David Jackson, sax, flauta, piano. Guy Evans, bateria. Hugh Banton, todos instrumentos (faixa 4), baixo (faixa 2). Nic Potter, baixo. Ced Curtis, guitarra, baixo (faixa 5). Piero Messina, guitarra, piano.


Faixas:
1. The Theme from (Plunge)
2. The O Flat Session 
3. Morris to Cape Roth 
4. Brain Seizure 
5. Fairhazel Gardens 
6. Looking at You 
7. I've Lost My Cat  


The Long Hello  - Volume One (1973)

Por zambinha

Com que capa v/c conheceu o The Long Hello ? Teria sido a inglesa, ou a da "estrada' na edição francesa da Philips, ou mesmo a que é considerada original italiana, da U.A.? Não importa, mesmo com cerca de 5000 cópias distribuídas originalmente e um projeto bancado possivelmente por fãs, Guy Evans transforma o misterioso The Long hello (agosto de 1973) em realidade. Sim ele existe ! e não pode ser considerado um mera curiosidade. Se tivesse que resumir diria : trata-se de um álbum instrumental dos membros do Van der Graaf, que na época deixava de ser Generator, e sem a participação de Hammill., quando justamente a banda estava sendo reformada, em 1975. O projeto foi gravado no Foel estúdios, em Londres, e existia desde 1973.
(exatamente coincide com os primeiros trabalhos solos de Hammil) e praticamente não existem referencias, na literatura, que apontem motivos pelos quais este material gravado pelo restante dos membros do Van der Graaf acabou (não virando um outro álbum do Van der Graaf). O equipamento utilizado na sua gravação, trazido pelo pessoal da Polydor, foi utilizado nos anos 60, inclusive para gravação dos primeiros álbuns de Hendrix e outros , e lançado em 1975 na Itália. ( país onde havia um grande número de fã da banda) . Mas não se preocupe, pois a reedição em CD pela Voiceprint, em 1993, melhorou muito a qualidade de gravação, verificando-se o mesmo pela Zoomart records, na Inglaterra., lançando apenas 3000 Cds no mercado mundial!
Musicalmente falando, a aproximação com o som do Van der Graaf é notória, inclusive nos permitindo avaliar claramente a influencia dos outros elementos na banda, porém plenamente distinguível do som original do Van Der Graaf, exceto pelo tema principal ( plunge de Jackson, principal compositor das músicas) Tenho a impressão que a participação de Pierro Messina, deu um toque especial as composições que são eminentemente acústicas e três delas belíssimas.( as do lado B, da época do vinil.( Fairhazel gardens, Laooking, at you, I´ve lost my cat) Nestas músicas, existem alguns climas utilizados na música do Genesis da primeira fase e, com certeza, elas agradarão em cheio seu fãs (Não resisto mas tenho comparar, Fairzhazel lembra muitíssimo Jan Akkerman e o seu Profile, mas Pierro, surpreende em The O Flat Session, compondo um trabalho na linha do Rock in Opposittion) .. Insisto, não se trata de uma mero tributo ao Van Der Graaf, mas um excelente trabalho "solo- conjunto" de seus elementos. Este CD não é mais um item de colecionador e fã do Van der Graff. Se você gosta de trabalhos acústicos, instrumentais, com solos de sax, flauta, linhas melódicas não muito convencionais e não aprecia muito o Peter Hammil cantando, então você deve procura-lo. O problema passa ser acha-lo, e o pior, poder comprá-lo. Suponho que seja caro, mas mesmo que você não seja fã do Van der Graf , deve possuí-lo. Não vai se arrepender, independente de seu encarte.