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David
Cross - Violino, Viola, Teclados. Robert
Fripp - Guitarra, Mellotron, Aparelhos. John
Wetton - Baixo, Vocal. Bill Bruford -
Bateria, percussão
Faixas:
1. The Great Deceiver (4:03)
2. Lament (4:02)
3. We'll Let You Know (3:41)
4. The Night Watch (4:42)
5. Trio (5:41)
6. The Mincer (4:09)
7. Starless and Bible Black (9:14)
8. Fracture (11:17)
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King
Crimson
- Starless and Bible Black (1974)
Por Davi
Segundo disco da fase de 73 a 74 do King Crimson.
Vejo seu estilo como o meio termo entre Lark's
Tongues in Aspic e Red, isto é, mais agressivo e
com instrumentação um pouco mais coesa que o
primeiro, mas ainda não tanto quanto o Red.
Aproximadamente metade do disco é improvisado, as
partes compostas combinam bem com as improvisadas
e nelas se misturam. Talvez o Red seja um disco
melhor para se começar a escutar King Crimson,
mas este também é um bom início (o que não
quer dizer que seja fácil de gostar).
O disco abre com a famosa "The Great
Deceiver", música com velocidade, energia e
agressividade. "Lament" mantém a
agressividade e a complexidade da primeira, perde
um pouco em energia e velocidade, mas ganha em
variação. "We'll Let You Know", apesar
de curta, é uma das melhores improvisações do
grupo: de início tímido, torna-se rapidamente
forte, determinada e muito "quebrada"
com a entrada do baixo do Wetton.
King Crimson é famoso por suas dissonâncias,
"Night Watch" é mais uma boa amostra da
capacidade do grupo de fazer ótimas músicas melódicas;
desta linha, "Night Watch" é minha
preferida. A partir desta, o disco começa a se
tornar um pouco sombrio.
"Trio" é uma improvisação mais suave,
sem bateria, lembra um pouco o clima do Islands
(Bruford aparece nos créditos desta música por
ter sentido que era melhor não tocar). "The
Mincer" é uma boa música improvisada com
vocal (John Wetton cantou depois de gravarem a
improvisação?). Por mim, esta música não
precisava ser colocada neste disco, acho que
"Trio" já tinha preparado perfeitamente
o clima para a entrada de "Starless and Bible
Black" --- experimente pular a sexta faixa.
"Starless and Bible Black" é a última
música improvisada do disco. Aqui os instrumentos
estão bem mais esparsos, seu clima é sombrio (não
muito), é certamente a música de mais difícil
assimilação do disco.
Esta obra prima do progressivo fecha com Fracture,
única música composta somente por Robert Fripp,
é aonde sua guitarra ganha especial peso e é uma
das melhores músicas do grupo. Ela lembra a
"Starless" do Red, mas não tem vocal e
o clima de tensão crescente feito pela guitarra
é, por mim, mais forte.
Enfim, é um dos discos essenciais do progressivo
e, em minha opinião, um dos três melhores do
King Crimson.
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