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Jimmy Page
- guitarra, violão. Robert Plant -
harmonica, vocal. John Paul Jones - baixo,
teclados, Mellotron. John Bonham - bateria.
Faixas:
1. Custard Pie
2. The Rover
3. In My Time of Dying
4. Houses of the Holy
5. Trampled Under Foot
6. Kashmir
7. In the Light
8. Bron-Yr-Aur
9. Down by the Seaside
10. Ten Years Gone
11. Night Flight
12. Wanton Song
13. Boogie With Stu
14. Black Country Woman
15. Sick Again
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Led Zeppelin - Physical Graffiti
(1975)
Para muitos, talvez o Led
Zeppelin não seja exatamente uma banda
progressiva. Devo reconhecer que realmente no
início, eles eram puro hard rock setentista, mas
sempre envolveram elementos diferentes em suas
músicas, como folk, jazz, blues, reggae e funk e
criaram um som unico. E a banda atinge o auge de
criatividade e refinamento musical no
maravilhoso Physical Graffiti que traz elementos
do melhor que o rock progressivo tem.
O disco abre com a balançante "Custard Pie" com
a guitarra de Jimmy Page fazendo miséria e a
cozinha mantendo o ritmo e o peso da música com
grande habilidade.
Logo após vem a cacetada de "The Rover", uma das
melhores canções que o Led Zeppelin já fez.
Melodia, mudança de andamento, peso e Robert
Plant arrepiando no refrão. Obrigatória.
E chega-se na terceira canção, progressiva até a
medula, Estou falando da maravilhosa "In My Time
Of Dying". 11 minutos de pura viagem sonora,
andamentos pesados e tensos, momentos quase
minimalistas e a habitual quebradeira de Jonh
Bonham. Matadora.
"Houses of the Holy" vem à seguir. Começa com um
cativante riff the guitarra e segue a linha
balançante de "Custard Pie". O andamento da
canção permanece o mesmo até o final. Rock
básico.
Temos então a quinta faixa do primeiro disco.
"Trampled Underfoot". Funk rock, quebrado,
andamento acelerado, solos matadores no fundo da
música. É uma canção de difícil assimilação na
primeira audição, mas depois de escutá-la com
atenção, a melodia não sai da cabeça.
Sensacional.
Quando já se está incrédulo com o que se
escutou, começam aqueles riffs de guitarra e
baixo da inconfundível e hipnótica Kashmir. Já
nos primeiros segundos você fica "em alfa" com o
poder dessa música. O tempo congela e você entra
em uma viagem até aquela região entre a Índia e
o Paquistão. Difícil descrever com palavras.
Começa o segundo disco, e a sequência de
abertura mais maravilhosa que já escutei.
De cara o Led Zeppelin nos atira "In The Light".
Essa segue a mesma linha hipnótica de "Kashmir",
mas é mais suave, lisérgica. Robert Plant canta
de maneira preguiçosa e até melancolica até
chegar ao refrão. Me emociono toda vez que
escuto essa música.
Logo após, mantendo a linha viajante, entra o
folk instrumental Bron-Yr-Aur. Uma canção linda.
Apenas o violão de Jimmy Page e você se sentindo
como se estivesse caminhando por um daqueles
campos bucólicos descritos pelos poetas
arcadistas. Mestre Page é insuperável
"Down By The Seaside". Inicia como balada para
logo após cair numa pauleira melódica e
balançante até voltar à suavidade do início.
Excelente canção para se escutar num fim de
tarde à beira-mar.
E o que dizer então da próxima música, na minha
opinião a melhor que o Led já fez. "Ten Years
Gone". Nem irei comentar muito, para deixar o
pessoal que ainda não conhece curioso para ir
atrás dessa canção matadora. Peso, mudança de
andamento, levada, hipnótica, lisergia, enfim
tudo que o Led Zeppelin já fez de bom elevado à
enésima potência.
A partir daí o Led nos remete a pauleira dos
primórdios com "Night Flight" e "Sick Again"
indo ainda ao funk ("The Wanton Song") boogie
rock (Boogie With Stu" com participação do Ian
Stewart, pianista dos Stones) e "Black Country
Woman" uma daquelas canções "esquisitas" do Led
Zeppelin e sem uma definição exata... talvez dê
pra dizer que é folk.
Então é isso. Physical Graffiti. Talvez não seja
de todo progressivo (levando à definição ao pé
da letra), mas com certeza uma obra prima que
merece reconhecimento e que agrada em cheio aos
amantes do Prog Rock.
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