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Miki Dei
Rossi, percussão, bateria. Antonio
Pagliuca, teclados. Aldo Tagliapietra, baixo, guitarra, vocal.
Faixas:
1. Sopesi Nell 'Incredible
2. Felona
3. La Solitudine Di Chi Protegge Il Mondo
4. L'Equilibrio
5. Sorona
6. Attesa Inerte
7. Ritratto un Mattino
8. All 'Infuori del Tempo
9. Ritorno Al Nulla
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Le
Orme - Felona e Sorona (1973) Por
Relayer
"Felona
e Sorona" é o brilhante álbum da banda
italiana Le Orme que dentre as tantas que surgiram
ali foi uma das que mais se destacou. Nesta época
eles eram um trio estilo ELP, um
baixista/guitarrista, um tecladista e um
baterista, e o som que faziam pode ser comparado
ao Genesis pela capacidade de criar atmosferas e
ao próprio ELP pelo sensacional trabalho rítmico
do baixo com a bateria. É um álbum meio
depressivo do tipo "para se ouvir em um dia
de chuva" com um vocal bem discreto mas de
uma beleza indescritivel e original, a capa (que
é uma obra de arte a parte) traduz bem o que o
álbum representa. "Felona e Sorona" é
um dos álbums italianos que mais admiro e
certamente o ápice desta banda.
Por
spinelli
É impressionante a
musicalidade deste fantástico álbum do trio
italiano. A perfeita fusão entre os contrapontos da
música erudita, a técnica do mais puro free jazz e a
agressividade característica do rock resulta em um
trabalho de grande lirismo e qualidade instrumental.
A primeira composição intitulada
Sospesi
nell'incredibile (Suspensos no inacreditável)
percebe-se a vertente jazzística do baterista Michi
dei Rossi em toda a faixa findando-se em um solo
estarrecedor. O impressionante é como conseguiram
segurar boa parte da música em apenas uma nota o que
sintetiza bem o título da mesma.
Logo após é apresentado um tema mais leve
(Felona).Violões
e flauta doce produzem uma atmosfera pastoral. A
seguinte é La
Solitudine di chi protegge il mondo (A solidão de
quem protege o mundo) na qual o tecladista
Tony Pagliuca demonstra ser virtuoso ao piano e está
carregado de fortes influências chopinianas. É
simplesmente mágico. Quando tudo se abranda
L'equilibrio (O
equilíbrio) acontece de forma surpreendente.
É pleno de técnica instrumental.
Segue a sorumbática
Sorona, assim como o planeta de nome análogo,
lúgubre e sombrio.
Attesa Inerte
(Espera inerte) é bem experimental e ousada.
Ritratto Di Un
Mattino (Retrato de uma manhã) reapresenta o
tema inicial de La
Solitudine di chi protegge il mondo com um
acompanhamento mais pesado, inclusive com guitarra.
All Ínfuori Del
Tempo (O passar do tempo) é a conclusão
literária da obra com violões, sintetizadores e
percussão.
Por fim a opulenta
Ritorno Al Nulla (Retorno ao nada) de
instrumental forte e denso - o gran finale desta
obra prima do rock progressivo. |