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Fish:
Vocais e Letras. Steve Rothery- Guitarras. Mark
Kelly- Teclados. Pete Trewavas- Baixo. Ian
mosley- Bateria.
Faixas:
1 Pseudo Silk Kimono 02:13
2 Kayleigh 04:03
3 Lavender 02:27
4 Bitter Suite 05:53
5 Heart of Lothian 06:02
6 Waterhole (Expresso Bongo) 02:12
7 Lords of the Backstage 01:52
8 Blind Curve 09:29
9 Childhoods End? 04:32
10 White Feather 02:23
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Marillion
- Misplaced Childhood (1985) Por
bobblopes
No início dos anos 80, uma nova geração de músicos
e bandas que surgiam no combalido meio
progressivo, que serviu de vidraça para os punks
e que perdeu parte de seu público e mídia para a
disco e posteriormente para os movimentos new wave
e new romantic, decidiu adaptar o som progressivo,
misturando influências sonoras marcantes de
Camel, Pink Floyd e Genesis fase Gabriel com
pitadas de um som mais pop, acessível, bem típico
do período. O resultado foi o surgimento do que
iria ser conhecido como Neo-prog, um progressivo
muito bem tocado e construído, mas obviamente
perdendo, ou melhor cedendo parte de sua ousadia
para se adaptar ao período. Dos grupos que
surgiram durante essa época, talvez o Marillion
tenha sido o que conseguiu adaptar esses dois
fatores(som progressivo com melodias acessíveis)
de forma mais eficiente e com um resultado de
melhor qualidade.
O grupo, surgido em 1980, apresentava influências
progressivas bastante nítidas, seja pela guitarra
de Rothery, altamente influenciada por David
Gilmour ou pelas performances do vocalista Fish,
altamente inspirados por Gabriel de 1972-75 (o
vocalista seria acusado durante o período que
ficou no grupo de copiar o estilo do ex-front man
do Genesis). Mas também apresentava uma
sonoridade um pouco menos complexa, onde as letras
mesmo quando caiam na subjetividade, apresentavam
um caráter acessível em que ouvinte pudesse
entender a história, e onde traços mais pop e
melodias mais simples intercalavam longos e
complexos solos.
Em seus dois primeiros álbuns, os bons Script for
a Jester Tear de 1982 e Fugazi de 1984,
percebia-se uma certa dificuldade em impor uma
sonoridade que fizesse a fusão entre o complexo e
o acessível de forma contrabalançada, dando
assim, uma identidade definitva ao grupo, mas com
Misplaced Childhood, a banda não só atingiria
essa fusão de forma eficiente, como conseguiriam
uma maturidade musical que serviria de base para
muitos grupos que trilhavam o mesmo caminho e
garantindo que o progressivo se mantivesse como um
estilo artisticamente e comercialmente viável nos
tão simplificados anos 80.
O álbum começa com uma longa suíte, dividida em
cinco partes, onde a banda mescla canções
altamente complexas e difíceis (Bitter Suíte e
Heart of Lothian) com musicas nitidamente pop
(como em Lavender e no seu maior sucesso
comercial, na romantica Kayleigh), obtendo um
resultado surpreendentemente bem-sucedido.
No decorrer do trabalho percebemos a qualidade dos
músicos do grupo (muitos consideram a formação
desse álbum a melhor da banda), seja pelas
viradas competentes de Ian mosley (ex-steve
hackett) e pelos solos gilmourianos de Rothery na
monumental Blind Curve, seja pelos arranjos e
bases do teclado de Kelly nas pequenas porém
altamente climáticas Lords of the backstage e
White feather. Aliás percebe-se uma coesão na
banda, onde as letras de fish (que talvez tenha
feito suas mais bem estruturadas e consisas letras
de toda a sua carreira) se casam quase a perfeição
com arranjos precisos e competentes do grupo.
Após esse disco, o grupo ainda lançaria mais um
trabalho com essa formação (Clutching At Straws
de 1987), sendo que Fish sairia repentinamente do
grupo no fim de 1988 para seguir com uma irregular
carreira solo. A banda chamaria Steve Hoggart em
seu lugar, e mesmo com uma adaptção inicialmente
um pouco difícil,conseguiu ser superada com
trabalhos excelentes como Brave de 1994.
Um disco excelente, um dos mais significativos
trabalhos progressivos dos anos 80 e sem dúvida o
melhor trabalho desse ótimo grupo.
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