Klaus
Dinger: Japanese banjo, bateria, guitarra,
vocal. Michael Rother: guitarra,
deh-guitar, baixo, double bass.
Faixas:
1. Hallogallo (10:07)
2. Sonderangebot (4:50)
3. Weissensee (6:42)
4. Im Glück (6:52)
5. Negativland (9:46)
6. Lieber Honig (7:15)
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Neu!
- Neu! (1972) Por
bobblopes
Em relação ao subgenero
Krautrock, ou para quem preferir, para o
progressivo experimental praticado por alguns
grupos alemães durante a primeira metade dos anos
70, se o Faust merece o título de precurssor do
movimento e o Can o da banda (mais ou menos) mais
conhecida, o grupo Neu sem dúvida merece o título
de mais influente do Gênero. O grupo teve um período
curto de existência (1970-75), mas em apenas três
discos (não contando os ao vivo, discos de sobras
ou o fraco Neu IV de 1996) criou uma sonoridade
que influenciaria não só o Rock progressivo, mas
diversas vertentes do rock, de David Bowie a Joy
division, do U2 ao tecno.
A banda, na verdade uma (excepcional) dupla de
musicos alemães, o guitarrista Michael Rother e o
baterista Klaus Dinger, surgiu quando os dois saíram
abruptamente da banda Kraftwerk (na época sem
flertar ao eletrônico) e decidiram montar um
projeto onde pudessem colocar todas as
influencias, experimentos e efeitos sonoros possíveis,
que englobassem extremos, da musica clássica a
elementos eletrônicos e onde o caos, o abrupto e
o radical pudessem ser inseridos sem restrições.
Com essa ousada proposta, em meados de 1972, em
apenas 6 dias, gravariam uma das melhores obras do
prog alemão e um dos discos básicos e essenciais
do movimento progressivo.
O álbum já começa com o petardo Hallogallo, com
uma guitarra precisa, que de forma brusca muda o
tom do ritmo e o modo de como é tocada durante
sua duração, onde a linha do baixo e da bateria
é mantida muito mais para manter alguma coesão
na música do que para mostrar algum tipo de
virtuosismo. Sonderangebot e wiessensse talvez
sejam as faixas mais "convencionais" do
álbum, lembrando em pouquíssimos momentos
melodias de rock , mesmo assim, distorções da
guitarra, mudanças abruptas de ritmo e sons
estranhos tirados do baixo nos fazem voltar a
perceber o que realmente esta querendo ser
colocado nesse álbum.
Já I´m Gluck, volta a mostrar um som onde
praticamente só o sombrio parece fazer da canção,
somente interrompida por alguns poucos solos
concisos de guitarra ou elegantes batidas de
bateria e baixo. Negativland realça novamente um
lado distorcido (até mesmo lembrando um pouco o
som industrial dos anos 90) com diversos efeitos
de distorção da guitarra de Rother, efeitos
alias que seriam muito utilizados por bandas como
Joy division e Sisters of Mercy. Quase todas as
musicas apresentam em comum uma batida de bateria
e baixo bastante forte e de impacto, batidas que
lembram até (de forma bem rudimentar, lógico) as
batidas musicais de kraftwerk em trabalhos como
autobhan, ou em bandas de tecno e trance que
surgiriam nos 80 e 90.
A dupla lançaria ainda mais dois ótimos
trabalhos em 1973 e 1975, respectivamente, e após
isso ambos os músicos partiram para projetos e
trabalhos solos. Os dois voltariam com o Neu em
diversas ocasiões entre 1996 a 2001, mas o
resultado obtido não teve o mesmo impacto e
qualidade.
Um disco essencial, sem dúvida um dos melhores
desse tão vanguardista movimento prog Alemão.
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