John McLaughlin-
guitarra, vocais
Jean-Luc Ponty-
violino
Narada Michael
Walden- bateria, vocais
Ralphe Armstrong-
baixo, vocais
Gayle Moran-
teclados, vocais
Bob Knapp-
trompete, vocais
Russel Tubbs-
sax
Steven Kindler-
violino
Carol Shive-
violino, vocais
Phillip Hirschi-
celo
Faixas:
1.
Eternity's Breath Part 1 (3:10)
2. Eternity's Breath Part 2 (4:48)
3. Lila's Dance (5:34)
4. Can't Stand Your Funk (2:09)
5. Pastoral (3:41)
6. Faith (2:00)
7. Cosmic Strut (3:28)
8. If I Could See (1:18)
9. Be Happy (3:31)
10. Earth Ship (3:42)
11. Pegasus (1:48)
12. Opus 1 (0:15)
13. On The Way Home To Earth (4:34)
Tempo total: 39:57
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Mahavishnu Orchestra - Visions Of The
Emerald Beyond (1975)
Visions of the Emerald
Beyond é sem dúvida o disco menos apreciado da
carreira de John
McLaughlin (e o mais negligenciado
também). Lançado em 1975, este álbum traz a
Mahavishnu
Orchestra com um line-up expandido (em
relação ao trabalho anterior,
Apocalypse),
ultrapassando os sopros e cordas e incluindo a
dinâmica de
Narada Michael Walden na bateria, além de
contar também com o
“pop-star”
do fusion, o violinista francês
Jean-Luc Ponty.
"Eternity's
Breath" abre o álbum, introduzindo o
ouvinte a uma jornada sonora através de áreas
não exploradas pela outrora “nervosa”
Mahavishnu
Orchestra. Marcada pelo fraseado
característico de John, forte e energético, e
com os sopros e cordas deixando de cumprir
apenas o papel de preenchimento do
Third-Stream,
tornando-se relevantes dentro do contexto da
obra.
Há vocais aqui e acolá, que mesmo não sendo
soberbos não comprometem o conjunto da obra,
pois ao contrário de muitos outros álbuns de
jazz-rock, a (principal) vocalista (Gayle
Moran) pelo menos sabe cantar.
Os detratores desta obra são fãs da formação
original e não assimilaram a mudança;
provavelmente esperavam apenas uma troca de
membros com uma clonagem sonora. Felizmente não
foi o que aconteceu. A segunda edição da banda
tinha muito a dizer, e disse.
Dentre os novos elementos explorados, é
notadamente o funk que possui influência mais
acentuada nesse trabalho. A composição do Narada
Michael Walden (Cosmic
Strut) e a sincopada
Can´t Stand
Your Funk demonstram bem isso. Walden que
depois veio a se tornar produtor de popstars (Withney
Houston e Mariah Carey, pra citar apenas
duas) foi um grande compositor de temas
“fusion”, tendo gravado também com
Jeff
Beck (o maravilhoso
Wired,
de 1976). O mundo dá voltas...
Vale lembrar que a partir desse momento, em que
se iniciou o “colapso” da Mahavishnu Orchestra,
McLaughlin passou a dedicar-se ao marvilhoso
Shakti,
investindo cada vez mais na música oriental
(indiana, especificamente) trocando os gritos da
guitarra elétrica pelos suspiros do violão, mas
ainda assim mantendo um certo “ar” fusion em seu
fraseado.
Percebam que
Visions of the Emerald Beyond não é um
trabalho burocrático dentro da carreira do
grupo. O seu problema realmente é demarcar o
“princípio do
fim” de um dos maiores
“comboios”
fusion da história da música do século XX.
Ouça esse trabalho sem dar vazão a pré-conceitos
dos primeiros álbuns do grupo que com certeza
vocês se tornarão felizes tripulantes da jornada
chamada Visions
of the Emerald Beyond. Boa viagem.
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