Inglaterra, 1984.


Músicos:

Fish : vocais e letras
Steve Rothery : Guitarras
Pete Trewavas : baixo
Mark Kelly : Teclados
Ian Mosley : Bateria


Faixas:

1. Assassing (7:02)
2. Punch and Judy (3:21)
3. Jig Saw (6:50)
4. Esmerald Lies (5:09)
5. She Chameleon (6:53)
6. Incubus (8:30)
7. Fugazi (8:13)


Marillion  

Fugazi

 
Dados da resenha:
Autor: Roberto Lopes (bobblopes); recebida em: 04/05/2004.
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Após o sucesso de seu primeiro trabalho em estúdio, Script's for a Jester's Tears, coroado com um antológico show no Hammersmith Odeon, o Marillion ainda em 1983 entraria em estúdio para consolidar seu sucesso e aproveitar idéias e experiências advindas de 3 anos de excursões, composições e trabalho duro.
O grupo que começava já nessa época a sentir os efeitos de um trabalho excessivamente extensivo e decidiu fazer um disco ainda mais denso, sombrio e intenso que seu antecessor, evitando que caíssem na mesma fórmula utilizada anteriormente.
O grupo, além de mais maduro, contava com um Fish bastante inspirado em suas letras, somando isso a novas influências musicas, advindas de contatos com outros artistas (como o ex- Van Der Graaf Peter Hammill, que abriu alguns shows do grupo na época) e consolidando sua formação clássica com a entrada do ótimo baterista (em comparação com o fraco anterior Mick Pontier) Ian Mosley . Todos os elementos para que o grupo lançasse um disco ainda mais poderoso estavam presentes e o mesmo não decepcionou, lançando um dos grandes discos do grupo nos anos 80, Fugazi (palavra usada pelos estadunidenses no Vietnã, como uma gíria para os que morreram em emboscadas. Um acrônimo de "Fucked Up, Got Ambushed, Zipped In").
Assassing, a primeira faixa, mostra que o grupo não estava brincando. Com uma melodia forte e uma letra de impacto de Fish, mostrava as situações difíceis e as escolhas que muitas vezes temos por passar. Na ótima Punch and Judy, feita para ser lançada em single, apesar de tentar ser uma musica pop, perde esse sentido graças novamente a letra de impacto de Fish e a banda que coloca um pouco de peso a mais na canção. Emeral lies e Jig Saw até lembram as melodias angustiadas de Scipt´s, mas aqui Fish mostra que seu vocal não só estava mais lapidado, mas que também tentava fugir de um estilo muito parecido com Peter Gabriel (dificil por terem o timbre de voz muito parecidos).
Mas é em Incubus e na faixa título que estão as melhores partes do disco. Sombrias, pesadas, melódicas, conceituais mas ao mesmo tempo acessíveis, as duas faixas mostram a banda conseguindo fazer a dificílima mistura entre o progressivo setentista de bandas como Camel Yes e Floyd com o som pop e o ar tão dominante na década de 80. Nas canções detaque também para a ótima performance de Steve Rothery na guitarra, Pete Trewavas e Mark Kelly colocando uma importante base no baixo e teclado.
A recepção do disco pelos fãs foi muito positiva e garantiu ao grupo uma bem sucedida tour entre 1984/85, registrada no LP Reel To Reel. Nessa tour outros grupos do cenário Neo progressivo, em especial Pendragon e IQ, abriram alguns shows da banda, garantindo a continuação do movimento e mostrando a união que esses grupos tinham um com o outro, diferente da "competição" entre os medalhões setentistas. Ótimo trabalho, um dos melhores do Marillion fase Fish e importante peça de consolidação da cena Neo-progressiva no circuito musical Inglês da década de 80.