
Suécia, 2002.
Mats Öberg -
teclados
Morgan Ågren - bateria
Jimmy Ågren - guitarra, violino
Roberto Elovsson - teclados
Tommy Thordsson - baixo
guests:
Jonas Knutsson - saxofone na faixa 5
Frerik Thordendahl - guitarra na faixa 7
Spoonman - flatware na faixa 8
Simon Steensland - theremin na faixa 8
Jimmy Ågren band - na faixa 13
Faixas:
1) En Schizofrens Dagbok - 6.15
2) Spök-jingle - 0.49
3) Hollmervalsen - 8.00
4) Knut-jingle - 0.13
5) Chicken - 7.03
6) Jigsaw-jingle - 0.21
7) Sol Niger Within - 5.39
8) Advokaten - 7.30
9) Watch Me-jingle - 0.13
10) Min Häst - 6.49
11) Etage A-41 - 6.02
12) Dagens Övning-jingle - 0.16
13) She's Louder Than Me, But I've Got The
Microphone - 4.21
14) Baader Puff/Paltsug - 3.25
15) Mats-jingle - 1.04
16) Ta Ned Trasan - 8.26
17) Hard To Find-jingle - 0.11
18) Trum-jingle - 0.27
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Mats / Morgan Band
On Air with
Guests
Dados da resenha:
Autor:
Eduardo (Baba
Yaga);
recebida em:
28/01/2005.
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Este é o sexto álbum
lançado pela dupla sueca Mats Öberg e Morgan
Ågren, que se firmaram como dois dos sujeitos
mais pirados e ousados do cenário de
fusion jazz
e avant rock
do velho continente. A virtuose e versatilidade
dos músicos chamou a atenção de ninguém menos do
que Frank Zappa, com quem os dois tiveram então
a oportunidade de excursionar. O duo é também
habitual colaborador de Simon Steensland, tendo
participado da gravação de pelo menos três de
seus álbuns.
O álbum contém músicas gravadas na ocasião de
alguns programas televisivos suecos em que Ågren
demonstrava sua proficiência na bateria, sempre
acompanhado de convidados especiais (daí o nome
do álbum). E é a bateria que é a protagonista
deste álbum, Ågren mostra todo seu arsenal de
truques (solos, quebras de tempo malucas, etc.)
que o elevaram ao posto de um dos bateristas
mais respeitados do avant rock/fusion.
A maior influência presente no álbum é, sem
dúvida, a obra de Zappa. Assim como os álbuns do
bigodudo, este aqui transita por inúmeros
estilos, sendo praticamente impossível
categorizá-lo. A base é o fusion, mas sempre
mesclado com outros gêneros, como o funk, avant
rock, passando até pelo metal e blues. Entre as
músicas, surgem pequenos jingles, que consistem
em sua maioria somente de percussão.
O álbum inicia com
En Schizofrens
Dagbok, um fusion acelerado e enérgico,
que extrai sua força da percussão (creio que um
xilofone ou marimba) e um baixo acentuado.
Depois de um breve jingle, temos
Hollmervalsen,
mais um fusion frenético, que conta com um ritmo
contagioso. Em
Chicken, temos um dos destaques do álbum.
Trata-se de uma música com forte acento funk, o
saxofone e baixo mantendo um
groove
memorável. A faixa vai acelerando e ganhando
força, e repentinamente, temos a sensação de que
todos os instrumentistas estão solando
furiosamente. É então que a banda pára, e Ågren
tem a oportunidade de nos ofertar um espetacular
solo de bateria de aproximadamente 1'30''. O
clima muda completamente com
Sol Niger
Within, uma espécie de prog metal e math
rock com a participação de Frerik Thordendahl,
guitarrista do
Meshuggah, adicionando infinitas mudanças
de tempo.
Advokaten
inicia com uma percussão somente de talheres,
até que Ågren surge lentamente acompanhado do
theremin a cargo de Steensland, culminando com a
entrada do baixo. Assim permanecem o
instrumentos, completamente afetados à percussão
que iniciou a música.
Min Häst
é a faixa mais fraca do álbum, apesar de contar
com uma boa performance na guitarra. A melodia,
no entanto, é um tanto quanto enfadonha.
She's Louder
Than Me, But I've Got The Microphone leva
o álbum a outra direção. É talvez a música que
mais lembra Zappa (até mesmo no nome),
consistindo em um puro rock com fortes doses de
blues - a guitarra (Jimmy Ågren) dá um show à
parte. Em Ta
Ned Trasan, faixa mais longa do álbum, a
banda explora com eficiência o dueto
teclado/bateria, em torno de um tema recorrente.
Enfim, o álbum é uma boa pedida para aqueles que
gostam dos trabalhos do Zappa, de fusion ou
apenas querem ouvir belas performances na
bateria.
Eduardo. 27/01/2005
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