Cover

Inglaterra, 1969.


Músicos:
Ray Davies / vocal, guitarra
Dave Davies / vocal, guitarra
John Dalton / baixo
Mick Avory / bateria


Faixas:
01. Victoria (3:40)
02. Yes Sir, No Sir (3:46)
03. Some Mother's Son (3:25)
04. Drivin' (3:21)
05. Brainwashed (2:34)
06. Australia (6:46)
07. Shangri-La (5:20)
08. Mr. Churchill Says (4:42)
09. She's Bought a Hat Like Princess Marina (3:07)
10. Young and Innocent Days (3:21)
11. Nothing to Say (3:08)
12. Arthur (5:27)


The Kinks

Arthur (Or The Decline And Fall Of The British Empire)

 
Dados da resenha:
Autor: Marcelo (Central Scrutinizer); recebida em: 21/04/2006.
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Oh não, outra resenha minha?! Deixe-me ver isso... Bom, eu preciso admitir... Como o álbum é especial, eu farei uma resenha dedicada, bem escrita e sem nenhum palavrão. Hohoho, só brincadeira, crianças! Essa aqui tá ainda pior do que a anterior, parece que eu estou realmente arranhando o fundo do poço aqui. Como reflexo de tal fato, passarei a usar linguagem chula sempre que eu quiser. Tá pensando o que? Eu sou um homem vulgar, cabeção... Não gostou? Então pare de ler agora, e vai ver as reprises do Faustão que tu tens gravado em VHS, sua bicha! Bom, bom, bom. Voltando ao tema (resenha, não Faustão, seu tosco), a resenha de hoje está horrorosa, e assim sendo, já espero que, depois de posta-la, receba uma MP me ameaçando de morte caso cometa tal crime novamente. Ah, e, claro, eu preciso urgentemente parar de fazer esse tipo de apresentação. Mas antes, eu gostaria de informar uma coisa: Nada o que está escrito aqui reflete a opinião dos donos do fórum, sendo esse pedaço de bosta obra da falta de criatividade desse que vos fala. Então, se gostou, não dê dinheiro pro fórum. Não. Dê pra mim (no bom sentido, nem se anime, viadinho).

Sem enrolações agora. Vou tentar ser direto, e simples: The Kinks é uma banda do caralho. Possivelmente, a melhor dos anos 60. Ao longo do tempo, somente os irmãos Ray e Dave Davies permaneceram na banda. É bom destaca-los. Ray Davies é, pondo de forma simples, o melhor compositor de rock britânico de todos os tempos. Ele é capaz de fazer melodias tão lindas que tu, provavelmente, vai se perguntar "porra, como isso?". Na verdade, tu vai se perguntar "hmm, grande ou extra largo?", né?! Eu sei. Quero que saibas que pra mim tudo bem suas preferências. Sem problema. Se você prefere ser RENILDA ao invés de RONALDO, tudo bem. Mas voltando. Ray Davies é um compositor excelente mesmo. Ele não se repete, e isso que é o mais xuxu. Ele faz belíssimas músicas, todas diferentes uma da outra. E as letras então. Davies está, FACILMENTE, entre os melhores letristas do rock, sendo suas letras melancólicas, políticas, ou simplesmente narrativas do entediante dia a dia. Eu quase disse que ele é o líder da banda, mas não é bem essa a relação. Ele É a banda. Sendo os outros músicos servindo apenas pra apoio. Nisso está incluso, também, o seu irmão, Dave. Este é um dos melhores e mais subestimados guitarristas de todos os tempos. Suas guitarradas são a base do som do Kinks, e ele também é um bom compositor. Agora, o que é foda, seu Zé, é o fato de que suas composições quase nunca entram num disco da banda. Portanto, não deixem de olhar sua carreira solo. Nesta época, os insanos não vendiam porra nenhuma (a razão disso é histórica: Eles foram impossibilitados de entrar no EUA porque o Ray deu um soco num oficial americano, segundo consta), mas vinham daquele que é considerado seu melhor disco, Village Green Preservation Society. Peter Quaife, excelente baixista da banda, encheu o saco e saiu fora. Como vocês podem ver, apesar de estar no auge de sua criatividade, os Mario bros estavam numa fase de merda. Então, o Davies mais véio tava dando uma bela duma cagada, quando decidiu lançar um disco sobre a mudança de um rapaz londrino pra Austrália. E assim nasceu o conceito. Que é? Você acreditava em iluminação divina?

Arthur (or the Decline and Fall of the British Empire) é um disco conceitual, e sua história é meio esparsa e de difícil compreensão. Diferentemente dos discos do Yes, isso aqui não é ruim. Seria confuso, se Ray Davies não tivesse escrito letras tão brilhantes (com destaque pra ESPETACULAR 'Some Mother's Son', que é o melhor protesto anti-bélico já escrito no rock). E não é somente nas letras que ele acertou. A música é ainda mais britânica e voltada à nostalgia do que aquela presente no Village Green. A abertura, 'Victoria', é uma das músicas mais brilhantes já escritas, bem como é a concretização da melodia pop perfeita: Fica na sua cabeça, tem variações, os vocais são divertidos (Ray parece estar bêbado), o refrão é brilhante, e o arranjo é muito bem acabado. E não para aí. 'Shangri-La' é top 10 do rock pra mim. Uma música que começa numa lenta e bela seção 'voz e violão' (não, voz e violão não é aqueles barulhos que tu faz enquanto toma banho fingindo tocar guitarra, seu loser), até evoluir pra uma música não menos que grandiosa. E o resto é do mesmo nível, e esse é o segredo do Kinks: Eles não tem nenhuma música ruim nos clássicos absolutos. Nem uma que seja menos boa, ou menos necessária. Claro que este cacete vendeu menos ainda que o anterior, mas a banda estava no auge. Arthur é, no mínimo, tão bom quanto Village Green ou o Something Else, sendo este primeiro o mais progressivo da banda (por ser conceitual, pelos arranjos, etc...). Não que isso signifique grandes coisa pra mim, mas pra você, fãzola de Marillião pode ser a salvação: Larga de neo-prog, seu mala. Tu vai ver que, assim que fizer isso, vai perder a atração sexual que escondes pelo vizinho, e também vai perder a fantasia que tinhas com o Gugu, quando passava GATAS se esfregando naquela banheira. O macho com a mão no sabonete. E você querendo ser o sabonete. Então, deixe de ouvir isso, e passe a ouvir Kinks. Tu vai ver que entrarás no rumo.

Resumindo: A resenha ficou com a qualidade inversamente proporcional a do disco, que é uma OBRA-PRIMA. Mesmo nesse tempo que existiam bastante dessas, essa se sobressai. Arthur é o melhor álbum conceitual já escrito. Period.