
David
Cross - violino, viola,
melotrom e teclados. Robert Fripp -
guitarra elétrica e acústica, violões, melotrom,
ruídos. John Wetton - baixo e vocais.
Bill Brufford - baterias. Jamie Muir -
percussão. Richard Palmer-James - letras.
Faixas:
1.
Larks' tongues in aspic (Part. 1) - 13:36
2. Book of saturday - 2:59
3. Exiles - 7:37
4. Easy money - 7:51
5. The talking drum - 7:28
6. Larks' tongues in aspic (Part. 2) - 7:10
|
King Crimson - Larks' Tongues in
Aspic (1973) Por
Steve Hillage
Em abril de 1.972 logo
após o lançamento de "Islands" (1.972) o King
Crimson novamente tinha problemas com a formação,
na realidade entretanto, permanecia o único membro
fundador, o guitarrista Robert Fripp e sua
alternativa viria a ser reformular a banda
novamente recrutando novos músicos; um deles
substituir Ian Wallace nas baterias por um outro
tambem de um grupo progressivo que já estava em um
auge aúreo de carreira, Willian Scott Brufford,
este nada menos do que integrante do Yes que havia
naquele mesmo ano de 1.972 gravado uma obra prima
da banda entitulada "Close to the edge" e chegava
nas primeiras paradas de sucesso tanto na
Inglaterra como nos Estados Unidos.
Os motivos da saída de Brufford com o Yes eram os
diversos desentendimentos entre a banda e o
produtor Eddie Offord. O convite de Fripp para se
ingressar no King Crimson foi imediato, mas em
compensação por motivos éticos com a gravadora
Brufford teve de pagar uma taxa de 50.000 dólares
para a sua saída e para o baterista posteriormente
foi até bom estar ingressado ao King Crimson pois
por outro lado ele teria uma carreira bem promissa
em relação no que compete a ritmo e percussão se
aliando ao jazz como nos dias atuais em "Bill
Bruford´s Earthworks". E além disso no King
Crimson ele não perdia tempo "filosofando" e
discutindo nos estúdios como acontecia com os
membros do Yes, pois nesta banda ele entrava no
estúdio para sentar e tocar o instrumento.
Entretanto, Brufford teria consigo como também
estreante o percussionista James Muir para
auxiliar nas percussões. Muitos fãs do King
Crimson aceitam Muir como um bizarrista desta
época da banda pois logo após a turnê deste
trabalho que resultou num album chamado "Beat Club
Bremen, 1.972" (1.999) o músico sai deixando um
rastro de mistérios que até hoje ficaram na
memória daqueles que sempre acompanharam a banda
desde o primeiro album "In the court of Crimson
King" (1.969), sendo que um deles seria se tornar
um religioso oriental. Detalhe: em 1.995 Muir fez
um trabalho em parceria com o baterista original
do King Crimson, Michael Giles em "Ghost dance".
O baixista Boz Burrell que formaria o "Bad Compay"
seria substituido por John Wetton que fazia parte
de uma banda chamda chamada "Family" inclusive a
partir deste trabalho também tomaria conta dos
vocais e além disso Wetton era uma pessoa que
tinha muita iniciativa e entusiasmo ainda mais
quando se ingressou no King Crimson e
possivelmente isto pode lhe permitir nos anos 80
que fizesse sucesso comercial fundando a banda
"Asia".
O King Crimson faz uma substituiçao muito
audaciosa com os sopros de Mel Collins em troca
das cordas do violinista e tecladista David Cross
e o violino nesta época era um instrumento muito
pouco explorado por músicos do gênero do rock
progressivo, pelo menos por bandas muito
conhecidas da época que disputavam espaço ao lado
do King Crimson como o próprio Yes, Genesis, ELP,
Pink Floyd, Jethro Tull.
Tudo pronto, mas havia outro membro que deixava
Fripp a "ver navios" desde a fundação da banda e
era Peter Sinfield, que agora iria ajudar o outro
ex-colega do King Crimson e também fundador, Greg
Lake, este que formou também o "Emerson, Lake &
Palmer" (ELP) na elaboração das letras da banda e
que estão presentes no album "Brian salad
surgery", assim como a banda italiana "Premiata
Forneria Marconi", (ou PFM para muitos) no album
"Photos of ghosts" (aliás o PFM sendo uma banda
italiana teve um destaque muito marcante na
categoria do rock progressivo pois os integrantes
tinham uma admiração muito grande pelo King
Crimson na época em que antes mesmo de serem
conhecidos por PFM, com o nome de "I Quelli"
tocavam "covers" de King Crimson nas apresentações
e chegaram a ser reconhecidos pelo público como
crimsonianos italianos), ambos de 1.973, o mesmo
ano que sairia este trabalho.
Existem também algumas dúvidas sobre a saída de
Peter Sinfield da banda pois um deles seria que
este estaria desgastado com as trocas de formações
que a banda teria ao longo do tempo desde a sua
época de fundação. Outro motivo também que algumas
pessoas alegam é a elaboração das idéias com este
album já que nos 4 anteriores Sinfield tinha a
idéia de retratar os elementos vento, água, terra,
fogo (um por album), talvez por explorá-los embora
isso não chegou a ser comprovado tecnicamente.
Vale ressaltar que no mesmo ano de 1.973 Peter
Sinfield gravaria o seu primeiro album solo
entitulado "Still".
O substituto de Sinfield seria o letrista Richard
Palmer-James, que por mais incrível que pareça é
muito pouco citado sobre a sua estréia na banda
como também um ex-membro fundador do "Supertramp",
outra banda importante que faria um sucesso
devastador nas FMs do mundo nos anos 70. Muitos
admiradores do King Crimson confundem o nome de
Richard por Robert que está totalmente errado no
caso e isso pode causar até alguma informação
errônea pois existe no meio musical um artista
também chamado Robert Palmer, mas não tem nada a
ver em relação alguma com o King Crimson.
Palmer-James elaborou as letras do album de
estréia "Supertramp" (1.970) e saiu da banda
porque os membros fundadores Richard Davies e
Roger Hodgson eram "preguiçosos" e preferiam fazer
a música. O letrista vinha de uma banda tcheca de
jazz-rock chamada "Emergency", mas o mais
interessante é que nos anos 60 ele e Wetton
estudaram na mesma escola e montaram um banda
juntos chamada "Tetrad" e daí o convite para ser o
letrista do King Crimson.
Gravado nos entre janeiro e fevereiro de 1.973 e
lançado em abril do mesmo ano, foi produzido pela
banda contou com o auxílio de Nick Ryan que já
havia trabalhado com Jimmy Campbell saindo
inclusive um compacto. Com esta formação o King
Crimson já tinha explorado muito bem os
instrumentos de cordas no album anterior mas de
uma maneira mais clássica, neste caso é feito de
uma maneira mais rock, tanto é que a banda perde o
espaço conquistado pelo melotron para dar mais
enfatização a guitarra de Fripp além de é claro do
violino de Cross; os dois músicos estão sempre
"duelando" seus instrumentos já que são
constituidos de cordas (sem contar o baixo que
também é um instrumento feito de cordas). Não
existem dúvidas algumas que a sonoridade se tornou
um tanto mais barulhenta, sombria, obscura e
sinsitra do que os demais trabalhos anteriores,
mas ainda assim está melodiosa. O bom desta fase
da banda é que pode ser encontrados trabalhos ao
vivo como "USA" (1.976), a caixa de 4 CDs "The
great deceiver" (1.992) e "The night watch"
(1.997).
O vocal no caso de Wetton chama atenção ao ouvinte
pois em algums momentos se torna hipnotizante e as
vezes até emocionante em algumas músicas
interpretadas por ele além do baixo que é bem
provável que em se tratando da fase dos anos 70 do
King Crimson Wetton pode demonstrar durante o seu
período de estadia na banda ser um profissional
competente neste instrumento e talvez melhor do
que os outros baixistas que a banda já tinha
possuido. Quanto a Brufford neste trabalho o
baterista trazia algo que continha de sua
experiência de suas épocas de permanência no Yes,
em compensação ainda não estava maduro o
suficiente com os esquemas do King Crimson mas
iria crescer rapidamente sem sombra de dúvida
alguma e justamente Muir que ajuda a manter a
qualidade no que diz a respeito de ritmo pois o
seu estilo é relativamente selvagem de total
improvisação e ainda mais arrojada o possível para
uma banda na época e teve como responsabilidade em
vários momentos do trabalho de sua percussão
agitada e inesperada. As letras anteriormente
elaboradas que aparentavam ser tomada por conta de
enigmas e mistérios, são mais associadas a contos
de fadas e fantasiosas.
É bem perceptível que a partir deste trabalho após
as variadas formações anteriores que a banda
"carimba" a sua sonoridade definitiva até a
dissolução do grupo em setembro de 1.975 e observe
que nos anos 80 e 90 do King Crimson ainda
resguardam essa sonoridade embora com algumas
mudanças de formação e de tecnologia instrumental.
A música como um todo é bem experimental da
carreira do King Crimson neste período dos anos
70, os ruídos de guitarras ora as vezes são
acústicos e ora elétricos. Embora as letras de
Palmer-James mudam o contexto literário daquilo
que era antes com Sinfield, a música está
fortemente presente o que não dão chances para o
letrista, tanto que o King Crimson também a partir
deste album em diante apresentam faixas
instrumentais (mas isso pouco incomoda os fãs da
banda), como no caso desse que corresponde a 50%
instrumental e 50% com vocais e por outro lado em
aspecto negativo "Larks´..." pode no início
decepcionar alguns ouvintes pela razão de algumas
partes musicais instrumentais serem um tanto
desestruturadas, justamente por ser uma sonoridade
inovadora do King Crimson.
Esta formação chegaria a aproximadamente 68% até o
album "Red" (1.975) quando Fripp decidiu a hora de
parar a banda na época do anos 70 e só retornaria
no início dos anos 80 com o album "Discipline"
(1.981) mas ai são outras estórias. Com a
dissolução dos anos 70 no King Crimson, Fripp
faria colaborações com os artistas David Bowie,
Peter Gabriel, Brian Eno e entre outros; Brufford
participaria do Gong, Genesis, seguria carreira
solo e formaria o UK junto com John Wetton até
retornar no início dos anos 80 com Fripp em nova
formação do King Crimson; Wetton estaria no Roxy
Music, Uriah Heep além de formar também o UK junto
com Brufford até no lançamento do Asia; Cross
seguiria carreira solo normalmente formando um
grupo de rock improvisado chamado "Ascend";
Palmer-James continuaria elaboração de letras com
a banda alemã fusion "Passport", Donna Summer e o
colega John Wetton em sua carreira solo.
A capa do album foi desenvolvidad pela Tantra
Designs que une dois satélites de diferentes
formas de calor: o sol e a lua. Detalhe: existe
uma capa da banda brasileira "Legião Urbana" no
album "V" (1.991) que possui uma proximidade muito
grande com esta do King Crimson, já que o trabalho
é parcialmente de sonoridade progressiva e o
ex-lider Renato Russo e já falecido em 1.996 era
um simpatizante da banda o que torna óbvio essa
semelhança. Pode parecer um absurdo em termos de
associações entre capas, mas coincidentemente
também no mesmo ano de 1.973 o Pink Floyd gravou
um trabalho muito conceitual e uma obra prima na
categoria do rock chamado "The dark side of the
moon" e o curioso é que "moon" quer dizer "lua" em
inglês e esta foi estampada na capa de "Larks´..."
e dá uma leve impressão de que a lua nesta capa do
King Crimson parece que formará uma eclipse solar
e representar "O lado obscuro da lua", título do
album do Pink Floyd traduzido em português. Além
disso, as luzes solares formam as cores de um
arco-iris... Mas nada que seje idêntico, apenas os
detalhes que devem de fato ser um tanto observados
muito calmamente.
"Larks´ tongues in aspic (Part one)" - é a maior
faixa do album, e instrumental, com pouco mais de
13:30 minutos de duração. Na realidade foi
dividida neste trabalho em duas partes. Mas existe
uma terceira parte que está no album "Three of the
perfect pair" (1.984) e uma quarta parte que está
no album "The construkction of light" (2.000). A
faixa de maneira geral tem uma mistura muito bem
combinada de todos os instrumentos dos músicos que
se estreiam juntos nesta formação deste album e se
trabalham em formas crescentes e descrescentes em
termos de melodias com momentos tranquilos,
agitados e "selvagens". A introdução da faixa é um
pouco longa com a entrada de instrumentos de
percussão iniciando com marimbas com momentos que
lembram a introdução de "Formentera lady" do album
"Islands". Muir tinha uma criatividade que
utilizava instrumentos percussivos que não parece
ter significado para uma banda de rock progressivo
que iriam desde chaveiros, correntes, colares,
garrafas, tijelas e talvez estes instrumentos
estão presentes nesta introdução assim como em
outras faixas do album. A medida que vão sendo
intensos esses instrumentos de percussão começa a
entrar os primeiros acordes de violino de Cross
(repare que esses acordes são muito parecidos com
os que tocam no programa de reportagem "Brasil
Urgente" da rede Bandeirantes - da mesma maneira
que são tocados tem também um tanto semelhanças
com a faixa "Cat´s eye/Yellow fever (running)" do
Van Der Graaf Generator no album "The quite zone -
The pleasure dome" (1.977) tocados por Graham
Smith) com alguns "zumbidos" de guitarra de Fripp
junto com o baixo de Wetton e a entrada crescente
das baterias de Brufford, em que os músicos se
entendem juntos tocando de uma maneira sombria e
"selvagem" quando se tranquilizam e Cross reinicia
sozinho os mesmos acordes e o restante dos músicos
voltam a repetir a mesma melodia sombria quando
Fripp a guitarra por um curto instante trazendo o
restante dos companheiros numa melodia jazzistica
e rythym blues quando a banda entra num ritmo de
percussão e bateria surpreendente tendo o baixo e
os ruídos da guitarra de Fripp de apoio (repare
nos acordes de guitarra de Fripp que soam um pouco
com os de "Sailor´s tale" do album anterior
"Islands") e repentinamente fica muito tranquilo
com Cross solando sozinho por alguns instantes
tendo alguns ruídos de percussão (aqui nestes
momentos existem alguma combinação introdutória da
faixa "The night watch" do album posterior
"Starless and bible black" (1.974)) como apoio
retornando aos acordes crescentes que o violino
forma uma melodia que irá fazer o ouvinte lembrar
a faixa "Larks´ tongues in aspic (part two)" e vão
surgindo vozes no meio de uma guitarra acústica
finalizando a faixa.
"Book of saturday" - é a menor faixa do album com
quase 3 minutos de duração e a qual Wetton estreia
seus vocais no King Crimson com as letras de
Palmer-James, um dos seus primeiros poemas
escritos para o King Crimson. A idéia era associar
um livro sendo folheado que como se fosse uma
autobiografia humana retornando em memórias sobre
o tempo que a pessoa em si foi em um tempo. Na
realidade essa faixa é uma "baladinha" do
trabalho. E os únicos instrumentos ausentes é as
baterias e a percussão. É praticamente um "hit" da
banda que chegou a ser tocado por Wetton até na
banda Asia no album "Live Mokaba" (1.990). Muito
calma e tranquila o ambiente melancólico da faixa
está sem sombra de dúvida em termos instrumentais
tomado por conta da guitarra acústica e do violino
de Cross. O baixo talvez nem faça tanta
importância ao ouvinte do que os vocais de Wetton
por ser melódico do início ao fim da faixa.
"Exiles" - com um pouco mais de 7:30 minutos de
duração de uma maneira geral a faixa é muito calma
e tranquila. Um tanto sinistra e obscura e serviu
como título de um album solo de David Cross também
chamada "Exiles" gravado em 1.998 (Wetton fez os
vocais e Palmer-James as letras). Trata-se de da
vida dos músicos que são ironizados pelo destino a
viverem em excurções de apresentações ao vivo. A
faixa tem alguns pontos musicais que lembram uma
melodia de "Epitaph" do album "In the court of the
Crimson King" (1.969) e da faixa-título "In the
wake of Poseidon" do album "In the wake of
Poseidon" (1.970) com um pouco emocionantes ao
longo da melodia. Inicia com ruídos de cordas do
violino e guitarras de Fripp (que faz até
sonoridade de "miados") quando o violino aguarda a
entrada do restante dos outros músicos e Wetton
inicia os vocais junto a um violão de Fripp com um
melotrom ao fundo que se torna melodioso nos dois
refrões e posteriormente Wetton é acompanhado por
um piano, melotrom e o violino retornando ao
terceiro refrão finalizando decrescentemente a
faixa com discreto solo de guitarra de Fripp.
"Easy money" - Com quase 8 minutos de duração essa
faixa tem momentos "selvagens" e sombrios e
coincidentemente tem um título quase parecido com
o album "The dark side of the moon" (1.973) do
Pink Floyd, mas chamada apenas de "Money". O que é
interessante são os mesmos anos que as duas faixas
foram lançadas, mas claro com diferenças entre
sonoridades e criatividades. Inicia com ritmo das
baterias e percussão de Brufford e Muir, junto com
o baixo e acordes elétricos de guitarra de Fripp
ao fundo de um melotrom sincronizados pelos vocais
de Wetton e as vezes no meio de alguns outros
vocais bizarros que vão surgindo no decorrer da
faixa e que torna a melodia tranquila por certo
instante e repentinamente com o retorno dos
músicos em conjunto nos dois refrões sendo que na
parte solo instrumental da faixa fica bem
destacado a percussão/baterias auxiliando a
guitarra de Fripp que vai ficando crescente
progressivamente em meio ritmo funk ao fundo com o
baixo e melotrom também surgindo alguns repentinos
ruídos estranhos como de vozes e assobios de
pássaros. A banda retorna então ao terceiro sob os
vocais de Wetton aguardando o momento para citar
os últimas letras da faixa e finalizando-a com
risadas secas que lembram a da faixa "Indoor
games" do album "Lizard".
"The talking drum" - com quase 7:30 minutos de
duração, instrumental, é emendada com a anterior
sob o efeitos sonoros de uma ventania e de
zumbidos de mosquitos e que a princípio inicia
muito calmamente com a entrada da percussão de
Muir que vai ficando crescente de uma tal maneira
que lembra como se fosse uma tribo de alguma
aldeia e aos poucos num volume baixo vai entrando
os toques de baixo de Wetton e a bateria de
Brufford e dando oportunidade para Cross iniciar
seu solo de violino por meio dos acordes
instrumentais que são incansavelmente repetitivos.
Próximo da faixa começa a entrar no embalo a
guitarra de Fripp que faz um "duelo" com o violino
de Cross e algumas ocasiões observa os efeitos
sonoros que iniciaram a faixa das ventanias e dos
zumbidos de mosquitos e o ritmo e melodia vão
ficando crescentes de uma maneira descontrolável e
infinita até que quando os instrumentos estão num
considerável volume Cross e Fripp fazem
repentinamente ruídos insuportáveis (e cotovias
gritando em especial) que irão emendar a próxima
faixa.
"Larks´ tongues in aspic (Part two)" - é uma das
faixas instrumentais do King Crimson que chega a
ser tocada ainda atualmente. O Asia quando se
apresentou no Brasil em 1.991 também tocou esta
faixa. Com um pouco mais de 7 minutos de duração é
uma das músicas deste trabalho que a maior parte
do público prefere a das apresentações ao vivo que
já puderam ter registros oficiais em alguns dos
albums lançados já citados anteriormente. O único
detalhe que não se observa ao vivo são os ruídos
de cotovias ("larks" quer dizer cotovias em
inglês) gritando que neste no caso já aparecem e
dividem espaço com o violino de Cross e a guitarra
elétrica de Fripp. Inicia com acordes liderados de
guitarras de Fripp acompanhados pelo baixo,
baterias e violino que vão se mantendo crescentes
até que repentinamente a banda fica tranquila e
tendo agora o violino coordenando os acordes que
são mais melódicos e vão se tornando crescentes a
medida que vão progredindo no percurso do refrão
que se repete por duas vezes e observa-se em
alguns trechos ruídos sonoros no meio da percussão
de Muir os gritos das cotovias. Na parte solo o
violino de Cross lidera o trecho da instrumentação
até que Fripp vai discretamente tocando os acordes
que faz com que o terceiro refrão da faixa retorne
e fica bem crescente novamente com uma presença
também bem forte de Muir nas percussões até que a
banda finaliza de vez a faixa.
|