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Oliviero
Lacagnina - teclados
(incluindo piano, moog, mellotron, hammond,
cravo). Marcello Giancarlo Dellacasa -
guitarras elétricas e acústicas, baixo, voz.
Alfio Vitanza - bateria, percussão.
Faixas:
1.
Papillon - tempo total 19:50
a) Overture - 1:09
b) Primo Quadro (La Fuga) - 2:04
c) Secondo Quadro (Il Mercado) - 3:23
d) Terzo Quadro (L'Incontro) - 3:58
e) Quarto Quadro (L'Arresto) - 2:51
f) Quinto Quadro (Il Verdetto) - 1:32
g) Sesto Quadro (La Trasformazione) - 3:45
h) Settimo Quadro (Corri Nel Monde) - 0:48
2. Divertimento - 2:02
3. Patetica - tempo total 16:42
a) Parte Prima - 4:30
b) Parte Seconda - 6:21
c) Parte Terza - 5:51
4. Strutture - 3:52
5. Tanto Amore (bonus) - 3:50
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Latte e Miele - Papillon (1973) Por
guitarzeus
Trio
progressivo originário de Gênova com formação em
música clássica e características semelhantes a
bandas como ELP e Le Orme, Latte e Miele (leite e
mel) surgiu no cenário italiano participando do
festival pop de Villa Pamphili em 1972, trazendo o
jovem baterista Alfio Vitanza, então com apenas 16
anos. O primeiro disco Passio Secundum Mattheum é
considerado a obra-prima do grupo, contendo uma
sofisticada orquestração e arranjos de coral que
trariam dificuldades para um trio executá-la ao
vivo, motivo que possivelmente influenciou a banda
a optar por arranjos relativamente mais simples em
Papillon. Fiz questão de escrever relativamente,
porque mesmo assim são muito ricos.
Assim como nos outros discos da banda, Papillon é
totalmente cantado em italiano. No mesmo ano foi
gravada também uma versão inglesa para Papillon,
as partes instrumentais são praticamente as
mesmas, no entanto as vocais foram regravado para
o inglês pela própria banda. O fato é que a versão
inglesa permaneceu obscura até o ano de 1992,
quase vinte anos depois, quando foi finalmente
lançada em CD.
A suite Papillon, que dá nome ao disco, tem cerca
de 20 minutos de duração e é dividida em uma
abertura e sete partes, sendo que algumas versões
em CD trazem esta como uma única faixa. Com sons
de hammond, moog e mellotron, a música traz um
tema central e variações, passa por trechos
refinados de música clássica, temas de
complexidade jazzística, música folk e momentos
pastorais na suave voz de Marcello Dellacasa. Em
Divertimento predominam o classicismo dos teclados
de Oliviero Lacagnina e o bom trabalho de baixo.
Patetica traz a sonata para piano de Beethoven em
uma adaptação mais clássica e refinada do que
fizera Capsicum Red no seu Appunti Per Un'Idea
Fissa, ainda que menos completa e apenas nos
momentos iniciais, como uma citação. Em seguida
passa para uma abordagem rock com sons de hammond,
variações de jazz e temas próprios, lembrando ELP.
As partes seguintes de Patetica, apesar do nome,
não retomam a sonata de Beethoven. Parte Seconda
traz com boa orquestração um breve trecho de La
Primavera de Vivaldi em uma leitura bem próxima a
música de câmara, trazendo em seguida momentos
jazzísticos em um bom solo de bateria de Vitanza.
Parte Terza é um tema marcado por música mais folk
e pastoral.
Na faixa seguinte, Strutture, a banda traz um jazz
instrumental centrado no excelente trabalho de
guitarra acústica, acompanhada por piano, bateria
e baixo.
Tem sido prática das gravadores adicionarem faixas
de singles como extras em muitos relançamentos de
discos originais. A faixa Tanto Amore é uma música
romântica que fazia parte do single de 1974 que
continha também Mese Di Maggio (incluída como
extra em Passio Secundum Mattheum). Não
acrescentem muita coisa, senão pelo registro
histórico.
Após participar de alguns festivais, no ano de
1974 a banda encerrou as atividades, voltando em
1976 para gravar o disco Aquile E Scoiattoli,
contando apenas com Alfio Vitanza da formação
original.
Passio Secundum Mattheum é considerado o melhor
disco de Latte e Miele, mas Papillon é igualmente
bom, um clássico incontestável do progressivo
italiano que certamente vai agradar fãs de
progressivo sinfônico na linha de ELP, PFM, Le
Orme ou mesmo Locanda Delle Fate.
Marcus
31/01/2003
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