Inglaterra, 2000.


Músicos:
Obs: Segue abaixo a relação de cada músico que tocou em OVO, seu respectivo instrumento, e a música em qual tocou.

Músicos: 1. The Story Of OVO:
Peter Gabriel: Teclados & Percussão.
Peter Gabriel & Omi: Vocais.
Neneh Cherry & Rasco: Rap.
Richard Evans: Sintetizadores.
Ganga Giri: Didgeridoo.
The Dhol Foundation: Baterias Dhol.
Johnny Kalsi: Baterias.
Jim Barr: Contra Baixo.
Richard Chappell: Tratamentos Sonoros & Percussão Programada.
Hossam Ramzy: Finger cymbals & Dufs.
James McNally: Bodhran.
 


Músicos: 2. Low Light:
Peter Gabriel: Tratamentos Drone Sonoros, Tanpura, Piano & Sintetizadores.
Peter Gabriel e Jocelyn Pook: Electra Strings Arranjos
Iarla Ó Lionáird: Vocal.
Shankar: Vocal Adicional.
Shankar: Violino Duplo.
Ney Kudsi Erguner: Flauta.
Richard Evans: Baixo Nord.
 


Músicos: 3. The Time Of The Turning:
Peter Gabriel: Piano Loops, Teclados, Tratamentos Hammer Dulcimer & Percussão Africana.
Peter Gabriel e Jocelyn Pook: Electra Strings Arranjos.
Richie Havens: Vocal.
Richard Evans: Tratamentos Sonoros, Loops de Guitarras Elétricas, Mandolim, Flauta & Hammer Dulcimer.
Richard Chappell: Baterias Progrmadas.
Ged Lynch: Shakers.
 


Músicos: 4.The Man Who Loved The Earth/The Hand That Sold Shadows:
Peter Gabriel e Omi: Vocais.
Peter Gabriel: Teclados, Percussão & Palmas.
David Rhodes: Guitarras.
Ganga Giri: Didgeridoo.
Nigel Eaton: Hurdy Gurdy.
The Dhol Foundation: Baterias Dhol.
Johnny Kalsi: Baterias.
Jim Barr: Contra Baixo.
Richard Chappell: Tratamentos Sonoros & Baterias Progrmadas.
Hossam Ramzy: Finger Cymbals, Tabla, Dufs, Crotales.
James McNally: Bodhran Apito.
Richard Evans: Crotales, Palmas.
 


Músicos: 5. The Time Of The Turning (Reprise)/The Weavers Reel:
Peter Gabriel: Teclados, Percussão Africana, Contra Baixo & Sintetizador.
Peter Gabriel e Jocelyn Pook: Electra Strings &Arranjos.
James McNally: Apitos, bodhran & Acordeão.
Stuart Gordon: Fiddle & Viola.
Nigel Eaton: Hurdy Gurdy.
Jim Couza: Hammer Dulcimer.
Richard Evans: Mandolin, Contra Baixo, Flauta, Baterias Programadas & Shaker.
Johnny Kalsi: Baterias Dhol & Tabla.
The Dhol Foundation: Baterias Dhol.

Metais:
The Black Dyke Band Conduzido Por James Watson.
Peter Gabriel & Will Gregory: Arranjos de Metais.
Elizabeth Purnell: Metais de Orquestra.
Simon Emmerson: Baterias Programadas, Sinos, Finger Cymbals.

 


Músicos: 6. Father, Son:
Peter Gabriel: Piano, Sintetizadores, Vocal.
Tony Levin: Contra Baixo.
 

Metais:
The Black Dyke Band Conduzido Por James Watson.
Will Gregory & Peter Gabriel: Arranjos De Metais.
Elizabeth Purnell: Metais de Orquestra.

 


Músicos: 7. The Tower That Ate People:
Peter Gabriel: Vocal.
Peter Gabriel: Teclados Tratamentos Sonoros & Baixo Teclado.
David Rhodes: Guitarras.
Tony Levin: Contra Baixo.
Manu Katche: Baterias.
Richard Chappell: Baterias programadas, Loops, Tratamentos Sonoros, End Toms.


Músicos: 8. Revenge:
Peter Gabriel: Tratamentos de Teclado.
Adzido: Baterias
George Dzikunu: Baterias principais.
The Dhol Foundation: Baterias Dhol.
Johnny Kalsi: Baterias.
Richard Chappell: Baterias programadas.

Mixed by: Richard Chappell.


Músicos: 9. White Ashes:
Peter Gabriel: Baixo e Teclados.
Peter Gabriel & Omi Hall: Vocal.
Sussan Deyhim: Gritos
Steve Gadd: Baterias
Richard Chappell: Baterias Programadas & Tratamentos Sonoros.

Mixed by: Richard Chappell.


Músicos: 10. Downside-Up:
Peter Gabriel: teclados, Programming, Baixo Sintetizado, Surdu, Peruvian Drum, Guitarra Sintetizada.
Peter Gabriel e Jocelyn Pook: Electra Strings & Arranjos.
Peter Gabriel: Vocais de Fundo.
Elizabeth Fraser & Paul Buchanan: Vocal.
David Rhodes: Guitarras.
Richard Evans: guitarra de 12 cordas, violões, Contra Baixo.
Tony Levin: Contra Baixo.

Metais:

The Black Dyke Band conduzida por James Watson.
Will Gregory & Elizabeth Purnell Arranjos de Metais.
Elizabeth Purnell: Metais Orquestrados.
The Dhol Foundation: Baterias Dhol.
Johnny Kalsi: Baterias.
Babacar Faye: Sabar.
Assane Thiam: Talking drum.
Carol Steel: Shaker, Congas.
Manu Katche: Baterias.



Músicos: 11. The Nest That Sailed The Sky:
Peter Gabriel: Sintetizadores.
Peter Gabriel & Jocelyn Pook: Arranjos.
Shankar: Violino duplo.

Metais:

The Black Dyke Band Conduzido Por James Watson.
Elizabeth Purnell: Arranjos de Metais e Orquestrados.
Electra Strings: Arranjos.
Richard Evans: Tratamentos Sonoros.



Músicos: 12. Make Tomorrow:
Peter Gabriel: Piano, Sintetizadores, Baixo Teclado, Caliope & Programming.
Peter Gabriel Elizabeth Fraser, Paul Buchanan, Richie Havens: Vocal.
Electra Strings, BT & Peter Gabriel: Arrnajos.
BT: Drum & nord programming & Contra Baixo.
David Rhodes: Guitarras.
Richard Evans: Guitarra elétrica, Guitarra de 12 Cordas, Mandolim & Percussão.
Jim Barr: Upright Bass, Violão de 12 Cordas.
Tony Levin: Contra Baixo.
Ged Lynch: Baterias.


Faixas:
1. The Story Of OVO 5:21
2. Low Light 6:37
3. The Time Of The Turning 5:05
4. The Man Who Loved The Earth / The Hand That Sold Shadows 4:14
5. The Time Of The Turning (Reprise) / The Weavers Reel 5:36
6. Father, Son 4:56
7. The Tower That Ate People 4:49
8. Revenge 1:30
9. White Ashes 2:34
10. Downside-Up 6:06
11. The Nest That Sailed The Sky 5:06
12. Make Tomorrow 10:00

Total Time: 61:55


Subgênero: World Music, Rap & Eletrônico.

Produção: Peter Gabriel & Real World.


 

Peter Gabriel

OVO

 
Dados da resenha:
Autor: Gabriel Camargo Rodriguês (Gabriel Schmitt); recebida em: 22/09/2005.
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Horrível, péssimo, chato uma droga!!! Essa foi com certeza à primeira impressão que eu tve ao ouvir só algumas músicas desse tal Ovo que na época era o trabalho mais recente de Peter Gabriel. Porem ao saber que o Gabriel ainda estava na ativa, fui tomado pelo sentimento de curiosidade, esperando encontrar algo como Musical Box, em pleno 2.003. Ao ouvir OVO, foi decepção total em todos os sentidos imaginários. Porem essa depreciação com a música do Peter Gabrtiel e eu sempre caminho junto dês do começo, ou dês que eu ouvi o primeiro acorde solo de Gabriel. Foi o mesmo momento que eu na época fã viciado de Genesis, pensaria impossível o mestre Peter fazer algo bom em uma carreira solo. Minha introdução ao seu som e carreira solo seu de bem antes de OVO. Com o seu primeiro álbum solo PG 01, o famoso disco do carro “car”, foi à primeira coisa que eu ouvi, de sua carreira solo. Talvez isso tenha acontecido porque, alguns discos de Peter Gabriel sempre estiveram na minha estante sem saber, “herança de família”, de mãe para ser mais exato. Os discos eram o primeiro, PG 04 Plays live e So. Acostumado com Foxtrot e The Lamb Lies Dowm on Broadway, eu não pensei duas vezes para dizer: ta uma bosta. Realmente essa é a impressão que eu tive a ouvir o Car, músicas como Waiting for the Big One Solsbury Hill, me soaram no mínimo ofensas de Peter a ele mesmo. “O mesmo cara que fez Foxtrot fez isso???” Eram questões freqüentes que eu tinha comigo. Quando eu ouvi os outros então foi a cacetada final, e campo fértil para descer o cacete em Gabriel e sua carreira solo. “Até música de macumba, realmente Peter Gabriel não é nem sombra do que foi”. Essa situação só começou a mudar só começou a mudar quando eu adquiri coragem para avançar o resto do lado dois do primeiro disco solo de Gabriel até o fim. Pronto foi com Here Comes the Flood que eu percebi uma coisa. Tanto critiquei o fato de Peter ter ido do progressivo até World Music, que não percebi a capacidade única desse músico. “Mudar”. Sim mudar, a cada disco uma mudança diferente, ritmos diferentes, explorados ao Maximo trabalhados, verdadeiras experiências sonoras da qual eu pude ouvi sem pagar um centavo eu deixei de lado. Ouvindo Plays Live pude comprovar isso, que vendo a evolução sonora de Gabriel, em apenas quatro álbuns, quatro carreiras deferentes, de um mesmo artista. Um disco duplo foi o que fez eu ver a situação com outros olhos. Analisando friamente: De Here Comes The Flood até Kiss of life, vemos o que pode ser na época carreira mais experimental ousada e dinâmica da música atual. Daí, outra mudança. So. Era o único que eu não tinha ouvido ainda, e que minha mãe dizia ter comprado somente por causa da capa, nem preciso dizer o porque neh!!! Mais eu aceitei melhor essa mudança de World Music, para Pop, do que a mudança drástica de progressivo a World Music. O pop nessa época era a vedete do mundo da música, Peter então fez seu trabalho pop. Detalhe no mesmo ano de 1.986 o Genesis lançaria o também álbum de pop radiofônico Invisible Touch. Isso deu uma disputa e tanto, porque os dois disputaram o lugar ao sol $$$$. Apesar do Invisible Touch ter ficado nas paradas, o So deu trabalho, com a funkeira Sledgehammer, e seu vídeo clipe de quebra. Parou. De repente eu parei com a carreira solo do Gabriel, e pensei que ele também tivesse parado, ou sumido de vez. Procurando, com o pensamento, caramba o cara tava no auge e de repente some? Achei. Eu só fui descobri que So tinha sido apenas uma fase, com a apresentação que o Peter Gabriel fez no Rock in Rio Lisboa em 2.004. Não imaginava que Gabriel Ainda estivesse na ativa. Novamente procura na Net, músicas, acho o Up de 2.002. Ouço. Na mesma época eu já conhecia algumas músicas do OVO. Mais com Up advinha à história... Horrível, péssimo, chato uma droga!!! Isso não acaba nunca. Só depois de assistir o DVD que eu fui ouvir o álbum com atenção e descobri que o bicho não era tão feio, pelo contrario. Hoje eu vejo Up como um dos melhores trabalhos de Carreira de Peter. Até fiz resenha dele que mais o que??? É muito curioso como a opinião das pessoas mudam, antes eu não suportava Peter Gabriel solo, e dizia que a carreira dele foi pro espaço com sua saída do Genesis... Hoje sou um dos seus maiores admiradores e reconheço o valor de sua obra, por mais estranha ou bizarra que às vezes pareça. O Us também foi um álbum que eu aceitei bem, apesar de bem pop...

...Cinco, quarto, três, dois, um, zero!
Em quanto muitos inclusive eu estava ocupado comemorando o novo milênio que acabava de se iniciar, ninguém imaginaria, que aquele ano teria muitas surpresas no cenário musical... Em algum lugar do planeta, um tal de Peter Gabriel ex-vocalista do Genesis e astro do Pop e World Music, trabalha nos acertos finais de uma super produção que durou anos literalmente. O álbum OVO. Sairia naquele ano causando muita polemica elogios, na mesma intensidade. Eu diria que OVO é um dos álbuns mais inventivos da música como nós a conhecemos, arrojado eclético, inovador. OVO é um verdadeiro laboratório musical feito por Peter, e que durou anos para chegar a um resultado. Digo isso porque esse álbum pode serio que for menos convencional. Eu só fui conhecer o disco só alguns anos depois de seu lançamento em 2.004 depois de me interessar novamente pelo som de Gabriel na apresentação do Rock In Rio Lisboa. Eu precisava ouvir algo mais recente do Peter Gabriel, mais não sabia por onde começar. Comecei pelo primeiro que apareceu o OVO. Ouvi e não gostei. Porem algum tempo depois eu pude perceber, como esse se tratava não de um álbum ruim, mais sim um álbum inovador. Em pleno a virada do milênio, ele se anunciaria mais adiante, um dos discos mais inovadores desse tempo. Estranho é que, até hoje passados quase 6 anos, esse disco continua atual. O disco OVO. Não diria que esse álbum, é meu favorito da carreira do Peter Gabriel. Eu tenho as minhas preferências. Como o tempo onde todos os discos eram respectivamente “PG 01 02 03 04”. O Up de 2.002 também é excelente álbum, porem apesar de bastante experimental, em sua sonoridade, nesse ponto OVO é melhor, e mais arrojado. OVO Ainda assim consegue ser uma ótima pedida se você procura Peter Gabriel recente. OVO contou com uma produção digna dos Deuses. Aqui Gabriel se cercou com um batalhão de músicos, alguns de tradição, alguns novatos. Todos formam um verdadeiro exercito musical de primeira a comando de Peter. Os equipamentos usados passam longe de ser baixo, guitarra, bateria, teclado... A listagem dos instrumentos como vocês estão vendo, é muito extensa... Confesso que deu muito trabalho para arrumá-la ao meu estilo... Porem juntando uma produção ótima, a criatividade De Gabriel e cia, o resultado é explosivo. Esse álbum ficou mais de cinco anos para ser produzido, e chegar a um resultado final, que resultou em OVO. Estanho é que nesse mesmo tempo, o Gabriel também estava produzindo outro álbum que sairia só dois anos depois o Up. O tempo entre fazer as músicas produzir gravar lançar consumiu muito tempo, mais o resultado foi bom. Para se ter uma idéia de Us até OVO é um intervalo de oito anos, dedicado a produção desses dois álbuns. Tudo bem que o Us foi um bom álbum, agora foi um aspecto bem negativo para o álbum, pois esse foi o único álbum que marcou Peter na década de 90.

Fascinado pela variedade musical planetária, tendo criado um selo dedicado à revelação de artistas fora do eixo Europa–Estados Unidos, o cantor e compositor inglês Peter Gabriel poderia ser facilmente confundido com um chato protetor da chamada world music. O que seria um grande equívoco. Mais que defender uma preservação museológica de gêneros de música milenares, Gabriel parece interessado no estilo miscigenado que junta elementos de várias culturas gerando algo completamente novo e inclassificável. O melhor exemplo é Ovo, 12º álbum do ex-vocalista do Genesis, que não lançava um trabalho de estúdio desde 1992. Produzido para o espetáculo multimídia que na passagem do ano inaugurou o Millenium Dome de Londres.

Como um maestro planetário, Gabriel cruzou ritmos celtas e africanos, rock, rap e eletrônica. Casou instrumentos típicos de vários países como tablas indianas e didgeridoo australiano com belos arranjos de cordas. Também selou parcerias improváveis ao promover, por exemplo, o encontro de Elizabeth Fraser, ex-vocalista da banda escocesa Cocteau Twins, do soulman Richie Havens e do cantor Paul Buchanan, do grupo também escocês Blue Nile – vozes que ele adora. Mas o que contou mesmo foi o acabamento de mestre de Gabriel, que alinhavou o álbum com os últimos recursos da tecnologia. E o melhor, ele continua cantando que é uma maravilha.

A capa segue exatamente o titulo do álbum OVO. Com um fundo verde, onde encontramos uma espécie de ninho. Ao centro vemos uma ilustração de um embrião humano perfeito na posição do útero este nada mais é do que o Ovo nome. Pode ser considerada uma lição de anatomia humana...rs. Falando serio nada mais é do que Ovo – nome do filho de uma mulher com um extraterrestre – fala da evolução humana e dos dilemas frente ao futuro. Eis o sentido desta estranha capa...

O disco é bom. Mais que bom. Não só é bom, como é daqueles que merece muito cuidado na audição, para não perdermos nenhum detalhe. Já o ouvi várias vezes, mas a cada nova audição, descubro várias coisas que me haviam escapado na anterior. Fazendo uma comparação de OVO com os outros álbuns, esse pode perder. Seus antecessores são de mais fácil assimilação, mais pop, como o Us e So, mais eu sou meio suspeito ara falar, pois é muito difícil para mim definir em palavras qual seria o álbum mais fraco ou o melhor o pior. Prefiro juntar toda a carreira do Gabriel, e ouvir em um todo. Se toda a carreira de Gabriel fosse uma grande suíte, com temas e mais temas diferentes com uns 1.000 minutos de duração, esse com certeza seria a música mais diversificada de toda a história do Rock. OVO já faria uma boa parte dessa música, são mais de 60 de disco, muito bem aproveitados, isso é ponto para a produção, que não poupou espaço do CD. Você se um dia tiver tempo e saco para quem sabe encher o seu aparelho de discos, e ter uma overdose de Peter Gabriel continua durante um dia todo, você pode comprovar que está seria uma “grande música”. Agora observe OVO à décima primeira parte dessa música “imaginaria”...


1. The Story Of OVO:

Faixa de abertura essa começa a viagem interplanetária de Peter Gabriel. Rap! O que? A música nada mais que um Rap. É isso ai, gente Rap, Hip Hop, chamem como quiser, mais é isso. É engraçado, neh!!!. O cara fez Foxtrot, e faz Rap, estranho não acham. Pois é esse é o tempo, se adapte a ele ou morra, pro mundo. Aqui Peter Gabriel mistura muito Rap com eletrônico. Mais porque tanta surpresa, alguém se lembra da faixa Lay Your Hands on Me. Bem é uma faixa do disco Security, PG 04 em 1.983. Quem ouve as primeiras frases, pode se surpreender, nada mais que um mini Rap, em um disco de World Music. Porem não a nem comparação entre uma ou outra, as duas estão a galáxias uma da outra, em sonoridade, uma é só um pequeno trecho de introdução, a outra é um verdadeiro Rap com uns cinco minutos de duração, digno de se ouvir quando está jogando Basquete de rua com os amigos. Mais vou ser sincero. Não gosto nem um pouco da faixa, sempre pulo ela, quando ouço o disco. Porem para quem gosta de Rap, esse deve ser o melhor álbum da carreira de Gabriel...rs

2. Low Light:

Seguimos então para a segunda faixa do álbum Low Light. Muito diferente da sua anterior, com uma sonoridade unicamente voltada ao Rap em estado bruto. Low Light, música muito calma, como sugere o nome, Low Light em inglês é Luz Fraca. Realmente a música em toda a sua duração se mostra muito sombria, muito calma, com um ambiente muito ameno. Com quase sete minutos de duração é uma semi-instrumental. Sua introdução se da com muito piano e violino arranjos sintetizadores, criando um tipo de atmosfera de expectativa, me meio a belos teclados, surgem os primeiros vocais. Não são de Gabriel e sim de Iarla Ó Lionáird, mais à frente surgem os vocais de Shankar, adicionas. São só algumas palavras quase uma narrativa, feita para o ouvinte. Depois segue a música na mesma atmosfera calma, seguindo com muito teclado violino sintetizadores por toda a faixa em alguns pequenos trechos, se agitam, mais voltando à forma calma até sumir em meio à calmaria. Percebesse muita influencia africana na música, coisa mais do que conhecida pelos fãs de Gabriel. Essa como tantas outras um tipo de música que Peter Gabriel já explorou em outros álbuns, como por exemplo, Fourteen Black Paintings do álbum Us de 1.992 e Lead a Normal Life, do seu terceiro álbum “PG 03”. Todas essas músicas seguem a mesma forma semi-instrumental dessa aqui. Isso na maioria das vezes causa uma atmosfera muito misteriosa e sombria. Ainda assim Low Light, pode ser considerada uma das músicas de sonoridade mais calmas do disco, mais ainda assim muito boa, possui o poder de prende o ouvinte a seu som, até o seu final chegar.

3. The Time Of The Turning:

É mais uma das faixas convencionais do álbum, com uma sonoridade, muito limpa. The Time of the Turning, um belo titulo, pode ser considerada a balada, música mais “certinha do álbum”. Porem essa musica é uma das melhores desse disco, sendo bastante complexa. Dividida em duas partes, totalizando mais de dez minutos, essa poderia se a maior música do álbum, posteriormente com seus quase onze minutos de duração na maior música de estúdio da carreira de Gabriel. Excluindo algumas versões ao vivo que chegam ao onze às vezes doze minutos de duração. Essa coisa de dividir uma em duas partes, também foi usado pelo ex-integrante do Genesis, Steve Hackett, em seu primeiro álbum solo, Voyage of the Acolyte, de 1.975. Com a música The Hands of Priestess I e II, e curiosamente, nos dois casos há uma música entre as duas no caso do disco do Steve era a faixa A Tower Struck Dowm, aqui nesse caso, depois teremos a música The Man Who Loved The Earth, e depois a segunda parte de Time of the Turning. Em melodia, é como eu disse a balada do álbum, bastante calma, ao longo de seus cinco minutos, ela vai em uma coisa só quase sem mudanças. Começa com arpejos bem calmos, crescentes em certo ponto entra o vocal, de Richie Havens. Engraçado como até o fato de Gabriel sempre ter sido o vocalista principal das músicas, nesse disco foi abolido quase que complemente do disco. Voltando a música. A pequenas percussões africanas executadas por Gabriel, e muito teclado. Uma coisa bem interessante é que o vocal de Richie Hevans é bastante roço, em contraste com os amenos vocais femininos da música. Criando assim uma atmosfera bastante sombria, e muito bem estruturada, se mostra uma bela música. Indo em uma coisa bem simples de verso refrão verso refrão verso fim, se torna uma música muito simples, para um álbum tão experimental como esse. Porem essa música funciona como a pausa que o ouvinte precisa para absorver esse álbum. Muito bem encaixada no contesto, é realmente uma das minhas favoritas do disco.

4.The Man Who Loved The Earth/The Hand That Sold Shadows:

The Man Who Loved The Earth/The Hand That Sold Shadows, fiquei pouco mais de um mês para falar esse pomposo Nome. Mais uma música que mistura muito em sua sonoridade, Rap, eletrônico e World Music. Porem de uma maneira menos radical que a The Story Of OVO. Essa música para amantes do Rap e suas vertentes pode ser um prato cheio, apesar de que nesse quesito, The Story Of OVO, parece agradar mais. Completamente instrumental, tendo apenas alguns gritos e palmas em meio à música, faz parte da ala experimental do álbum. Eu vou falar, essa música em alguns trechos tem arranjos dignos de um DJ de funk carioca. Com pouco mais de quatro minutos se mostra ousada e experimental do primeiro ao ultimo segundo. Divide-se na minha opinião em três temas bem distintos. O primeiro bem calmo, eletrônico, com sonoridade bem experimental. O segundo já se mostra mais agressivo com leves batuques, e o acréscimo de palmas e gritos na música tendendo para World music. Finalmente o terceiro encerara a faixa, se tornando quebrado, improvisado, um puro batuque selvagem, que encerra a música, muito agressivo com palmas e tudo mais. Encerra-se com batidas secas de bateria.

5. The Time Of The Turning (Reprise)/The Weavers Reel:

É a segunda parte da música The Time of The Turning como diz no nome reprise. É mais uma das faixas semi-instrumentais desse disco, contando com um lindo vocal feminino. É uma faixa uma chapante, às vezes progressiva. Com muitas explosões sonoras, criando um clima dançante. Parece uma música medieval, onde somos convidados a dançar, por um longo tempo. Começando calma, com poucos instrumentos, até a chegado do vocal, indo em uma melodia crescente, ouvisse barulhos, e logo depois a música explode em meio a violinos, e muita percussão, bateria. Fazendo um tipo de batalha sonora entre os instrumentos. Possui certas pausas, e mudanças repentinas de ritmo, quando o vocal entra, novamente. Com a finalização dos vocais, a música novamente explode, deslanchando em um instrumental crescente a cada acorde, no trecho entre 4:48 e 5:32, fica um pouco quebrada com muita percussão, em um espírito de pura World Music. Com certeza é a minha favorita desse disco, sendo uma verdadeira, viagem pelo eletrônico, da melhor espécie. Gostaria muito de ver essa música em um DVD, junto a sua primeira parte, essa que provavelmente foi dos poucos épicos produzidos por Gabriel. Excelente sem duvidas.

6. Father, Son:

Bem chegamos ao que pode ser a música mais sentimental, do álbum, e provavelmente a mais depressiva de todas. Father Son. Aqui vemos algo que pode ser vendo as letras, e sabendo do significado, o encontro de OVO com seu pai. Mais estranho é que no clipe, Peter Gabriel parece ser personagem OVO, será que Gabriel se sente como um extraterrestre, deslocado do mundo a sua volta? A música é uma verdadeira aula, de como se fazer um som limpo, sendo praticamente piano baixo e discretíssimos arranjos de metais, com quase cinco minutos de muita melancolia. Aqui nessa música os vocais de Gabriel finalmente aparecem no disco pela primeira vez, inconfundível como sempre. Os poucos instrumentos presentes, fazem um bom entrosamento com muita harmonia, do baixo repetitivo de Tony Levin passando pelos discretos metais, e chegando a um simples porem cativante piano base tocado por Gabriel, finalmente os vocais, um pouco dramatizado depressivos. É uma música muito simples, quebrando com aquela coisa que esse álbum tem de muita inovação, onde muita coisa a gente nem sabe que existe na música. Aqui caindo em um lado acústico, sombrio. Mesmo assim se destaca nesse álbum, e como destaca, sendo uma das poucas músicas desse álbum a ser uma das poucas músicas desse álbum a ser executada ao vivo em um DVD, no caso o Growing Up Live, ao vivo da turnê do seu próximo álbum Up que viria em 2.002. Quem sabe no futuro, podemos ver mais algum material desse álbum sendo explorado? É tudo é possível.
Começando com acordes sozinhos de piano, com a entrada dos vocais de cara cantando os nomes da faixa. Cantando de maneira simplória os primeiros versos da faixa.Chegando ao refrão, as belas letras da faixa. É verdade que conduz um pouco ao sono. Um tema repetitivo interrompe a melodia por álbuns segundos a faixa, voltando mais depressivo, com agudos acordes de piano ao fundo, indo em direção a um lindo final com s refrões da faixa, e as notas de piano, finalizando a faixa.

7. The Tower That Ate People:

É a musica mais eletrônica, do álbum. Com pouco mais de quatro minutos seguindo uma forma de vocais bizarros em meio a música, mais também os vocais de Gabriel em meio as múltiplas distorções eletrônicas, mais mesmo assim ouvimos o vocal de Gabriel. A um trecho, em que ouvimos o vocal sem efeitos, bem aparente na música, finalmente o Gabriel cantando. Tem uma introdução considerável barulhenta com riffs avassaladores de guitarra, e vai evoluindo muito bem, com muita bateria. Mais o destaque principal da música é mesmo a guitarra. É uma loucura muito bem feita, está música está entre as mais esquisitas do álbum, uma verdadeira obra de Gabriel e cia. Porem a um trecho mais ou menos no meio da música se torna muito mais limpa, mais não relaxa, ouvimos os vocais de Gabriel presentes na música, vai acalmando se tornando um tipo de balada. Mais não dura, depois vira muito mais distorcida que antes, chegando ao seu ápice de esquizofrenia. Estranho é que na minha opinião o final dessa música lembra muito o da música No Way Out, do álbum Up que viria dois anos depois de OVO em 2.002. Notem como os arranjos eletrônicos são parecidos, lógico que a faixa do Up chegava a quase a quase oito minutos de duração, e é muito mais limpa, até acústica comparada com essa aqui. Porem os finais se parecem. The Tower That Ate People um excelente eletrônico, que faz parte das inovações sonoras do álbum, merece muita atenção para se ouvir. Seu final se acontece se emendando com a próxima faixa Revenge...

8. Revenge:

É a menor faixa do álbum com pouco mais de um minuto de duração. Feita exclusivamente de vários tipos de Baterias, eletrônicas programadas e comuns. O resultado é um batuque selvagem, tribal, lembrando os tempos do Security “PG 04”. Crescente, você se sente em uma selva, com suas melodias, malucas, e o ótimo desempenho de todos os instrumentistas presentes. Instrumental, termina rapidamente, com o som seco das baterias, em conjunto.

9. White Ashes:

É outra das curtinhas, com pouco mais de dois minutos. Música completamente bizarra, parece não ter nenhum sentido de primeira. É plausível que possamos falar que se trata deu ma improvisação eletrônica... Porem isso existe? Acho que não rs. Como a música anterior, aqui vemos muita bateria (eletrônica programada). Agora notem como é verdade que as duas músicas se parecem muito uma com a outra, poderiam ser muito bem uma música só. Não tem a mesma atmosfera de batuque selvagem da música anterior, aqui vemos eletrônico um bom eletrônico, se aproximando de tecno. Tem uma sonoridade muito quebrada, é muito bizarra. Torna-se muito louca em alguns trechos. Instrumental, apenas com alguns gritos até desesperados em alguns trechos. Porem, tem pouco sentido, acrescenta pouco ao álbum, acho que essa foi feita para encher espaço, no disco, mesmo assim muito boa. Mais tente a seguinte experiência, experimente pular as faixas Revenge e White Ashes, e veja o que acontece. Você repara que essas duas são sem sentido no álbum.

10. Downside-Up:

De cabeça para baixo em “Downside up”, Peter e sua filha Melaine Gabriel caminham (e cantam) no que seria o céu na concepção de palco. “Downside up” fala da troca de posições entre o céu e a terra, num planeta distante. Realmente é uma impressão e tanto a ver o nosso Peter Gabriel aprontando das suas em um palco, executada no DVD Growing Up Live, Downside Up é um dos destaques desse álbum. Seguindo uma linha muito tranqüila de inicio, logo entram os vocais. E é neles que encontramos muitos atrativos na música, vocais em dueto, masculinos e femininos, tendo Elizabeth Fraser & Paul Buchanan à frente da música e Gabriel ao fundo. No show do DVD, os vocais ficam por conta de Gabriel e Melanie. Sendo muito bem distribuída, e se mostrando bem diversificada em sua duração, com pouco mais de seis minutos. Nesta música a um grande solo instrumental que ocupa mais da metade da música, sendo quase instrumental. Realmente os solos de baixo e baterias na música são excelentes, quem ouviu sabe do que estou falando. Destaque principalmente para as atuações primorosas de Tony Levin na música.O refrão da música, é um dos seus grandes momentos. Apesar desta versão original ser realmente esmagadora, prefiro a versão do show, ao vivo, parece ter ficado mais limpa, e os vocais de Gabriel mais parentes fizeram a diferença em favor da ao vivo. Mais realmente, grande música, uma das minhas preferidas...

11. The Nest That Sailed The Sky:

Instrumental, aqui vemos o que seria uma das músicas mais calmas desse álbum. Aqui com 5:06 de duração, vemos um detalhe interessante em relação à música anterior Dwonside Up, com 6:06, mostrando criatividades diferentes se completando em uma numerologia engraçada. Aqui o que mais vemos são com certeza os teclados, de todos os tipos sintetizadores, todos fazendo uma melodia continua e excelente. Ainda temos, para ressaltar os arranjos a excelente The Black Dyke Band Conduzido que é conduzida Por James Watson. Claros arranjos de metais, e muito violino, experimentalismo sutil porem essencial, Acrescenta muito ao disco e a história, do mesmo, sendo a penúltima música antes do Gran finale com Make Tomorrow. Ideal para relaxar com vento no rosto, curtindo uma boa música, em bons momentos. Porem se trata de uma canção extremamente simples, tendo uma introdução calma, e aos poucos sobe, formando a bela melodia. Lembra um pouco as partes instrumentais, da Low Light, do mesmo álbum. Seu fim fica determinado se emendando com a próxima música...

12. Make Tomorrow:

Maior faixa do álbum, com dez minutos de duração, e como comentada anteriormente a maior faixa em estúdio por Peter Gabriel. Estranho é que a faixa anterior The Nest That Sailed The Sky, se emendando com essa, da a impressão que nada mais foi do que a introdução da faixa. É com certeza uma das minhas favoritas. Com a missão de encerrar este ótimo álbum conceitual futurista de Gabriel em grande estilo. Com grandes variações de temas, às vezes passa a impressão de ter muito mais de dez minutos. A suíte Make Tomorrow encerra a história de OVO, mais repare como ao longo das doze faixas desse disco, tendo ao todo mais de sessenta minutos, temos a impressão de ser uma música só em vários momentos do disco, o que é fascinante. As letras podem ser algo relacionado ao amanhã do próprio personagem OVO, já que toda a história gira literalmente em torno de sua épica trajetória, o ultimo movimento. Começando com estranhos barulhos que sempre me pareceram uma cachoeira, muito calmamente vai ficando crescente, até ser interrompida, pela melodia também muito calma de pianos e baixo os efeitos sonoros continuam quase invisíveis ao fundo. Mais agora reparem como nessa introdução como o baixo parece estar desafinado, meio fora de compasso, parece que o baixista está simplesmente encostando-se à corda, para o som aparecer... Logo entram os vocais, nessa música muito bem divididos entre vários músicos, Peter Gabriel Elizabeth Fraser, Paul Buchanan, Richie Havens. Em todos esses casos os músicos se mostram perfeitos e muito competentes nos vários duetos da música. Começando com o vocal Richie Hevans, citando os primeiros versos da música. Com o refrão a música estoura, vindo logo em seguida os belos vocais femininos de Elizabeth Fraser. Muitos arranjos eletrônicos parecendo palmas, ou baterias programadas, aparecem em meio a música, ficando crescentes, até a reentrada dos vocais de Elizabeth Fraser em meio a conturbação sonora de arranjos eletrônicos nessa parte. Que são completamente quebrados a com nova entrada dos vocais de Richie Havens, voltando a ficar calma como no seu começo. Aqui Richie Hevens, cita por varias vezes o refrão da música, repetindo um certo treco cantado por Elizabeth Fraser, em meio a novamente muita loucura eletrônica. É interessante essa parte, porque aqui vemos com um mesmo trecho pode ficar diferente, com múltiplas mudanças em seus arranjos. Finalmente só no final Gabriel manifesta seus vocais na música, tendo depois a repetição do refrão feita por Elizabeth Fraser. Com o termino da letra da música, vemos, no aparelho, que a música está já com quase sete minutos, sendo que todo o resto até totalizar os dez totais estão entre os melhores da carreira da Gabriel. Até o seu final, ainda veremos muita loucura eletrônica, com muita bateria eletrônica, contra baixo e teclados, formando uma verdadeira Tecno Music crescente e elaboradisima na música. Destaque completo para a bateria, que nesse grande final é com certeza a vedete da música. Em seus últimos minutos que com certeza são a derradeira de todo o álbum, vemos vozes gritando o nome da música repetitivamente, finalmente terminando esse verdadeiro épico, em uma calmaria extrema, com praticamente a mesma melodia do seu inicio, sumindo e encerrando o ciclo desta obra conceitual futurista de Gabriel, em grande estilo. Ótima música ótimo disco, pena ser tão pouco explorado ao vivo, ver música como essa ao vivo com s efeitos e a produção de Gabriel ficaria excelentes, juntando visual a áudio ambos de qualidade.

Com Make Tomorrow, Peter Gabriel encerra seu álbum que fez com que começasse o novo milênio com o pé direito, mostrando que a idade só lhe deu experiência, para criar uma obra como OVO, feito fantástico da cabeça de Gabriel. Em OVO Gabriel está de parabéns.

Gabriel Schmitt.