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Eduardo Teddy Bautista
- teclados, sintetizadores, voz. Christian
Mellies - baixo, sintetizador, theremin.
Mathias Sanveillan - violino, pianos elétricos
e acústicos. Antonio García De Diego - voz,
guitarras elétricas e acústicas, vibrafone.
Alain Richard - bateria, percussão. Rudmini
Sukmawati - voz. Alfredo Carrion -
coral, arranjos e condução.
Faixas:
1.
Primera Transmigración - "Paraíso Remoto" (16:50)
a) Genesis
b) Prana
c) Primera Visión De Un Mundo Nuevo
d) Himno A La Armonía Magistral Del Unverso
e) Primeros Pasos En Un Mundo Nuevo
f) Metamorfosis Extravagante
Segunda Transmigración - "Abismo Próximo" (16:45)
a) Narración Extravagante
b) Primeras Preguntas En Un Mundo Nuevo
c) Canto Al Niño Neurótico
d) Himno Crítico A La Primera Adversidad
e) Desfile Extravagante
f) Proceso Alienatorio
g) Serenata Extravagante
Tercera Transmigración - "Ciudad Futura" (17:47)
a) Narración Extravagante
b) Primeras Preguntas En Un Mundo Nuevo
c) Canto Al Niño Neurótico
d) Himno Crítico A La Primera Adversidad
e) Desfile Extravagante
f) Proceso Alienatorio
g) Serenata Extravagante
Cuarta Transmigración - "El Eslabón Recobrado"
(21:53)
a) Hibernus
b) Crisis
c) Ballet De Las Sombras
d) Himno A La Armonía Implacable Del Fin
e) Vanessa (El aliento de la osamenta)
f) Nirvana Extravagante
g) Diálogos A Alto Nivel
h) Hiperdestrucción
i) Apocalipsis
Composto e arranjado por Canarios,
adaptado de 'As Quatro Estações' por Antonio
Vivaldi
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Los Canarios - Ciclos (1973) Por
guitarzeus
Teddy Bautista foi membro de uma banda
pop-psicodélica conhecida como Los Ídolos, que por
volta de 1967 mudou o nome para Canarios
(homenageando o nome de sua terra de origem), quando
lançaram alguns singles como Get On Your Knees
seguido por um disco chamado Liberate. Logo após a
banda foi dissolvida e Teddy acabou ficando com o
nome, dando origem a uma nova banda que será o tema
desta resenha.
Ciclos é uma obra difícil de descrever em palavras
que possam resumir a grandeza do conceito que
envolve o disco, uma verdadeira obra-prima do
progressivo espanhol que busca trazer à vida uma
leitura e interpretação rock pós-moderna de 'Le
Quattro Stagioni', As Quatro Estações de Antonio
Lucio Vivaldi (1678 - 1741). Quem saberia que o nome
do meio era Lucio, tão omitido?
Para os puristas e admiradores, o resultado poderia
ser desastroso ou ofensivo à música e ao nome do
italiano nascido em Veneza, Vivaldi (também
conhecido pelo apelido de Il Prete Rosso), mas Los
Canarios conseguiram com efeito honrar a música de
um dos maiores nomes da música barroca, senão da
história com uma das melhores adaptações já feitas
de música clássica para o rock, feita com maestria
por verdadeiros e competentes músicos desta banda
espanhola. Como particular entusiasta, admirador e
amante da música de Vivaldi, o trabalho de Canarios
está plenamente aprovado.
Assim como foram quatro as estações de Vivaldi
(subdivididas em três movimentos cada), aqui são
quatro transmigrações, atos ou ciclos, mas Los
Canarios não fazem uma leitura ortodoxa da pauta,
existe liberdade de criação, composições próprias,
improvisos, variações e até arranjos vocais
(geralmente operáticos) entre os vários momentos em
que a obra de Vivaldi é citada, não na íntegra mas
em movimentos nos quais a banda achou pertinente ou
adequado fazê-lo com abordagens que vão de rock
sinfônico a jazz. Ainda assim, não parece uma peça
desgarrada ou nosense, mas arrojada, intensa e
viajante, repleta de nuances, paixão, discernimento,
tanto quanto é estruturada em dinâmica, ritmo,
ambiência, articulação, equilíbrio... unidade.
A instrumentação é muito rica, guitarras elétricas,
acústicas, 6 e 12 cordas, violinos, baixo,
percussão, incluindo ainda corais, vibrafone,
theremin e celesta. Apesar da rica orquestração,
acaba sendo centrada predominantemente no brilhante
trabalho de teclados, sendo notável a presença de
sintetizadores, moog, mellotron, hammond, cravo,
pianos acústicos e elétricos.
Observando a capa cuidadosamente, pode se observar
um 'homem metamorfoseado' de barba e cabelos
compridos ou mesmo uma 'versão borboleta' de Jesus
Cristo carregando em suas asas outras figuras
humanas. que reflete bem a temática 'transmigração'.
Não é possível destacar qualquer das quatro faixas
de longa duração, no entanto na obra original de
Vivaldi meus movimentos preferidos costumam ser os
tristes largos de
L'Inverno e
L'Estate (Verão), além dos allegros de
La Primavera,
que foram bem retratados em Ciclos.
Para quem conhece e gostou de Pictures At An
Exhibition (ELP), Contaminazione (Il Rovescio Della
Medaglia), Concerto Grosso (New Trolls), Passio
Secundum Mattheum (Latte e Miele), este Canarios
certamente merece as mais entusiásticas
recomendações.
Resumir em poucas palavras? Magnífico.
Marcus
27/01/2003
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