
Inglaterra, 1978.
Músicos:
Peter Gabriel - vocais principais,
teclados, sintetizadores
Bayete - teclados (2,4,6 e 7)
Roy Bittan - teclados (1,3,5,6,10,11)
Larry Fast - sintetizadores e efeitos
sonoros (1,2,5,7,10)
Jerry Marotta - baterias, percussão e
vocais de fundo
Tony Levin - Baixo, vocais de fundo
Sidney McGinnis - guitarras elétricas e
acústicas, violões acústicos, vocais de fundo
(exceto em 7)
Robert Fripp - guitarras elétricas e
acústicas, violões (1,3,5,8,10)
Músicas:
1. On the air - 5:33
2. D.I.Y. - 2:34
3. Mother of violence - 3:24
4. A wonderful day in a one-way world - 3:35
5. White shadow - 5:18
6. Indigo - 3:31
7. Animal magic - 3:28
8. Exposure - 4:14
9. Flotsam and Jetsam - 2:18
10. Perspective - 3:27
11. Home sweet home - 4:39
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Peter Gabriel
Peter Gabriel
2
Dados da resenha:
Comente e veja outras opiniões
aqui.
Peter Brian Gabriel
nasceu em 13 de fevereiro de 1.950 (detalhe:
Steve Hackett que pertenceu ao "Genesis" é um
dia mais velho que Gabriel!!!!) nasceu em Surrey,
Inglaterra, e iniciou sua infância em aulas de
piano devido a sua mãe e suas tias que faziam
aulas de canto (o que reforça extremamente a
carreira do músico relacionado meramente como um
cantor), mas foi perdendo o interesse quando
adolescente em termos de interesses com
instrumentos para tocar percussão e baterias, e
tendo ao mesmo tempo descobrindo que o canto
também era forma de como ele se identificava
mais fortemente na música. Ele ingressou num
colégio chamado Chaterhouse em 1.963, por onde
ele conheceu outros colegas que tinham
interesses em formar uma bandinha junto com
Anthony Banks, Anthony Phillips, Michael
Rutherford, além de John Silver e Chris Stewart
(estes 2 últimos que eram pertencentes em bandas
que eles pertenciam mas ajudaram parcialmente em
sessões músicais com os demais) que foi batizada
como "From Genesis to Revelation", por uma
manipulação de um produtor chamado Jonathan King
(mas tão logo se denominariam apenas "Genesis"),
em 1.968.
A partir do ano seguinte eles iniciariam a
carreira em que com Gabriel se extenderia até
1.975 gravando 7 albums (6 de estúdio e 1 ao
vivo). Gabriel se tornou o cantor do grupo e
conhecido pelo público e a crítica, mais do que
os outros demais companheiros da banda porque
nas músicas em apresentações ao vivo ele
representava os personagens através de fantasias
e máscaras o que tornava o "Genesis" uma atração
musical muito interessante e criativa gerando
numa espécie de teatro musical. Por um lado isso
era muito bom para a banda (e para Gabriel
inclusive) porque isso causava um reconhecimento
e sucesso que ia ficando cada vez maior, mas por
outro era muito péssimo porque a boa parte do
público e crítica observavam mais o desempenho
de Gabriel do que os outros demais companheiros
da banda, resultando num sério conflito de
interesses de que os mesmos acreditavam que
estavam tocando não como uma banda e sim como se
fosse para um cantor que tinha banda. As coisas
começaram a ficar muito tensas entre os músicos
e Gabriel no ano de 1.974 quando ficou muito
indeciso em elaborar o seu último album no grupo
chamado "The lamb lies down on Broadway" (1.975)
- duplo , por sinal; e que praticamente as
letras são todas feitas por Gabriel, além do
enredo do trabalho que diz a respeito de um
jovem porto riquenho chamado Rael na cidade de
Nova York, nos Estados Unidos, iniciando-se numa
manhã no distrito (bairro) de Manhattan e ao
despertar da cidade, o jovem Rael sai do metrô
de onde ele pichou as letras bem grandes de seu
nome e separadas R-A-E-L e no meio das
atividades de trabalho de baixo nível de vida
que ocorrem ao durante ao longo do dia (talvez
referindo-se aos trabalhos do tipo informais
como camelôs e vendedores ambulantes, por
exemplo) um cordeiro se deita no meio de uma rua
na Broadway. A medida que a música do album vai
sendo transmitida ao ouvinte a história vai se
progredindo em meio de muitos personagens
surrealistas e suas emoções que vão também
surgindo. Gabriel também percebeu com o tempo
algo muito importante do relacionamento humano e
que ocorre no cotidiano na vida real e é
justamente sobre o preconceito racial existente
entre as Américas já que a América do Norte é
praticamente desenvolvida diferente da América
Latina que é subdesenvolvida (do México em
direção sul do globo) e isto porque Gabriel é
inglês e tendo o mesmo idioma característico dos
americanos.
Gabriel também chegou a ser convidado na época
por William Friedkin para fazer o filme "O
exorcista" junto com a atriz Linda Blair, e ao
mesmo tempo pelo que se sabe ele estava
começando a ficar conturbado na sua vida pessoal
e afetiva (sua filha Anna havia nascido
recentemente e a sua esposa Jill adoecera
razoavelmente lhe causando uma preocupação muito
grande a este respeito). Ele define entre
palavras que "pretendia dar um tempo no Genesis"
para com ele mesmo e com a sua família assim que
finalizasse a turnê do album "The lamb..." (o
baterista da banda, Phil Collins, assumiria os
vocais e o lugar de Gabriel no album seguinte em
"A trick of the tail" (1.976)). Após a sua saída
no grupo por quase 2 anos, e estando mais
preparado emocionalmente e musicalmente, eis que
os fãs do "Genesis" tem uma surpresa, em
fevereiro de 1.977, sai o primeiro album do
músico. Não era nada muito parecido com o que
ele havia feito no "Genesis" tinha ainda assim
muitas passagens sonoras que ainda lembrava a
banda, mas algo havia mudado na filosofia de
pensar de Gabriel em relação na forma de fazer a
sua música. Será que este período afastado da
música causou alguma reflexão e algum efeito
sobre isso ? São outras estórias esse album.
Gabriel aproveita o embalo e entao eis que surge
então "Peter Gabriel 2" (ou "Peter Gabriel II")
que é pela lógica e óbvio o segundo album do
cantor Peter Gabriel em que um dia pertenceu a
uma banda de rock progressivo de estilo
sinfônico: aquela chamada "Genesis" cativando
milhões de ouvintes desde a época de sua
fundação em 1.968. Aqui no caso deste trabalho
Peter Gabriel registra esse album já em carreira
solo como músico após a sua saída na banda em
abril de 1.975 (a última apresentação de Gabriel
com o grupo foi em Saint Etiene, na França)
sendo as gravações que se iniciariam em novembro
de 1.977 (neste ano Peter Gabriel estreiava como
comentado anteriormente na sua carreira solo
lançando o primeiro album entitulado com apenas
o seu nome "Peter Gabriel", ou o mais conhecido
pelo album do carro, já que o músico aparece na
capa dentro de um carro azul - também chamado de
"car" para facilitar a referência do trabalho) e
se extenderiam até fevereiro de 1.978
(comenta-se que foi fruto de um resultado de 6
semanas), resultando na apresentação de 2
compactos e num album com um total de 11 músicas
que estaria sendo disponível para o público e a
crítica em maio daquele ano.
Popularmente também é chamado de "scratch" que
significa "arranhão" em inglês devido a capa do
album mostrando Gabriel fazendo um arranhão com
os dedos de suas mãos. Um adendo a respeito sob
o título do album: Peter Gabriel lançava os
tabalhos originalmente sem alguma palavra. A
palavra "Peter Gabriel" é apresentada porque as
edições nesse caso são americanas. Foi lançado
pela gravadora Charisma Records, a mesma quando
o "Genesis" estreiou nesta gravadora tendo o
proprietário Tony Stratton-Smith no album "Trespass"
(1.970), além de sair pela Atlantic Records e
Virgin Records. Em CD foi lançado em 1.990,
1.999 e 2.002 (somente importados) e as versões
saiu tanto remasterizada como SACD, a opinião do
público é muito dividida entre o melhor e o
pior. Sobre a edição em SACD: foi gravado em
estéreo e não em 5.1, mas dá pra observar
minuciosos detalhes nunca escutados em outros
formatos musicais já fabricados. A grande
verdade é que Peter Gabriel deve ter pensado em
querer fazer uma versão neste formato apenas
para ganhar mais dinheiro e não se preocupando
muito com artistas como o "Pink Floyd" em "The
dark side of the moon" (1.973) ou "Eagles" em
"Hotel California" (1.976) como exemplos nestes
casos que tomaram parte de seu tempo
razoavelmente e gastaram para fazer
tranquilamente um resultado certeiro de seus
SACDs destes trabalhos.
Aqui no Brasil o album saiu até então em edição
nacional em vinil. Repare inclusive que naquele
ano de 1.978, também seriam realizados as
gravações dos albums "And then there were three"
do "Genesis", album este inclusive que da mesma
forma Peter Gabriel passou por uma época de
transição quando ele realizou e estreiou em "PG1"
pois a banda estava passando de um quarteto
resultando num trio, com a saída de Steve
Hackett nas guitarras. O grupo também
curiosamente da mesma forma que se resultou o "PG2"
com Gabriel um tanto perdido no resultado de sua
música para apresentar ao público e a crítica, "And
then..." segue o mesmo exemplo, claro que com
idéias, propósitos e afinidades muito
diferentes. Por falar em Hackett, este também
estava lançando (da mesma forma que Gabriel) no
mesmo ano o seu segundo trabalho entitulado como
"Please, don´t touch!". E ainda tem mais uma
outra inacreditável dupla coincidência: Anthony
Phillips, fundador do "Genesis" e guitarrista
original do grupo (que foi com o tempo
substituído por Hackett) estava lançando o seu
segundo album solo chamado "Wise and after event"
no mesmo ano de 1.978. Alguma premeditação por
parte de todos estes profissionais genesianos
muito adorados ?
Os músicos como de praxe no album anterior ora
ou eram selecionados pelo músico ou eram
indicados para Gabriel. Os principais
colaboradores de "PG2" são: Roy Bittan que já
colaborou até então com Bruce Springsteen, David
Bowie e Jackson Browne e toca teclados na
maioria das faixas e em contrapartida a boa
minoria é executada por um músico chamado Bayet.
Nas baterias Gabriel foi muito esperto numa
mudança, o responsável que está presente aqui
(mesmo um tanto desconhecido antes de se
integrar com Gabriel) é Jerry Marotta, que
substitui o baterista Allan Schwartzberg e mais
o percussionista Jim Maelen, sendo estes 2
últimos que foram participantes do "PG1"
(Gabriel economizou pelo menos suas finanças em
contratação de músico, já que Marotta é um
profissional acima da média em relação ao
instrumento que ele executa). No baixo Gabriel
deu preferência em continuar com a
espontaneidade e competência profissional de
Tony Levin (que por sinal está com Gabriel até
hoje tanto se apresentando no restante dos
albums solos de Gabriel como nas apresentações
ao vivo do cantor). O baixista já havia
colaborado com inúmeros de artistas e em
especial na categoria do jazz como "Buddy Rich &
His Big Band", Herbie Mann, Deodato, Phoebe Snow,
e entre outros conhecidos no mundo do rock e do
pop como Carly Simon, Paul Simon, Alice Cooper,Lou
Reed, Ringo Starr e entre muitos. As guitarras e
violões acústicos são preenchidas por 2 músicos:
1) Robert Fripp que foi o fundador do "King
Crimson" e após o seu anúncio de fim de
atividades com a banda em setembro de 1.975
(mesmo ano que Gabriel encerrou suas atividades
no "Genesis"!!!), esteve trabalhando com
diversos artistas como David Bowie, Brian Eno,
"Hall & Oates" e "Blondie" e tendo um interesse
na parte de produção musical quando começou a
atuar ao lado de Gabriel no "PG1" (aqui ele é o
produtor do album junto com Gabriel). 2) Sidney
McGinnis que vinha tocando junto com Barry
Manilow antes de fazer o seu registro aqui em "PG2"
e substituindo Steve Hunter no album anterior de
Gabriel. Os sintetizadores e tratamentos e
efeitos sonoros foram aplicados pelo americano
Larry Fast (ele está presente em pelo menos na
metade das faixas deste album), que já havia
colaborado no album anterior de Gabriel. Fast
foi o fundador e idealizador do "Synergy"
estreando na sua carreira musical com o album "Electronic
realizations for Rock Orchestra" (1.975) que
tinha de cara intencionalmente gravar a sua
música na categoria de eletrônico. Detalhe:
Gabriel colaborou na elaboração dos títulos das
faixas do album "Cords" (1.978) por sinal
gravado após a uma turnê dele próprio para Fast.
Observe que uma boa parte dos músicos são
americanos pois Gabriel comentou que embora a
Inglaterra fosse a "escola" do rock progressivo,
entrentanto não é a "escola" do rock
propriamente dito e isso em vista de que ele se
sentiria muito mais a vontade de poder separar
determinadas coisas que sempre desejou não se
atando a um padrão musical tanto se tratando de
música como músicos. O album pela quantidade que
é apresentada de músicos e faixas varia mais nas
participações dos guitarristas e tecladistas. O
baixista (Levin) e baterista/percussionista (Marotta)
são os únicos que não mudam suas participações
no trabalho de acordo com o decorrer do
andamento das músicas, exceto quando eles
realmente não fazem participações (uma única
faixa por sinal!!!).
Em "PG2" muda muito com relação ao album
anterior, este agora se encontra de uma maneira
feita com um Gabriel bem mais roqueiro que de
costume desde os seus tempos no "Genesis" e
sendo provavelmente o último album que ele
gravaria nos anos 70 englobando o rock, o
público só poderia observar algo bem parecido e
moderno mais tarde em "So" (1.986) - só não
venderia tanto quanto este último. Acredita-se
que Gabriel neste trabalho pode ter seguido
espertamente uma tendência musical que estava
muito fortemente sendo apresentada na época em
termos musicais: o punk, além do new wave; eis
inclusive que as estruturas musicais do album
não são complexas e sendo que as faixas estão na
casa entre os 3-5 minutos de duração. Está um
tanto mais denso, obscuro, sombrio embora sofra
algumas variações musicalmente. O
experimentalismo musical está muito fortemente
presente se o ouvinte prestar muita atenção no
trabalho (possivelmente porque Robert Fripp,
guitarrista que foi pertencente ao "King
Crimson" estava trabalhando com outros artistas
fazendo e até aconselhando a outros artistas a
usufruirem do experimentalismo musical) O rock
progressivo, por exemplo, aquilo que Gabriel
vinha trabalhando no "Genesis" é pouquíssimo
apresentado. O público e a crítica inclusive
entre os 4 primeiros albums (que não são
entitulados, tendo apenas o nome do cantor - e
as vezes até mesmo os outros demais de sua
discografia) não consideram como uma obra-prima
do músico, muitos admiradores observam que aqui
ele está um tanto "perdido" e sem muita
inspiração, espontaneidade e confiaça no que
estava gravando, visto que no album seguinte,
"Peter Gabriel 3" (1.980) também conhecido como
"melt", ou seja "derretido" (e muitíssimo
adorado pelo público) já a partir de então
define o seu jeito e estilo de fazer música.
A grande verdade é que este trabalho está entre
2 trabalhos completamente muito diferenciados: o
"PG1" é um marco de Gabriel como sua fase de
transição de sua saída no "Genesis" e investindo
como um artista solo que mesmo ainda ter sido
feito numa forma que os fãs visse como uma
"estranheza" ainda tinha alguns momentos que
lembrava o "Genesis", e já no "PG3" mostra um
Gabriel que registra definitivamente uma música
que ele a partir desse trabalho investiria
musicalmente de uma forma muito pesada
trabalhando com a música de terceiro mundo. Algo
parecido já ocorreu com outros artistas como o
"Rush" em "Caress of steel" (1.975), ou o "Yes"
em "Drama" (1.980), não que seje trabalhos
puramente odiados pelos fãs, mas que causam uma
sensação de estranheza pelo resultado de suas
sonoridades fazendo até mesmo os artistas em
determinados casos reconhecerem que não
conseguiram satifazer a grande parte de seus
ouvintes. Detalhe: o próprio Gabriel reconheceu
que não gostou muito do resultado deste album,
apesar de que atingiu o posto de número 10 nas
paradas inglesas. O resultado não muito
satisfatório em termos comerciais fez com que a
Atlantic Records perdesse o seu interesse com o
artista sendo que a Mercury Records seria a
interessada no album posterior.
Uma coisa é bem certa: os vocais do músico
jamais haviam soado e soarão parecidos em
quaisquer albums que ele teria (ou terá) feito
em toda a sua carreira, não pelo menos desta
forma que ele resultou neste trabalho. Gabriel
inclusive fez apresentações que eram observadas
em underground do estilo característico desse
gênero musical e até mesmo o seu comportamento
pessoal como músico nas apresentações já não
eram as mesmas iguais as que ele fazia no
"Genesis", ou seja, já não fazia papeis teatrais
iguais a que ele representava em diversos
personagens em diversas faixas que o "Genesis"
havia gravado com Gabriel apenas a exceção de
uma música chamada "Me and my Teddy bear" (que
gerou num compacto) que ele aparecia no palco
com um ursinho de pelúcia ("Teddy bear" é o
significa de "ursinho de pelúcia" em inglês). O
seu estilo de se vestir também era bem de
propício de um punk, vestindo jalecos, calças de
couro, botas e o cabelo era visto muito curtinho
e chegando até a ficar completamente careca.
Para o agrado do público ele em determinado
momento ficava de costas ao público e se jogava
no meio dos espectadores que teriam por alguns
instantes o gostinho de segurá-lo antes que ele
retornasse novamente ao palco. Detalhe: é
possivel observar uma foto de Gabriel nessa
situação numa foto da contracapa do album "Plays
live" (1.983). As apresentações deste album se
extenderiam até o ano de 1.979 antes que Gabriel
retornasse aos estúdios para as gravações de "PG3";
2 convidados muito especiais seriam recebido por
Gabriel nos palcos e nada mais era que Phil
Collins e Chester Thompson, ambos os 2
percussionistas também oriundos do "Genesis". Ao
longo da carreira de Gabriel foi também um album
em que as músicas aqui pouco apareciam no
set-list do cantor (vide por exemplo nos albums
solos ao vivo de Gabriel). Certamente para
muitos não é recomendado como um album para
iniciar a escutar a carreira de Peter Gabriel em
se tratando de albums de estúdio.
A capa do album foi feita através de fotografias
tiradas por Peter Chistopherson da notável
empresa chamada Hipgnosis, a mesma que já
elaborou para o "Pink Floyd", "Yes", "Flash" e
entre outros. Aqui uma outra coincidência deste
album de Gabriel com o "Cords" de Fast: as
fotografias observadas foram tiradas quase que
próximas do mesmo local e na mesma época antes
que saisse "PG2". Elas foram tiradas em Nova
York, Estados Unidos, numa esquina da 22th
Street próximo do West Side Highway (esta última
referência, aonde aparecem os viadutos, que
segundo constam na geografia de arruamentos
atualmente demolidos). Na época estava ocorrendo
uma rigorosa tempestade de neve, tanto que é
percebido Gabriel andando pela rua embaixo dos
viadutos da West Side Highway ao longo de montes
de neve aparados e amontoados nas calçadas. Como
já comentado anteriormente muitos admiradores de
Gabriel que consideram o album "dark" podem
reparar que as fotografias foram tiradas em
preto e branco, o que induz a imaginar que a
música segue um mesmo sentimento criado por
Gabriel (e ajudado por Fripp) em termos musicais
relacionados com esse album. A agressividade do
arranhão (será também o resultado que Gabriel
sentiu na finalização do trabalho ?) feito por
Gabriel (comenta-se que até um bolo com o
característico arranhão foi feito no dia de seu
aniversário no ano posterior do lançamento de "PG2")
também induz uma forma sombria que pode até ser
percebido mesmo na expressão de seu olhar, já na
foto da contracapa Gabriel parece ter
hilariamente a forma como ele está com o corpo
meio contorcido aparenta que ele estava sentido
alguma dor (sentimental com a música ?) como se
até estivesse sofrendo um ataque cardíaco.
Fotografias muito selvagens por sinal, da forma
como foram clicadas. No CD remasterizado mais
recentemente é possível encontrar algumas fotos
de Gabriel em estúdio e em apresentações ao vivo
e uma muito interessante dele sentado de frente
a um piano acústico tocando junto com Robert
Fripp (este inclusive que nunca gostou muito de
ser fotografado dentro de estúdio). O design foi
elaborado por Colin Elgie que também colaborou
com "Wishbone Ash", "Renaissance", "The Alan
Parsons Project", Justin Hayward (vocalista e
guitarrista do "The Moody Blues") e até o
"Genesis" em "A trick of the tail" (1.976).
A produção foi feita sob a responsabilidade de
Robert Fripp, já comentado anteriormente com a
colaboração própria de Peter Gabriel no que
resultou na sonoridade já esclarecida e muito
criticada pelo público. É muito provável que
este album foi feito sob uma forma de resultar
num experimentalismo já que Fripp depois que
encerrou as atividades do "King Crimson" na
metade dos anos 70 esteve colaborando além de
tocar o seu instrumento principal, a guitarra,
também começou a ter um profundo interesse na
parte de produção musical. O experimentalismo de
Fripp não era uma novidade na época, o
guitarrista marcou nessas condições de fazer
música a partir de um album solo feito em duo
com o ex-integrante e fundador do "Roxy Music",
Brian Eno, através do disco "No pussyfooting"
(1.973) e pelo visto arriscou a fazer o
experimentalismo com outros artistas na época
até mesmo antes e no período de gravações de "PG2"
como "Sixty-Six shades of Lipstick" (1.975) de
Keith Tippett (foi inclusive um pianista que
tocou no "King Crimson"), o "Heroes" (1.977) de
David Bowie, "Along the red ledge" (1.978) de
"Hall & Oates" e entre outros.
Mesmo que Gabriel não tenha ficado satisfeito (e
não teve decepção alguma com Fripp em termos
pessoais) com o resultado do trabalho
(possivelmente pelo fator da produção que
finalizou a obra) é seguro que aqui neste caso
deve ter servido de experiência ao cantor para
que algum dia ele pudesse criar idéias ou
distribui-las para outros artistas que poderiam
trabalhar com o mesmo e admirar a sua música
como um todo. Parece que Fripp adicionou ecos,
efeitos de som, um tanto de graves na
sonoridade, os vocais um tanto distantes junto
com os instrumentistas que participaram do album.
Mas não poderíamos considerar que o cantor se
tornou uma "vítima" das idealizações de Fripp
com a produção deste trabalho porque o mesmo
deveria ter em pensamento que queria fazer
possivelmente algo distante daquilo que fez nos
seus tempos com o "Genesis". Alguns fãs de
Gabriel julgam Fripp o culpado deste resultado,
mas não dá pra classificar essa hipótese pois
Gabriel não continuaria com a ajuda de Fripp no
album posterior e também se desenteria
relativamente com este profissional da música.
Uma pergunta: comentam-se que o album foi
gravado em 6 semanas, ja falado anteriormente;
Fripp é um artista que tem o costume de que
quando vai gravar um album, cria em muito pouco
tempo. Será que a pressa talvez não tenha sido a
grande vilã deste resultado também ?
Se o ouvinte perceber nos outros albums que
Gabriel já criou conseguirá destinguir o quanto
é distante as idéias de Gabriel em relação aos
outros produtores e o de Fripp, ou seja, o disco
soa mais como se fosse um album de Fripp do que
um de Gabriel. Fripp em conjunto com Gabriel
auxiliado também por Steve Short, Ed Sprigg,
Michael Getlin e Steve Tayler (não é possível
compreender pra que este bando de colaboradores
ajudando Fripp e Gabriel na produção do disco),
e em contra-partida está alguém que fez uma
presença muito fundamental na coordenação do
album e provavelmente esquecido para muitos
daqueles que sempre acompanharam Gabriel desde
os seus tempos aúreos no "Genesis"; este nada
menos é Richard McPhail. Para quem não sabe
McPhail é um conhecido de Gabriel desde os
tempos em que ele frequentava ainda adolescente
o Chaterhouse, e quando o "Genesis" foi formado,
este seria como se fosse o sexto integrante da
banda, mas era mais que um auxiliador geral do
conjunto e também um promoter da banda. Ele
deixou de acompanhar o grupo em fevereiro de
1.973, sendo que até uma dedicatória foi feita
em homenagem a ele no album "Genesis live"
(1.973), sendo um fiel escudeiro inclusive da
banda até nos maus momentos que eles passaram
juntos.
"On the air" - o primeiro lado deste disco
começa com uma faixa que apresenta um Peter
Gabriel bem roqueiro (na verdade o Peter Gabriel
que observamos bem mais roqueiro, se extende
ainda na faixa seguinte). Lembra um pouco da
sonoridade um tanto mais hard da "New song" do
grupo "the Who" no album "Who are you" (1.978).
É a maior faixa do album com pouco mais de 5:30
minutos de duração que apesar do título que
significa "No ar", aparenta ser alguma coisa que
esteje "velejando", voando ou flutuando, mas na
verdade trata de ser nada menos de algo que nos
nossos dia-a-dia costumam a estar no meio aos
nossos redores e até para respirar!!! São as
frequências de ondas, mas neste caso não são as
de televisão ou de telefonia móvel (wireless)
por exemplo, e sim as broadcasting, de
radiodifusão (ondas de rádio). Gabriel está
nesta faixa aparentemente retratando de uma
estação de rádio (e uma rádio pirata e amadora,
por sinal), o Mozo que ele se refere
precisamente na última frase da música, "I want
everybody to know that Mozo is here", que
significa "Eu quero que todos saibam que Mozo
está aqui" em inglês é um DJ (disc-joquei) que
fica numa cabina próximo de um rio, Mozo está
perdido e justamente grita no microfone para
justamente todos saberem que ele está nas
proximidades. A música confirma que é uma
estação de rádio : "Every night, I'm back at the
shack", nesta frase o "shack" é a "cabine" onde
fica o radialista ou o locutor(a). A impressão
que se tem parece de ser um manifesto como pode
ser percebido no coro que repete as palavras "On
the air", Gabriel inclusive parece até a gritar
isto porque ele está em meio de guitarras
distorcidas de Fripp e McGinnis e a um ritmo
meio de estilo punk, com os sintetizadores de
Fast e os teclados de Bittan bem daqueles de
finais de anos 70. Diga-se ser um manifesto
porque o Mozo é um indivíduo desclassificado
pela sociedade e a estação de rádio neste caso
ainda mais quando "Made from the trash...", o "trash"
se refere a uma rádio do tipo alternativa para
que Mozo possa fazer a sua justiça para com os
ouvidos das outras pessoas. O tema rádio
inclusive curiosamente já havia sido feito no
album anterior, "PG1" na faixa "Here comes the
flood" mas ai é um outro caso a parte. Um outro
detalhe que dá a entender é que o Mozo talvez
seje o personagem Rael (também é um indivíduo
que é rejeitado da sociedade de uma maneira
geral) que é o principal do album "The lamb..."
quando Gabriel ainda se encontrava no "Genesis".
Repare também na atuação na forma de como é
feito o baixo de Levin aproximadamente um minuto
antes do término da faixa, é como se ele
estivesse solando uma guitarra elétrica (a
guitarra acompanha as notas de Levin). Em alguns
encartes das letras deste album foram impressas
ao invés de Mozo, o nome Bozo. Há uma versão
desta faixa no album "Plays live".
"D.I.Y" - outra faixa que no embalo Gabriel fez
espertamente se unindo no final da anterior e
segue ao mesmo estilo bem de um Gabriel roqueiro
e ainda com energia somada a sonoridade punk.
São iniciais que significam "Do it yourself", ou
seja "Faça você mesmo". É o indivíduo ter o
objetivo de não deixar as opiniões dos outros
influenciarem na sua própria conduta de pensar
sobre quem ele é, o que pretende e a forma como
irá desenvolver as suas coisas; acreditar nelas
como seje melhor pra ele. Ou seja, entre
palavras: Seja você mesmo. Isso porque a
sociedade não tolera ou suporta pessoas
individualistas que vêem e agem de uma forma
completamente oposta e contrária sobre o que
eles tem em mente. Gabriel tinha um propósito de
sair do "Genesis", talvez aqui nesta faixa ele
revele o seu porquê baseado sobre essa forma de
agir do ser humano. Com uma estrutura
musicalmente de rock, há um destaque válido para
Levin que com o baixo ele toca a faixa como
tocando as notas em forma crescente de escalar
em do-re-mi..., e acompanha Bayete nos teclados,
Fast nos sintetizadores (ele parece aguardar os
músicos nos momentos finais para o início desta
faixa) e McGinnis nos violôes e mandolin. Um
outro detalhe demonstrando um Gabriel roqueiro e
punk e quando ele grita "Hey!" antes de citar as
inúmeras vezes a palavra "D.I.Y". É outra faixa
que ficou registrada numa versão ao vivo em "Plays
live". Saiu também nos 2 compactos que fizeram
parte na época do lançamento de "PG2", sendo um
deles numa versão diferente.
"Mother of violence" - uma das "baladas" do
album, talvez esta seje uma das faixas mais
tranquilas do album inteiro porque não tem nem
sequer baterias ou percussão, e baixo (a única
faixa deste trabalho que não estão presentes
Jerry Marotta e Tony Levin respectivamente) e
apenas uma dupla participação de Fripp com a
guitarra elétrica ao fundo (ele se apresenta
mais próximo do fim da faixa) acompanhando o
violão acústico de McGinnis. Tem uma sonoridade
de como alguem que estivesse tranquilamente
tocando um violão acústico em frente a um local
de ambiente muito calmo e numa noite suave e
fresca e em boa parte da turnê da apresentação
deste album era possível observar Gabriel
sentando bem de frente ao público e sequer
também era tocado o piano, ficando apenas os
instrumentos de corda. Gabriel utilizou um
simples efeito sonoro na introdução da faixa um
simples inseto que é executado por John Tims. Ao
mesmo tempo que Gabriel inseriu esse efeito, a
idéia foi usufruida por Phil Collins em seu
album de estréia "Face value" (1.981) na faixa "The
roof is leaking" (que tem uma melodia e
sonoridade nos mesmos moldes de "Mother of
violence"). Um outro fato curioso é que existe
uma parceria de Jill Gabriel na composição desta
faixa (é a única que inclusive se tem notícia
que foi também composta por sua esposa na
época). Jill seria observada fazendo presença
nos vocais de fundo de "Peter Gabriel 4-
Security" (1.982). Gabriel conheceu Jill ainda
adolescente desde os tempos da Chaterhouse e um
pouco antes que o "Genesis" foi fundado. Eles
namoraram desde aquela época se casaram, tiveram
2 filhas, Anna e Melaine até o lançamento de "PG2".
O casamento entre ambos durou até 1.983 quando a
família se afastou de Gabriel já que o mesmo
constantemente por parte de seu profissionalismo
necessitava viajar mundo afora. Desde os tempos
aureos que Gabriel esteve no "Genesis", a banda
necessitou fazer turnês em muitos países da
Europa, assim como do outro lado do Atlântico,
nos Estados Unidos, e por mais incrível que
parece por essas razões é provável que Gabriel
quando deixou o "Genesis" estivesse sofrendo
pressão não apenas por parte de seus
companheiros do grupo sendo visado como um
elemento principal que surgia na imprensa,
crítica e público, como também da família que
aos poucos parecia se afastar de suas
responsabilidades de representar um marido e um
pai. Durante a ausência de quase 2 anos sem
lançar algo, Gabriel se dedicou piamente com a
família o tempo necessário antes que saisse "PG1".
A faixa descreve sobre medo e uma população
amendrontada, sufocada e indefesa por algum
desconforto do dia-a-dia; este pelo que se
refere é a violência, como no próprio título da
faixa já sugere e que perfura e agride qualquer
ser humano ou qualquer coisa. A melhor defesa às
vezes é uma boa ofensa. Se defender é enfrentar
e sentir de perto o medo, a violência, e a
ofensa é também enfrentar e sentir de perto o
medo, a violência. A autodefesa é exatamente
aquilo que muitas vezes o ser humano necessita.
É um tanto díficil dizer com precisão aonde a
ameaça está presente nesta pequena faixa que
possui menos de 3 minutos de duração sabe-se que
entretanto deve estar em várias situações : "TV
dinner, TV news", nas televisões por exemplo, ou
dentro da própria casa e da família "Fear, Fear,
she's the mother of violence" que significa
"Medo, medo, ela é a mãe da violência". Poucas
canções do tipo Gabriel gravou na sua carreira
como "Wallflower" do "PG4", ou "Mercy street" do
"So" como por exemplos. Saiu também em compacto.
"A wonderful day in a one-way world" - Gabriel
sai da tranquilidade absoluta para uma melodia
mais ritmica, uma melodia que tem um ritmo bem
de um estilo reggae, tem um jeito até daquelas
canções de estilo bonitinhas que é sempre
inevitável qualquer artista compor. O
interessante desta faixa é que existe na melodia
o coro principal (acompanhando Gabriel, são
Levin e Marotta) que se o ouvinte se simpatiza
com a faixa ele inevitávelmente canta junto com
a música: "Have a wonderful day in our one-way
world, one way, one day", que é evidentemente
justamente a frase que pertence ao título da
faixa. Gabriel soa aqui mais ou menos próximo de
músicos de calibre igual a Bob Dylan ou Paul
Simon. Tony Levin e Jerry Marotta retornam e
agora eles irão a partir daqui finalizar o album
com suas presenças até o final do album "PG2", e
os músicos participantes neste caso são Bayete
nos teclados e McGinnis nas guitarras. A faixa
retrata sobre o tema sociedade capitalista e
justamente percebe-se a partir da frase "No
respect for supermen in the supermarket", que
significa "Nenhum respeito para os super-homens
no supermercado" em inglês, o "supermercado" é
justamente o que centra nesta canção o
capitalismo. Ou seja uma boa maioria da
população mundial convive em um mundo
industrializado, onde que para se sobreviver de
sua alimentação o indivíduo necessita ir em
algum supermercado (tanto faz seje um
hiper-mercado ou uma minúscula mercearia) e
adquirir a sua necessidade importante e básica e
isso que torna a sociedade um dos motivos de ser
capitalista, o que é muito incomum a grande
maioria das pessoas irem direto no campo em
busca de suas alimentações para a sua própria
sobrevivência, a salvo daqueles que vivem
exclusivamente disso. No caso da canção o
personagem parece estar sozinho no supermercado,
confuso sem ter como poder ser atendido, a
sensação frágil de uma sociedade sem ter como
ser ajudada inclusive "Looking round the store,
it was all deserted", que significa "Procurando
ao redor da loja, estava toda deserta" em
inglês; e não é só isso, vivemos o consumismo
obviamente sempre em função do dinheiro,
depender do capitalismo é depender de sobreviver
dignamente com o dinheiro. "One way, one day"
que significa "Um caminho, um dia" em inglês, e
dar a entender de que o indivíduo não pode
aguardar que todas as coisas possam ser
solucionadas apenas nas sextas-feiras e nos
finais de semana e sim durante a mesma. Gabriel
cita inclusive o físico Albert Einstein (aquele
velhinho que é flagrado com uma fotografia que
aparece com a língua de fora falecido em 1.955,
o elaborador da famosa "Teoria da Relatividade")
em que o personagem que está perdido no
supermercado, encontra com um velhinho (o físico
aqui no caso) que não se preocupa muito em abrir
sua mente para outras idéias e sim para a sua
teoria "My name is Einstein, do you know time is
a curve?" que significa "Meu nome é Einstein,
você sabe que o tempo é uma curva?" em inglês, o
"tempo" e a "curva" são pertencentes a sua
"Teoria da Relatividade"; isso o torna o tal
sujeito ainda mais nervoso e neurótico.
Resumindo Gabriel passa também uma mensagem
(apesar da letra não ser muito grande) da
seguinte forma: Dor - Sonho - Reflexão -
População - Poder - Mudanças - Felicidade.
Observe que num ano de 1.978, não era muito
comum e frequentemente dizer e escrever sobre
entidades políticas de alto escalão, o mundo
passava sim num ano como esses por várias
mudanças (inclusive na música), mas não era tão
recitado sugerido pelos artistas mais
futuramente.
White shadow - apesar de ter uma duração de
tempo na casa de 5 minutos, muitos fãs de Peter
Gabriel consideram esta como uma das faixas
épicas do album (diferente do que sentem com
relação as 2 primeiras deste album) considerando
como algo que lembra inclusive Peter Gabriel
quando estava no "Genesis", alguns fãs de
Gabriel vão mais além comparando como se fosse
um resumo de "Firth of fifth" do album "Selling
England by the pound" (1.974) (!?), não
estruturalmente, mas melodicalmente; ao que
parece talvez os que estes fãs estão se
referindo seje o tema instrumental no meio da "Firth
of fifth" onde Hackett fica solando com a
guitarra junto com Rutherford. Se considerar ao
nivel desta o "Genesis" o ouvinte também
observará que a música aqui neste caso é
semi-instrumental, da mesma forma que "Firth of
fifth" foi realizada no album "Selling...".
Novamente existe o reforço de sintetizadores de
Fast e os teclados de Bittan e as guitarras de
McGinnis e Fripp (este último inclusive toca
violão acústico nesta faixa e faz o solo de
guitarra elétrica no final). Os ouvintes gostam
também da entrada de introdução desta música,
assim como o final da mesma tocado por Fripp e
Fast. Considerada como uma das canções
misteriosas e enigmáticas do album e parece
retratar sobre morte e anjo e situações
negativas. A morte que subentende-se que seje a
cor preta é neste caso a cor branca já que "white"
do título é "branca" em inglês e o anjo neste
caso que poderia retratar uma figura de algo
voando é neste caso uma sombra, já que "shadow"
do título é "sombra" em inglês.
"Indigo" - aqui inicia-se o outro lado do album
junto com os 2 tecladistas Bayete e Bittan (o
único caso por sinal apresentado no album) e
apenas McGinnis nas guitarras elétricas. É uma
faixa relativamente tranquila e suave e sem
muita agressividade. Era inclusive já conhecida
pelos ouvintes que acompanharam Gabriel em seu
primeiro album onde já esboçava a mesma com o
lançamento de "PG1" e na elaboração do album "PG2"
numa época inclusive que ocorria uma turnê
americana e fora apresentada com um outro título
chamado "A song without words" tendo a mesma
melodia, embora a seção mediana e as letras eram
diferentes e uma versão destas foi registrado
numa gravação pirata de "Live at the Roxy" de
1.977. Alguns ouvintes chegaram a testemunhar
Gabriel dizendo antes que a música fosse
executada foi escrita para o seu pai. A canção
parece retratar sobre a estória de um ermitão
que finalmente está se rendendo e aceitando
naturalmente a sua realidade e a sua própria
morte e algo relacionado a alguma cirurgia "Where
I can hide them, now I'm open wide", que
significa "Onde eu posso esconde-las, agora eu
estou aberto largamente" em inglês. Gabriel deve
estar referindo que a morte é a exalação final,
um relaxamento para toda a eternidade; um
sentimento muito triste ocorrido no inverno
quando os dias aparentam ser mais curtos e não
sentir energia para continuar sabendo que o
indivíduo irá passar por essa fase e sentir
depois um alívio. No momento que se for, o mesmo
sentirá uma fé que será ajudado mas no momento
até então não encontrará uma solução. O curiosos
é que Gabriel havia retratado algo relacionado
associando a morte na faixa anterior.
Subentende-se que ele quer comentar a respeito
do assunto neste album.
"Animal magic" - outra faixa que Gabriel gravou
também bem estilo rock e com um jeito meio indo
para uma sonoridade punk, melódico por sinal
(como as outras já comentadas). Tem conotações
que retratam uma espécie de forças armadas que
no caso seria o exército britânico descrevendo
ações que os soldados fazem como "I learned how
to hunt in the night, I learned about camouflage"
que significa "Eu aprendi como caçar na noite,
Eu aprendi sobre a camuflagem" em inglês; ou
seja, espiar o inimigo e as outras pessoas,
pintar o rosto e o corpo de tinta e usufruir de
roupas a caráter do estilo camuflada, algumas
das ações como estas que tornam homens como
esses em verdadeiros animais mágicos que é o
título da faixa. Os seres humanos conseguem
adquirir contato com suas formas primitivas
anteriores de vida para sobrevivência. Gabriel
também incentiva nas letras que os homens se
ajunte a estes outros indivíduos experientes e
ganhar experiência como na frase "Join the
professionals and learn to fight" que significa
"Filie aos profissionais e aprenda a lutar" em
inglês. Alguns fãs também aceitam a idéia de que
a faixa tem algo a ver com masculinidade,
assumir verdadeira sexualidade, pois a seriedade
das forças armadas no fundo só aceita os
indivíduos que são verdadeiramente homens (ou
mulheres) e empenhar o seus verdadeiros papéis
como vieram ao mundo independentemente seja qual
sexo. Musicalmente não conta com a presença de
guitarras, apenas um forte reforço de teclados
executados por Bayete e sintetizadores
executados por Fast e Gabriel, especialmente de
pianos elétricos.
"Exposure" - possivelmente esta é sem sombra de
dúvidas a faixa mais experimental do album
coordenada e "gerenciada" completamente por
Robert Fripp (que já comentado anteriormente foi
o produtor do album). O resultado do nome da
faixa resultou inclusive no título do primeiro
album solo de Robert Fripp lançado em 1.979,
além de contar com uma versão que no caso está
uma mulher chamada Terre Roche, além de Gabriel
é claro ali presente, mas aparentemente
soletrando as letras da palavra "Exposure". Os
mesmos músicos presentes aqui também estão
naquela versão (pura coincidência ?). Obviamente
que neste último caso é uma outra estória !!!
Aqui a faixa tem a autoria de Gabriel e Fripp e
é praticamente instrumental a salvo de 2 frases
e mais nada (uma delas que é minúscula!!!).
Gabriel incita só a palavra "Exposure" mas de
uma forma que ele vai dizendo num tom de voz
grave (parece que ele usufrui do vocoder, mas
aparentemente é o seu próprio vocal sendo
interpretado) até tentar chegar ao seu vocal
agudo e sendo cada vez mais selvagem, agressivo,
sombrio e assustador de uma maneira que tanto a
sonoridade da faixa como o vocal resultou num
meio muito minimalista instrumentalmente como
linhas de baixo e baterias que acompanham as
guitarras num ritmo meio funk. Fripp apresenta
uma sonoridade própria com os seus
Frippertronics que o artista desenvolveu durante
o seu crescimento e amadurecimento profissional
com relação a guitarra e aparelhagens de
gravação e é muito comum nos seus albuns solos
tanto no album "Exposure", ou até em outros como
"God save the Queen/Under heavy manners" (1.980)
ou em "Let the power fall" (1.981) como
exemplos, isso antes que ele retornasse com o
ressurgimento de sua banda de origem, o "King
Crimson", novamente em 1.981 com o trabalho
"Discipline" (que Levin também está presente).
Esta faixa soa por vezes mais do que algum album
que Fripp elaborou na sua carreira durante este
período do que um album de Gabriel, a cominação
dela seria até muito mais ideal e interessante
se esta música no caso estivesse no album
posterior em "PG3" que ali inclusive foi um
album satisfatório que Gabriel gravou até então
durante a sua carreira como músico (e
ousadamente na música).
"Flotsam and Jetsam" - é a menor faixa do album
com pouco mais de 2 minutos de duração. Uma
canção muito simples numa levada meio country,
mas não muito convencional ao que pelo menos
pode se perceber através das guitarra (em slide
guitar) de McGinnis. A pergunta é: quem está
tocando o piano ? O vocal de Gabriel aqui também
aparece um tanto distante mas em contrapartida
os toques de baixo de Levin são perfeitos e
muito nítidos. Uma canção muito ignorada pelo
público de Gabriel e até ele próprio que chegou
a ser tocada inesperadamente na turnê de 2.002
do album "Up" em algumas pouquíssimas
apresentações. Retrata algo sobre humidade e
tempestade e curiosamente foi escrita por
Gabriel antes de "Here comes the flood" do "PG1"
(que neste caso retrata nitidamente sobre
tempestade). Lembra algo de por-do-sol, com
alguns cais e barcos espalhados nos arredores
das docas de alguém querendo resgatar e salvar
algo, ou algum indivíduo como na frase (citada 4
vezes) "If only I could touch you..." que
significa "Se eu pudesse apenas tocar em você"
em inglês. O Flotsam flutua, e o Jetsam atira
algo pra fora do barco como se fosse para
aliviar o peso (ou uma responsabilidade). Se as
letras se fossem mais extendidas e com um pouco
mais de música a faixa seria até que uma das
mais simpáticas do trabalho deixando de ser um
pouco mais discreta na forma de como ela foi
feita, ela poderia inclusive fazer parte do
album "PG1" porque tem uma sonoridade que se
adapta neste primeiro disco de Gabriel.
"Perpective" - mais uma outra faixa de Gabriel
bem roqueiro e em moldes meio de sonoridade
punk, chega a lembrar algo meio parecido com o
cantor David Bowie e em melodias que Gabriel
chegou a fazer antes e depois de "PG2" como em "Modern
love" do "PG1" ou "Big time" do "So". Aqui
Gabriel tem a presença de um saxofonista chamado
Timmy Capello. O "PG2" apresenta pela primeira
vez sopros de saxofone (e quase que no final do
trabalho) tanto nesta faixa como também na
próxima. Participam também Bittan nos teclados,
Fast nos sintetizadores, Fripp e Mcginnis nas
guitarras. É bastante repetitiva, citando
diversas vezes a frase "I need perspective" que
significa "Eu preciso de perspectiva" em inglês,
algo de muita importância ao indivíduo.
Aparentemente temos aqui um Gabriel preocupado
com a ecologia, tratando a respeito de uma
grande indústria de plantas químicas como nos
versos "I used to be an industrial giant,
Sitting in a garden full of chemical plants" que
significa "Eu costumava ser um gigante
industrial, sentado em um jardim repleto de
plantas químicas" em inglês; ele (o empresário)
começa a tomar mais consiência se sentindo
culpado pelo fato de que ele está abusando dos
recursos naturais da Mãe Natureza que neste caso
ele cita na música como "Gaia", Oh Gaia, if
that's your name". Para quem não sabe "Gaia" foi
um nome dado pelos antigos gregos à Deusa da
Terra e por um pesquisador cientista britânico
chamado James Lovelock, durante os anos 70 numa
de suas apresentações, e tendo como um objetivo
retratar a Terra como um organismo vivo com
mecanismos gerados e regulados por processos
vitais conhecidos como homeostase. As letras
dessa música aparentam ter uma advertência que
sem uma visão repleta das coisas corremos o
risco de perder tudo, a perspectiva como o
próprio nome da faixa sugere. observe também que
em se tratando de detalhes ecológicos e
pertencentes a Mãe Natureza temos algumas
palavras nos títulos das faixas deste album como
"Air", "Day", "World", "Animal" e o barulho do
inseto em "Mother of violence". Saiu na época no
primeiro compacto antes do lançamento de "PG2".
"Home sweet home" - a última faixa participam:
desta vez Bittan nos teclados e McGinnis nas
guitarras com Gabriel tocando órgão elétrico.
Possivelmente talvez esta além de encerrar o
album seje também a faixa mais dramática do
album, com um Gabriel muito inspirado na forma
tanto de ter escrito a música (parece que alguem
até ajudou ele na escrita) e na forma de
interpretá-la. A forma de como foi tocada também
está atrelada a isso tudo porque é relativamente
lenta com um objetivo de manter o ouvinte mais
atento na dramatização de seu vocal,
especialmente quando ele vai dizendo e
progredindo nas palavras do título "Home sweet
home". Observe que "Home" ("lar" em inglês) tem
diferença com "House" ("casa" em inglês): lar é
algo que a pessoa possui verdadeiramente e casa
é algo que a pessoa necessariamente pode não
possuir. Diga-se de passagem que as letras dessa
música foram tiradas de uma notícia de jornal a
que Gabriel leu de um acontecimento ocorrido a
respeito de uma mulher que salta pra fora da
janela com seu bebê em seus braços. Como era
casada o viúvo utilizou o dinheiro do seguro que
ele conseguiu torrando em um cassino, e numa
dessas ele ganhou bastante, mas apesar de tudo a
estória no fundo tem um fim triste de como se
fosse ter tudo que sempre se sonhou ao mesmo
tempo que se tem uma perda dolorosa (no caso a
morte da mulher e sua criança). Gabriel consegue
transmitir ao ouvinte justamente isso nas
palavras do título da canção e ainda cada vez
mais que o cantor vai chegando próximo dos
finais da faixa. Gabriel representou também algo
que ele sentiu na sua vida real: ele e Jill
Gabriel perderam um filho numa época de gestação
nos tempos que ele estavam no "Genesis".
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