Inglaterra, 2006.
Integrantes:
- Christina: vocais
- Rob Reed: teclados, vocais de apoio
- Matthew Cohen: baixo
- Chris Fry: guitarra, vocais de apoio
- Allan Mason-Jones: bateria
- Martin Rosser: guitarra, vocais de apoio
Faixas:
1. Intro [Opus 3] (0:53)
2. King Of The Skies (4:36)
3. Gluttony (11:24)
4. Demons (4:34)
5. Broken (4:11)
6. Children Of The Sun (20:24)
7. Overture (5:34)
8. Genetesis (11:07)
9. Call Me (5:04)
10. I'm Alive (5:40)
11. The White Witch (23:36)
12. Pride (11:29)
Extras:
1. Arrival of the audience (2:58)
2. Comments from the audience (4:18)
3. Interview with Rob Reed (5:16)
4. Interview with Christina (2:53)
5. In the studio with Rob Reed (2:12)
6. Promo video for Broken (4:12)
7. Photo Gallery (5:02)
Informações técnicas:
- Áudio: PCM Stereo e 5.1 Surround audio
- Codificação: Region Free
- Formato de Tela: 16:9
- Sistema: NTSC
- Duração total: 135 minutos
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Magenta
The gathering (DVD)
Dados da resenha:
Autor:
Maximiliano
von Zierer (Maximiliano);
recebida em: 05/03/2006.
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Introdução:
O Magenta é uma banda inglesa relativamente nova, com apenas dois CDs
de estúdio: o duplo “Revolutions” de 2001 e o criticamente aclamado
“Seven” de 2004, além de dois EPs e um CD ao vivo. Inicialmente era um
projeto do tecladista e líder Rob Reed, com intenção apenas de gravar
álbuns de estúdio. Mas a boa aceitação dos CDs fez com que ele
recrutasse músicos para tornar o Magenta uma banda regular e incluir as
performances ao vivo.
O DVD foi filmado com 6 câmeras durante uma apresentação da banda
em 14 de maio de 2005, em uma pequena casa de shows, com um público de
pouco mais de 100 privilegiados distribuídos em mesas. O trabalho de
filmagem foi excelente, pois as câmeras se movimentam bem e sempre
mostram os detalhes ou um solo no momento certo. O trabalho de edição
também foi muito feliz: é muito agradável assistir ao DVD repetidas
vezes. A iluminação é simples e bela, considero mesmo perfeita, sem
excessos (veja as fotos). Há um telão no fundo do palco que mostra
projeções de imagens das capas dos discos da banda e de paisagens. E
são duas as opções de som (PCM Stereo e 5.1 Surround áudio): cada
instrumento está nítido e o vocal está uma beleza de bem mixado, no
ponto certo. Bela arte da Capa com um som e imagem perfeitos: para um
DVD de uma banda relativamente pouco conhecida, foi um trabalho
realmente caprichado!
Resenha:
O show inicia com uma pegada mais rock com “King Of The Skies”, boa
música para abertura, incluindo um riff algo Led Zep! Na segunda
música, “Gluttony”, o prog vem para ficar de vez! É uma canção com
muita influência do Yes e ótimo trabalho do tecladista Rob Reed e do
guitarrista Chris Fry, que nos conquistam de vez. Na seqüência,
“Demons” é uma música mais curta que mostra uma inspirada introdução
com duas guitarras (sim, há um guitarrista de apoio: Martin Rosser) e
belíssimas melodias. Depois ainda há tempo para um ótimo solo do
guitarrista Chris Fry, noves fora a excelente performance da vocalista
Christina. Vou aqui abrir um parênteses: a moça canta MUITO ao vivo
(detalhe: com os pézinhos descalços) e é um show à parte. A ótima e
relativamente desconhecida vocalista Christina é um dos destaques da
banda, junto ao compositor-líder-tecladista Rob Reed (muito bom músico
e compositor diga-se de passagem) e o guitarrista Chris Fry, este
último também uma grata surpresa!
O show continua num crescendo: as músicas e a performance da banda
vão ficando cada vez melhores. “Broken” é uma canção enérgica, curta e
cativante, com vocal matador de Christina, e uma melodia que eu nunca
canso de escutar. Depois seguem com a suíte progressiva “Children of
the sun”, um dos pontos altos do show! É uma música complexa com cerca
de 20 min de duração (a segunda mais longa do show), excelente
composição com um belo instrumental, vocais de chorar e destaque para
os solos ora melodiosos, ora incendiários do guitarrista Chris Fry.



A seqüência com “Overture” não deixa o pique cair: essa música
começa com uma levada mais rápida e bem interessante, e depois cai para
uma deliciosa balada prog! “Genetesis” é outra canção onde se percebe
as influências (mas não clonagem) do Yes e Gênesis no som do Magenta.
Prog sinfônico da melhor qualidade com ótimas atuações do guitarrista
Chris Fry e do tecladista Rob Reed.
“Call me” é um dos momentos mais suaves do show: toda a primeira parte
da música é centrada na voz aveludada de Christina, apenas acompanhada
do piano de Rob Reed. Quando a bateria entra, seguem-se belos solos de
guitarra e teclados. “I´m Alive” é uma música incendiária, curta e com
mais pique, uma belíssima melodia e mais uma interpretação forte de
Christina.
“The White Witch” é a suite mais longa do show, com cerca de 24
min. Aqui encontramos todos os elementos que adoramos: uma composição
muito bem trabalhada com climas e coloridos diversos, muito piano,
solos de sintetizadores, variados solos de guitarra, além da voz e
interpretação da Christina, perfeito!
O encerramento do show (de 1h e 48 minutos de duração total) é com
a excelente “Pride”, com seus vocais e backing vocals caprichados,
melodia e levada cativantes, ótimo instrumental e os solos do
guitarrista Chris Fry e do tecladista Rob Reed, juntos e alternados.
Fechamento com chave de ouro e gostinho de “queremos mais”.
Foto do Videoclip de Broken, nos Extras
Conclusão:
O Magenta é uma banda em ascensão: com toda certeza ainda não atingiu
seu ápice. O trabalho que fazem já é bem consistente e bom. Embora a
banda seja recente (mas com músicos experientes), ainda há muito tempo
para amadurecer. Aguardemos o novo CD, “Home” (lançamento previsto para
a metade de 2006) para descobrir que novas surpresas e delícias o
Magenta nos reserva.
Nota final: 9,0
[]s
Maximiliano von Zierer
Santa Teresa-ES
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