EUA, 2003.


Bill Brovold, guitarra, piano, vibrafone, baixo (faixas 2, 3 e 5) e bateria (faixa 5)

Dan Bennett, saxofone

Bob Hecker, baixo (faixa 3) James Ingelfritz III, baixo (faixas 1 e 4)

Genevieve Padgett, violoncelo (faixas 1, 2 e 3)

Zeena Parkins, harpa (faixa 2)

Marko Smith, bateria (faixas 1, 2, 3 e 4)

Toby Summerfield, guitarra (faixas 1, 2, 4 e 5)

Kurt Zimmerman, violino (faixas 1, 2, 3 e 4)


Faixas:

1. Last ditch (10'54)

2. Something terrible is about to happen (13'03)

3. When bullet meets the flesh (7'21)

4. Her last good day (9'03)

5. One day I just kept on walking (11'12)


Obedience

Larval

 
Dados da resenha:
Autor: Marco Antônio Batalha (marco); recebida em: 05/06/2005.
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Formada pelo multi-instrumentista Bill Brovold em 1996, o Larval é uma banda de Detroit, que toca um progressivo de vanguarda e entre cujos fãs se encontra ninguém menos do que John Zorn. “Obedience” é o quarto álbum da banda e foi lançado em 2003, com cinco faixas variando de sete a 13 minutos. "Last ditch" abre o disco com as cordas se sobrepondo, antes da entrada do baixo, da guitarra e da bateria. De todas as faixas do álbum, esta é que tem a estrutura mais convencional, mas os seus últimos três minutos têm uma interessante sobreposição de guitarras e violinos. A faixa "Something terrible is about to happen", a mais longa do disco, com 13 minutos, lembra muito "The talking drum" do King Crimson, com o volume e a tensão crescendo ao longo da música, culminando em um solo de violino e outro de guitarra muito intensos. "When bullets meet flesh" é mais calma, com passagens em que as cordas e o saxofone se alternam, até um nervoso solo de guitarra por volta dos seis minutos. "Her last good day" é uma faixa tranqüila também, em que se destaca a guitarra - aqui delicada - de Brovold, temperada com os pratos e o xilofone. Toda delicadeza é deixada de lado na última faixa, "One day I just kept on walking". Nos primeiros oito minutos, a tensão é contida para depois explodir nos últimos três minutos. Pelas músicas terem estruturas um tanto complexas, são necessárias várias audições para perceber as nuances. De negativo, apenas o encarte, muito pobre, sem nenhuma informação, como é comum entre os lançamentos da Cuneiform. Em suma, um excelente disco, que faz com que se vá atrás dos outros trabalhos da banda e da carreira-solo de Brovold.