
Inglaterra, 1969.
Músicos:
Robert
Fripp: guitarra;
Greg Lake:
baixo, vocal;
Ian
McDonald: flauta, teclados, mellotron, vocal;
Michael
Giles: bateria, percussão, vocal;
Peter
Sinfield: letras.
Faixas:
1.
21st Century Schizoid Man
2. I Talk to the Wind
3. Epitaph
4. Moonchild
5. The Court of the Crimson King
Tempo Total: 41:32
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King Crimson
In The Court
Of The Crimson King
Dados da resenha:
Autor:
Bruno Delazzeri
(Bruno).
In The Court of The Crimson King
é dito por muitos (e endossado por mim) a
obra-prima sinfônica do King Crimson, e na minha
opinião de toda a discografia do grupo perdendo,
talvez, apenas para o incrível Red de 1974.
Tinha no seu elenco, Robert Fripp (guitarra e
Mellotron), Greg Lake (baixo e vocal), Ian
McDonald (flauta e teclado) e Michael Giles
(bateria). Ainda contavam com mais um membro, o
letrista/filósofo Pete Sinfield.
Este pode ser considerado o ponta pé inicial do
progressivo, o primeiro álbum que realmente
definiu o estilo (claro, tomando sua definição
common sense caracterizada por mudanças de
tempo, influências clássicas e jazzísticas,
experimentalismos diversos, conceitualismo na
integridade da obra, faixas longas e letras
profundas). Álbum, este, extremamente influente
originando diretamente grupos como Emerson, Lake
and Palmer e McDonald and Gilles, e
indiretamente uma infinidade de outras bandas
que se tornaram clássicas do gênero como Genesis
e Premiata Forneria Marconi.
Não canso de escutar este álbum
que é sempre um dos meus cartões de apresentação
quando o assunto é rock progressivo. Destaco
todas as faixas, a pesada e caótica "21st
Century Schizoid Man", a complexa e lindíssima
balada "I Talk to The Wind", o guia do Mellotron
e sentimentalismo vocal de "Epitaph", o
experimentalismo de "Moonchild" e por fim o rock
sinfônico "The Court of The Crimson King".
Fundamental é palavra.
Dados da resenha:
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A capa diz tudo: um ser
humano aterrorizado.
Apavorado, provavelmente, com o futuro, tanto
seu quanto da humanidade.
Era a intenção do King Crimson, que queria
passar tanto nas letras de Peter Sinfield quanto
na musicalidade de Robert Fripp o futuro que os
esperava.
O ano era 1969, o disco In The Court Of The
Crimson King.
Cinco músicas.
Pode até paracer pouco, mas é o suficiente para
deixar sua marca entre os melhores discos
progressivo de todos os tempos.
21st Century Schizoid Man:
Caótica, frequentemente descrita como: ''a
trilha sonora que o mundo ouviria no seu
apocalipse''.
Completamente louca.
Com uma letra visivelmente visando um futuro
conturbado e violento: ''...Blood rack barbed
wire Politicians funeral pyre Innocentes raped
with nalpam fire Twenty fist century schizoid
man..''.
King Crimson soube muito bem interpretar a letra
de Peter Sinfield, musicalmente falando. São
07:21 de pura doidera e genialidade.
Destaque para a voz completamente irreconhecível
de Greg Lake.
I Talk To The Wind:
Uma balada das mais lindas.
A letra, mais uma vez, disseca o ser humano e
seu maior medo: a solidão.
Também visa a humanidade: ''I'm on the outside
looking inside What do I see? Much confusion,
desolution All around me''. Belíssima.
Destaque para a flauta de Ian McDonald.
Epitaph:
A mais depressiva do disco ( aliás, o disco
inteiro é depressivo. Tanto que chegam a falar
que: é o disco ideal para que está ''preparando
a cordinha'' e o suicida sempre deixa ''Epitaph''
para o final ).
Também é a música que Greg Lake canta melhor.
A voz dele aqui, se transforma.
Talvez a única música da carreira do Lake em que
a voz dele está teatral, maligna, a là Peter
Hammill.
Sinfield aqui, mostra toda a sua vertente de
grande letrista que é.
Poderosíssima, a letra. Não merece ser
''retalhada'' aqui.
Leia na íntegra que é melhor.
Moonchild:
Praticamente unânime entre os fãs como: ''inescutável''.
Só os primeiros 2 minutos valem a pena.
A própria banda detesta a música.
Segundo eles, já tinham gravado todo o disco e
ainda faltava preencher espaço.
Então, fizeram qualquer coisa.
Eu, o próprio resenhista aqui, SEMPRE pulo essa
faixa.
Mas para fazer a a resenha, achei melhor escutar
a música inteira ( coisa que nunca tinha feito,
só tinha escutado até a metade e desisti, de tão
ruim ).
Para os leitores, vem a pergunta: ''Porque é tão
odiada?''
Resposta: é experimental demais. Se fosse
experimental com sentido, tudo bem, mas...
Incrivelmente, é a maior música do álbum, com
12:15
In The Court Of The Crimson King:
A mais sinfônica do disco.
Excelente.
Com coral e tudo.
A letra é sobre a corte Rei Carmesin.
Quando você ouvir e achar que a música acabou,
fique mais uns segundos ouvindo que você verá
que tudo volta.
Fecha o disco com chave de ouro.
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