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Angelo
Giardinelli (guitarra e vocais). Giorgio
Brandi (teclados, guitarra, vocais). Carlo
Bruno (baixo). Filippo Carnevale
(bateria, guitarra).
Faixas:
1-La
paura
2-Un re senza reame
3-Un uomo
4-Scacco al re lot
5-Il vento, la luna e pulcini blu
6-Waiting
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Panna
Fredda - Uno (1971) Por
Junius
O grupo
italiano Panna Fredda, que está para retornar ao
panorama progressivo italiano, foi um dos
precursores da nova tendência no seu país, fato
este que serve de orgulho não só para a banda
bem como para todos os seus apreciadores
espalhados pelos quatro cantos do planeta. Se pode
dizer que junto a "Caronte" do The Trip
e a "Collage" do Le Orme, é seguramente
o álbum "Uno", de 71, um dos responsáveis
pela expansão do gênero apesar de alguma falta
de precisão que cerca o disco, mas não lhe tira
o valor. Belas são "Un re senza reame",
"Un uomo" e "Scacco al re
Lot". O disco é presença obrigatória na
coleção dos aficcionados pelo progressivo,
principalmente o italiano.
Por Waters
Floyd
Esta agradabilíssima obra italiana de 1971, com
seu som bem simples, porém muito charmoso e
irresistível, deu um impulso para nos próximos
anos eclodir um movimento na Itália, fazendo
surgir em seu cenário musical várias bandas do gênero
progressivo influenciadas pelos britânicos. O
Panna Freda não dispunha dos recursos técnicos
sofisticados para uma gravação com produções
impecáveis e nem um material que desse sustentação
a uma carreira sólida, pois contavam apenas com
os instrumentos básicos do rock, com exceção da
presença do cravo, que domina habilmente boa
parte dos arranjos de algumas das faixas. O
teclado limita-se apenas à modalidade moog do
estilo final dos anos 60 e um sintetizador de som
bem inusitado na introdução e encerramento de LA
PAURA, dando um som bem peculiar e afastando toda
aquela possibilidade de terem o seu trabalho
julgado como ambicioso ou exagerado, como viria
ainda a ocorrer com bandas como PFM, BMS &
QVL. Embora tivessem essas deficiências,
obtiveram um resultado bem acima da média,
tornando um disco muito interessante e
surpreendente, indispensável a colecionadores do
art rock italiano. Os arranjos conseguidos nas
composições são irretocáveis, perfeitos e
extremamente bem executados, sobretudo em
sincronia. O entrosamento dos poucos instrumentos
utilizados entre os integrantes do grupo portanto
é excelente para o pouco que dispunham.
Uno apresenta-se a nós com a soberba faixa LA
PAURA, com um tema principal de uma espécie de
levada árabe, algo bem exótico. Os arranjos
instrumentais após às estrofes adquirem um peso
considerável e um show de riffs de guitarra
fazendo até lembrar IRON MAIDEN em alguns
momentos. Outra faixa de destaque é SCACCO EL RE
LOT, talvez a de arranjos mais complexos de todo o
álbum, alternando-se entremeados por duas belas
melodias, ambas tendo como base arpejos de violão
e cravo. As demais faixas, embora inferiores na
minha opinião, também são muito boas!
Um álbum que, apesar de muito simples,
configura-se entre o melhor que pode haver no
progressivo italiano!
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