|

Narada
Michael Walden, bateria, percussão; Ralph
Armstrong,
baixo; Jean-Luc Ponty, vocals e violino. John
McLaughlin, guitarra. Gayle Moran, teclados
e vocal.
Faixas:
1. Power of Love
2. Vision is a Naked Sword
3. Smile of the Beyond
4. Wings of Karma
5. Hymn to Him
Tempo total: 51:56
|
Mahavishnu
Orchestra
- Apocalypse (1974)
Por zambinha
Sempre
fui apaixonado por música orquestrada.
Certamente, esta é a principal razão que
Apocalypse, da Mahavishnu Orquestra, me toca fundo
a alma e permanece incólume, desde que a escutei
pela primeira vez, em 1974. Mesmo depois de todos
estes anos, sinto uma admiração indiscritível
por este trabalho de John Mclaughlin. Antes de
tudo, justifico a escolha, dado que Apocalypse
marca uma espécie de final de uma época para o
próprio McLaughlin( Tão logo o álbum foi lançado
Mc Laughlin envolveu-se com músicos indianos num
trabalho acústico, no estilo jazz-rock fusion) e
também porque trata-se de uma Mahavishnu
reformada, com músicos diferentes da formação
clássica dos álbums anteriores. Todos os músicos
que trabalharam com ele neste disco são
virtuosos, destacando-se o violinista
Jean-Luc-Ponty , o baterísta Michael Walden, que
alíás toca tão bem ou até mais que o próprio
Billy Cobhan, o tecladista Gayle Moran e o
baixista Ralphie Armstrong. Musicos, relativamente
desconhecidos, mas fantásticos, que conduzidos
por Michael Tilson Thomas, maestro e regente da
Orquestra Symphonica de Londres fazem deste
trabalho uma obra prima belíssima e imprescindível.
Todas as cinco composições são melodicamente
irrepreensíveis,cuja sensibilidade das notas
emociona, assim como a produção de George
Martin.
Os climas dos solos de guitarra, violino e
teclados, entremeados por fragmentos eruditos da
orquestra, são maravilhosos. Em Visions of The
Beyond, nos é oferecido uma soprano e uma conclusão
rockorquestra inesperada. Os primeiros acordes de
Wings of Karma nos dá a impressão de estar
diante de Stravinsky e Hymn to Him, é um épico
dos épicos. Sempre me emociono quando escuto seu
epitaph. Considero Apocalypse uma obra comparável
as de Bethoveen, Bach e outros imortais, guardadas
as devidas proporções, é óbvio!.
Repleto de fragmentos jazzísticos e progressivos,
sua multiplicidade rítmica e melódica é
impressionante o que o torna obrigatório em
qualquer coleção do gênero, uma vez que se
analisarmos seu espectro de influencias poderemos
constatar que ela vai de Miles Davis, Hendrix,
Parker, Connors, Farlow, Holland, Holdsworth e
outros responsáveis pela educação musical da
Mahavishnu. Sempre imaginei como músico como foi
compor e arranjar todo ele. McLaughlin tem uma
concepção singular de execução de seu
instrumento, original, com uma linha não
simplista.
Ele é, em qualquer linguagem, um mestre, fato que
fica demostrado de modo insofismável no
Apocalypse. |