
Jim
Matheos – guitarra,
teclado, sequenciamento. Kevin Moore –
vocais, teclado, sequenciamento. Mike Portnoy
– bateria, percussão. Sean Malone – baixo.
Steven Wilson – vocais em "ShutDOWN".
Faixas:
1.The New
Math (What He Said) (3:36)
2.OSI (3:48)
3.When You’re Ready (4:09)
4.Horseshoes And B-52s (4:18)
5.Head (5:17)
6.Hello, Helicopter! (3:44)
7.ShutDOWN (10:35)
8.Dirt From A Holy Place (5:10)
9.Memory Daydreams Lapses 5:56)
10.Standby (Looks Like Rain) (2:09)
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OSI - Office Of Strategic Influence
(2003)
Por
Kotzen
Concebido por Mike Portnoy (Dream Theater),
Kevin Moore (Chroma Key, ex- Dream Theater) e
Jim Matheos (Fates Warning), o projeto Office Of
Strategic Influence lança este debut
contrariando as expectativas daqueles que
esperavam um prog metal virtuoso ao estilo Dream
Theater e Liquid Tension Experiment, ou algo
mais melódico como o Transatlantic. Não existem
também elementos esperados pelos fãs do Fates
Warning, como os belos arranjos de violão de Jim
Matheos, como em seu álbum solo “First
Impressions”. Na verdade, o direcionamento da
banda tem a cara do Kevin Moore, aquele que se
mudou para a Costa Rica e que comanda a banda
Chroma Key, distanciando completamente do
cenário progmetal.
Jim Matheos e Mike Portnoy já desejavam
trabalhar juntos há algum tempo, sendo que
inclusive o primeiro só não foi o guitarrista do
Transatlantic por uma questão de agenda. Para
este projeto, a idéia inicial era algo bem ao
estilo progmetal, com músicas mais longas. Com a
entrada de Kevin Moore no núcleo da banda, o
direcionamento sofreu alterações, resultando em
um metal psicodélico, com pequenos toques de
prog e uma boa dose de experimentalismo e de
influência da banda Porcupine Tree . Tal
inspiração é inclusive contemplada com a
presença do vocalista Steven Wilson na música
SHUTdown.
O nome Office of Strategic Influence surgiu por
causa de uma agência homônima que foi idealizada
(e que ficou só no papel) pelo Pentágono,
supostamente após o 11/9, para colocar
informações no exterior, não necessariamente
verdadeiras, em caráter estratégico na guerra
contra o terrorismo.
Voltando à música, Mike Portnoy está tocando de
forma bem “linear”, o que não o impede de dar
mais uma aula de bateria. Destaque absoluta para
a ênfase percussiva adotada em vários momentos,
como na faixa título. Matheos mistura levadas
acústicas com pesados riffs de guitarra, bem ao
estilo citado do Porcupine Tree. Kevin Moore
utiliza uma grande diversidade de sons para
produzir uma atmosfera bastante intensa e
experimental. Nada de pianos ou solos com o
timbre pasteurizado tradicional do progmetal.
Moore ainda assume os vocais. Embora não seja um
grande vocalista, a sua abordagem suave e sem
muita expressividade é totalmente adequada para
o som da banda
Fora do núcleo criativo da banda, está o
baixista convido Sean Malone (Gordian Knot), um
dos mais conceituados da atualidade, e que forma
uma “cozinha” de respeito ao lado de Mike
Portnoy que é fundamental para a sonoridade do
álbum .
Embora o álbum não chegue a ser uma pérola, tem
como grande trunfo fugir de um som convencional,
com algumas faixas merecendo destaque. Uma delas
é a faixa título, uma perfeita combinação de
riffs pesados com a mencionada ênfase
percussiva. Uma das minhas favoritas é a “Hello,
Hellicopter!”, que tem violão que configura uma
sonoridade bem perto do Porcupine Tree,
adicionando-se novamente elementos percussivos.
“SHUTdown”, com dez minutos, é a maior música do
álbum, com elementos suaves e pesados se
alternando e um grande trabalho do vocalista
convidado Steven Wilson e uma arrepiante atuação
da dupla Portnoy/Malone. O álbum fecha com a
curtíssima e mais acessível "Standby (Looks Like
Rain)", que conta com um violão bastante
agradável.
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