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Ralf
Hutter: voz e teclados. Florian Schneider:
teclados e flauta. Wolfgang Flur:
percussão eletrônica. Klaus Roeder:
violino elétrico e guitarra.
Faixas:
1.
Autobahn (22:42)
2. Kometenmelodie 1 (6:20)
3. Kometenmelodie 2 (5:45)
4. Mitternacht (3:40)
5. Morgenspaziergang (4:00)
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Kraftwerk
- Autobahn (1974) Por
Pigling
Bland
O
Kraftwerk (usina de força, em alemão) surgiu em
Dusseldorf, Alemanha, em 1970, das cinzas do grupo
Organization, formado pelos estudantes de música
Ralf Hutter e Florian Schneider. Inicialmente a
música do grupo era bastante experimental e
fazendo uso constante de improvisos, tendo como
principais influências a vanguarda de Stockhausen
e o psicodelismo do final da década de 60, que se
refletem nos dois primeiros trabalhos do grupo
(Kraftwerk e Kraftwerk 2, 1970 e 1972,
respectivamente).
Com o álbum Ralf & Florian (1973), as
experiências com efeitos e percussão eletrônica
eram cada vez mais frequentes, e gradualmente a
música do Kraftwerk incorporava esses novos
elementos, além da diminuição do
experimentalismo em prol de músicas mais
melodiosas e dinâmicas. Insatisfeitos com a
precariedade da bateria, Ralf e Florian chamam
Wolfgang Flur para o grupo e, juntos, desenvolvem
novos equipamentos. Posteriormente o violinista
Klaus Roeder seria incorporado ao Kraftwerk, e
essa formação gravou Autobahn.
Este álbum teve uma grande (e surpreendente)
repercurssão comparado aos anteriores, sendo que
a faixa título foi o primeiro single lançado
pelo grupo. Embora as faixas instumentais e com um
pé na música experimental de outrora ainda se
façam presentes, aqui e ali aparecem melodias
mais acessíveis, que afastariam definitivamente o
Kraftwerk do Krautrock, fato que consolidar-se-ia
nos próximos trabalhos do grupo, Radioactivity
(1975) e Trans Europe Express (1978). Sem maiores
delongas, vamos à análise das faixas:
Autobahn: uma viagem sonora de 22 minutos por uma
auto-estrada (autobahn) musical. É a maneira mais
correta de se referir a esta faixa. Sinestesia
pura! As sensações de um passeio de carro são
passadas para o ouvinte de forma inequívoca. Uma
das melhores partes da música é quando os
teclados de Ralf alternam-se com a flauta de
Florian e com a guitarra de Klaus. Outra parte
memorável é quando efeitos sonoros passam de um
canal para o outro, como carros passando na
escuridão, marcados pela bateria eletrônica.
Esta é a primeira música do Kraftwerk (e a
única deste disco em particular) a ter vocais.
Kometenmelodie 1 e 2: a primeira parte da
"melodia do cometa" é bastante sombria.
Um tema no sintetizador vai levando a música, que
posteriormente é complementada por um teclado. A
percussão ajuda a dar o clima soturno da faixa. A
transição para a segunda parte é quase um
choque. Nela, o violino elétrico, cheio de
efeitos, tece melodias que evocam uma sensação
oposta à da primeira parte. Enquanto a primeira
leva à instrospecção, a segunda parte é jovial
e alegre, lembrando os temas que futuramente Jean
Michel Jarre faria.
Mitternacht: outra música sombria, Mitternacht
(meia noite, em português), inicia-se com
teclados que soam como um órgão. Posteriormente
entram os efeitos eletrônicos e percussivos, que
acentuam o clima da música. A faixa mais
experimental do disco.
Morgenspaziergang: a "caminhada na
manhã" traz a sensação de se estar num
parque, com um ar bucólico que destoa da
atmosfera do restante do disco. Os sons de
pássaros são o que há de mais eletrônico na
faixa, já que flauta, piano e guitarra ponteiam
esta música singela, porém agradável.
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