
EUA, 1978.
Músicos:
Tom Herman - Guitarra
Scott Krauss - Bateria
Tony Maimone - Baixo
Allen Ravenstine - Sintetizador e Saxofone
David Thomas - Vocais e Noises
Faixas:
1. Nonalignment Pact
2. The Modern Dance
3. Laughing
4. Street Waves
5. Chinese Radiation
6. Life Stinks
7. Real World
8. Over My Head
9. Sentimental Journey
10. Humor Me
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Pere Ubu
The Modern
Dance
Dados da resenha:
Autor:
SemNick;
recebida em:
01/02/2006.
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Rotular uma banda como o
Pere Ubu é uma tarefa impossível, a banda
americana mistura barulho, Zappa, free-jazz,
rockabilly e minimalismo. O ponto a que o grupo
pretende atingir é uma análise do homem
contemporâneo, esse que nós que vivemos nas
grandes cidades sabemos bem o que é, um homem
cheio de paranóias, medos, rancores, ilusões e
desilusões.
O grupo pode ser considerado os intuitos de uma
só mente, a do seu criador, o David Thomas, que
achou outros músicos que com ele compartilhavam
de sua visão de mundo, surgindo assim o Pere Ubu.
Pere Ubu é o protagonista de uma peça teatral de
Alfred Jarry, traduzindo Pere é pai, e Ubu é o
nome.
Apesar da se notar na banda uma grande
influência punk, e uma influência exercida sobre
as bandas post-punk, nunca se considerou uma
banda pertencente ao punk, ou seja, nunca foi um
seguidor dos idéias e da maneira de viver punk.
The Modern Dance é o primeiro, e absolutamente
necessário disco do grupo, David canta sobre
todos os pesadelos, violências e pressões
sociais a que o homem está exposto. Modern Dance
é a maneira que devemos viver para suportar a
vida nas grandes cidades. O som era semelhante a
complexidade e "bagunça" musical de Beefheart e
Zappa, sons do cotidiano, melodias desconexas,
assimetria, noise, e outras esquisitices .
Para fechar a resenha colocarei a explicação de
David sobre o conceito do álbum: "A sociedade
moderna é extremamente cruel com os homens. Ela
nos transformou em verdadeiros andróides sem
capacidade alguma sequer para expressarmos o que
sentimos. Você acorda, sai correndo para pegar
sua condução, entra em uma fábrica imunda e que
exala fuligem preta e venenosa; fica horas e
horas sentado em uma mesa com várias pessoas ao
seu lado em um ambiente extremamente impessoal e
sem nenhuma privacidade. E ao chegar em sua casa
(que não é um lar, por ser apenas quase um
dormitório) ainda come uma comida
industrializada sem gosto e assistindo
televisão. Sinceramente, que tipo de vida é
essa?"
Não deixem de conhecer este álbum, pois ele é
altamente imprescindível, mesmo que não gostem
do estilo, é algo que deve ser ouvido.
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