
Robert
Fripp - guitarras
elétricas e acústicas, violões. Ian McDonald
- flauta, saxofone, melotrom, teclados e vocais de
apoio. Greg Lake - baixo, vocal principal.
Michael Giles - baterias, percussão e
vocais de apoio. Peter Sinfield - letras,
iluminação de palco, ilustrações.
Faixas:
Volume 1
1. 21st century schizoid man - 7:06
2. In the court of the Crimson King - 6:27
3. Get thy bearings - 5:59
4. Epitaph - 7:08
5. A man, a city - 11:41
6. Epitaph - 7:42
7. 21st century schizoid man - 7:16
8. Mantra - 3:47
9. Travel weary Capricorn - 3:15
10. Improv - Travel weary Capricorn - 2:23
11. Mars - 8:53
Volume 2
1. In the court of the Crimson King - 7:13
2. Drop in - 5:14
3. A man, a city - 11:19
4. Epitaph - 7:31
5. 21st century schizoid man - 7:37
6. Mars - 9:42
Volume 3
1. 21st. century schizoid man - 7:14
2. Get thy bearings - 10:32
3. In the court of the Crimson King - 6:43
4. Mantra - 8:46
5. Travel weary Capricorn - 3:57
6. Improv
including By the sleeping lagoon (Coates) - 8:54
7. Mars - 7:23
Volume 4
1. 21st. century schizoid man - 7:57
2. Drop in - 6:20
3. Epitaph - 7:22
4. Get thy bearings - 18:10
5. Mantra - 5:29
6. Travel weary capricorn - 4:54
7. Improv - 4:34
8. Mars - 5:37
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King Crimson - Epitaph (1997) Por
Steve Hillage
Esse não é o mais novo album do King Crimson em
termos de gravação, mas sim de edição que foi
lançado oficialmente no mês de Abril de 1.997 e por
se tratar de um trabalho ao vivo é inteiramente de
shows da banda que ocorreram em 1.969, quando neste
mesmo ano nascia uma banda na Inglaterra em janeiro
e ficariam marcados na história do gênero do rock
progressivo (ou até do rock para muitos), além de
gravarem e estreiarem um trabalho muito conceitual
que seria lançado em outubro com o nome "In the
court of the Crimson King" e também uma obra-prima
como um todo do genêro do rock progressivo (ou até
do rock para muitos). É justamente neste trabalho
que está apresentado a trajetória da banda do que
ocorreu naquele ano até mesmo antes da gravação do
album de estréia.
A formação da banda definitiva se deu próxima do
final de 1.968 a partir de uma mini-banda chamada
"Giles, Giles & Frip" que tinha como Michael Giles
nas baterias/vocais, Peter Giles no baixo/vocais e
Robert Fripp nas guitarras e numa ocasião
encontraram e admitiram por um curto período a
cantora Judy Dyble (que fez parte da banda "Fairport
Convention") e esta vinha junto com o
multi-instrumentista Ian McDonald e um colega e
poeta/letrista Peter Sinfield que chegou a trabalhar
como operator numa empresa de computação. Mudanças
no GGF fazem com que Dyble saísse por espontaneidade
e Peter Giles (irmão de Michael) para se tornar um
operador de computador (Detalhe: será que Giles
queria ocupar o lugar de Sinfield? Curiosidade:
naquela época nos finais dos anos 60 e início dos
anos 70 a área de engenharia de computação estava
começando "pequenos passos" para a elaboração e
pesquisa de computadores domésticos já que era
fortmente predominado a uso comercial das empresas
na época).
Surge então para substituir Giles no baixo, um
importante nome: Greg Lake. Lake já conhecia Fripp
desde a adolescência e chegaram a estudar violão com
uma mesma professora de música, e o futuro baixista
passaria por bandas chamadas "Unit Four", "Time
Checks" e "The Shame" que chegou a gravar um
compacto em 1.968 e além ter participação de uma
banda chamada "The Shy Limbs". Ainda em 1.968, Lake
estaria com a banda "The Gods" junto com Mick Taylor
(que foi integrante dos "The Rolling Stones"), mas
não chegou a gravar porque receberia o convite de
Fripp para se associar ao King Crimson, e além disso
seria encarregado de fazer também os vocais, já por
ser muito melodioso e as bandas que Lake tinha
participado também davam preferência pelo seu vocal
e durante o ano de 1.969 Fripp chegou a dividir um
pequeno apartamento junto com Lake.
O nome King Crimson para quem não sabe foi
inicialmente uma idéia de Peter Sinfield, apesar de
que "crimson" quer dizer carmesim em português
(vermelho muito vivo), mas por outro lado Sinfield
estava aproximando a palavra "crimson" com o de um
sinônimo chamado "Beelzebub" (Beelzebub, principe
dos demônios). Assustador? Talvez pela capa do album
(externa e interna) de estréia da banda pode
demonstrar essas teorias de Sinfield. As letras
retratam o elemento ar, embora tecnicamente ainda
não foi comprovada esta hipótese segundo o próprio
letrista do trabalho e da banda. Sinfield além de
ser o letrista do King Crimson, também seria o
iluminador dos shows nos palcos. Vale uma ressalva
que o King Crimson não foi a única banda de
progressivo que possuia um letrista exclusivo; o
"Procol Harum" tinha um também chamado Keith Reid.
Naquele ano de 1.969, o King Crimson competia com
poucas bandas de rock progressivo como "The Moody
Blues", "Pink Floyd", "The Nice", "Procol Harum" que
já estavam neste cenário um pouco ano e nascia
também outras como o "Genesis", "Yes", "Jethro
Tull", mas o grupo teve uma simpatia pelo público e
crítica em aspectos gerais. E justamente neste
trabalho aqui que esta fielmente com uma das
formações mais clássicas ocorridas pela banda e
justamente em sua estréia.
Com apresentações na Europa e Estados Unidos, o
trabalho entretanto é encontrado originalmente em 4
volumes (4 CDs), mas é mais facilmente visto em sua
metade (2 volumes, 2 CDs - primeiro e segundo
volumes respectivamente), e para quem tem
dificuldades e não consegue encontrar os dois
últimos volumes (3 e 4) é aconselhável fazer contato
com a gravadora. O album corresponde nas seguintes
apresentações: volume 1 possui Sessões Rádio BBC,
Filmore East feito nos dias 21 de novembro e 14 de
dezembro; o volume 2 corresponde exclusivamente a
mesma apresentação do Filmore East mas ocorrido no
dia seguinte (15 de dezembro) e com o concerto
tocado inteiramente naquele dia; o volume 3 é
dedicado ao Festival Plumpton em 9 de agosto e
finalizando o volume 4 que corresponde a
apresentação do Clube Jazz Chesterfield em 7 de
setembro.
As apresentações do Filmore East foram uma das mais
importantes daquele ano em 1.969 para o King Crimson
possuindo nomes até conhecidos e desconhecidos como
"Iron Butterfly", "Poco", "Jefferson Airplane", "Joe
Cocker", "Fleetwood Mac", "The Rolling Stones",
"Johnny Winter", "Country Joe and the Fish", "Janis
Joplin", "Sly and the Family Stone", "Grand Funk
Railroad", "The Nice" e outros e justamente num dias
desses do festival que Greg Lake recebeu uma
proposta de Keith Emerson do "The Nice" para no ano
seguinte formar o "Emerson, Lake & Palmer" e o
guitarrista Jimi Hendrix deu um grande aperto de
mão, além de esticar um bom papo com o mesmo pelo
talento observado por este numa das apresentações. A
ansiedade e insatisfação talvez dos amantes do King
Crimson deste período em relação a edição deste
trabalho seria a omissão do show do concerto
gratuito em Londres, o famoso Hyde Park em 5 de
julho de 1.969 promovido pelos "The Rolling Stones"
numa homenagem a morte de seu companheiro Brian
Jones que faleceu dois dias antes e o King Crimson
faz a abertura do evento de frente para
aproximadamente 650.000 pessoas.
Editado pelo selo DGM (Discipline Global Mobile)
fundado por Robert Fripp (!!), o curioso é que
"discipline", quer dizer em português, "disciplina"
e esta palavra Fripp sempre carregou-a consigo desde
seu comportamento familiar na infância por parte de
seus pais. "Discipline", inclusive quase foi o nome
do King Crimson quando ressurgiu nos anos 80, mas
foi mantido o nome original da banda e acabou se
tornando o nome de um album na re-estréia do King
Crimson em 1.981. Repare inclusive que o simbolo da
gravadora DGM é parecido com o deste album.
Em se tratando de lançamentos ao vivo, o King
Crimson lançou trabalhos curiosos como "Earthbound"
(1.972) (apesar de mal gravado), "USA" (1.976) e
"The great deciever" (1.992) e além de outros
lançados a partir do final dos anos 90 e do início
do século XXI, mas nenhum que evidentemente tivesse
justamente a primeira formação da banda e "Epitaph"
foi lançado também porque o King Crimson (assim como
inúmeras bandas) tinha problemas com a pirataria e
para compensar aos amantes do grupo justamente foi
uma estratégia muito bem acertada, porque a edição é
muito luxuosa composta de uma caixa, um livreto com
uma história detalhada sobre a banda a respeito
daquele ano, apresentada ilustrativamente com muitas
fotos e com catálogo da gravadora que apresenta seus
trabalhos lançados por artistas do selo (boa parte
tem proximidades no King Crimson) e vídeos. A capa
do trabalho foi elaborada por P.J. Crook sob o nome
"The four seasons" do qual resgata um tanto da arte
de Paul Whitehead que elaborava as capas do Genesis,
com auxílio de Bill Smith Studio.
Com o avanço tecnológico musical pode ser resgatado
e trabalhado em cima de faixas que na ocasião
dispunham de pelo menos 28 anos de duração, algumas
quase perdidas em demos e outras feitas por
gravações caseiras no local, isso sem contar com
faixas inéditas. Algo foi resgatado na coletânea
composta por uma caixa de 4 CDs "Frame by frame"
(1.991) e algumas faixas que chegam a ser repetidas
chegam a soar próximo com as originais de estúdio,
mas não perfeitamente, inicialmente o ouvinte pode
estranhar a qualidade, mas anteriormente comentado
boa parte do trabalho é formado de gravações
caseiras que forma muito bem trabalhadas,
redigitalizadas e remasterizadas (observe que o Led
Zeppelin gravou "BBC sessions", também em 1.997
contendo diversas faixas também gravadas no ano de
1.969 e não estão com 100% de perfeição).
Vai uma outra curiosidade sobre a escolha das
gravações: não estão presentes nem mesmo na
totalidade dos 4 volumes as faixas "I talk to the
wind", que chegou a ser tocada até mesmo pelo GGF,
época em que fazia parte Ian McDonald e Peter
Sinfield e "Moonchild" (considerada por muitos uma
faixa muito polêmica pelo tipo de exploração e
finalização que o King Crimson criou) e as duas
fazem partem do album de estréia da banda. Mesmo com
a ausência destas faixas e a repetição de outras,
ainda assim, o trabalho é muito atraente e gostoso
de ser ouvido apesar de que mesmo como um album
destes que tem uma das formações consideradas por
muitos ouvintes sendo "impecáveis", ainda assim a
banda soam melhor em estúdio do que ao vivo. Poderia
ter sido ainda mais proveitoso se incluissem uma
faixa que apresentasse o GGF e o GGF com a inclusão
de McDonald, Sinfield (mas é bem possível que Lake
não ia gostar nem um pouco da idéia se é que eles
tiveram esta intenção...), pelo menos o público
teria uma idéia do que era o King Crimson antes de
sua formação.
Mostra o esforço de uma banda completamente cheia de
energia e que ser tornaria "infeliz" no final de
1.969 com a saída da boa parte dos membros
fundadores e obtendo tentativas do membro fundador
Robert Fripp em se preocupar com o que foi a banda
no início de sua existência, mas demonstrando ser um
músico que estava com o tempo sempre aceitando os
mais diferentes desafios. O King Crimson tocou em 78
apresentações oficilmente tendo uma agenda bem tensa
e lotada no ano de 1.969 a partir do dia 9 de abril
daquele ano.
E quanto ao King Crimson no palco? Quem acreditava
que apenas Steve Hackett, guitarrista do Genesis,
era um dos únicos músicos de rock progressivo que
tocava sentado se enganou; a partir do momento que o
King Crimson entra em cena ao vivo, os espectadores
puderam testemunhar um guitarrista de rock
progressivo que tocava sentado; Fripp muito pouco
gostou de tocar em pé e o motivo é dele não se
manter concentrado o suficiente e que pudesse fazer
uma apresentação suficientemente competitiva com o
meio musical; o público acompanharia também
McDonald, um dos poucos multi-instrumentistas de
época que curiosamente aprendeu a tocar os
instrumentos que sabia tocar, quando fazia parte do
exército inglês na banda musical desta força armada,
e tampouco seria comparado a músicos como Vangelis
ou Mike Oldfield; do público que conhecia o GGF
perceberia de Giles, a autoridade (por ser o mais
idoso dos integrantes) e seriedade unidas ao senso
de humor por trás das baterias e percussão; Lake
demonstrava a sonoridade como um todo na banda
apresentada em seu baixo e vocais e que se limitavam
entre tristeza e alegria no mesmo tempo que Sinfield
confirmava este detalhe em seus poemas apresentados
nas letras da banda que retratavam o elemento ar,
além de mistério levando o público a ser convencido
pela suas idéias na forma de arte impressa que
combinavam com a coordenação da iluminação de palco.
O que foi um pecado para banda quando
lamentavelmente no final do ano de 1.969, McDonald
se retira junto com Giles e gravando um trabalho
entitulado "McDonald and Giles" (1.970). E por fim,
como se não bastasse Greg Lake conheceria Keith
Emerson, na época com o "The Nice" e presente também
no evento Filmore West recebendo um convite para
então em 1.970 surgir com a formação do "Emerson,
Lake & Palmer" gravando também naquele mesmo ano seu
album de estréia "Emerson, Lake & Palmer" (1.970). O
futuro a partir destas saídas dependeria muito do
planejamento de Fripp em re-estabelecer o King
Crimson para o ano de 1.970 e gravar ainda naquele
ano o album "In the wake of Poseidon".
AVISO IMPORTANTE - EMBORA O TRABALHO ORIGINALMENTE
POSSUI 4 VOLUMES, AS FAIXAS COMENTADAS ESTÃO MAIS
EXCLUSIVAMENTE REFERIDAS AOS VOLUMES 1 E 2.
"21st century schizoid man" - numa totalidade de 5
versões (é a faixa que possui mais versões no
trabalho), está presente duas no primeiro volume e
uma no restante dos outros volumes. É a primeira
faixa que abre o album de estréia "In the court..."
e comunica sobre a instabilidade mundial do final
dos anos 60 formado por guerra, tortura,
assassinatos políticos, consumismo, fome e outros e
o medo é uma das únicas "soluções" de poder
"negociar" com a vida em parte do mundo que seria
paranóico e esquizofrênico. Esta faixa do King
Crimson se extende em limites do jazz e do rock o
que faz com o ouvinte fique atento do início ao fim.
A primeira versão (BBC) foi retirada de um album
pirata, tem falhas claro; Lake parece fazer os
vocais de uma forma mais amena e delicada, mas em
compensação Fripp faz um espetáculo com a guitarra
no solo que corresponde após os dois refões citados
por Lake e sem discartar McDonald no saxofone
duelando a guitarra de Fripp. As pausas feitas pelos
músicos juntos parecem ser um pouco mais lentas que
as da original. A segunda versão, feita no Filmore
East, foi resgatada de uma fita demo possuida por
Michael Giles antes que a "pirataria" aproveitasse
da oportunidade enquanto este album ao vivo não saia
e como uma das melhores versões já gravadas pela
banda nos Estados Unidos. Aparenta ser um tanto mais
"barulhenta" e "pesada", bem ao estilo que agrade
aos amantes do rock do que a primeira, em termos de
sonoridade pois está melhor gravada também. Os
vocais de Lake estão mais agressivos e empolgantes
se dedicando mais na faixa. A parte solo está também
um tanto diferente do que a primeira e parece estar
mais rápida (a faixa tem quase 8 minutos de duração,
mas termina com quase 6:30 minutos) e em alguns
momentos percebe o público estar contente com que
estava ouvindo ao vivo e ao fim da faixa recebem um
caloroso aplauso. A terceira versão tocado em outra
ocasião no Filmore East tem como McDonald querendo
ter um pouco mais de presença conforme Lake cita os
versos da faixa dos três refrões e na parte solo de
McDonald com seu saxofone aparece um pouco mais do
que do solo de guitarra de Fripp. No final do
terceiro refrão e na recepção final dos aplausos do
público a gravação perde por uns instantes perda de
volume. Nas três versões são observados os seguintes
detalhes da faixa original: a introdução logo no
início não se observa com os efeitos sonoros que dão
a aparência de um trânsito, os vocais de Lake que
estão bem sinistros não tem as mesma compatibilidade
da maneira como é cantada nas versões ao vivo, não
se observa o ruído ao fundo de algumas percussões
que possuem no original conforme Lake cita os
refrões e no final eles deixam de fazer a curtíssima
barulheira tensa antes de encerrar a faixa de vez.
"In the court of the Crimson King" - possui uma
versão pra cada um dos 3 primeiros volumes. É
considerada como um épico do King Crimson e a
faixa-título do album de estréia e tem um uso
considerável do melotrom e não e uma música muito
comum que o King Crimson acostumou a elaborar no
decorrer do tempo em termos de elaboração, talvez
por se tratar de uma das quase que pouquíssimas
faixas que não são de sua autoria e tem uma
sonoridade que corresponde próximo ao "Donovan" de
letras citando sobre uma corte medieval da qual não
fazem boas recepções com imagens de bruxos de fogo,
marcha fúnebre e uma rainha negra com os vocais de
preferência intensamente dramáticos e em algumas
ocasiões numa forma de uma espécie de coral com os
versos às vezes interrompidos pela percussão de
Giles. Apesar de ser uma melodia praticamente
repetitiva é ainda muito apreciada pelos fãs do King
Crimson. A primeira versão aparenta estar mais
próxima com a de estúdio, embora feito num volume
meio alto e não toca um certo trecho da flauta após
o segundo refrão. A segunda versão que abre o
segundo volume tem por observado o anúncio da banda.
Como citado anteriormente foi justamente o concerto
total feito naquele dia e foi gravado de uma forma
de um gravador estéreo e o público daquela audiência
pode perceber a guitarra de Fripp num volume muito
alto e na gravação está muito silenciosa. Nestas
duas versões são observados os seguintes detalhes da
faixa original: a minúscula entrada da bateria de
Giles sozinha e o final instrumental que não é feito
quando na original subentende-se ao ouvinte de que
ela será finalizada de vez, mas faz um suspense com
toques ralentosos delicados nos pratos da bateria de
Giles que aguardam a entrada de singelos acordes da
flauta de McDonald para receber o restante dos
outros instrumentos.
"Get thy bearings" - Possui versão no volume 1, 3 e
4. A que pertence ao primeiro volume tem quase 6
minutos de duração, mas no volume 3 tem pouco mais
de 10:30 minutos e o volume 4 com pouco mais de 18
minutos de duração e portanto sendo a faixa de mais
longa duração do trabalho totalmente completo com os
4 volumes. Possivelmente, esta é uma das faixas que
foram retiradas da coletânea "Frame by frame" foi
gravada por um fã da banda de uma das sessões da
BBC. A faixa é limitada muito a característica do
jazz com as letras que retratam drogas e sexo. O
vocal de Lake é terrível, mas em compensação o baixo
tocado faz esquecer o que ele canta, com a presença
de McDonald no saxofone que fazem empatar os
"vacilos" da gravação. As baterias de Giles e a
guitarra de Fripp também não estão muito bem
nítidos. O interessante é que a maneira que foi
feita este "cover" esta faixa desenvolveria também
uma outra chamada "Pictures of a city" do album "In
the wake of Poseidon" (1.970) e por coincidência tem
versões exploradas neste trabalho com o nome de "A
man, a city".
"Epitaph" - em 4 versões totais, possui duas no
volume 1, uma no volume 2 e outra no volume 4. É uma
faixa que possui uma sonoridade do que era o "The
Moody Blues" no final dos anos 60 e uma das melodias
mais bonitas também do album de estréia que possui
uma sonoridade em conjunto com o vocal feitos de uma
maneira que se torna muito apaixonante, imagine uma
música romântica e relativamente lenta de ser
dançada por casais de uma banda de rock progressivo
e que surgia no final dos anos 60 justamente porque
a faixa praticamente mesmo sendo um outro épico do
King Crimson, é também uma "balada" (e que balada
!!!!). O texto serve como falta das verdades antigas
em trazer para o significado da existência dos dias
atuais. A primeira versão parece ser a melhor em
aspecto de gravação, o som ficou bem mais acústico e
nítido e as outras duas parecem ser um tanto mais
"barulhentas" inclusive logo no início e as baterias
de Giles tem uma sonoridade que ficou longe e
"isolada" do restante dos outros instrumentos.
Detalhes que diferenciam as versões da original do
album: a apresentação do melotrom muitíssimo
frequente nas 3 versões por McDonald e a parte solo
instrumental quase ao meio da música onde McDonald
faz mais solos com a flauta.
"A man, a city" - possui duas versões sendo uma
apresentada no volume 1 e a outra no volume 2. Na
realidade esta faixa é nada menos do que seria
"Pictures of a city" do album "In the wake...". O
curioso é que neste caso a faixa ficou creditada
para todos integrantes desta formação e na do album
citado em referência foi creditado apenas para Fripp
e Sinfield (talvez porque Fripp ficou insatisfeito
com a saída de todos os integrantes que deram adeus
ao King Crimson, mas mesmo assim isso não seria
justa uma atitude destas por parte do guitarrista).
A primeira versão também provêm de uma fita cassete
original adquirida por Michael Giles e na parte solo
instrumental é perceptível que o público estava
gostando do que assistia e pode-se ouvir ao fundo
fazendo comentários de pessoas que estavam próximas
do palco sobre a música visto que McDonald é que
"rouba" a cena com o solo de saxofone, no terceiro
refrão a faixa não é cantada se tornando
instrumental diferente do que o King Crimson faria
no album posterior. Na segunda versão o antes e
depois de Lake cantar o segundo refrão existe uns
pequenos improvisos de saxofone de McDonald que
inclusive estão bem frequentes na parte solo
instrumental. O terceiro refrão é cantado por Lake
diferente da primeira versão que é instrumental.
Detalhes que diferenciam as versões da original do
album: a duração destas faixas resgatadas possuem
aproximadamente 3 minutos de duração a mais do que o
do estúdio chegando a próximos 12 minutos. O solos
de saxofone de McDonald são mais frequentes e mais
participativos nestas versões do que no caso da
original de estúdio tocada por Mel Collins.
"Mantra" - possue 3 versões sendo uma para o volume
1, 3 e 4 e a mais longa possuindo quase 9 minutos de
duração e a menor com quase 4 minutos de duração.
Esta faixa é interessante pois é provável que
originaria uma outra chamada "Exiles" do album
Larks´ tongues in aspic" (1.973) e foi gravada de
uma forma muito improvisada e lembra um estilo um
tanto parecido como o de "Trio" no album "Starless
and bilble black" (1.974). Instrumental, muito calma
e tranquila não apresenta a presença de Lake no
baixo tendo uma entrada com uma percussão um tanto
meio a um estilo psicodélico, mas tocado de uma
forma muito suave solada por quase meio minuto
recebe primeiramente a guitarra acústica de Fripp
tocando acordes da faixa citada em referência e
recebendo a flauta de McDonald que é justamente que
faz a melodia da música até ser finalizada sendo
emendada com a próxima que será comentada.
"Travel bleary capricorn" - possue 3 versões sendo
uma para o volume 1, 3 e 4; no caso do volume 4 foi
feita de uma maneira muito mais improvisada do que
as outras duas. Também é possível que originaria a
faixa "Happy family" do album "Lizard" (1.971). É
também calma e tranquila em certas partes e a medida
que a faixa vai ganhando intensidade com os
instrumentos fica numa forma de jazz tendo Fripp
solando com a guitarra e repentinamente retorna a
tranquilidade, está emendada também com a próxima
que quase nem sequer muda o nome.
"Improv - Travel bleary capricorn" - com 3 versões,
sendo uma para o volume 1, 3 e 4 e a primeira versão
tem pouco menos de 2:30 minutos, sendo inclusive a
menor do album "Epitaph". Também instrumental
apresenta o talento de Fripp tocando num estilo
espanhol em alguns instantes como também o de
McDonald tocando piano no final da faixa, mas possui
alguns improvisos que a tornam psicodélica e
experimental.
"Mars" - em 4 versões, sendo uma para cada volume e
todas finalizam cada volume por ser a última faixa.
A música pertence ao classissista Gustav Holst
datado em 1.915, mas ganhou uma versão de Fripp
quase que idêntica no album posterior de estréia
sendo chamada de "The Devil's Triangle" mas não foi
creditada ao músico. A sonoridade que da forma que
foi explorada é bem interplanetária amendrontante do
tipo bem difícil de ouvir sentado porque causa muita
ansiedade ao ouvinte e se possível o mesmo tiver uma
experiência com os fones de ouvido, observará o
quanto isto é verdade, o clima de tensão vai ficando
surpreendentemente mais misterioso conforme vai
progredindo a sonoridade. Quem conhece o compositor
Holst, sabe que é verdade essa observação. A segunda
versão, a última faixa ao vivo que o King Crimson
tocaria com essa formação é encerrada com McDonald
dando "Adeus" ao público (e talvez até ao King
Crimson de vez).
"Drop in" - com duas versões, uma no volume 2 e
outra no volume 4, praticamente é o que o King
Crimson gravaria na faixa "The letters" no album
"Islands" (1.972) e curiosamente foi composta pelos
membros desta formação sem a presença de Sinfield e
em "Islands" as letras estão um tanto modificadas
com a autoria de Fripp e Sinfield. Inicia com Lake
solando o vocal sendo acompanhado pelo saxofone de
McDonald e o baixo ao fundo e aos poucos conforme a
melodia vai ficando crescente surge Giles com as
baterias e simples acordes de guitarra de Fripp até
que todos os músicos encontram num ritmo únicos os
seus instrumentos numa forma um tanto meia-pesada e
depois ficando tranquilamente num clima de
"jazz-cool" com uma participação muito grande de
McDonald solando o saxofone terminando o refrão e
partindo para o segundo um pouco mais variado em
forma de instrumentos e o mesmo ocorrendo com o
terceiro onde o vocal de Lake parece ser um tanto
mais "confiante" e forte finalizando a música.
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