
04. Son
05. For Michael Collins, Jeffery And Me
06. To Cry You A Song
07. A Time For Everything?
08. Inside
09. Play In Time
10. Sossity: You’re A Woman
Tempo total: 42:49
|
Jethro Tull
Benefit
Dados da resenha:
Autor:
Rafael (Prodigio);
recebida em:
01/12/2005.
Comente e veja outras opiniões
aqui.
Depois de uma estréia
blueseira e de um excelente segundo disco, onde
o folk quase que predominou, o Jethro Tull lança
seu terceiro álbum que, inexplicavelmente, não
teve a aceitação que merecia... Mas se trata de
um disco que eu classificaria como uma espécie
de jazz rock
folk progressivo, mas vai além de
qualquer uma dessas definições. É uma obra
única, diferente de tudo que se gravou antes, e
eu diria depois também...
“Benefit” não é um disco difícil, pelo
contrário, é bastante gostável até. Melodias
simples, sem exageros, letras acessíveis, algo
filosóficas, mas muito assimiláveis. Na minha
opinião, um disco perfeito, daqueles pra se
ouvir do princípio ao fim. Todas as músicas são
perfeitas:
With You There
to Help Me – O disco abre com umas
risadas que remetem o ouvinte a uma floresta de
gnomos, como já foi colocado pelo Lagarto
Alienígena. A batalha travada entre a flauta e a
guitarra é uma das coisas mais geniais que a
banda já fez, e o refrão dessa música é de uma
nostalgia impressionante.
Nothing to Say
– Uma música simples, mas com um clima
magnífico, o Ian Anderson entoa a melodia como
se fosse um hino, e a guitarra do Martin Barre
dá o tom melancólico que a letra sugere.
Alive and Well
and Living In – Chega a hora de John Evan
mostrar seu talento nas teclas. Mais uma melodia
simples, mas muito eficiente.
Son –
Talvez a música mais progressiva do disco, com
uma mudança de andamento surpreendente, e uma
letra com um sarcasmo absolutamente genial.
For Michael
Collins, Jeffrey And Me – Mais uma música
nostálgica, com um refrão maravilhoso que fica
dias reverberando na cabeça...
To Cry You A
Song – Acredito que seja a música mais
famosa do disco, junto com “Teacher”, que não
aparece em todas as versões. Um riff excelente é
repetido do início ao fim, intercalando com
várias vozes (não sei se são dos membros da
banda ou só a voz do Ian Anderson amontoada
sobre ela mesmo...) e com solos perfeitos do
Martin Barre.
A Time For
Everything? – Musica forte, pesadona,
deve ter influenciado muito metaleiro por aí...
Poderosas incursões de flauta também.
Inside –
Extraordinária interpretação vocal de Ian
Anderson, assim como da flauta. O refrão não é
repetido, o que dá vontade de voltar a agulha
(ah, sim, gostaria de avisar que só conheço esse
disco em vinil, todo furado, arranhado e chiado,
mas mesmo assim escutei-o centenas de vezes...).
Play In Time
– Mais um metalzão setentista da melhor
qualidade.
Sossity: You’re
A Woman – Tudo se acalma, a banda parece
que senta na grama e canta uma baladinha hippie.
Mas é um ótimo encerramento, o tecladinho
acompanha o vocal emocionado de Ian Anderson
perfeitamente.
Conclusão: mais um disco perfeito dessa que é
uma das melhores bandas de todos os tempos,
indiscutivelmente. Escute, verás que não minto!
Autor:
Edmilson dos Santos Tiburcio (Lagarto
Alienígena);
E lá vamos nós
tentando escrever mais um comentário! Sei que
não sou tão talentoso nisso, mas este é um álbum
que deve ser comentado por alguém, nem que seja
eu mesmo!
Não lembro qual é o número desse álbum na
carreira deles, mas já a capa chama bem a
atenção! A que eu vi, pelo menos, eram eles em
miniatura tocando numa casa de brinquedo
enquanto os próprios observam lá fora! Bem
legal!
O som é mais interessante ainda: jazz fluindo
pelos poros, aquele som que te transporta para
outros tempos, em meio a floresta e observando
seus seres! A primeira faixa tem já esse quê, vc
tem a impressão até de ouvir os gnomos rindo no
meio! Mas outros sentimentos são mostrados, e
Ian exerce sua função de bardo perfeitamente! Vc
ao ouví-lo sente sua alegria e sua dor, seus
desejos, seus conflitos e tudo mais!
Tenho a impressão até de que ele se imagina
caminhando e contando histórias dos antigos
heróis e de todos os antepassados!
O instrumental é magistralmente conduzido,
piano, teclado, guitarra, baixo, bateria!
Gostava de ficar com os olhos fechados, e
provavelmente ao terminar o CD, eu escrevia algo
interessante! A meditação se tornava intensa, e
magnífica!
Não tenho certeza, mas Song of a Jeffrey está
aqui, e é bem estilo tristeza épica! Sossity, a
última, deve ser uma homenagem linda, e quase
lembra estilos românticos de cavaleiros, bruxas
e donzelas (eu não gosto de princesas, e acho
que princesas não reconheceriam a graça dessas
canções de elfos, de fadas e todo o reino
encantado mostrado pelo Jethro Tull)!
Com certeza é um ótimo Jethro, característico da
banda! Mas antes de tudo, é portal para outras
dimensões!
|