Inglaterra, 1969.
Músicos:
Ray Davies / vocal, guitarra
Dave Davies / vocal, guitarra
John Dalton / baixo
Mick Avory / bateria
Faixas:
01. Victoria (3:40)
02. Yes Sir, No Sir (3:46)
03. Some Mother's Son (3:25)
04. Drivin' (3:21)
05. Brainwashed (2:34)
06. Australia (6:46)
07. Shangri-La (5:20)
08. Mr. Churchill Says (4:42)
09. She's Bought a Hat Like Princess Marina (3:07)
10. Young and Innocent Days (3:21)
11. Nothing to Say (3:08)
12. Arthur (5:27)
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The Kinks
Arthur (Or The Decline And Fall Of The British Empire)
Dados da resenha:
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Oh não, outra resenha minha?! Deixe-me ver isso... Bom, eu preciso
admitir... Como o álbum é especial, eu farei uma resenha dedicada, bem
escrita e sem nenhum palavrão. Hohoho, só brincadeira, crianças! Essa
aqui tá ainda pior do que a anterior, parece que eu estou realmente
arranhando o fundo do poço aqui. Como reflexo de tal fato, passarei a
usar linguagem chula sempre que eu quiser. Tá pensando o que? Eu sou um
homem vulgar, cabeção... Não gostou? Então pare de ler agora, e vai ver
as reprises do Faustão que tu tens gravado em VHS, sua bicha! Bom, bom,
bom. Voltando ao tema (resenha, não Faustão, seu tosco), a resenha de
hoje está horrorosa, e assim sendo, já espero que, depois de posta-la,
receba uma MP me ameaçando de morte caso cometa tal crime novamente.
Ah, e, claro, eu preciso urgentemente parar de fazer esse tipo de
apresentação. Mas antes, eu gostaria de informar uma coisa: Nada o que
está escrito aqui reflete a opinião dos donos do fórum, sendo esse
pedaço de bosta obra da falta de criatividade desse que vos fala.
Então, se gostou, não dê dinheiro pro fórum. Não. Dê pra mim (no bom
sentido, nem se anime, viadinho).
Sem enrolações agora. Vou tentar ser direto, e simples: The Kinks é
uma banda do caralho. Possivelmente, a melhor dos anos 60. Ao longo do
tempo, somente os irmãos Ray e Dave Davies permaneceram na banda. É bom
destaca-los. Ray Davies é, pondo de forma simples, o melhor compositor
de rock britânico de todos os tempos. Ele é capaz de fazer melodias tão
lindas que tu, provavelmente, vai se perguntar "porra, como isso?". Na
verdade, tu vai se perguntar "hmm, grande ou extra largo?", né?! Eu
sei. Quero que saibas que pra mim tudo bem suas preferências. Sem
problema. Se você prefere ser RENILDA ao invés de RONALDO, tudo bem.
Mas voltando. Ray Davies é um compositor excelente mesmo. Ele não se
repete, e isso que é o mais xuxu. Ele faz belíssimas músicas, todas
diferentes uma da outra. E as letras então. Davies está, FACILMENTE,
entre os melhores letristas do rock, sendo suas letras melancólicas,
políticas, ou simplesmente narrativas do entediante dia a dia. Eu quase
disse que ele é o líder da banda, mas não é bem essa a relação. Ele É a
banda. Sendo os outros músicos servindo apenas pra apoio. Nisso está
incluso, também, o seu irmão, Dave. Este é um dos melhores e mais
subestimados guitarristas de todos os tempos. Suas guitarradas são a
base do som do Kinks, e ele também é um bom compositor. Agora, o que é
foda, seu Zé, é o fato de que suas composições quase nunca entram num
disco da banda. Portanto, não deixem de olhar sua carreira solo. Nesta
época, os insanos não vendiam porra nenhuma (a razão disso é histórica:
Eles foram impossibilitados de entrar no EUA porque o Ray deu um soco
num oficial americano, segundo consta), mas vinham daquele que é
considerado seu melhor disco, Village Green Preservation Society. Peter
Quaife, excelente baixista da banda, encheu o saco e saiu fora. Como
vocês podem ver, apesar de estar no auge de sua criatividade, os Mario
bros estavam numa fase de merda. Então, o Davies mais véio tava dando
uma bela duma cagada, quando decidiu lançar um disco sobre a mudança de
um rapaz londrino pra Austrália. E assim nasceu o conceito. Que é? Você
acreditava em iluminação divina?
Arthur (or the Decline and Fall of the British Empire) é um disco
conceitual, e sua história é meio esparsa e de difícil compreensão.
Diferentemente dos discos do Yes, isso aqui não é ruim. Seria confuso,
se Ray Davies não tivesse escrito letras tão brilhantes (com destaque
pra ESPETACULAR 'Some Mother's Son', que é o melhor protesto
anti-bélico já escrito no rock). E não é somente nas letras que ele
acertou. A música é ainda mais britânica e voltada à nostalgia do que
aquela presente no Village Green. A abertura, 'Victoria', é uma das
músicas mais brilhantes já escritas, bem como é a concretização da
melodia pop perfeita: Fica na sua cabeça, tem variações, os vocais são
divertidos (Ray parece estar bêbado), o refrão é brilhante, e o arranjo
é muito bem acabado. E não para aí. 'Shangri-La' é top 10 do rock pra
mim. Uma música que começa numa lenta e bela seção 'voz e violão' (não,
voz e violão não é aqueles barulhos que tu faz enquanto toma banho
fingindo tocar guitarra, seu loser), até evoluir pra uma música não
menos que grandiosa. E o resto é do mesmo nível, e esse é o segredo do
Kinks: Eles não tem nenhuma música ruim nos clássicos absolutos. Nem
uma que seja menos boa, ou menos necessária. Claro que este cacete
vendeu menos ainda que o anterior, mas a banda estava no auge. Arthur
é, no mínimo, tão bom quanto Village Green ou o Something Else, sendo
este primeiro o mais progressivo da banda (por ser conceitual, pelos
arranjos, etc...). Não que isso signifique grandes coisa pra mim, mas
pra você, fãzola de Marillião pode ser a salvação: Larga de neo-prog,
seu mala. Tu vai ver que, assim que fizer isso, vai perder a atração
sexual que escondes pelo vizinho, e também vai perder a fantasia que
tinhas com o Gugu, quando passava GATAS se esfregando naquela banheira.
O macho com a mão no sabonete. E você querendo ser o sabonete. Então,
deixe de ouvir isso, e passe a ouvir Kinks. Tu vai ver que entrarás no
rumo.
Resumindo: A resenha ficou com a qualidade inversamente
proporcional a do disco, que é uma OBRA-PRIMA. Mesmo nesse tempo que
existiam bastante dessas, essa se sobressai. Arthur é o melhor álbum
conceitual já escrito. Period.
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