
Inglaterra, 1970.
Músicos:
Robert Fripp,
Guitarra,
Mellotron & Teclado.
Mel Collins,
Flauta &
Saxofone.
Gordon Haskell,
Contra Baixo &
Vocal.
Andy McColloch,
Bateria.
Peter Sinfield,
Letras &
Pinturas.
Com
Robin Miller, Oboé e "Cor Anglais"
Mark Charig, Trompete
Nick Evans, Trombone
Keith Tippet, Piano, Piano Elétrico
Jon Anderson (Yes), Vocal em "Prince Rupert
Awakes"
Engenheiro: Robin Thompson
Produzido e dirigido por King Crimson para EG
Records
Gravado no
"Wessex Sound Studios" em Londres
©1970 EG Records Ltd.
Faixas:
01. Cirkus
including Enter
of The Chameleons 6:28
02. Indoor Games
5:38
03. Happy Family
4:15
04. Lady of the
Dancing Water 2:43
05. Lizard
22:24
A. Prince Rupert
Awakes 4:34
B. Bolero – The
Peacock´s Tale 6:30
C. The Battle of
Grass tears 10:55
I. Dawm Song
II. Last Skirmish
III. Price Rupert´s Lament
D. Big Top
1:09
|
King Crimson
Lizard
Dados da resenha:
Autor:
Gabriel Camargo Rodriguês (Gabriel
Schmitt);
recebida em:
29/07/2005.
Comente e veja outras opiniões
aqui.
Estamos no ano de 1.970,
época de grandes acontecimentos no cenário
musical em geral. No rock progressivo que começa
a mostrar sua cara, não foi diferente. Nessa
época muitas bandas surgiam, algumas na estrada
há mais tempo lançavam ótimos álbuns. Entre
esses estava o King Crimson. Está banda que por
alguns recebe o titulo de criadora do
progressivo, não parou por ai. A banda começou
com um guitarrista britânico, seu nome é nada
mais nada menos que, Robert Fripp. Junto com ele
vieram dois irmãos Peter Giles “Baixo” e Micahel
Giles “baterias”.
Com essa formação o trio gravaria um disco no
ano de 1.968 intitulado Giles Giles & Fripp.
Isso viria a ser chamado mais tarde do embrião
do que seria o King Crimson. Algum tempo depois
haveria muitas mudanças, Peter Giles “baixo”
seria substituído por Greg Lake, esse que
permaneceria na banda até 1.970, ele
substituiria Giles no baixo e ficaria
encarregado dos vocais da banda, o que foi uma
boa escolha, por se tratar de um ótimo
vocalista, e o fato de tocar baixo foi benéfico
para banda que não precisaria se preocupar com o
baixo levando um dois em um rs, junto com ele
veio o instrumentista Ian McDonald e um membro a
mais, um poeta chamado Peter Sinfield, esse
seria somente o letrista da banda, mais um
importante nome na banda. Em 1.969 a banda já
com outro nome o lendário king Crimson “Rei
Escarlate” gravaria seu disco de estréia, o
magistral “In the Court of Crimson king”, esse
nome tem história no progressivo, e aposto que
teve muita gente que chorou ao ouvir o álbum. Na
minha opinião a melhor estréia da uma banda, e
olha que tivemos muitas estréias boas, mais
nenhuma chegou aos pés dessa daqui, com certeza
um dos melhores álbuns da banda, se não for o
melhor, junto com Red 1.974 e o álbum aqui
resenhado Lizard 1.970, na minha opinião. Após
isso a banda gravaria seu segundo álbum, in The
Wake of Poseidon no ano seguinte, aqui começaram
aquilo que parecia a ruína da banda, Ian
McDonald e Michael Giles sairiam da banda para
fazer um disco, que resultaria na dupla McDonald
& Giles. Logo depois a cacetada final pra Fripp
Greg Lake sai da banda, depois de ter conhecido
o tecladista Keith Emerson vindo de uma banda
chamada The Nice, Lake mostraria interesse em
gravar com Emerson, e deixar o King Crimson a
ver navios. Por questões contratuais e acho que
até por “pena” Lake e McDonald gravaram o
segundo e ultimo disco deles com o king Crimson.
Não pense que saiu coisa ruim nesse álbum, pois
se trata de um trabalho do mesmo nível do
primeiro, por incrível que pareça.
Conturbações à parte o lema de Fripp foi
“continuar”, e continuou. No mesmo ano 1.970 a
banda surgiria com um novo álbum Lizard. Esse
pode ser considerado o álbum de mais difícil
assimilação da banda, com evidencias claras do
jazz, erudito e o sinfônico, Lizard se mostra um
trabalho complexo, dinâmico, e único. A formação
d banda novamente mudava, depois da saída de
Lake, a banda precisaria de um novo vocalista, o
escolhido foi um colega de Fripp, Gordon Haskell.
Ele já é conhecido dos faz do King Crimson, foi
ele que no álbum anterior, In the Wake of
Poseidon fez os vocais na música Cadence and
Cascade. Mudanças nos sopros da banda, Mell
Collins ficaria encarregado dos sopros sax e
flautas. O disco também contou com um time de
primeira de convidados, como Keith Tippett,
piano, esse ficaria na banda pelos álbuns
seguintes, Robin Miller, Nick Evans, e Mark
Charig, nos sopros adicionais, oboé, corneta,
trombone. O disco também contou com a
participação de Jon Anderson vocalista do Yes,
ele faz os vocais da primeira parte da faixa
titulo Lizard. Esse fato se deu porque algum
tempo antes Jon Anderson convidou Fripp para ser
o novo guitarrista do Yes, já que ma mesma época
a banda procurava um novo guitarrista, depois da
saída de Peter Banks logo depois do álbum Time
And Word 1.969. Fripp não aceitou o convite
preferindo continuar o king Crimson. Em uma
forma de agradecimento convidou Jon Anderson
para fazer os vocais em Lizard. Quanto ao Yes
logo depois eles conseguiriam um novo
guitarrista, o mago das guitarras Steve Howe.
Esse se trata para mim de um álbum recente, pois
a pouco o conheci, a primeira impressão, temos a
impressão de estar ouvindo um álbum de Jazz
Rock, e daí vem um pergunta a cabeça, mais isso
é King Crimson?
Realmente a sonoridade deste álbum se diferencia
muito dos trabalhos anteriores, pode ser
considerada uma transformação radical. Esse fato
é bem verdade, esse com certeza é o trabalho com
maiores influencias do jazz e dos seus artistas,
como Miles Davis, grande nome do jazz, que
influenciou muita gente, na época. Não diria que
esse álbum seria o melhor para começar a
conhecer o King Crimson, tente primeiro ouvir In
the Court of Crimson King, e Red, depois vá para
a audição de Lizard, com certeza estará mais
acostumado com som e os experimentalismos da
banda, se gostar dos dois exemplos citados, é
bem provável que goste de Lizard. Aliais faço
uma ressalta a toda carreira da banda que de
1.969 a 1.974 e com certeza o período de ouro da
banda, e do progressivo também, pois esse
período se mostrou um frutífero para a música e
suas mudanças, era um tempo em que não existia
regras impostas pelas gravadoras, comercio
dinheiro, e sim a liberdade, da música e seus
músicos para fazer o que quiser.
Agulha no disco, ou Cd no aparelho e o som
sai...
01. Cirkus
including Enter
of The Chameleons:
O disco já abre com uma de suas melhores músicas
de Lizard Cirkus. Uma música que mostra uma
sonoridade única estupenda. Aqui vemos o vocal
de Haskell dando show, mostrando que pode dar
conta do recado, sendo do mesmo nível do seu
antecessor Greg Lake. Com uma sonoridade densa
mais às vezes discretas, se reveza por vários
temas diferentes, as vezes um tanto caóticos.
Começa com um piano solitário, logo o vocal de
Haskell entra na faixa soando bem baixinho. Logo
a música estoura, como sugere o nome Cirkus,
Circo em inglês a música tem uma sonoridade
muito parecida com as músicas de um circo. Uma
prova disso é o violão completamente tonto e
perdido em meio à música, fazendo uma melodia
meio destoada de todo o resto da música. A letra
também trata do mesmo tema “a magia do circo”
tudo feito de uma maneira alegórica, só que às
vezes meio macabra, mais passa apenas de
impressão. Por causa do violão a música para
alguns fica de difícil assimilação, mais nada a
ver, pois acho que de todo o disco pode ser uma
das mais fáceis de se assimilar. Com uma parte
lírica pequena, mais direta, característica da
banda, o instrumental é o principal atrativo da
música, instrumentos como Mellotron sax, violão,
fazem harmonias ótimas. Um falso final, quando a
música parece que acabou, entra um novo tema,
seria esse “Enter of the Chamaleons?” Com uma
sonoridade muito calma, sustentada
principalmente pelo Mellotron executado por
Fripp, logo batidas de baterias anunciam a
repetição de tema central da faixa, conturbado
um pouco distorcido, com o ótimo violão, ao
final vemos um show do sax, esse sim é o final
da música. Do alto dos seus quase sete minutos,
encerra a abertura do disco. Estranho batidas
secas de baterias, meio jazzísticas que será?...
02. Indoor Games:
Emendada com a faixa anterior Cirkus vamos agora
para Inddor Games. É aqui nessa faixa que vemos
um show dos instrumentistas de sopro convidados,
principalmente a corneta e trombone. Mais também
conserva um ar acústico durante toda a sua
duração. É uma música, muito descontraída muito
divertida de se ouvir. Tratasse de uma boa
composição. A música tem como base um riff de
violão que imita o refrão “Indoor Games”, se
tornando crsente, junto aos instrumentos de
sopro, durante m longo trecho instrumental, a
momentos em que fica mais calma, mais são só
segundos, voltando rapidamente a forma central.
A introdução da música feita pelos sopros é um
grande atrativo, ótima feita em cima de uma
idéia alegórica e descontraída. A letra se
mostra muito descontraída fazendo uma combinação
perfeita entre lírica melodia como sugere o
trechos da letra “Uma marionete diverte
Seus amigos bajuladores Que se alegram com suas
receitas rançosas” em inglês “One string puppet
shows amuse Your sycophantic friends Who cheer
your rancid recipes”. Durante o longo trecho
instrumental vemos alem do violão e sopros em
certas partes vemos um barulho que parece muito
com uma música de vídeo Game, mídias baratas do
tempo do Atare, ou Máster Sistem, seria essa uma
menção ao titulo da música Games?
Ao voltar a cantar Haskell mostra um vocal muito
bem resolvido com a música. Poucos segundos para
seu final vêem o violão recitando o mesmo trecho
que repetiu durante o instrumental da música, e
ao final... Yeeeeeeehhhhhh haaa há há há ok yeh.
São risadas secas feitas por Haskell muito bem
arranjadas, é um ótimo trecho para uma música
bem humorada, o final ficou muito bom.
Obs: O King Crimson fez algo muito parecido em
um pequenino trecho de Cat Food do álbum
anterior. Mais tarde em Larks In Tongues In
Aspic 1.973 faria algo muito parecido na faixa
Easy Money, já com John Wetton nos vocais.
03. Happy
Family:
Sinceramente, não gosto da música. Considero a
pior do disco.
Considero da seguinte forma, experimentalismo é
bom, mais com sentido, assim como Moonchild do
primeiro álbum da banda, considero essa um erro.
Só que pelo menos a faixa do In The Court of
Crimson King tem quarto minutos que são
excelentes. Happy Family tem essa duração de
quatro minutos e não a um acorde que me agrade.
A distorção na voz de Haskell, onde vemos um
efeito que é como o vinil estivesse virando de
traz para frente, foi a pior idéia que o King
Crimson poderia ter.
A lírica é completamente dispensável, não vejo
nenhuma mensagem ou algo interessante na letra.
Emendada com a música anterior Indoor Games,
começa com um mellotron de som maluco, sendo
acompanhado pela bateria. Logo aparecem os
pianos de Tippet fazendo arranjos jazzísticos,
muito rápidos, logo entra os vocais de Haskell
de inicio normais, logo depois eles irão ficar
destorcidos. Assim a faixa se segue, ficando
cada vez mais arrastada, a arranjos de flauta e
Sax em varias passagens e também o piano de
Tippet destaque da música. Assim como a faixa
anterior Indoor Games, quando falta apenas a
ultima estrofe, a música da entrada em um longo
trecho instrumental. Nas ultimas frases o vocal
de Haskell volta a cantar normalmente, ficando
cada vez mais baixo, até sobrar somente a voz
quando é falada a palavra “Back” a música se
encerra imediatamente.
04. Lady of the
Dancing Water:
A menor faixa do álbum, com pouco menos de três
minutos de duração. É um tipo de balada, essa
possivelmente é a música de mais fácil
assimilação do álbum. É uma música muito
agradável de se ouvir, e faz juízo à tradição
das boas baladas feitas pelo King Crimson,
exemplos I Talk To The Wind e Cadence and
Cascade. A música segue durante toda a sua
duração muito tranqüila, bem diferente da música
anterior. Aqui podemos ver a beleza que é o som
da flauta, junto a uma combinação acústica de
violão e voz, e piano. A parte lírica é bem
simples, essa é a única música que lembra muito
o tempo do In the Court of Crimson King.
Trata-se de uma pequena peça sinfônica, para
alguns seria possível que destoasse o tema
central do disco, mais não, pelo contrario caiu
como uma pluma no disco. É uma ótima música, e
de jeito nenhum fica apagada no disco, por ser
pequena, ou simples, sua simplicidade de
arranjos é seu charme, e atrativo principal na
música.
05. Lizard:
É a maior faixa do disco com quase vinte três
minutos de duração, e também a maior já feita
pela banda.
É com certeza o grande destaque do disco, aqui
começaria o lado dois nos antigos vinis Lp. Aqui
vemos algo nunca explorado pela banda antes o
universo das músicas de “gigantesca” duração ou
suítes. Nessa época a maioria das bandas do
progressivo se aventuraram a fazer música que
iam um lado inteiro do vinil, as vezes um disco
em uma música só. Para não dizer que a banda não
entrou na onda Fripp & Cia fizeram sua suíte. E
que suíte, Lizard é com certeza uma das melhores
músicas do Rei Escarlate. A música tem tudo que
uma boa suíte precisa ter, complexidade,
inovação, uma lírica perfeita, e vários temas
diferentes. E é aqui que encontramos um atrativo
da música existem quatro temas diferentes, que
são, Prince Rupert Awakes, Bolero – The
Peacock´s Tale, The Battle of Grass tears, e Big
Top. São partes muito distintas umas das outras,
são praticamente quatro músicas formando uma.
São quatro partes ao todo, mais na terceira
parte The Battle of Grass Tears existem mais
três “sub” partes, Dawm Song, Last Skirmish e
Prince Rupert´s Lament. Isso torna Lizard uma
música muito diversificada, não a repetição em
nenhum dos temas o que torna a música muito
evolutiva, e evita que a música se arraste por
toda sua duração chegando a encheção de
lingüiça, que vemos em algumas suítes de vinte e
alguma coisa. Quanto à parte lírica e vocal,
fico sem comentários, perfeita, a faixa tem
pouco vocal, dois temas são cantados o primeiro
Prince Rupert Awakes, e o terceiro tema The
Battle of Grass Tears, sendo os outros dois,
Bolero The Peacock´s Tale e Big Top
instrumentais. Uma ressalta ao tema Big Top é o
menor dos temas, tratasse de uma vinheta de
encerramento, com pouco mais de um minuto de
duração. A música começa com o teclado
“mellotron” fazendo um arranjo crescente, logo
entram o piano bem melancólico e o vocal de Jon
Anderson bem baixo sendo acompanhado pelo piano,
em alguns instantes vemos algumas notas do
mellotron agressivas acompanhando o vocal, as
vezes encobre o vocal de Anderson. A lírica
desta parte é ótima, pelo que consegui entender
da história da música, a música conta o conto da
corte do príncipe Rupert, vemos uma corte feliz
um reino feliz, mais em uma crise, nosso
protagonista príncipe Rupert se mostra triste a
outros personagens envolvidos como Polonius e
Piepowder, creio eu que sejam membros de sua
corte, mais se trata de uma história muito
difícil de entender, eu tento. Na música melodia
agora tem o refrão que se repete duas vezes, é o
único trecho desta primeira parte onde a música
se agita, e fica menos melancólica. A um trecho
instrumental, muito bonito, onde vemos Anderson
fazendo seu típico La la la la la… típico do
vocalista, acompanhado pelos instrumentos
principalmente o teclado. E também temos o
ultimo trecho de Líricas da parte, depois vemos
o magistral piano, a Anderson gritando em uma
forma de coro, acompanhado por batidas na
bateria e o mellotron. Momento magistral, um dos
melhores da música. Agora iremos ao segundo tema
Bolero The Peacock´s Tale. Instrumental, se
inicia com a corneta, fazendo um solo, até meio
fúnebre, aos poucos acompanhado pelo piano e
mellotron, aos poucos a corneta seção dando
inicio a uma linda e duradoura seção de teclas
“piano e mellotron”. A parte faz a continuação
também da história da música. Bolero é uma
menção ao ritmo da música, que realmente inspira
ser um bolero. Segundo o que entendi Peacock
nada mais é que o reino de príncipe Rupert, na
capa entre as decoradas letras que escrevem o
nome da banda King Crimson podemos ver pinturas
que mostram ser o reino de Peacock. Bolero
também pode ser compreendido como uma ressalta a
música local do reino uma menção a cultura
local. Voltando a melodia apos as duradouras
seções das teclas vêem um solo de sax, que não
encontro outro termo para definir senão
“gritante”. Junto ao piano fazendo arranjos
tipicamente jazzísticos, essa é a parte em que
mais o jazz se mostra presente. Essa parte de
primeira pode ser considerada inaudível, chata
ruim, mais depois você vê que não existem
arranjos melhores para essa música. Depois dessa
passagem jazzística a música voltara à mesma
melodia de bolero, mais crescente, com a
bateria, indo ao grande final encerrando a
música? NÃO.
Agora chegamos a terceira e maior parte do épico
The Battle of Grass Tears. Essa parte por si só
já daria uma suíte com quase onze minutos de
duração. O vocal aqui é feito por Haskell, mais
é uma parte pequena, mais dá se recado, para
melhor compreensão da história. Creio que a essa
altura houve uma grande batalha, onde se deu a
ruína do reino de príncipe Rupert e seu lamento
“Prince Rupert Lament”, mais seria mesmo o fim?
Em questão de melodia é um épico dentro do
épico. Calma de inicio com um som parecido com
de música árabe. Logo entra o vocal de Haskell
acompanhado unicamente da bateria, os vocais são
meio teatrais, e muito bons. Quando é citada a
palavra “forward”, a música se torna crescente
com o mellotron e bateria fazendo uma seqüência
caótica, mais calma é só o inicio da batalha das
lagrimas de cristal. Logo apareceram os sopros
sax e flauta fazendo uma harmonia única, a
música está evoluindo para uma instrumentação
cada vez mais caótica, e sublime. Aqui poderia
se campo bom para o Jazz apesar do Sax aparecer
como o instrumento principal ele faz uma melodia
muito caótica do que jazzística, já que Battle
em inglês é batalha, não a melodia melhor para
tratar do tema do que essa. Mais a momentos em
que a música fica muito calma, com o baixo
guitarra e bateria tocando a mesma melodia. Mais
logo retorna a mesma loucura de antes. Logo tudo
silencia seria o final? Não agora a música entra
em outra melodia Prince Rupert Lament um outro
tema, onde vemos Fripp solando o tempo todo sua
guitarra acompanhada de um uma percussão funibre.
É uma parte até sombria, fica cada vez mais
baixo até finalmente sumir, é o fim da batalha.
Agora como já foi dito temos a vinheta de
encerramento Big Top, mellotron fazendo uma
melodia tenebrosa junto ao piano, a música
novamente se torna crescente ate a exaustão
finalmente vai ficando mais baixo até finalmente
sumir encerrando a música de vez.
The End.
O único
conselho que posso dar é que é um ótimo disco,
minha opinião é ótima, agora só você pode ouvir
e tirar suas próprias conclusões.
Letra Lizard:
LIZARD
A:Prince Rupert
Awakes
Farewell the
temple master's bells
His kiosk and his black worm seed
Courtship solely of his word
With Eden guaranteed.
For now Prince Rupert's tears of glass
Make saffron sabbath eyelids bleed
Scar the sacred tablet of wax
On which the Lizards feed.
Wake your reason's hollow vote
Wear your blizzard season coat
Burn a bridge and burn a boat
Stake a Lizard by the throat.
Go Polonius or kneel
The reapers name their harvest dawn
All your tarnished devil's spoons
Will rust beneath our corn.
Now bears Prince Rupert's garden roam
Across his rain tree shaded lawn
Lizard bones become the clay-
And there a Swan is born
Wake your reasons' hollow vote
Wear your blizzard season coat
Burn a bridge and burn a boat
Stake a Lizard by the throat.
Gone soon Piepowder's moss-weed court
Round which upholstered Lizards sold
Visions to their leaden flock
Of rainbows' ends and gold.
Now tales Prince Rupert's peacock brings
Of walls and trumpets thousand fold
Prophets chained for burning masks
And reels of dream unrolled . . .
B:Bolero - the
Peacock's Tale (Instrumental)
C:The Battle of
Glass Tears
Night enfolds
her cloak of holes
Around the river meadow.
Old moon-light stalks by broken ploughs
Hides spokeless wheels in shadow.
Sentries lean on thorn wood spears
Blow on their hands, stare eastwards.
Burnt with dream and taut with fear
Dawn's misty shawl upon them.
Three hills apart great armies stir
Spit oat and curse as day breaks.
Forming lines of horse and steel
By even yards march forward.
D:Big Top
(Instrumental)
Tradução Lizard:
Lagarto
Prince Rupert
Awakes
O Príncipe
Rupert Acorda
Adeus templo do mestre dos sinos
Seu quiosque e sua negra semente de verme
Cortejado apenas por sua palavra
Com o Éden garantido.
Pois as lágrimas de cristal do príncipe Rupert
Causam choro nas pálpebras de açafrão
Marcam em cera sagrada
Onde os Lagartos se alimentam.
Desperta o voto no vazio de sua razão
Veste sua casca no período de nevasca
Queima uma ponte e um barco
Espeta um Lagarto no pescoço.
Vá Polonius ou ajoelhe-se
Os cortadores fixaram o dia da colheita
Todas suas opacas colheres do diabo
enferrujarão abaixo de nosso grão.
Agora ursos perambulam no jardim do príncipe
Rupert
Por entre suas sombras de árvores molhadas pela
chuva na relva
Os ossos do Lagarto tornam-se argila
E ali um Cisne nasce.
Desperta o voto no vazio de sua razão
Veste sua casca no período de nevasca
Queima uma ponte e um barco
Espeta um Lagarto no pescoço.
Rápido se foi o corte limão de Piepowder
Em torno dos lagartos pisados
Visões para seu rebanho cinzento
De dourada extremidade e arco-íris
Agora contos do príncipe Rupert são ostentadas
De paredes e trompetes mil dobras
Profetas presos por máscaras em fogo
E carretéis de sonhos são desenrolados...
Bolero - The
Peacock's Tale - instrumental
[i]Bolero - O conto de Peacock.
The Battle Of
Glass Tears
A Batalha das
Lágrimas de Cristal
A noite recolhe seu manto pomposo
Em torno da vegetação do rio.
Velha luz de luar aproxima-se de velhos arados
Oculta mudas rodas de carro na sombra.
Sentinelas se apóiam em lanças de espinho
Assopram suas mãos, observando fixamente a vigia
do este.
Queimados de sono e tensos de medo
Sedesenrola o nebuloso xale do alvorecer
O grande exército de agita a três colinas dali
Praguejando e blasfemando ao surgir o dia.
Formando fileiras de cavalos e aço
Atacam marchando.
Fonte letra e
tradução:
http://www.kingcrimson.com.br/
Esse é o melhor site do King Crimson em
português que um fã pode encontrar.
Gabriel Schmitt.
Autor:
Guilherme G. Felippe (Schizoid
Man);
Primeiro, devo tecer
considerações gerais à respeito do disco, para
então me ater às faixas. Este foi o primeiro
King Crimson que comprei e, na primeira
escutada, não gostei muito. Não estava
acostumado com a banda, muito menos com o disco
que, para mim, é diferente de qualquer outro
trabalho do Crimson – sendo que, na realidade,
nenhum disco do KC se parece com os demais,
todos tem o seu sub-estilo muito peculiar. Devo
dizer que demorei a me acostumar com ele, mas
depois que meu ouvido se ‘adestrou’, devo
confessar que, ao meu ver, é o trabalho mais
adulto e completo do KC.
O disco abre com
Cirkus. Um pianinho discreto e
com a voz ótima de Gordon Haskell, que, apesar
de ser mais grave que o necessário, cai que nem
uma luva no disco inteiro. Mais adiante na
musica, ela toma uma atmosfera única, onde um
mellotron segue as bases da musica e um violão
quase perdido – mas totalmente racional – toma
um posicionamento diferente, fazendo uma
composição difícil de escutar de primeira.
Deve-se lembrar que nesta época, o KC tinha com
cara encarregado somente de fazer as letras,
Peter Sinfield.
A segunda faixa,
Indoor Games, tem um aspecto mais
hilário, com uma corneta e um trombone seguindo
as bases, numa combinação perfeita. Novamente a
voz de Haskell é sensacional. Nesta faixa, a
bateria é um caso aparte: Andy McCullough faz
uma batida maravilhosa, formando uma ótima
composição.
Happy Family é a faixa mais
conturbada para mim. Ela tem um aspecto
‘angustiante’. O mellotron de inicio já avisa
que a faixa não é para qualquer ouvido. Depois,
a voz de Haskell, com uma distorção estranha
(parece que a voz dele esta ‘voltando’, como se
a colocassem de trás pra frente e voltassem ao
normal). É uma música que beira o psicodelismo,
mas que não perde as intenções jazzisticas da
bateria e piano. Destaque para a flauta, muito
bem posicionada.
A quarta faixa é
uma bela canção melódica.
Lady of the Dancing Water é
violão, voz e flauta numa combinação
maravilhoso. Tem uma bela letra. É como se fosse
uma pausa, um descanso dentro de toda aquela
loucura conturbada)
Então chegamos ao
ápice do disco,
Lizard. A faixa começa tímida,
com poucos instrumentos e a voz belíssima de Jon
Anderson. Ela oscila, nesse primeiro momento,
entre o melódico e o alegre, com um certo ar
discreto – comparado ao que virá. Mais uma vez
deve-se dar destaque à bateria. A faixa tem todo
uma atmosfera, onde o ouvinte se encontra num
campo de batalha, prestes a perder uma grande
guerra, mas com um sopro de esperança ainda na
alma. Os instrumentos de sopro aqui vão fazer
milagres! A faixa tem praticamente apenas 2/5 de
vocal, sendo o primeiro de Anderson, e mais
tarde de Haskell, fazendo um contraponto de
timbres. O restante da faixa, tem um movimento
jazzistico, sustentado pelo belo piano e os
instrumentos de sopro maravilhosos. Para quem
gosta, é um prato cheio.
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