
Inglaterra, 1982.
Músicos:
Adrian Belew – Guitarras, vocal principal
Robert Fripp – Guitarras elétricas, órgão,
Frippertronics
Tony Levin – Stick, baixo, vocal de apoio
Bill Bruford – Baterias e percussão
acústica e eletrônica
Músicas:
1. Neal and Jack and me - 4:21
2. Heartbeat - 3:54
3. Sartori in Tangier - 3:35
4. Waiting man - 4:22
5. Neurotica - 4:42
6. Two hands - 3:22
7. The Howler - 4:10
8. Requiem - 6:30
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King Crimson
Beat
Dados da resenha:
Comente e veja outras opiniões
aqui.
“Beat” é o segundo álbum
do “King Crimson” que mantém a continuidade da
nova etapa do grupo e continuando a seqüência a
uma espécie de trilogia da banda, a segunda
inclusive (a primeira é formada pelos 4
primeiros álbuns que representam os elementos do
planeta: o fogo, a água, a terra e o ar). Depois
de finalizada as suas atividades em setembro de
1.975, Robert Fripp reformula o grupo que em
1.981 sai o primeiro da segunda série desta
trilogia entitulado como “Discipline” (a banda
inclusive seria chamada assim ao invés de “King
Crimson”, mas no final Fripp manteve o nome
original do grupo juntamente com o apoio do
baterista Bill Bruford que foi o único
integrante que fazia parte do “King Crimson”
antes que fossem encerradas as atividades
naquele ano de 1.975).
“Beat” foi lançado no ano posterior em 1.982
pelos selos da EG Records (a mesma que a banda
fez a sua estréia) e Polydor Records sendo
observado até em edição nacional e resultando em
um único compacto na época (importado, por
sinal); o colecionador neste caso deve ter um
tanto de paciência na procura, pois, é possível
encontrar algumas poucas unidades que saíram com
o encarte das letras das músicas. Em disquinho
saiu pela primeira vez em 1.989 e posteriormente
masterizado em 2.001 numa edição especial
comemorativa contendo um dizer “Beat: 30th
Anniversary”, ou seja, seria o pelo lançamento
dos 30 anos de “Beat” (!?). Aqui existe um mal
entendido, pois a gravadora DGM Records
(Discipline Global Mobile) tinha a intenção de
realizar os 30 anos em função do aniversário do
lançamento do álbum de estréia, “In the court of
the Crimson King” (1.969), e conseqüentemente a
discografia da banda também sai toda
remasterizada a partir daquele instante na
época; entretanto a frase valeria para o “Beat”
apenas no ano de 2.012. Em 2.004 foi realizado
no Japão uma caixa chamada “Beat box” que nada
mais é a trilogia do grupo que foi realizado nos
anos 80. Com um disco já na estrada naquela
década, o “King Crimson” não perde muito tempo e
entra em estúdio para gravar este segundo da
trilogia e retornar as apresentações ao vivo.
Pela primeira vez a banda realiza um
acontecimento jamais ocorrido durante a carreira
da banda: o line-up é o mesmo do álbum
“Discipline”, uma surpresa muito grande que os
fãs da banda podiam perceber no lançamento de
créditos ao fundo da capa do álbum isso devido
ao fato de que a banda estava sempre com uma
formação completamente diferente de álbum por
álbum até o ano de 1.975 com o lançamento de “Red”.
Portanto os componentes e também os compositores
das 8 faixas do disco são: Robert Fripp (o único
membro restante desde a fundação da banda em
janeiro de 1.969) nas guitarras elétricas,
efeitos sonoros como o “frippertronics” (um
sistema musical desenvolvido por ele mesmo) e
órgão; Tony Levin no baixo stick e vocais de
apoio, Bill Bruford nas baterias e percussão e
Adrian Belew nos vocais principais e guitarras
sem contar que passou a ser o letrista do
conjunto. Alias falando em letristas, o “King
Crimson” sempre tinha um que acompanhasse e
escrevesse nos discos que foram lançados durante
a carreira da banda: o primeiro foi Peter
Sinfield (também fundador da banda) e o segundo
Richard Palmer-James (fundador do “Supertramp”,
outra banda muito importante que teve atuação no
rock progressivo, embora não muito diretamente
em termos de categoria do estilo sinfônico como
foi o caso do “King Crimson”).
Curiosamente naquele ano de 1.982 ocorreram as
seguintes gravações: o líder da banda, o
guitarrista Robert Fripp, se reúne com um dos
fundadores do “The Police”, o guitarrista Andy
Summers gravando um duo resultando num primeiro
disco neste projeto chamado “I advanced masked”.
Belew também realiza uma façanha interessante
realizando seu primeiro álbum solo entitulado
“Lone rhino”. Tony Levin embora não havia
lançado nenhum disco próprio, em contrapartida
estava gravando “Peter Gabriel 4” (conhecido
também como “Security”), o quarto álbum solo de
Peter Gabriel, fundador do “Genesis” e que
também se tornou uma banda concorrente do “King
Crimson” durante os anos 70. Detalhe: tanto
Fripp como Levin estreiaram no primeiro álbum
solo de Peter Gabriel em “Peter Gabriel 1”
(1.977). Este seria inclusive um dos membros que
teria sua agenda muito carregada porque ao mesmo
tempo estaria fazendo turnê com o “King Crimson”
e com o Peter Gabriel durante boa parte de
1.982. O único membro, portanto que estava um
tanto mais tranqüilizado em termos de gravações
era Bruford, a única coisa que fazia durante os
momentos ociosos era aprimorar-se consigo mesmo
em estudos de baterias (eletrônicas
especialmente e em conjunto com teclados) e
percussão.
Esta é uma das formações admiradas, respeitadas
desde a sua então formação original de 1.969 e
ora adorada inclusive por adeptos da música
punk, uma das tendências que desestruturou boa
parte das bandas de rock progressivo a partir de
meados e finais dos anos 70. O Robert Fripp
durante esta ausência de quase 6 anos
investiu-se consigo mesmo procurando se
relacionar um tanto ao meio punk e o new wave
(outra tendência musical que surgia nos finais
dos anos 70) estando ao lado de outros artistas
que também inovaram sua música dentro destes
contextos musicais como Peter Gabriel, David
Bowie, Daryl Hall, “Blondie” e entre outros e
gravando inclusive seu primeiro álbum
exclusivamente solo chamado “Exposure” (1.979)
que tem fortemente a presença destas tendências
musicais citadas anteriormente (deve ser também
devido a este aprendizado que surgiu a então
trilogia da década de 80 para o “King Crimson”).
Um tanto diferente de “Discipline” este é
considerado um álbum que não possuiu um
gigantesco impacto musical ao “King Crimson” de
lançar uma nova proposta musical naquele início
da década de 80. Por que a diferença ? Um deles
pode ter sido devido ao grupo na época ter
apenas o “Discipline” para ser divulgado nas
apresentações ao vivo e outrora tinha uma
diferença musicalmente relativa com relação aos
álbuns que foram gravados durante a década de
70. Imagine por exemplo, que durante 6 anos
aproximadamente a banda ficar parada, possuía
uma identidade musical própria e foi mudada
radicalmente, isso porque o grupo também
acompanhou tendências e tecnologia com o passar
do tempo, procurar se modernizar conforme eles
estavam entrando nos anos 80. O “King Crimson”
não foi a única banda que por um tempo ficaram
distantes tanto do público como dos palcos e
terem notáveis diferenças musicais: o “Genesis”
já ficou também 6 anos sem gravar do “Invisible
touch” (1.986) para o “We can´t dance” (1.991),
o “Pink Floyd” ficou 7 anos sem gravar algo do
“A momentary lapse of reason” (1.987) até o
“Division bell” (1.994), o “Emerson, Lake and
Palmer” esteve 14 anos sem gravar juntos do
“Love beach” (1.978) até o “Black moon” (1.992)
e o “Van Der Graaf Generator” recentemente há 28
anos (!?) sem gravar coisa alguma do “The quiet
zone/The pleasure dome” (1.977) até o “Present”
(2.005). Essa divulgação com apenas o “único”
álbum proposto da trilogia naquela década de 80
necessitou que Fripp junto com os seus outros
companheiros entrassem em estúdio e fazer
rapidamente este segundo álbum da trilogia, e
talvez da forma apressada como foi feito o
trabalho acabou ficando meio que
“descaracterizado” do anterior.
Alguns fãs da banda consideram que o “Beat”
seria uma espécie de “cópia” do “Discipline”, ao
mesmo tempo em que ocorreu no álbum de estréia
da banda em 1.969 com o lançamento de “In the
court...” e logo em seguida com o “In the wake
of Poseidon” (1.970). Segundo uma grande maioria
dos admiradores da banda, “Beat” é considerado
como um dos mais fracos álbuns desta trilogia
possivelmente porque tem algo que se caracteriza
com a sonoridade do “Discipline” e ao mesmo
tempo com o “Three of a perfect pair” (1.984),
álbum posterior de “Beat” finalizando essa
trilogia. “Beat” seria como se fosse algo sendo
uma junção e um “interligamento” (algo como um
link) entre o álbum “Discipline” e o “Three...”,
o mesmo que teria acontecido numa situação
semelhante igual ao artista Peter Gabriel
(fundador do “Genesis” em que Robert Fripp
colaborou em seus álbuns solos) onde o álbum
“Peter Gabriel 2” (1.978) (detalhe: Fripp foi o
produtor deste disco alem de tocar as guitarras
elétricas) seria a junção entre o “Peter Gabriel
1” (1.977) e o “Peter Gabriel 3” (1.980).
Aqueles admiradores da banda que possuírem o
encarte de “Three...” observará Fripp dizendo em
um dos artigos que ele sentia como se estivesse
do lado mais certo de determinado equilíbrio
(algo como que fosse uma balança) de
acessibilidade e excesso e provavelmente. “Beat”
pode ser o álbum que o ouvinte possa de fato
perceber este equilíbrio.
Existe uma possibilidade de que parcialmente
também teria alguma sobra de material da época
para dar continuação de “Discipline” e ao mesmo
tempo uma prévia apresentação do que poderia ser
o álbum seguinte e somado isso tudo com uma boa
presença da música pop, tornando este trabalho
inclusive praticamente como o único disco da
carreira até mesmo da banda com a identificação
da pop music (isso tenha facilitado ao “King
Crimson” chegar ao Top 50 das paradas americanas
em termos de vendas), e também um tanto mais
acessível com relação àquelas pessoas que ainda
não conhecem a banda e gostam de sonoridades
mais simples em seus ouvidos, embora aqui ainda
está presente algumas raízes desde o surgimento
do grupo. Ao mesmo tempo em que o pop tem
presença, temos também alguns momentos de jazz,
improvisação e experimentalismo, baladas,
técnicas de percussão e ritmo e também rock
progressivo em meio de faixas que na grande
maioria estão entre a casa dos 3-4 minutos de
duração (bem como manda a estrutura musical da
música pop).
Dentro tudo isso comentado certamente este não
seria um trabalho muito apropriado para aquelas
pessoas que querem conhecer a banda logo de
cara, a salvo daquelas que gostam de música de
nível mais acessível em termos de audições
sonoras. Um outro aspecto um tanto negativo é
semelhante ao do “Discipline” do qual o álbum
alcança míseros 35 minutos de duração totais
(curiosamente o “Discipline” também tem esta
coincidência). A inovação relativamente
diferente do álbum anterior é que ao invés do
ouvinte poder já ter uma noção em assimilar em
meio minuto quase que todas as faixas, em “Beat”
fica um pouco mais difícil porque nas músicas
que representam este álbum fazem variações de
temas musicais.
Inovação que ainda se mantém com Bruford
investindo consigo mesmo com baterias
eletrônicas em meio das acústicas, a competência
de complexidade de Levin no baixo, o espírito
musical ressonante, provocativo e acessível de
Belew, que aqui está um tanto mais poeta que no
disco anterior (“Beat” é um dos trabalhos que
possuem mais a presença de letras desta trilogia
feita pelo grupo durante este período na década
de 80) e mantendo um pouco seus tempos
memoráveis quando colaborou com o “Talking Heads”,
antes que se associasse ao “King Crimson”. Já o
membro fundador da banda ? Aparentemente embora
tinha em mente essa trilogia, não deve ter
hesitado em mudar um “pouquinho” a
característica pioneira que sempre ele teve
desde que fundou o grupo: estar se
diversificando musicalmente o que ele sempre fez
até então em todos os discos lançados mesmo
nesta trilogia e a sua marca registrada sonora
de suas guitarras dissonantes que sempre soaram
completamente diferente de muitos excelentes
guitarristas que surgiram no mundo musical até
em momento.
O outro segundo fator inédito da banda é no que
compete as atividades de produção musical da
banda que foi produzido por Rhett Davies.
Inédito porque desde que o “King Crimson” lançou
o seu primeiro álbum a produção ora era feita
pela própria banda ou então a banda juntamente
com mais um profissional neste quesito, isto
significa que “Beat” pela primeira vez tem a
exclusividade de apenas alguém que é costumeiro
a fazer este tipo de serviço musical. Será que o
motivo da banda permitir que ela mesma ficasse
independente desse fator possa também ter
influenciado nessa diferenciação que “Beat” está
entre esse 2 álbuns desta trilogia da década de
80 ? Será que houve alguma manipulação musical
em cima dos músicos da banda por parte do
produtor de “Beat” por ele coordenar este
trabalho sozinho na finalização do mesmo ? São
perguntas que talvez só a banda poderia
responder ou o produtor da mesma desse álbum. E
olha que Davies é um conceituado profissional do
ramo da cultura musical e um detalhe
interessante é que ele cooperou no “Discipline”.
Nascido em Londres no ano de 1.950, seu pai, Ray
Davies (não é a mesma pessoa do grupo dos anos
60 “The Kinks”!!! E tão menos parente do Rick
Davies do grupo “Supertramp”!!!!) era um
trompetista do meio jazz inglês e então desde
sua infância escutava muitos instrumentistas de
sopro como Miles Davis, Dizzy Gillespie, Chet
Baker, Clark Terry e entre outros. Seu primeiro
envolvimento na música profissional de estréia
foi com o álbum “Selling England by the Pound”
(1.974) do “Gênesis” (e que estréia !!!!!). A
partir deste disco Davies iria cooperar com uma
série de artistas de grosso calibre como Brian
Eno, Jim Capaldi, “Camel”, “Roxy Music”, “The
B´52s”, “Dire Straits” e entre outros.
A capa do álbum foi elaborada por Rob O´Connor
que atuou com a sua arte e design em artistas
como “The Jimi Hendrix Experience”, “Siouxsie
and the Banshees”, John Cale, Eric Clapton,
Grace Jones e entre outros. A capa tem a
permanência de fundo azul pode ser encontrado em
determinadas situações: em 2 tons de cor clara
(no caso da edição nacional) e média (geralmente
em edições importadas). Além disso, pode ser
observado que existem (em cor de rosa) um
símbolo de uma nota musical denominada como
colcheia; em determinadas edições (mais
especialmente em CD) este símbolo musical foi
redesenhado de uma maneira que ocupa boa parte
da capa. Observe também que por se tratar de uma
trilogia de 3 discos realizados nesta década
cada um representa uma das 3 cores primárias. A
mesma capa pode ser encontrada em vídeo VHS
lançado em 1.984 com o título “The noise”
(existe também uma outra capa diferente com o
mesmo título e que tem uma fotografia da banda
saindo ao longo do tempo) que é de uma
apresentação feita para promocionar o álbum “Beat”.
O título do disco é na verdade a representação
da banda retratado sobre a forma de poemas e que
foi sensibilizado baseado em cima das letras de
Adrian Belew, a partir dos anos 80 em diante
sendo o letrista do grupo (o terceiro letrista
do “King Crimson” desde a fundação da banda).
“Neal and Jack and me” – a primeira faixa do
álbum parece fazer na sua introdução uma espécie
de “recapitulação” do “Discipline” em especial
na “Frame by frame” em meio de guitarras
entrelaçadas uma sobre a outra de Fripp e Belew
e tão logo Belew começa a cantar. Mas aos poucos
e no primeiro minuto da música o ouvinte pode
perceber que há realmente uma diferença entre
sonoridades e estruturas musicais entre o “Beat”
e o “Discipline” (já que este último citado o
ouvinte pode nos primeiros 30 segundos já ter
uma noção do restante de cada faixa, em sua boa
maioria). A música em si é meio que rock-n-roll,
apesar de ser relativamente complexa
estruturalmente a melodia em si e até que
delicada, e aparenta ter como Belew ser o
destaque desta música, não existe inclusive um
solo instrumental propriamente de algum dos
membros da banda; na seção mediana parece que os
acordes que acompanham os músicos são de
teclados já que há a presença de 2 guitarristas.
O nome da faixa foi retirado através do nome de
2 escritores romancistas (ambos americanos) e
que valem uma ressalva: um deles é o americano
Neal Cassady nascido em 1.926 e que durante sua
infância viajou com os pais rumo a Califórnia
para montar uma barbearia, mas o negócio não deu
muito certo e além de ter seus pais separados.
Ele foi crescendo em meio da malandragem e
arruaça sempre estando em reformatórios infantis
e juvenis, mas nunca se envolvia em sérios
problemas que envolvessem atributos gravíssimos
a sua conduta de malandro (ele costumava a
furtar veículos) até que ele conhece um sujeito
chamado Jack Kerouac (o verdadeiro nome é Jean
Louis Lebris de Kerouac). Kerouac nasceu em
1.922 já na infância tinha um hábito de escrever
contos, mas na verdade ele se dava bem no
futebol americano. A difícil vida de jovem teve
que lhe fazer exercer muitas atividades que
pareciam distanciar seus sonhos na escrita
quando ele tem este encontro com Cassady (no
meio destes estava também o escritor Willian
Borroughs). Com a habilidade de um em conhecer
estradas americanas e o outro em escrever
contos, Kerouac é agraciado pela ajuda de
Cassady resultando no romance chamado “On the
road” (1.957), o titulo em português “Pé na
estrada” e então fazendo um bom sucesso de
vendas. Com o passar do tempo Cassady foi
entregando sua vida com as drogas até que ele é
encontrado morto ao lado de uma linha férrea
mexicana em 1.968, enquanto que Kerouac se
entrega no alcoolismo falecendo em 1.969. As
letras praticamente sugerem, algo relacionado a
uma viagem (de automóvel) como se percebe nas
primeiras frases “I'm wheels, I am moving wheels;
I am a 1.952 studebaker coupe” que significa “Eu
sou rodas, eu sou rodas em movimento; Eu sou um
coupê Studebaker 1.952” em inglês (veja que o
ano faz parte do cenário dos 2 personagens antes
que saísse o livro “On the road”). Há uma
característica que Belew exerce nesta faixa: uma
delas é a de citar palavras tanto em inglês como
em francês e a outra de cantar de forma
espontânea muito naturalmente e de cantar meio
que num tom de voz baixinho. Ao mesmo tempo em
que ele canta destas maneiras, faz também algo
como uma declamação à não ser pela voz serena,
séria, confirmada e confiante quando Belew cita,
por exemplo, a seguinte frase “No sleep no sleep
no sleep no sleep and no mad...”, que significa
“Sem sono, sem sono, sem sono, sem sono e sem
loucura” em inglês e o que acaba tornando ora
uma canção um tanto melancólica. Todo o enredo e
narrativa relaciona ao que se passa numa viagem
que inclui a hospedagem em hotel, as paradas
para fazer refeição, os lugares por onde se
passa conhecendo lugares e pessoas e entre
outros como, por exemplo, em frases “With
hands-full of autographed napkins, we eat apples
in vans with sandwiches” que significa “Com mãos
repletas de guardanapos autografados, nós
comemos maçãs em vans com sanduíches” em inglês
ou “Hotel room homesickness on a fresh blue bed”
que significa “Nostalgia em quarto de hotel numa
cama fresca e azul” em inglês. A palavra “Me”
(“Eu” em inglês) no nome da faixa ao que
subentende é uma analogia de que no meio da
realidade dos verdadeiros personagens (Neal e
Jack) exista um convidado que servirá de
testemunha (seria o Adrian Belew ?) nos momentos
que eles tiveram quando escreveram o livro em
referência. Observe que no final das letras
Belew cita algumas vezes as palavras “Absent
lovers” e que futuramente serviria de título de
um álbum ao vivo do “King Crimson” lançado em
1.998, correspondendo a última apresentação da
banda em 1.984 antes que fossem encerradas as
atividades pela segunda vez na carreira do
grupo. Existem versões ao vivo desta faixa que
saíram nos álbuns “Live at Cap D´Agde, 1.982”
(1.999) e “Live in Berkeley, CA 1.982” (2.001),
fora uma outra versão de um tributo feito pela
banda fusion “Brand X” (fundada pelo genesiano
Phil Collins) no álbum “Schizoid dimension”
(1.997).
“Heartbeat” – esta é praticamente a “balada”
principal do álbum, em estilo próximo da “Matte
Kudesai” do álbum anterior (embora a “Heartbeat”
é um tanto mais dançante por ter uma forma
ritmada mais agitada do que esta do álbum
“Discipline”), e da qual foi a que originou o
único compacto lançado na época de “Beat” e
conseqüentemente se tornou um dos “hits” da
banda naquela época alcançando o posto número 38
das paradas inglesas; é possível até hoje
escutar em algumas circunstâncias essa música
nas rádios FMs, além do vídeo na MTV. Talvez
seje a faixa mais que contém música pop desta
trilogia lançada pelo conjunto em plenos anos
80. Qual seria o problema que fosse inclusa uma
faixa igual a essa neste álbum ? O “King Crimson”
gravou outras “baladas” que se identificavam
muito em determinados álbuns como, por exemplo
“I talk to the wind” no álbum de estréia “In the
court...”, “Cadence and cascade” no “In the wake
of Poseidon” (1.970) ou “Book of saturday” no
“Larks tongues in aspic” (1.973) e entre
outros., o “King Crimson” aqui neste caso estava
em plenos anos 80 onde a tendência dos grandes
grupos em confeccionar a música pop também
permitiria espaço para eles. O experimentalismo
musical que o “King Crimson” costuma fazer em
seus trabalhos de uma maneira geral não aparece
quase nesta faixa, talvez nos momentos em que
Fripp faz alguns riffs antes que Belew inicie os
versos da faixa. A mesma sonoridade também já
foi apresentada em faixas como “Prince Rupert
awakes” do “Lizard” (1.971) ou “Ladies of the
road” do “Islands” (1.972). Robert Belew pode
ser considerado como o destaque desta faixa,
tanto é que futuramente em seu álbum solo “Young
lions” (1.990), o mesmo iria regravar esta faixa
sem os outros 3 integrantes do “King Crimson”
(alguns fãs do musico consideram que ficou até
melhor do que a original, embora sem muitas
diferenças), versão perfeita para que fosse
inclusa neste seu álbum solo que tem bem a ver
com Belew. Liricamente é uma faixa pobre que
possui pouquíssimas frases, além delas serem
repetidas. O assunto é notoriamente dizendo
sobre amor “I need to feel your heartbeat
heartbeat so close, feels like mine all mine”
que significa “Eu preciso sentir a batida de seu
coração, batida de seu coração muito próximo,
sinta igual ao meu inteiramente meu” em inglês.
É uma faixa que o grupo inclui até hoje no set
list da banda em algumas ocasiões. Algumas
versões ao vivo da banda estão nos álbuns, “Live
at Cap D´Agde, 1.982”, “B´Boom: Live in
Argentina” (1.995), “Absent lovers: Live in
Montreal 1.984” (1.998). Existem algumas versões
do vinil que foram impressas onde na contracapa
está escrito a seguinte palavra “Heartbeal” o
que pode causar um pouco de confusão no nome
para os ouvintes.
“Sartori in Tangier” – instrumental é uma faixa
até que adorada pelo público da banda nesse
álbum. O destaque parece ser dedicado ao Tony
Levin (observe como ele faz toques no baixo ora
precisos, selvagens e agressivos como se fosse
para chamar a atenção dos ouvintes
propositalmente), e mesmo com a presença de
Frippertronics do fundador da banda, Robert
Fripp, além do órgão que é também tocado por
este músico. Os Frippertronics resguardam aquilo
que o guitarrista fez em “The sheltering sky”
lembrando um trompete e as percussões de Bruford
resguardando a “Thela Hun Ginjeet”, ambas do
“Discipline”. Considerada como uma das faixas
mais dançantes do álbum (tem ritmo lembrando o
funk), um tanto próximo da boa maioria das
composições que o “King Crimson” desenvolveu no
álbum anterior e aparenta seguir a um estilo da
tendência do New Wave. Ao mesmo tempo em que a
“Sartori inTangier” é dançante é também um dos
momentos que faz o ouvinte meditar e pensar por
alguns instantes. O começo da mesma é um tanto
estranha não é o que permanece em maioria em
ritmo de dança e sim lembrando algo como a
introdução assustadora de “Fallen angel” do
“Red” (1.975), mas nesse caso sem o violino de
David Cross e sim a permanência das guitarras e
o baixo. A faixa do título segundo inspirações
de Belew veio através da obra literária chamada
“The naked dance” (1.959) do escritor William S.
Burroughs. Observe inclusive que a palavra
“Sartori” aparece nas letras de “Neal and Jack
and me” na frase “Des visions du Cody...Sartori
a Paris...”. Existem versões ao vivo que estão
registradas no “Absent lovers...”
“Waiting man” – considerada uma das favoritas do
álbum (alguns admiradores da banda acusam esta
faixa de ser o ponto ápice do trabalho, outros,
porém acusam de também ser outra faixa com
elementos de música pop), embora todos os
integrantes trabalhem em conjunto como sempre de
uma maneira puramente muito profissional, o
destaque aparenta ser em favor do Bill Bruford
com uma precisão muito aprimorada dominando as
percussões e baterias eletrônicas. Bruford
declarou em uma entrevista que a Simmon Drums
está presente inteiramente nesta música e a
única razão de existir melodia nesta canção é
devido graças à tecnologia da marca deste
equipamento e, além disso, o baterista
acreditava e apostava que seria esta a maneira
de como o “King Crimson” seguiria seu rumo daí à
frente a partir desta experiência musical –
diga-se que foram utilizados 11 kits destas
baterias!!! Primeiramente ele inicia numa levada
inicial em percussões e lembrando algo como se
fosse uma tribo africana que vai ficando intenso
a cada segundo tendo este comportamento musical
até que mais ou menos próximo da metade da faixa
quando Belew cita a frase “And so I wait so I
wait so I wait so I wait” as baterias entram em
conjunto com as suas próprias percussões feitas
desde o início da música até que ele cessa todos
os seus movimentos quando Belew finaliza a
última palavra das letras desta faixa. Detalhe:
Belew também reforça um pouco as percussões
junto com Bruford e mais para Bruford era
importante que o “King Crimson” abusasse em
explorar as percussões “duelando” com as
sonoridades dos resultados das guitarras de
Robert Fripp. A introdução do vocal de Belew é
outro momento que os ouvintes gostam muito
quando na frase “I come back”, ele estende a
primeira palavra por alguns segundos e entre
outras palavras no meio da música. Observe que
na parte solo instrumental existe uma presença
de guitarra glissando feita por Belew e antes
dele voltar nas letras na frase “I return face
is smiling”, é uma maneira de tocar muito comum
presenciada numa banda como o “Gong” realizado
por guitarristas a exemplo de Steve Hillage,
Stefan Sharptrings e Daevid Allen. Liricamente
também é algo relacionado em ansiedade no
resultado de esperar e apressar, o que
diariamente ocorre na vida do ser humano. Belew
esclareceu que era uma escrita quem em sua
origem tinha tudo aquilo que qualquer um pudesse
começar a somar ou personalizar. As batidas de
percussão caracterizam o sentido de um fluxo de
uma imagem na qual se reflete e depois é
separada pelo conforto do indivíduo e espaços
que representam os seus lares. Existem versões
ao vivo que foram gravadas nos álbuns “Live at
Cap D´Agde, 1.982”, “Live in Berkeley, CA 1.982”
(2.001) e “Absent lovers” (imagine que a versão
de estúdio é muito adorada pelos fãs do “King
Crimson”, imagine esta versão ao vivo que é bem
mais ainda !!!).
“Neurotica” – o outro lado do álbum começa com
uma faixa que possui uma sonoridade
característica de uma canção do tipo bem
esquizofrênica, explosiva, endoidecida, nervosa
e provocativa. A estrutura musical está bem
próxima a elementos de jazz moderno e de rock
progressivo com frases musicais extremamente
complicadas lembrando até mesmo algo que o “King
Crimson” já havia feito em seu passado como numa
canção igual a “21st century schizoid man” do
álbum de estréia “In the court...” (na forma que
a música se expõe em estrutura musical) ou então
em “Pictures of a city” do “In the wake...” (na
forma que as letras esclarecem sobre palavras),
porém há um reforço de instrumentos de cordas
que foram investidos neste caso nesta década de
80. Quanto à canção “21st century schizoid man”
observe que o “schizoid” é associado à doença
“esquizofrenia”, sendo que a mesma coisa poderia
ser dita no nome desta faixa que não deixa de
ser também uma doença; há portanto um
relacionamento entre ambas as faixas sobre o
mesmo assunto em se tratando a doenças e
comportamento humanos. A introdução de
“Neurotica” é muito fácil perceber isso porque
existem gritos, barulho do trânsito, sirenes,
apitos e tudo isso ao mesmo tempo, evidentemente
é um conjunto de elementos suficiente para
endoidecer qualquer ser humano. Mesmo com um
grande entrosamento de todos os integrantes
nesta faixa, o destaque de presença notoriamente
é de Robert Fripp, mas ao mesmo instante é
também de Belew que recheou, floresceu e
incrementou bem a música em letras chegando a
ser muito próxima naquilo que ele executou em
“Thela Hun Ginjeet” (na seção mediana desta
música) do “Discipline”. Não existem dúvidas
também de que liricamente é uma faixa que
retrata a respeito de uma grande cidade como a
de Nova York neste caso (embora ela sirva para
qualquer cidade de grande tamanho no mundo) e o
sentimento de alguém que vive por lá. Pode
também servir numa situação na qual a pessoa
esteja dentro de um veículo onde o mesmo estaria
completamente dentro de um forno no meio a caos
de um tráfego completamente parado em um dia
muito calorento ou que as proximidades do local
sofreram enormes alagamentos. Observe que Belew
acrescenta um horário de madrugada nas letras em
“Good morning, it's 3am in this great roaring
city...” que significa “Bom dia, são 3 horas da
manhã nesta ótima cidade rugindo...” em inglês;
a primeira faixa de apresentação
(coincidentemente ambas as faixas são as
primeiras de cada lado do álbum!!!! ), a “Neal
and Jack and me” também possui um horário de
madrugada “I can't explain, the Seine alone at
4am, The (in)Seine alone at 4am” que significa
“Eu não posso explicar, o Seine sozinho às 4
horas da manhã, O (in)Seine sozinho às 4 horas
da manhã” em inglês. Detalhe: o trio canadense
"Rush" também gravou uma faixa com este mesmo
nome no album "Roll the bones" (1.991). Existem
versões ao vivo desta faixa que estão
registradas nos álbuns “Live in Berkeley, CA
1.982” e “Vroom vroom” (2.001).
“Two hands” – a menor faixa de “Beat” possui
quase 3:30 minutos de duração sendo que é
considerada a segunda “balada” do álbum e
provavelmente a mais calma, tranqüila e
transparente de todo o trabalho; pode ser
considerada como uma das faixas acessíveis em
termos de sonoridade muito distante do que o
“King Crimson” sempre acostumou a fazer na boa
maioria de seu material. É o único caso do disco
que ocorreu uma parceria com Belew ao escrever
as letras tendo a sua esposa Margareth Belew
fazendo presença na época, já que ali mesmo na
década de 80 após a trilogia do “King Crimson”
eles se divorciariam. Detalhe: pela primeira vez
desde a fundação do grupo uma pessoa do sexo
feminino faz um registro sonoro na banda. Por
mais incrível que pareça esta faixa tem Bill
Bruford como o destaque, porque aqui ele
discerne a percussão numa forma tratada tão
delicadamente que cativa o ouvinte aos poucos e
ainda como se não bastasse há também a presença
de um solo de guitarra de Fripp que faz uma
sonoridade bem do tipo “chorona” como se
necessitasse que alguém prestasse atenção no
dramalhão que este instrumento é executado pelo
guitarrista; observe que tanto na introdução
como na parte de finalização da faixa a guitarra
de Fripp faz uma espécie de eco o que torna a
pensar que os riffs são repetitivos. O grupo
também realizou uma façanha um tanto incomum:
posicionou esta faixa entre 2 outras que são
extremamente “agitadas”, a “Neurotica” e a “The
howler”. Embora as letras tem uma tendência de
ser uma canção de amor, aparentemente retrata
algo relacionado a claustrofobia e desejo,
possivelmente um recado sobre seu futuro
divórcio e Belew canta de uma foram como se
estivesse apaixonado. Observe que todas as
faixas deste álbum que contém letras (exceto a
próxima chamada “The howler”) contém a palavra
“Hand” que significa “mão” em inglês, tanto no
singular como no plural. Pelo que se tem de
notícias o “King Crimson” pouquíssimo apresentou
esta faixa em apresentações ao vivo.
“The howler” – é uma das faixas que aparenta
conter elementos musicais associados em termos
de avant-garde music tendo uma sonoridade
musical completamente desestruturada, além de
ser muito esquisita e fora que recebe um
tratamento audível muito distorcido de todo o
álbum, algo como alguma coisa dentro de um
caracol ou caramujo; as guitarras se mantém
muito entrelaçadas entre si. Repare que na parte
do solo instrumental existe a presença de um
teclado sintetizador, um instrumento um tanto
incomum pelo tipo de álbum que o grupo gravou.
Uma pequena ponte “dançante” na seção mediana
aparenta chutar qualquer coisa que apareça a sua
frente, observe também a forma de como Belew
canta, é como se ele estivesse ora muito
melancólico, ora muito alcoolizado, ou ingerido
algum calmante forte, ou recém despertado da
cama e em meio a desespero como na frase "No,
no, not me, burn, I don't want to burn." que
significa “Não, não, eu não, eu não quero
queimar” em inglês. Repare inclusive que a
palavra “howler” está presente no primeiro verso
do segundo parágrafo “The stench and noise, yes,
yes, the howler's” em “Neurotica”. Liricamente
mais uma vez Belew defende suas letras baseado
em romance e desta vez baseado no autor
americano Allen Ginsberg na obra “Howl” lançada
em 1.957 e valendo uma ressalva: nascido em
1.926 teve uma infância complicada devido a
paranóia de sua mãe que acreditava que todas as
suas pessoas a seu redor estavam contra ela. Na
adolescência descobriu-se que tinha um talento
para compor poemas, mas por ironia do destino
como universitário pelo qual conheceu Jack
Kerouac (relacionado na faixa “Neal and Jack and
me”) acabou se aventurando nas drogas e
homossexualismo chegando a ser internado num
terapeuta e ao mesmo tempo que ajudava no
desenvolvimento de sua arte para com outros
escritores até que sai o romance “Howl” que
retrata Ginsberg na pele da loucura de sua mãe
fazendo um enorme sucesso. Com o passar do tempo
ele se entrega ao budismo, funda uma escola de
poesias, participa de movimento contra a guerra
de Vietnã e definindo um lado muito voltado aos
eventos multiculturais até falecer em 1.997.
Existe uma versão ao vivo desta faixa em “Live
in Berkeley, CA 1.982”.
“Requiem” – é a maior faixa do álbum com
precisamente 6:30 minutos de duração e sendo
também a segunda instrumental do álbum (veja que
em cada lado do disco tem uma música
instrumental). Notoriamente que o destaque é
praticamente a presença de Fripp com sua
guitarra sobreposta em meio de um órgão, mas o
restante da banda também tem uma boa presença
(parece que cada um disputa um espaço para fazer
seu solo instrumental, às vezes imaginando-se
que existe um conflito entre os membros da banda
– por exemplo, Fripp interpreta as frases
musicais enquanto que Belew interpreta o coro
musical, Levin toca o fretless bass como se
fosse alguém cantando). Mas antes que aconteça
isso, existe uma espécie de “preparação” dos
músicos no início da faixa em um clima muito
calmo como se fosse a “Moonchild” do “In the
court...” É um outro exemplo de faixa que tem
uma estrutura completamente desordenada e muito
bagunçada com muito barulho e jams improvisadas
atonais (não deve ser esquecido que o “King
Crimson” também teve uma razoável improvisação
durante a sua carreira na década anterior de “Beat”).
Repare que no final da faixa a banda parece não
querer encerrar o álbum “Beat”. Aqui nesta
música pode estar um dos aspectos positivos da
banda e mantendo vantagem com relação ao álbum
anterior, o “Discipline”: eles retornam de uma
maneira que a sonoridade faz lembrar coisas que
já foram exploradas no passado da banda como na
faixa título do álbum “Starless and bible black”
(1.974), ou “Providence” do “Red” (1.975). É uma
faixa que estaria bem identificada com o grupo
quando eles fossem ressurgir ao meio cultural
musical pela terceira vez a partir da metade da
década de 90. Segundo Bruford na época em
entrevista citou que “Requiem”seria uma
homenagem conjunta a todos os escritores que
estariam em evidência ao longo do trabalho nas
letras de Belew. Ele se surpreende de como
movimentos já ocorridos durante ao longo de 3
décadas antes do “Beat” ora se enfraqueceram,
como se dispersaram, assim como passaram de uma
maneira muito rápida em meio de presença de
pessoas que tiveram seus momentos, mas aos
poucos foram sendo esquecidas, referindo o mesmo
sobre a situação de gravadoras para com os
artistas do meio cultural musical que já foram
lançados, mas tiveram (e tem) dificuldades de
conseguir um contrato com uma gravadora e poder
tocar aquilo que tanto desejam. Repare que o que
Bill Bruford pode estar se referindo com relação
a esta perda e esquecimento é sobre a razão que
envolve o nome da faixa, pois “Requiem” está
associado à morte. Muitos compositores da música
clássica/erudita como Wolfang Amadeus Mozart,
Franz Schubert, Gaetano Donizetti, Franz Liszt,
Antonin Dvorak, Igor Stravinsky e entre muitos
outros registraram uma obra com este nome; o
“King Crimson” garantiu o seu espaço com o nome
deste título musical. Diga-se também que
“Requiem” foi baseada fazendo um tributo para
com o saxofonista jazzista John Coltrane, já que
aqui temos de fato uma sonoridade que contém
improviso musical.
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