Hartwig Biereichel, bateria. Detlef Job, guitarra, vocal. Lutz Rahn, teclados. Heino Schunzel, baixo, vocal.


Faixas:

1.Aufbruch
2.Wunderschatze
3.Sommerabend 


Novalis - Sommerabend (1976)

Por zambinha

Sommerabend, gravado em 1976 pela banda alemã intitulada Novalis, é inegavelmente um dos melhores, se não for o melhor, progressivo alemão que já ouvi. Trata-se de um disco cinco estrelas que beira a perfeição no gênero. Com arranjos maravilhosos e instrumentalmente primoroso, em apenas três músicas, a banda consegue expor toda sua grandiosidade. Os desenvolvimentos dos temas sofrem variações constantes de modo a não entediar o ouvinte que acaba sendo surpreendido o tempo todo. Nem mesmo seu vocal, cantado em alemão, lhe tira o brilho e a preciosidade. As composições são maravilhosas, e a beleza destacada da introdução de Wunderschatze é impressionante. Se você reparar, utilizam muita a nota ré menor, tornando as músicas melancólicas porem belíssimas. Não há melodias intricadas, e ocorre o que sempre digo , muitas vezes a beleza esta na simplicidade. A suíte sommerabend é primorosa. Sua melodia em tons menores e dissonantes é simplesmente linda. Este realmente voce não pode deixar de possuir, pois certamente é um dos mais belos trabalhos produzidos no gênero e mais do que indispensável, é urgente! Não sei se ainda está em catálogo, mas dê um jeito de consegui-lo! São 38:48 de um progressivo indispensável e obrigatório deste que, em minha opinião, tem que ser considerado uma obra prima do progressivo dos anos 70.


Por Waters Floyd

Esta banda alemã setentista, de krautrock portanto, gravou, se não me engano, 04 álbuns, sendo este tido como o melhor e mais lírico. Não conheço os demais, apenas 02 músicas fora dele, mas sem a mesma magnitude destas. Maravilhosamente sinfônico, sommerabend nos brinda com 03 magníficas faixas, todas tendo cada segundo muito bem aproveitado. Efeitos especiais nos sintetizadores de Lutz Rahn, climas atmosféricos percorrendo as veias melódicas das canções e o que mais cativa, que são os vocais em alemão, alternados entre Detlef Job e Heino Schunzel (não sei qual voz é de qual), ambos ótimos cantores e causando um clima dramático intrínseco às faixas cantadas (Wunderstchatze e a faixa-título). O som do mellotron é tipicamente a la germania, dando sensação de estarmos presentes em uma festa folclórica alemã, especialmente na primeira faixa, Aufbruch. Esta faixa, aliás, é o próprio progressivo. Trata-se de um instrumental variando em 05 andamentos que se repetem pelo menos uma vez cada um e um show de harmonia melódica, em que os temas variam na medida certa sem se tornarem repetitivos, nos quais os teclados de Lutz executam uma progressão harmônica em movimento descendente durante a execução dos outros instrumentos. O tema que encerra é o mesmo da introdução. É hilário! Uma aula de som progressivo! Ouçam! Um álbum extremamente envolvente e belíssimo. Não há melodias intrincadas e nem aquela arrastação enfadonha e interminável de solos de um ou outro instrumento! Altamente recomendável!

Abraços
Cris