Steve Hogarth, percussão, teclados, vocal. Mark Kelly, teclados. Ian Mosley, percussão. Steve Rothery, guitarra. Pete Trewavas, baixo.


Faixas:
1. Bridge 
2. Living With the Big Lie 
3. Runaway 
4. Goodbye to All That:
5. Hard as Love 
6. The Hollow Man 
7. The Lap of Luxury 
8. Now Wash Your Hands
9. Paper Lies 
10. Brave 
11. The Great Escape
12. The Last of You 
13. Fallin' from the Moon
14. Made Again


Marillion  - Brave (1994)

Por stormwatch

Hoje decidi escrever algo sobre um grupo que a mim me toca muito em termos de rock progressivo, estou a falar de Marillion, e o album escolhido foi o Brave.
È um albúm que me apaixonei logo no 1º contacto, conhecia Marillion mas do tempo de Fish, e tinha uma certa relutância em ouvir tudo o que fosse pós Fish, pois ele era a alma de Marillion nessa altura.Steve Hogarth traz algo de novo e extraordinario a este album.
Como alguns devem saber este album é basicamente a historia de uma garota que foi raptada, violada, e depois abandonada completamente nua nas ruas de Londres, onde acabou por se atirar ao rio e faleceu.È um album um pouco pesado no sentimento, e o começo retrata bem isso com a guitarra de Steve Rothery a criar um clima de nevoeiro, os barcos no cais e suas buzinas, tal e qual uma cena de um filme de suspense de Alfred Hitchcock.A 3ª faixa um runaway, uma tentativa de fuga, a voz de sua mãe,o desespero, o sofrimento da guitarra de Rothery, o no meio de tudo isto a voz de Hogarth bem sentida e pesada.Continuando a saga temos a 5ª faixa, aqui as teclas de Mark Kelly e a bateria de Ian Mosley, a criarem o ambiente, o acelarar do ritmo até chegar á loucura ( mad ), e com o grupo todo a explodir num sossecivo grupo de acordes ( mantenham a respiração até sentiram a começar, diz Hogarth ), até chegar á faixa 7, o descalabro de todos os acontecimentos vividos.Pete Trewavas começa a faixa 8 com o seu caracteristico som de baixo bem cheio a crair desta vez um ambiente muito calmo, como de uma emoção até então vivida e ter-se dado o climax aí, the slide, o deslizar.Pelo meio do album vão aparecendo varias situações relatadas por Hogarth.A faixa 11 é do mais bonito feito neste album, uma balada onde Mark Kelly demonstra todo seu virtuosismo nos teclados, tal como diz a letra the hallow man, uma linda canção de embalar.A musica que dá nome ao album é a 15, uma linda melodia em gaita de foles e uma homenagem á bravura da garota, parece um som vindo do ceu, com os samplers de Kelly.Por fim e quase a terminar uma sosseção de 3 temas todos interligados e onde os musicos dão voz a todo o seu explendor como rock progressivo, simplesmente deslumbrante, para terminar com um made again acustico fabuloso.
È um album a não perder, uma sinfonia quase a tocar uma opera rock, do mais perfeito feito até hoje, e numa decada onde o r. p. não era tão sentido e purista como nos anos 70´s.È um album para ser ouvido, como diz no final: "play it loud with the lights off".LINDO.