Inglaterra, 1970.


Músicos:
Robert Fripp, Guitarra, Mellotron & Teclado.
Mel Collins, Flauta & Saxofone.
Gordon Haskell, Contra Baixo & Vocal.
Andy McColloch, Bateria.
Peter Sinfield, Letras & Pinturas.

Com

Robin Miller, Oboé e "Cor Anglais"
Mark Charig, Trompete
Nick Evans, Trombone
Keith Tippet, Piano, Piano Elétrico
Jon Anderson (Yes), Vocal em "Prince Rupert Awakes"

Engenheiro: Robin Thompson

Produzido e dirigido por King Crimson para EG Records

Gravado no "Wessex Sound Studios" em Londres

©1970 EG Records Ltd.


Faixas:
01. Cirkus including Enter of The Chameleons 6:28
02. Indoor Games 5:38
03. Happy Family 4:15
04. Lady of the Dancing Water 2:43
05. Lizard 22:24
A. Prince Rupert Awakes 4:34
B. Bolero – The Peacock´s Tale 6:30
C. The Battle of Grass tears 10:55
I. Dawm Song
II. Last Skirmish
III. Price Rupert´s Lament
D. Big Top 1:09


King Crimson

Lizard

 
Dados da resenha:
Autor: Gabriel Camargo Rodriguês (Gabriel Schmitt); recebida em: 29/07/2005.
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Estamos no ano de 1.970, época de grandes acontecimentos no cenário musical em geral. No rock progressivo que começa a mostrar sua cara, não foi diferente. Nessa época muitas bandas surgiam, algumas na estrada há mais tempo lançavam ótimos álbuns. Entre esses estava o King Crimson. Está banda que por alguns recebe o titulo de criadora do progressivo, não parou por ai. A banda começou com um guitarrista britânico, seu nome é nada mais nada menos que, Robert Fripp. Junto com ele vieram dois irmãos Peter Giles “Baixo” e Micahel Giles “baterias”.
Com essa formação o trio gravaria um disco no ano de 1.968 intitulado Giles Giles & Fripp. Isso viria a ser chamado mais tarde do embrião do que seria o King Crimson. Algum tempo depois haveria muitas mudanças, Peter Giles “baixo” seria substituído por Greg Lake, esse que permaneceria na banda até 1.970, ele substituiria Giles no baixo e ficaria encarregado dos vocais da banda, o que foi uma boa escolha, por se tratar de um ótimo vocalista, e o fato de tocar baixo foi benéfico para banda que não precisaria se preocupar com o baixo levando um dois em um rs, junto com ele veio o instrumentista Ian McDonald e um membro a mais, um poeta chamado Peter Sinfield, esse seria somente o letrista da banda, mais um importante nome na banda. Em 1.969 a banda já com outro nome o lendário king Crimson “Rei Escarlate” gravaria seu disco de estréia, o magistral “In the Court of Crimson king”, esse nome tem história no progressivo, e aposto que teve muita gente que chorou ao ouvir o álbum. Na minha opinião a melhor estréia da uma banda, e olha que tivemos muitas estréias boas, mais nenhuma chegou aos pés dessa daqui, com certeza um dos melhores álbuns da banda, se não for o melhor, junto com Red 1.974 e o álbum aqui resenhado Lizard 1.970, na minha opinião. Após isso a banda gravaria seu segundo álbum, in The Wake of Poseidon no ano seguinte, aqui começaram aquilo que parecia a ruína da banda, Ian McDonald e Michael Giles sairiam da banda para fazer um disco, que resultaria na dupla McDonald & Giles. Logo depois a cacetada final pra Fripp Greg Lake sai da banda, depois de ter conhecido o tecladista Keith Emerson vindo de uma banda chamada The Nice, Lake mostraria interesse em gravar com Emerson, e deixar o King Crimson a ver navios. Por questões contratuais e acho que até por “pena” Lake e McDonald gravaram o segundo e ultimo disco deles com o king Crimson. Não pense que saiu coisa ruim nesse álbum, pois se trata de um trabalho do mesmo nível do primeiro, por incrível que pareça.

Conturbações à parte o lema de Fripp foi “continuar”, e continuou. No mesmo ano 1.970 a banda surgiria com um novo álbum Lizard. Esse pode ser considerado o álbum de mais difícil assimilação da banda, com evidencias claras do jazz, erudito e o sinfônico, Lizard se mostra um trabalho complexo, dinâmico, e único. A formação d banda novamente mudava, depois da saída de Lake, a banda precisaria de um novo vocalista, o escolhido foi um colega de Fripp, Gordon Haskell. Ele já é conhecido dos faz do King Crimson, foi ele que no álbum anterior, In the Wake of Poseidon fez os vocais na música Cadence and Cascade. Mudanças nos sopros da banda, Mell Collins ficaria encarregado dos sopros sax e flautas. O disco também contou com um time de primeira de convidados, como Keith Tippett, piano, esse ficaria na banda pelos álbuns seguintes, Robin Miller, Nick Evans, e Mark Charig, nos sopros adicionais, oboé, corneta, trombone. O disco também contou com a participação de Jon Anderson vocalista do Yes, ele faz os vocais da primeira parte da faixa titulo Lizard. Esse fato se deu porque algum tempo antes Jon Anderson convidou Fripp para ser o novo guitarrista do Yes, já que ma mesma época a banda procurava um novo guitarrista, depois da saída de Peter Banks logo depois do álbum Time And Word 1.969. Fripp não aceitou o convite preferindo continuar o king Crimson. Em uma forma de agradecimento convidou Jon Anderson para fazer os vocais em Lizard. Quanto ao Yes logo depois eles conseguiriam um novo guitarrista, o mago das guitarras Steve Howe.

Esse se trata para mim de um álbum recente, pois a pouco o conheci, a primeira impressão, temos a impressão de estar ouvindo um álbum de Jazz Rock, e daí vem um pergunta a cabeça, mais isso é King Crimson?
Realmente a sonoridade deste álbum se diferencia muito dos trabalhos anteriores, pode ser considerada uma transformação radical. Esse fato é bem verdade, esse com certeza é o trabalho com maiores influencias do jazz e dos seus artistas, como Miles Davis, grande nome do jazz, que influenciou muita gente, na época. Não diria que esse álbum seria o melhor para começar a conhecer o King Crimson, tente primeiro ouvir In the Court of Crimson King, e Red, depois vá para a audição de Lizard, com certeza estará mais acostumado com som e os experimentalismos da banda, se gostar dos dois exemplos citados, é bem provável que goste de Lizard. Aliais faço uma ressalta a toda carreira da banda que de 1.969 a 1.974 e com certeza o período de ouro da banda, e do progressivo também, pois esse período se mostrou um frutífero para a música e suas mudanças, era um tempo em que não existia regras impostas pelas gravadoras, comercio dinheiro, e sim a liberdade, da música e seus músicos para fazer o que quiser.

Agulha no disco, ou Cd no aparelho e o som sai...

01. Cirkus including Enter of The Chameleons:

O disco já abre com uma de suas melhores músicas de Lizard Cirkus. Uma música que mostra uma sonoridade única estupenda. Aqui vemos o vocal de Haskell dando show, mostrando que pode dar conta do recado, sendo do mesmo nível do seu antecessor Greg Lake. Com uma sonoridade densa mais às vezes discretas, se reveza por vários temas diferentes, as vezes um tanto caóticos. Começa com um piano solitário, logo o vocal de Haskell entra na faixa soando bem baixinho. Logo a música estoura, como sugere o nome Cirkus, Circo em inglês a música tem uma sonoridade muito parecida com as músicas de um circo. Uma prova disso é o violão completamente tonto e perdido em meio à música, fazendo uma melodia meio destoada de todo o resto da música. A letra também trata do mesmo tema “a magia do circo” tudo feito de uma maneira alegórica, só que às vezes meio macabra, mais passa apenas de impressão. Por causa do violão a música para alguns fica de difícil assimilação, mais nada a ver, pois acho que de todo o disco pode ser uma das mais fáceis de se assimilar. Com uma parte lírica pequena, mais direta, característica da banda, o instrumental é o principal atrativo da música, instrumentos como Mellotron sax, violão, fazem harmonias ótimas. Um falso final, quando a música parece que acabou, entra um novo tema, seria esse “Enter of the Chamaleons?” Com uma sonoridade muito calma, sustentada principalmente pelo Mellotron executado por Fripp, logo batidas de baterias anunciam a repetição de tema central da faixa, conturbado um pouco distorcido, com o ótimo violão, ao final vemos um show do sax, esse sim é o final da música. Do alto dos seus quase sete minutos, encerra a abertura do disco. Estranho batidas secas de baterias, meio jazzísticas que será?...

02. Indoor Games:


Emendada com a faixa anterior Cirkus vamos agora para Inddor Games. É aqui nessa faixa que vemos um show dos instrumentistas de sopro convidados, principalmente a corneta e trombone. Mais também conserva um ar acústico durante toda a sua duração. É uma música, muito descontraída muito divertida de se ouvir. Tratasse de uma boa composição. A música tem como base um riff de violão que imita o refrão “Indoor Games”, se tornando crsente, junto aos instrumentos de sopro, durante m longo trecho instrumental, a momentos em que fica mais calma, mais são só segundos, voltando rapidamente a forma central. A introdução da música feita pelos sopros é um grande atrativo, ótima feita em cima de uma idéia alegórica e descontraída. A letra se mostra muito descontraída fazendo uma combinação perfeita entre lírica melodia como sugere o trechos da letra “Uma marionete diverte
Seus amigos bajuladores Que se alegram com suas receitas rançosas” em inglês “One string puppet shows amuse Your sycophantic friends Who cheer your rancid recipes”. Durante o longo trecho instrumental vemos alem do violão e sopros em certas partes vemos um barulho que parece muito com uma música de vídeo Game, mídias baratas do tempo do Atare, ou Máster Sistem, seria essa uma menção ao titulo da música Games?
Ao voltar a cantar Haskell mostra um vocal muito bem resolvido com a música. Poucos segundos para seu final vêem o violão recitando o mesmo trecho que repetiu durante o instrumental da música, e ao final... Yeeeeeeehhhhhh haaa há há há ok yeh.
São risadas secas feitas por Haskell muito bem arranjadas, é um ótimo trecho para uma música bem humorada, o final ficou muito bom.
Obs: O King Crimson fez algo muito parecido em um pequenino trecho de Cat Food do álbum anterior. Mais tarde em Larks In Tongues In Aspic 1.973 faria algo muito parecido na faixa Easy Money, já com John Wetton nos vocais.

03. Happy Family:

Sinceramente, não gosto da música. Considero a pior do disco.
Considero da seguinte forma, experimentalismo é bom, mais com sentido, assim como Moonchild do primeiro álbum da banda, considero essa um erro. Só que pelo menos a faixa do In The Court of Crimson King tem quarto minutos que são excelentes. Happy Family tem essa duração de quatro minutos e não a um acorde que me agrade. A distorção na voz de Haskell, onde vemos um efeito que é como o vinil estivesse virando de traz para frente, foi a pior idéia que o King Crimson poderia ter.
A lírica é completamente dispensável, não vejo nenhuma mensagem ou algo interessante na letra.
Emendada com a música anterior Indoor Games, começa com um mellotron de som maluco, sendo acompanhado pela bateria. Logo aparecem os pianos de Tippet fazendo arranjos jazzísticos, muito rápidos, logo entra os vocais de Haskell de inicio normais, logo depois eles irão ficar destorcidos. Assim a faixa se segue, ficando cada vez mais arrastada, a arranjos de flauta e Sax em varias passagens e também o piano de Tippet destaque da música. Assim como a faixa anterior Indoor Games, quando falta apenas a ultima estrofe, a música da entrada em um longo trecho instrumental. Nas ultimas frases o vocal de Haskell volta a cantar normalmente, ficando cada vez mais baixo, até sobrar somente a voz quando é falada a palavra “Back” a música se encerra imediatamente.

04. Lady of the Dancing Water:

A menor faixa do álbum, com pouco menos de três minutos de duração. É um tipo de balada, essa possivelmente é a música de mais fácil assimilação do álbum. É uma música muito agradável de se ouvir, e faz juízo à tradição das boas baladas feitas pelo King Crimson, exemplos I Talk To The Wind e Cadence and Cascade. A música segue durante toda a sua duração muito tranqüila, bem diferente da música anterior. Aqui podemos ver a beleza que é o som da flauta, junto a uma combinação acústica de violão e voz, e piano. A parte lírica é bem simples, essa é a única música que lembra muito o tempo do In the Court of Crimson King. Trata-se de uma pequena peça sinfônica, para alguns seria possível que destoasse o tema central do disco, mais não, pelo contrario caiu como uma pluma no disco. É uma ótima música, e de jeito nenhum fica apagada no disco, por ser pequena, ou simples, sua simplicidade de arranjos é seu charme, e atrativo principal na música.

05. Lizard:

É a maior faixa do disco com quase vinte três minutos de duração, e também a maior já feita pela banda.
É com certeza o grande destaque do disco, aqui começaria o lado dois nos antigos vinis Lp. Aqui vemos algo nunca explorado pela banda antes o universo das músicas de “gigantesca” duração ou suítes. Nessa época a maioria das bandas do progressivo se aventuraram a fazer música que iam um lado inteiro do vinil, as vezes um disco em uma música só. Para não dizer que a banda não entrou na onda Fripp & Cia fizeram sua suíte. E que suíte, Lizard é com certeza uma das melhores músicas do Rei Escarlate. A música tem tudo que uma boa suíte precisa ter, complexidade, inovação, uma lírica perfeita, e vários temas diferentes. E é aqui que encontramos um atrativo da música existem quatro temas diferentes, que são, Prince Rupert Awakes, Bolero – The Peacock´s Tale, The Battle of Grass tears, e Big Top. São partes muito distintas umas das outras, são praticamente quatro músicas formando uma. São quatro partes ao todo, mais na terceira parte The Battle of Grass Tears existem mais três “sub” partes, Dawm Song, Last Skirmish e Prince Rupert´s Lament. Isso torna Lizard uma música muito diversificada, não a repetição em nenhum dos temas o que torna a música muito evolutiva, e evita que a música se arraste por toda sua duração chegando a encheção de lingüiça, que vemos em algumas suítes de vinte e alguma coisa. Quanto à parte lírica e vocal, fico sem comentários, perfeita, a faixa tem pouco vocal, dois temas são cantados o primeiro Prince Rupert Awakes, e o terceiro tema The Battle of Grass Tears, sendo os outros dois, Bolero The Peacock´s Tale e Big Top instrumentais. Uma ressalta ao tema Big Top é o menor dos temas, tratasse de uma vinheta de encerramento, com pouco mais de um minuto de duração. A música começa com o teclado “mellotron” fazendo um arranjo crescente, logo entram o piano bem melancólico e o vocal de Jon Anderson bem baixo sendo acompanhado pelo piano, em alguns instantes vemos algumas notas do mellotron agressivas acompanhando o vocal, as vezes encobre o vocal de Anderson. A lírica desta parte é ótima, pelo que consegui entender da história da música, a música conta o conto da corte do príncipe Rupert, vemos uma corte feliz um reino feliz, mais em uma crise, nosso protagonista príncipe Rupert se mostra triste a outros personagens envolvidos como Polonius e Piepowder, creio eu que sejam membros de sua corte, mais se trata de uma história muito difícil de entender, eu tento. Na música melodia agora tem o refrão que se repete duas vezes, é o único trecho desta primeira parte onde a música se agita, e fica menos melancólica. A um trecho instrumental, muito bonito, onde vemos Anderson fazendo seu típico La la la la la… típico do vocalista, acompanhado pelos instrumentos principalmente o teclado. E também temos o ultimo trecho de Líricas da parte, depois vemos o magistral piano, a Anderson gritando em uma forma de coro, acompanhado por batidas na bateria e o mellotron. Momento magistral, um dos melhores da música. Agora iremos ao segundo tema Bolero The Peacock´s Tale. Instrumental, se inicia com a corneta, fazendo um solo, até meio fúnebre, aos poucos acompanhado pelo piano e mellotron, aos poucos a corneta seção dando inicio a uma linda e duradoura seção de teclas “piano e mellotron”. A parte faz a continuação também da história da música. Bolero é uma menção ao ritmo da música, que realmente inspira ser um bolero. Segundo o que entendi Peacock nada mais é que o reino de príncipe Rupert, na capa entre as decoradas letras que escrevem o nome da banda King Crimson podemos ver pinturas que mostram ser o reino de Peacock. Bolero também pode ser compreendido como uma ressalta a música local do reino uma menção a cultura local. Voltando a melodia apos as duradouras seções das teclas vêem um solo de sax, que não encontro outro termo para definir senão “gritante”. Junto ao piano fazendo arranjos tipicamente jazzísticos, essa é a parte em que mais o jazz se mostra presente. Essa parte de primeira pode ser considerada inaudível, chata ruim, mais depois você vê que não existem arranjos melhores para essa música. Depois dessa passagem jazzística a música voltara à mesma melodia de bolero, mais crescente, com a bateria, indo ao grande final encerrando a música? NÃO.
Agora chegamos a terceira e maior parte do épico The Battle of Grass Tears. Essa parte por si só já daria uma suíte com quase onze minutos de duração. O vocal aqui é feito por Haskell, mais é uma parte pequena, mais dá se recado, para melhor compreensão da história. Creio que a essa altura houve uma grande batalha, onde se deu a ruína do reino de príncipe Rupert e seu lamento “Prince Rupert Lament”, mais seria mesmo o fim?
Em questão de melodia é um épico dentro do épico. Calma de inicio com um som parecido com de música árabe. Logo entra o vocal de Haskell acompanhado unicamente da bateria, os vocais são meio teatrais, e muito bons. Quando é citada a palavra “forward”, a música se torna crescente com o mellotron e bateria fazendo uma seqüência caótica, mais calma é só o inicio da batalha das lagrimas de cristal. Logo apareceram os sopros sax e flauta fazendo uma harmonia única, a música está evoluindo para uma instrumentação cada vez mais caótica, e sublime. Aqui poderia se campo bom para o Jazz apesar do Sax aparecer como o instrumento principal ele faz uma melodia muito caótica do que jazzística, já que Battle em inglês é batalha, não a melodia melhor para tratar do tema do que essa. Mais a momentos em que a música fica muito calma, com o baixo guitarra e bateria tocando a mesma melodia. Mais logo retorna a mesma loucura de antes. Logo tudo silencia seria o final? Não agora a música entra em outra melodia Prince Rupert Lament um outro tema, onde vemos Fripp solando o tempo todo sua guitarra acompanhada de um uma percussão funibre. É uma parte até sombria, fica cada vez mais baixo até finalmente sumir, é o fim da batalha. Agora como já foi dito temos a vinheta de encerramento Big Top, mellotron fazendo uma melodia tenebrosa junto ao piano, a música novamente se torna crescente ate a exaustão finalmente vai ficando mais baixo até finalmente sumir encerrando a música de vez.
The End.

O único conselho que posso dar é que é um ótimo disco, minha opinião é ótima, agora só você pode ouvir e tirar suas próprias conclusões.

Letra Lizard:

LIZARD

A:Prince Rupert Awakes

Farewell the temple master's bells
His kiosk and his black worm seed
Courtship solely of his word
With Eden guaranteed.
For now Prince Rupert's tears of glass
Make saffron sabbath eyelids bleed
Scar the sacred tablet of wax
On which the Lizards feed.

Wake your reason's hollow vote
Wear your blizzard season coat
Burn a bridge and burn a boat
Stake a Lizard by the throat.

Go Polonius or kneel
The reapers name their harvest dawn
All your tarnished devil's spoons
Will rust beneath our corn.
Now bears Prince Rupert's garden roam
Across his rain tree shaded lawn
Lizard bones become the clay-
And there a Swan is born

Wake your reasons' hollow vote
Wear your blizzard season coat
Burn a bridge and burn a boat
Stake a Lizard by the throat.

Gone soon Piepowder's moss-weed court
Round which upholstered Lizards sold
Visions to their leaden flock
Of rainbows' ends and gold.
Now tales Prince Rupert's peacock brings
Of walls and trumpets thousand fold
Prophets chained for burning masks
And reels of dream unrolled . . .



B:Bolero - the Peacock's Tale (Instrumental)



C:The Battle of Glass Tears

Night enfolds her cloak of holes
Around the river meadow.
Old moon-light stalks by broken ploughs
Hides spokeless wheels in shadow.
Sentries lean on thorn wood spears
Blow on their hands, stare eastwards.

Burnt with dream and taut with fear
Dawn's misty shawl upon them.
Three hills apart great armies stir
Spit oat and curse as day breaks.
Forming lines of horse and steel
By even yards march forward.



D:Big Top (Instrumental)

Tradução Lizard:

Lagarto

Prince Rupert Awakes
O Príncipe Rupert Acorda


Adeus templo do mestre dos sinos
Seu quiosque e sua negra semente de verme
Cortejado apenas por sua palavra
Com o Éden garantido.
Pois as lágrimas de cristal do príncipe Rupert
Causam choro nas pálpebras de açafrão
Marcam em cera sagrada
Onde os Lagartos se alimentam.

Desperta o voto no vazio de sua razão
Veste sua casca no período de nevasca
Queima uma ponte e um barco
Espeta um Lagarto no pescoço.

Vá Polonius ou ajoelhe-se
Os cortadores fixaram o dia da colheita
Todas suas opacas colheres do diabo
enferrujarão abaixo de nosso grão.
Agora ursos perambulam no jardim do príncipe Rupert
Por entre suas sombras de árvores molhadas pela chuva na relva
Os ossos do Lagarto tornam-se argila
E ali um Cisne nasce.

Desperta o voto no vazio de sua razão
Veste sua casca no período de nevasca
Queima uma ponte e um barco
Espeta um Lagarto no pescoço.

Rápido se foi o corte limão de Piepowder
Em torno dos lagartos pisados
Visões para seu rebanho cinzento
De dourada extremidade e arco-íris
Agora contos do príncipe Rupert são ostentadas
De paredes e trompetes mil dobras
Profetas presos por máscaras em fogo
E carretéis de sonhos são desenrolados...



Bolero - The Peacock's Tale - instrumental
[i]Bolero - O conto de Peacock.


The Battle Of Glass Tears
A Batalha das Lágrimas de Cristal


A noite recolhe seu manto pomposo
Em torno da vegetação do rio.
Velha luz de luar aproxima-se de velhos arados
Oculta mudas rodas de carro na sombra.
Sentinelas se apóiam em lanças de espinho
Assopram suas mãos, observando fixamente a vigia do este.

Queimados de sono e tensos de medo
Sedesenrola o nebuloso xale do alvorecer
O grande exército de agita a três colinas dali
Praguejando e blasfemando ao surgir o dia.
Formando fileiras de cavalos e aço
Atacam marchando.



Fonte letra e tradução: http://www.kingcrimson.com.br/

Esse é o melhor site do King Crimson em português que um fã pode encontrar.

Gabriel Schmitt.
 

Autor: Guilherme G. Felippe (Schizoid Man);

Primeiro, devo tecer considerações gerais à respeito do disco, para então me ater às faixas. Este foi o primeiro King Crimson que comprei e, na primeira escutada, não gostei muito. Não estava acostumado com a banda, muito menos com o disco que, para mim, é diferente de qualquer outro trabalho do Crimson – sendo que, na realidade, nenhum disco do KC se parece com os demais, todos tem o seu sub-estilo muito peculiar. Devo dizer que demorei a me acostumar com ele, mas depois que meu ouvido se ‘adestrou’, devo confessar que, ao meu ver, é o trabalho mais adulto e completo do KC.

                O disco abre com Cirkus. Um pianinho discreto e com a voz ótima de Gordon Haskell, que, apesar de ser mais grave que o necessário, cai que nem uma luva no disco inteiro. Mais adiante na musica, ela toma uma atmosfera única, onde um mellotron segue as bases da musica e um violão quase perdido – mas totalmente racional – toma um posicionamento diferente, fazendo uma composição difícil de escutar de primeira. Deve-se lembrar que nesta época, o KC tinha com cara encarregado somente de fazer as letras, Peter Sinfield.

                A segunda faixa, Indoor Games, tem um aspecto mais hilário, com uma corneta e um trombone seguindo as bases, numa combinação perfeita. Novamente a voz de Haskell é sensacional. Nesta faixa, a bateria é um caso aparte: Andy McCullough faz uma batida maravilhosa, formando uma ótima composição.

                Happy Family é a faixa mais conturbada para mim. Ela tem um aspecto ‘angustiante’. O mellotron de inicio já avisa que a faixa não é para qualquer ouvido. Depois, a voz de Haskell, com uma distorção estranha (parece que a voz dele esta ‘voltando’, como se a colocassem de trás pra frente e voltassem ao normal). É uma música que beira o psicodelismo, mas que não perde as intenções jazzisticas da bateria e piano. Destaque para a flauta, muito bem posicionada.

                A quarta faixa é uma bela canção melódica. Lady of the Dancing Water é violão, voz e flauta numa combinação maravilhoso. Tem uma bela letra. É como se fosse uma pausa, um descanso dentro de toda aquela loucura conturbada)

                Então chegamos ao ápice do disco, Lizard. A faixa começa tímida, com poucos instrumentos e a voz belíssima de Jon Anderson. Ela oscila, nesse primeiro momento, entre o melódico e o alegre, com um certo ar discreto – comparado ao que virá. Mais uma vez deve-se dar destaque à bateria. A faixa tem todo uma atmosfera, onde o ouvinte se encontra num campo de batalha, prestes a perder uma grande guerra, mas com um sopro de esperança ainda na alma. Os instrumentos de sopro aqui vão fazer milagres! A faixa tem praticamente apenas 2/5 de vocal, sendo o primeiro de Anderson, e mais tarde de Haskell, fazendo um contraponto de timbres. O restante da faixa, tem um movimento jazzistico, sustentado pelo belo piano e os instrumentos de sopro maravilhosos. Para quem gosta, é um prato cheio.