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Christian
Vander- Bateria,Vocais,Orgão,Percussão. Jannik
Top-Baixo. Klaus Blasquiz-
Vocais,Percussão. Jean Luc Manderlier-Piano,Orgão.
Rene Garber-Baixo, Clarinete,Vocais. Claude
Olmos-Guitarra. Stella Vander- Vocais. Muriel
Streisfield- Vocais. Evelyne Razymovski-
Vocais. Michele Saulnier - Vocais. Doris
Reinhardt-Vocais. Teddy Lasry- Brass,
Flauta.
Faixas:
1. Hortz Fur Dehn Stekehn West
(C.Vander) 9:36
2. Ima Suri Dondai (C.Vander) 4:30
3. Kobaia Is De Hundin (C.Vander) 3:33
4. Da Zeuhl Wortz Mekanik (C.Vander) 7:30
5. Nebehr Gudahtt (C.Vander) 6:03
6. Mekanik Kommandoh (C.Vander) 4:09
7. Kreuhn Kohrmahn Iss De Hundin (C.Vander) 3:13
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Magma
- Mekanïk Destruktïv Kommandöh (1973) Por
Roberto
O grupo Magma, formado
em 1969 pelo multi-instrumentista Cristian Vander
sem duvida foi o principal expoente do complexo
experimental e por vezes sombrio e intimista
movimento Zeuhl. Vander formou o grupo
influenciado pela morte repentina e prematura do
virtuoso musico de Jazz John Coltrane em 1967, ao
desenvolver o ambicioso projeto musical com seu
grupo, de utilizar suas canções para contar
histórias passadas em um planeta longicuo,
chamado magma, com uma linguagem própria criada
pelo próprio Vander chamada de Kobaia (segundo
Vander igual a eterno), iniciaria com o disco
ironicamente também chamado de "kobaia"
em 1970, o movimento chamado de Zeuhl.
Durante os 20 anos seguintes o Magma seria o
principal condutor deste movimento. Além de
principal influência, suas diversas formações
revelariam músicos que seriam de fundamental
importância para o movimento e também o
surgimento de diversos grupos que seguiriam com a
proposta de Vander. Para muitos,inclusive ao
próprio líder do grupo, o ápice criativo da
banda seria atingido nesse disco (o terceiro) com
o posterior "Köhntarkösz" de 1974 e
com o ao vivo "Live-Hhaï" ou
"Kontrak" de 1975.
Nesse trabalho específico vemos Vander atingir
uma maturidade musical no qual consegue que
influências Jazzísticas e de até mesmo RIO,
muito nítidas em trabalhos anteriores do grupo,
sejam controladas e dosadas de forma muito concisa
e eficiente. Logo na primeira faixa do trabalho,
Hortz Fur Dehn Stekehn West, vemos Vander inserir
de forma excelente traços jazzísticos bastante
evidentes, em especial de Coltrane e Ornette
Coleman, com doses altamente empolgantes de musica
conteporânea , leia-se Carll Orff. A história
,complexa baseado numa sombria relação entre
aluno e mestre e depois jogada em diversas outras
histórias paralelas, é muito bem contada e
cantada, mesmo que na estranha língua Kobaiana,
tendo em algumas faixas a presença sempre
constante e por vezes imponentes de diversos
vocais, contrastando com o instrumental complexo e
experimental feito pela sempre eficiente banda,
bem orquestrada pelo virtuoso Vander e pelo
excelente Baixista Janick top pelo guitarrista
Claude olmos e pelos teclados de Jean Luc
Manderlier . Essa sonoridade se tornaria a marca
registrada da banda, e de certa maneira de todo o
movimento Zeuhl que o adaptaria e o
aperfeiçoaria, cada grupo a sua maneira
obviamente, nas décadas seguintes.
Faixas como Da Zeuhl Wortz Mekanik, Mekanik
Kommandoh e em Ima Suri Dondai impressionam pelo
clima dado por Vander e seu grupo as musicas, onde
diversos estilos musicais se misturam de forma
surpreendentemente empolgante com os, ora
diversos, ora quase esparsos, vocais que fazem
parte das canções, onde realmente se percebe uma
história a ser contada, mesmo que por vezes
inteligível.
Recomendadíssimo trabalho, se não o melhor, um
dos mais impactantes e surpreendentes álbuns
desse tão vanguardista estilo de progressivo, e
uma ótima porta de entrada para conhece-lo
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