
Inglaterra, 1984.
Ronnie Brown:
teclados
Derek Forman: Bateria, percussão
Euan Lowson:
vocais
Niall Mathewson: guitarra
Graeme Murray: baixo, vocais
1. Shock Treatment
4:29
2. Cut and Run 4:59
3. Arrive Alive 4:05
4. Rise and Fall (Pt 1) 6:05
5. East West 4:58
6. March on Atlantis 5:23
7. Rise and Fall (Pt 2) 4:08
8. Heart Attack 7:59
9. Atlantis 7:59
10. Ark of Infinity 7:05
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Pallas
The Sentinel
Dados da resenha:
Autor:
Roberto
Lopes (bobblopes);
recebida em:
10/05/2004.
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O grupo escocês Pallas,
pode ser citado como um dos interessantes
exemplos de bandas oriundas do cenário Neo-prog
da década de 80, que apesar de demonstrar um
início promissor, cairia no ostracismo e
posteriormente na separação graças a falta de um
sucesso comercial e de um apoio mais consistente
da imprensa e da crítica especializada.
Surgidos em 1978, o grupo conseguiu adquirir um
publico fiel graças as suas apresentações ao
vivo bastante eficientes e bem executadas. O
primeiro disco do grupo, o EP Arrive Alive
(1981) obteve uma boa receptividade de público e
crítica e após um período de negociações com
grandes gravadoras, o grupo assina com a EMI em
1983 entrando em estúdio logo depois.
A proposta do grupo era ousada: fazer uma
analogia a guerra Fria utilizando a história da
destruição da lendária terra de Atlantis como
pano de fundo. Problemas durante as gravações
(brigas entre os membros, produção displicente
do conceituado Eddie Offord) prejudicaram uma
melhor coesão da banda no resultado final do
disco. Mas não atrapalhou a qualidade do mesmo,
e ao ser lançado em 1984, The Sentinel, seria
considerado posteriormente como um dos melhores
trabalhos neo-prog no período.
As influências do grupo além das óbvias ligadas
ao progressivo setentista (Genesis, Camel e
Floyd principalmente), oferece-nos também
influências surpreendentes, flertando até mesmo
com o post punk vigente do período.
Shock tretment, que abre o álbum, mostra
claramente essa mistura de estilos, com uma
distorção e peso bem característico do punk, mas
com orquestrações e variações rítmicas que o
fazem lembrar que é um grupo prog que o executa.
Cut and Run e Arrive Alive (reaproveitada do EP)
mostram o grupo com influencias de Rush e de
seus conterrâneos do Marillion. Aliás o
vocalista Euan Lowson segue nesse disco o estilo
vocal de seu colega Fish, lembrando as vezes
Gabriel e (muito raramente) Geddy Lee.
Mas é a partir de March of Atlantis é que o
disco realmente engrena. A partir dessa faixa o
grupo afasta um pouco do AOR e do pop oitentista
e mergulha numa sonoridade mais progressiva em
Rise and Fall (Part II) percebe-se um excelente
trabalho de teclado de Brown e da guitarra de
Mathewson. Os dois ainda nos brindariam com
excelentes solos também nas duas últimas faixas,
Atlantis e Ark of Infinity, onde as letras, um
tanto simplificadas, mudam de forma radical para
um tom sombrio e grandioso dando ao trabalho um
ótimo clímax final, obviamente necessário
contudo.
A recepção do trabalho entre a crítica e o
publico foi satisfatória e permitiu ao mesmo uma
turnê bem sucedida entre 1984-85. Porém ao
gravar seu trabalho seguinte, The Wedge (1986),
diferenças entre os músicos e a falta de apoio
da gravadora e da mídia, fizeram o grupo se
separar após o lançamento do mesmo, retornando
somente em 1998.
Um bom trabalho e boa pedida para quem quer
conhecer um trabalho de qualidade do cenário
Neo-progressivo.
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