
Inglaterra, 1983.
Músicos:
Peter Gabriel - vocais principais,
sintetizador e piano
Jerry Marotta - baterias, percussão e
vocais de apoio
Tony Levin - baixo, stick e vocais de apoio
David Rhodes - guitarras e vocais de apoio
Larry Fast - sintetizadores e piano
Músicas:
1. The rhythm of the heat – 6:26
2. I have the touch – 4:49
3. Not one of us – 5:44
4. Family snapshot – 4:58
5. D.I.Y. – 4:10
6. The family and the fishing net – 7:33
7. Intruder – 4:47
8. I go swimming – 4:59
9. San Jacinto – 8:24
10. Solsbury Hill – 4:39
11. No self control – 5:00
12. I don't remember – 4:12
13. Shock the monkey – 7:14
14. Humdrum – 4:22
15. On the air – 5:20
16. Biko – 6:48
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Peter Gabriel
Plays live
Dados da resenha:
Comente e veja outras opiniões
aqui.
10 anos. Este foi
praticamente o tempo de espera que os
admiradores de Peter Gabriel tiveram de se
contentar para tê-lo em suas mãos através do
álbum “Plays live”. O “Plays live” é nada menos
que o então álbum aguardado pelo público de
Gabriel em se tratando de sua carreira solo e o
“segundo álbum ao vivo” que Gabriel havia
registrado algo de frente a uma platéia.
“Segundo álbum ao vivo” porque na realidade como
muitos fãs sabem Peter Gabriel foi um dos
fundadores do “Genesis” no final dos anos 60 e
em contrapartida o primeiro álbum ao vivo da
banda foi o “Gênesis live” lançado em 1.973 que
ainda estava presente o músico, antes que ele
saísse do grupo em 1.975. Se 10 anos de espera
foram uma forma de judiar da ansiedade dos fãs
tanto de Gabriel como do “Genesis”, imagine que
o segundo álbum ao vivo de Gabriel, o “Secret
world live” só sairia 11 anos depois deste
trabalho, só em 1.994 e no caso do “Genesis” ao
vivo com Peter Gabriel só 25 anos depois em
“Genesis Archives Volume 1: 1.967 – 1.975” sendo
lançado em 1.998!!! Esperas inclusive que foram
muito aguardadas, mas ai são outras estórias...
Este álbum, entretanto mesmo com a demora de 10
anos já compensa por ser duplo (o “Genesis live”
é simples), pois também pudera é o resultado do
decorrer de 5 anos de carreira solo com 4 discos
lançados durante este período que abrange os
anos de 1.977 até 1.982, embora a versão ao vivo
que se destina aqui neste caso foi o resultado
de uma turnê norte americana feita por Peter
Gabriel durante o ano de 1.982 tanto quando ele
gravava e lançava o seu quarto álbum solo, o
“Peter Gabriel 4” (1.982), ou o também chamado “Security”.
Quando Peter Gabriel lançou este álbum duplo que
saiu na metade de 1.983, ele também aproveitou o
embalo com o lançamento do disco pra promovê-lo
fazendo uma pesada turnê que se estenderia até o
finalzinho de 1.983 que pelo visto foi uma
atitude muito esperta tanto de Gabriel como da
gravadora.
Lançado pela gravadora Charisma Records (a mesma
que o “Genesis” também pertenceu), Geffen
Records e mais tarde pela Virgin Records, o
“Plays live” saiu em edição nacional tanto
naquele ano de 1.983 como também vieram outros
relançamentos do álbum em 1.988 e 1.989, embora
é muito mais compensador ter a edição original
do ano porque contem 2 encartes ilustrativos
onde ficam dentro deles seus respectivos discos
o que já não ocorre da mesma forma dos
relançamentos; já a versão em CD nacional apenas
saiu em 2.002 quando a gravadora Geffen resolveu
relançar mundialmente a remasterização completa
dos álbuns de Peter Gabriel também no mesmo ano
(no caso, importados a grande maioria) em que
saia o último álbum de estúdio, “Up”. Mesmo
assim o disquinho saiu lá fora em 1.984 e em
1.999. Embora muitos admiradores desta
compactação sonora sejam fieis a seus ouvidos,
os mesmos recomendam em sua grande maioria em
adquirir a caríssima edição japonesa porque
lamentavelmente as outras edições não possuem
uma pureza de som como a deste caso, e pra
desgosto e desprazer do ouvinte assíduo de Peter
Gabriel, a edição de 2.002 (que vale também no
caso da nacional) retirou 4 faixas para que o
disquinho ao invés de ser duplo, passou a ser
uma edição simples, o chamado edição “lite”,
onde é encontrado o nome “Plays live Highlights”,
ou seja, das 16 faixas encontradas (8 faixas em
cada álbum original do vinil) serão observadas
12 faixas. Mesmo com a presença de fotos e
ilustrações inéditas, acredita-se que obviamente
isso foi puramente uma jogada de marketing da
gravadora (ou será que de Gabriel ?) por ter
investido pesadamente na remasterização completa
de todos os seus álbuns mais o “Up” que era
novidade de estúdio na época. Talvez a edição
simples foi com o intuito de que aquelas pessoas
que não conheçam bem Peter Gabriel possam ter um
disco (mesmo sendo ao vivo) com a finalidade de
comprar por motivos de custo (já que não seria
um disco duplo) e de conhecer uma parte da
carreira do músico, se tornando ao mesmo tempo
uma coletânea, o que não é o caso, pois Gabriel
lançou a sua primeira coletânea “Shaking the
tree: Sixteen golden greats” (1.990), e que é
muito bem aceita por muitos ouvintes.
O “Plays live” como todo disco de um artista
também teve seu objetivo ao ter sido lançado:
primeiramente porque era sabido que Peter
Gabriel já continha um material abundante
gravado em estúdio anteriormente e a turnê dos
anos de 1.982 e 1.983 em si para promocionar
este álbum, fatores inclusive já comentados
anteriormente. Outros motivos também podem
reforçar a este disco ter saído como os
prejuízos que Gabriel teve no ano de 1.982 ao
excursionar em apresentações (algumas das quais
estavam inclusos até mesmo o hindu Ravi Shankar,
instrumentista mundialmente conhecido em tocar
cítaras) pelo WOMAD (World of Music, Arts and
Dance – Mundo da música, arte e dança) e isso
antes mesmo do lançamento de “PG4” que o músico
já havia tido com estes prejuízos por estes
determinados festivais. O outro fator também
pode ter somado com a idéia tanto de Peter
Gabriel como do “Genesis” no ano de 1.981 em que
foi a elaboração de um determinado script para
formalizar um possível filme entitulado como
“The lamb lies down on Broadway” (o último álbum
de Peter Gabriel que lançado em 1.975 e que
participou no “Genesis”) em que a banda se
reuniria com Gabriel para regravando as faixas
deste trabalho e Gabriel se apresentaria como o
personagem principal (obviamente!!!)
interpretando o Rael. Gabriel e o “Genesis”
procuraram aceitar a idéia num investimento
girando em torno de 5 milhões de dólares até que
todos entraram numa situação muito frágil
perdendo o patrocínio nos investidores das
filmagens naquilo que pretendiam criar, tentando
até executar eles próprios, mas acabaram
cedendo, desistindo e perdendo esperanças em que
tanto desejavam.
Na época desta turnê de Gabriel até aconteceu
algo muito sonhado pelos fãs do cantor e do “Genesis”;
eles se reuniram na tão “famosa” reunião
ocorrida em 2 de outubro de 1.982 no Milton
Keynes (o resultado gerou um álbum triplo ao
vivo pirata, objeto muito raríssimo, e um vídeo
da época ambos de grande procura para os
colecionadores destes artistas). Esta
apresentação também teve a presença do
guitarrista Steve Hackett (que saiu do “Genesis”
em 1.977) e dos músicos Chester Thompson nas
baterias (substituto de Collins nas baterias em
apresentações ao vivo) e Darry Stuemmer nas
guitarras e baixo (substituto de Rutherford com
seus instrumentos). Foram apresentadas músicas
que eram dos tempos de Gabriel no “Genesis”
desde “The musical box” do “Nursery crime”
(1.971) até “Back in NYC” do álbum “The lamb...”
assim como algumas do “Genesis” sem Gabriel como
“Follow you, follow me” por exemplo, do álbum
“And then there were three” (1.978) e além de
outras de Gabriel em carreira solo como
“Solsbury hill” do “Peter Gabriel I” (1.977),
“On the air” do álbum “Peter Gabriel 2” (1.978)
e outras mais. Para a alegria de todos aqueles
espectadores Gabriel fez encenações teatrais de
alguns de seus sucessos na época que estava no “Genesis”.
Falando inclusive em encenações teatrais neste
período desta turnê solo de Peter Gabriel era
possível observá-lo maquiado completamente no
rosto e sendo provavelmente suas únicas
aparições desde então, ele também era observado
durante em suas observações em algumas canções
caindo de costas e segurado pelo público próximo
ao palco para delírio de seus admiradores (as
fotos de encarte do álbum “Plays live” tanto a
capa como a contra capa confirmam estes
detalhes).
Este trabalho ao vivo também resultou na
elaboração de 5 compactos e mesmo sendo duplo
chegou ao Top 40 americano e na 13 posição das
paradas inglesas. Gabriel já nesta época era um
músico muito maduro que se apresentava
naturalmente como qualquer um outro, mas durante
aquele ano de 1.983 Gabriel precisou ser muito
firme e forte emocionalmente porque ele estava
se divorciando de sua esposa, a Jill Gabriel,
que a conheceu ainda jovem desde os tempos do
Chaterhouse namorando, casando e tendo duas
filhas neste relacionamento, Anne e Melaine.
Jill Gabriel compôs uma faixa durante a carreira
solo do músico chamada “Mother of violence” que
está no “Peter Gabriel 2” (1.978). A família
abandonou Peter Gabriel porque Jill não
agüentava mais o músico longe de casa e ter a
responsabilidade de cuidar dos afazeres
domésticos e das 2 crianças e isso sem contar
que como todo o artista também tem uma
quantidade enorme de fãs do sexo oposto (no caso
jovenzinhas e mulheres) que deviam causar uma
neura de ciúmes para Jill Gabriel ainda mais
quando estaria fazendo turnês em outros países
senão o seu de origem (falando em traição
diga-se que Gabriel foi traído por Jill Gabriel
que estava grávida do primeiro filho do músico
por um de seus melhores amigos), na Inglaterra.
Na verdade esta não foi a primeira vez que
Gabriel se conscientizou que precisava estar
mais ao lado de sua família; na época ainda que
ele se se encontrava no “Genesis” e
especialmente no período frutífero do grupo
próximo das gravações do álbum “Genesis live”,
Gabriel estava sendo muito pressionado pela
esposa em dar um tanto mais de atenção a ela e a
seus futuros filhos (Jill Gabriel perdeu um
filho durante a sua gravidez ainda quando Peter
Gabriel fazia as gravações de “The lamb...”).
Imagine como estava psicologicamente Gabriel
nesta situação, alguém que tinha pais que
pensavam em si próprios (o pai sempre atarefado,
ocupado e preocupado com seus negócios de
trabalho, a mãe que dava mais atenção pra irmã
de Gabriel), a frustração e agonia de estudar no
Chaterhouse e entre outros; algo que não é
qualquer um que consiga ter cabeça suficiente
para aturar a tudo isso, mas pelo visto a
convivência de Gabriel com a música foi sem
sombra de dúvidas um dos melhores remédios e
relaxantes para ele.
Neste mesmo ano de 1.983, o único integrante que
poderia se igualar em termos de quantidade de
álbuns (o “Plays live” como se sabe é duplo)
seria o outro fundador do “Genesis”, Tony Banks,
que gravou 2 discos, “The fugitive” e “The
wicked lady” (um lado do disco são composições
do filme em referência do título, enquanto que o
outro lado do mesmo disco são composições da
época do lançamento de seu primeiro álbum solo
chamado “A curious feeling” de 1.979), mas é
muito óbvio que os 2 álbuns somados não chegaria
próximo em termos de quantidade de vendas e de
classificação de paradas de sucesso igual ao
“Plays live”. Outros membros como o guitarrista
Steve Hackett gravariam também resultando em
“Bay of kings”, o guitarrista original e
fundador do “Genesis”, Anthony Phillips
resultando em “Invisible man” e o próprio
“Genesis” com um álbum entitulado simplesmente
como “Genesis” (vale lembrar que no ano
anterior, em 1.982, a banda gravou também um
álbum duplo ao vivo chamado “Three sides live” –
seria uma espécie de concorrência entre Gabriel
e o “Genesis” ?).
Os músicos que Gabriel selecionou foram aqueles
que mais colaboraram em seus 4 primeiros álbuns
e se identificaram com a música do cantor de uma
maneira geral e estes seriam: Tony Levin no
baixo e vocais de apoio, sendo este o único dos
participantes presentes que mais colaborou
nestes 4 discos de estúdio de Gabriel, Larry
Fast nos teclados e sintetizadores também
estreou junto com Tony Levin no álbum de estréia
de Gabriel em “Peter Gabriel I” (1.977), embora
presente nos 4 álbuns de estúdio, estava sempre
dividindo seu espaço para mais um outro
tecladista e conseqüentemente não participando
em todas as faixas em determinado álbum que
Gabriel gravava, Jerry Marotta nas baterias,
percussão e vocais de apoio que estreou com
Gabriel em “PG2”e finalmente David Rhodes nas
guitarras e vocais de apoio que estreou com
Gabriel em “Peter Gabriel 3” (1.980).
Praticamente aqui é uma equipe que realmente foi
de bom tamanho para o cantor e com o passar do
tempo só estariam gravando com o mesmo apenas
Levin e Rhodes tanto em estúdio como em
apresentações ao vivo no decorrer dos anos.
O que temos em “Plays live” ? Já comentado
anteriormente é nada menos que tudo aquilo
correspondente da carreira solo de Peter Gabriel
de seus 4 álbuns solos relacionados em um
período de 5 anos. O ouvinte que tiver
esperanças que irá encontrar algo como uma
“cover” do “Genesis” pode já pensar em desistir
porque não há interpretação alguma que lembre
Gabriel em seus tempos no grupo, tirando a salvo
de possíveis faixas que ele gravou no álbum de
estúdio em sua estréia no “PG1”, mas ainda assim
o ouvinte que já conhece este disco percebe que
o caminho que Gabriel trilha é bem diferente do
“Genesis”, isso sem contar ainda mais conforme
ele vai avançando com o passar do tempo gravando
com os outros 3 álbuns posteriores, quando este
álbum duplo saiu Gabriel já estava fazendo 8
anos que não fazia parte da banda; a diferença
daqueles 10 anos depois que o álbum “Genesis
live” saiu é muito enorme em termos de música,
criatividade e sonoridade. Temos então
aproximadamente 22,5% (2 músicas) do “PG1”, 20%
(2 músicas) do “PG2”, 60% (6 músicas) do “PG3” e
finalmente 62,5% (5 músicas) do “PG4” e uma
inédita no meio de todo este material do “Plays
live”.
No meio deste vastoso repertório e considerado
muito satisfatório pelo público e crítica e um
dos pontos fortes e positivos do álbum fez ainda
com que Gabriel espertamente colocasse ao meio
presenteando aos ouvintes uma faixa inédita já
gravada em estúdio, mas só agora sendo lançada.
Não muito diferente de “Genesis live”, Gabriel
também é observado conversando em alguns
intervalos com os espectadores (a gravadora
juntamente com a produção musical do álbum
excluiu alguns momentos do músico conversando
com o público, o mesmo que ocorreu naquele álbum
ao vivo do “Genesis”) o que demonstra uma
verdadeira aproximação, fidelidade e carisma com
o seu público. A improvisação não é também
muita, mas existe sim até que determinada
diferenciação destas faixas ao vivo em relação
com as originais de estúdio. Um outro aspecto,
às vezes incomum de certos artistas é de não
valorizar o álbum de estréia (como no caso das
bandas “Yes”, “Van Der Graaf Generator”,
“Supertramp” e até mesmo o próprio “Genesis” que
teve Gabriel como fundador) assim como o segundo
álbum respectivamente: diferente do que acontece
da qual o músico até procurou abordar alguma
coisa destes seus 2 álbuns já que a quantidade
de material gravado era até que relativamente
grande o suficiente resultando em um álbum
duplo. O único empecilho é da mais recente série
remasterizada em CD tendo que reduzir 4 faixas a
menos do original e uma destes 2 primeiros
álbuns foi tristemente retirada (mesmo que se
tivesse os seus prós e contras por ela estar
originalmente inclusa), só que aqui graças a
edições de vinil e a edição japonesa em CD
(recomendada pelos fãs de Gabriel) não tem esse
incômodo. Finalmente pode ser considerado como
uma alternativa para aqueles ouvintes que querem
escutar Gabriel (com a finalidade de apenas
conhecer sua música seje o disco com o formato
duplo ou simples) em uma fase pela qual ele
estava saindo dos anos 70 e entrando nos anos
80, década que para o público apreciador do rock
progressivo (em que Gabriel colaborou nesta
categoria musical no início de sua carreira e
durante o tempo que permaneceu no “Genesis”) não
foi muito agradável para o ouvido destas
pessoas, mas Gabriel conseguiu com uma razoável
tranqüilidade vencer com a conquista de sua
criatividade até mesmo ouvintes que apenas
gostam de sua música, mas muitas vezes nem
sequer sabem que ele foi pertencente a um grupo
muito conceituado no mundo do rock.
A capa do álbum volta novamente com a notória
aparição de Gabriel, já que no álbum anterior,
em “PG4”, ele acabou não aparecendo diferente
dos outros seus 3 álbuns restantes. Não há nada
de novidade, exceto pelo que já foi comentado
anteriormente é observado na capa Gabriel em
foco com a maquiagem em seu rosto (como se
lembrasse seus tempos no “Genesis”) e sendo
visto desta forma de se apresentar mesmo em
shows provavelmente pelas últimas vezes e na
contracapa do disco que se percebe Gabriel
deitado de costas sendo carregado pelo seu
público próximo do palco. A edição também
imprensou um bichinho, parecido com um
cachorrinho, mas parece ser uma mascote,
identificando algo que o ursinho de pelúcia que
Gabriel mostrava ao público ao vivo na turnê do
álbum “PG2” em que o músico chegou a registrar
uma música inédita chamada “Me and my Teddy bear”
que significa “Eu e meu ursinho de pelúcia” em
inglês. Para os colecionadores de Gabriel a
edição inglesa na época lançou uma pequeníssima
quantidade do álbum das quais as prensagens de
capa vinham com o autografo do músico. As
fotografias foram tiradas e organizadas por
Armando Gallo, um fotógrafo italiano de
reportagens que durante no decorrer dos anos 70
seguia tanto o “Genesis” como Peter Gabriel
insistentemente que ele acabou até realizando
livros autobiográficos ilustrativos do grupo e
um exclusivamente de Peter Gabriel lançado em
1.986. Gallo também colaborou na arte tanto
fotográfica de outros artistas como a banda “Le
Orme” de sua terra nativa no álbum “Smogmagica”
(1.976), no álbum duplo ao vivo do “Genesis” em
“Seconds out” (1.977) e entre outros. O
fotógrafo foi reforçado neste trabalho ao vivo
de Gabriel com o auxílio de Margaret Maxwell.
A produção pela quinta vez consecutiva sofre
novamente mudança e desta vez quem acaba sendo o
responsável pela elaboração no que compete à
parte de sonoridade musical deste disco é
realizado por Peter Walsh que havia trabalhado
com o “Simple Minds”, “Kissing the Pink”,
“Heaven 17” e entre outros. Walsh recebeu também
o auxílio de Neil Kernon que já era um tanto
mais experiente em currículo tendo já atuado ao
lado de “Headstone”, “Random Hold”, “Kayak”,
“Hall & Oates”, “Kansas”, Mick Ronson
(guitarrista de David Bowie durante os anos 70 e
faleceu em 1.993), “Brand X” (banda fusion
formada pelo baterista Phil Collins, do
“Genesis” na metade dos anos 70).
“The rhythm of the heat” – a primeira faixa que
originalmente abre este álbum no primeiro disco
apresenta logo de cara lamentavelmente na versão
em CD que foi remasterizada em 2.002 e editada
em versão simples (retirada 4 faixas do
original) nada menos que a ausência desta faixa.
As perguntas são: aonde estavam as cabeças dos
responsáveis em ter retirado das 4 músicas,
justamente esta que abre “Plays live” ? Por ser
uma das faixas mais adoradas do álbum “PG4” (do
qual originalmente é pertencente esta música)
pelo público, será que realmente merecia ser
retirada deste trabalho ? Como que uma faixa
igual a “The rhythm...” que na turnê do álbum
“PG4” fazia parte do set-list de Gabriel e era a
qual servia de entrada na abertura das
apresentações do músico teve que ficar de fora
neste CD ? Pelo visto é o resultado que um
admirador de Gabriel imagina sem pensar duas
vezes: gravadoras que preferem se preocupar com
os lucros do disco do que com o público do
artista. E por final mais uma pergunta cruel:
será que Gabriel também foi o mentor principal
desta idéia absurda ? Só o tempo irá responder.
Esta aí um dos fortes fatores que a pessoa que
queira adquirir este CD simples reflita se vale
a pena ou não pagar menos por não ter justamente
esta adorável faixa, assim como as outras 3
restantes. Com a retirada desta faixa neste caso
é o que para os fãs mais radicais de Gabriel
provavelmente fez perder muito mais toda a
exuberância do verdadeiro álbum original. Em
relação à faixa original e embora aqui no caso
tenha sido acrescentado um minuto de duração a
mais, praticamente estão relativamente parecidas
a salvo de que por se tratar de uma versão ao
vivo é possível observar o público logo de cara
muito empolgado e cientes dos primeiros acordes
iniciais da melodia que vão batendo palmas e
assobiando até que Gabriel dá sinal de sua voz
“OOOOoooooooooooooooooooooooo” o que desperta
ainda mais a empolgação deste público ao vivo
ali presente sendo que logo em seguida ele vai
citando os primeiros versos da faixa. As partes
mais emocionantes de destaque são a última frase
que Gabriel grita (que os admiradores gostam
muito de fato) como que se não tivesse a
intenção de finalizar “The rhythm has my
sooooooooooooooouuuuuuuuuuuuuuuuuuuullllllllllllll”
e mesmo não tendo a participação dos
percussionistas do “Ekome Dance Company”, a
banda e Gabriel faz uma espécie de “trovoada
percussionista” (onde vão surgindo aos poucos e
progressivamente as percussões) a dar de
entender que aqueles músicos tocam percussão
insistentemente como se não quisessem finalizar
a faixa (lembram como que o “Gentle Giant” em
palco quando todos os músicos faziam sua parte
musical dando uma ênfase muito forte com a
percussão ajudando geralmente o baterista do
grupo) até que Gabriel cessa a faixa com um
brado ao fundo como se ele fosse um regente de
uma orquestra. Algumas versões ao vivo desta
faixa chegavam facilmente a casa dos 10 minutos,
mais devido aos temas das partes introdutória e
próxima ao final da música. Como era uma música
que pertencia ao set-list de aberturas da época,
geralmente era possível ver Gabriel entrando e
maquiado da mesma forma como ele está na foto da
capa do álbum. Observe que originalmente da
mesma maneira que esta faixa faz abertura no
álbum “Plays live” (o disco duplo) a de estúdio
também é a que inicia o álbum “PG4”. Ainda sendo
bastante adorada pelo público lamentavelmente
Gabriel retirou de seu set-list após a turnê de
“PG4” (mais um outro motivo de ter desgosto de
esta faixa ter sido retirada do CD remasterizado).
Além da faixa que foi lançada em estúdio,
Gabriel também elaborou uma outra versão para a
sua primeira trilha sonora entitulada “Birdy –
Asas da liberdade” (1.985) que contem os atores
Nicholas Cage e Matthew Modine. Bem de um estilo
musicalmente e tipicamente tribal retrata sobe
estudos de psiquiatria do suíço Carl Gustav Jung
a respeito da paranóia humana que vai
progredindo a uma tal maneira de deixa o ser
humano muito louco. Detalhe: a música foi
substituída por uma outra chamada “Across the
river” encontrado numa coletânea chamada “The
best of music and rhythm” (1.983) onde
participam o Ekome Dance Company e pode ser
encontrada em “Secret world live” de Gabriel.
“I have the touch” – Logo em seguida vem uma
outra faixa pertencente ao álbum “PG4” que
retrata a respeito sobre a necessidade humana de
se tocarem uns ao outros, isto é, o contato
físico entre as pessoas, independente qualquer
que seje a forma de contato físico. O nome da
faixa já procura definir isso que significa “Eu
tenho o toque” em inglês, fora as frases que
Gabriel diz ao longo da música: “I´m wanting
contact” e “I need contact”que significam “Eu
estou esperando contato”, “Eu necessito de
contato” em inglês. Esta foi uma das faixas que
durante ao longo do decorrer dos anos 80 teve
outras versões diferentes da original de
estúdio. Depois que Gabriel é aplaudido no final
da faixa anterior ele já executa o programming
de percussões eletrônicas (até um tanto
diferente da original, apesar de que a estrutura
musical em si não tem muita diferença da
original) e diz um “Hi” ao público onde logo em
seguida anuncia o nome da faixa aqui em
referência ao público. Para quem já era
acostumado com o álbum duplo original
estranharia muito da forma como iniciaria o
“Plays live” no CD remasterizado, pois esta
faixa é a que faz abertura no disquinho. Lembra
um estilo meio que techno-funk (eletrônico em
especial), chegando ser dançante às vezes e
também era considerado no álbum “PG4” uma das
músicas mais pop deste disco. Em termos de
set-list é um outro caso praticamente parecido
com a anterior, embora foi tocada uma única vez
na turnê do álbum “So” (1.986) em novembro
daquele ano. Chegou a ser lançada em trilhas
sonoras “Phenomenon” que tem o ator principal
John Travolta e Robert Duvall e “The Craft –
Jovens bruxas” (1.996) e aqui é interpretado
pela banda “Heather Nova”.
“Not one of us” – pertencente ao álbum “PG3”, é
outra faixa que foi retirada do CD remasterizado,
apesar de que possui outrora um público
extremamente dividido sobre a sua simpatia e foi
tocada durante toda a década de 80. O detalhe é
que originalmente o ouvinte perde um pouco a
oportunidade de perceber Gabriel conversando um
pouco com o público e citando o nome da faixa
antes que ele inicie a música, coisa que no
disquinho isso precisou ser cortado, da “I have
the touch” ele parte para a faixa seguinte, a
“Family snapshot”. Pouco se diferencia da
original, mas é possível perceber que existe um
pouquinho da presença de partes metálicas das
baterias executadas por Marotta sendo que o
álbum “PG3” em todo o seu contexto foi evitado
que fosse tocado esses artifícios do
instrumento, mas a sonoridade está um tanto seca
e crua. O destaque vai mesmo nesta versão ao
vivo para o tema final que se torna de forma
meio crescente e lembrando um trem chegando. O
mesmo tema final foi reutilizado na trilha
sonora “Birdy”. É relacionado sobre alienação e
exploração de um grupo ou raça que se possam
interagir com outros dizendo a respeito de
alguém separado ou excluído de um grupo ou
multidão por causa de sua raça, crença ou por
pensar completamente diferente de toda a
humanidade no mundo.
“Family snapshot” – também é pertencente do “PG3
”, considerada a “balada” deste álbum e muito
adorada tanto pelo público de Gabriel que adora
este disco de estúdio ou não tanto que foi
tocada até aproximadamente a turnê do álbum “Us”
(1.992). Possui uma letras mais trabalhadas
porque não há repetência de frases e versos
retratando inclusive algo baseado em uma estória
verídica de um psicopata chamado Arthur Bremmer
que planejou um atentado planejado contra o
governador do estado do Alabama nos Estados
Unidos em 1.972 durante um comício, não devido a
fins políticos mas sim pela obsessão de se
tornar uma pessoa famosa. Cada verso que Gabriel
cita é como se fosse na narrativa cada passo do
maníaco possessivo. Antes que Gabriel inicia a
faixa, ele em meio do público bastante empolgado
onde pode até escutar algumas pessoas gritando
pelo nome do músico, cita então o nome da faixa
que é decerto muito bem recebido pelo público em
um puro silêncio repentino quando ele faz os
primeiros toques ao piano elétrico e citando a
primeira fase da música tendo o restante da
banda aos poucos o acompanhando. Apesar de ter
uma estrutura relativamente muito simples e que
não incomoda nem um pouco aos fãs, não existe
muita diferença entre a original a não ser pela
ausência do saxofone que era tocado por Dick
Morrissey. A mesma faixa foi reaproveitada na
trilha sonora do álbum “Birdy”.
“D.I.Y” – alem de ser a menor faixa tanto do
primeiro disco como de todo o trabalho com pouco
mais de 4 minutos de duração, Peter Gabriel
inicia o lado 2 do disco 1 onde esta música é
pertencente ao álbum “PG2”. Isto quer dizer que
aqui temos aqui Gabriel com o seu material
retornando aos anos 70 (não da fase do “Genesis”!!!!!!),
pois este disco de estúdio foi lançado em 1.978
(apesar de ter sido no final da década). Antes
que Gabriel comece a faixa ele anuncia o título
da mesma e então entram os sintetizadores de
Fast do tema de abertura desta música; observe
que as baterias não entram já em ritmo como na
original, isso porque no “PG2” vai ao embalo da
anterior que se chama “On the air”. Gabriel é
puramente roqueiro na melodia desta faixa do
início ao fim e ao mesmo tempo meio punk.
Próximo do final desta música ele brinca um
tanto com o seu vocal quando cita inúmeras vezes
o título da mesma que retrata a maneira do
indivíduo em desenvolver suas próprias coisas e
acreditar nelas. “D.I.Y” é o significa de "Do it
yourself", ou seja "Faça você mesmo".
“The family and the fishing net” - é a maior
faixa do álbum do disco 1 com pouco mais de 7:30
minutos de duração, apesar de que não houve
modificações com relação a original de estúdio,
presente no “PG4”. A sonoridade característica
desta música é meio que associado ao
experimentalismo musical e até que
tranqüilamente poderia ser inclusa no álbum
“PG3” onde há a existência demasiada deste tipo
de forma de ser fazer. O destaque de momento
aqui fica por conta do guitarrista David Rhodes
que por coisa de minutos ele lembra uma
sonoridade muito parecida com o que Robert Fripp
costuma fazer na sua carreira musical (lembrando
que Fripp foi participante dos 3 primeiros
álbuns de Gabriel, tanto como músico e produtor
musical), e é a seção mediana instrumental da
faixa que demonstra muito esse experimentalismo
musical e ainda mais neste álbum ao vivo. O
enfoque desta faixa é relacionado descriminação
e preconceito sexual, escassez, relacionamento e
reunião familiar destacado a algo associando a
uma espécie de sacrifício e ritual. Foi mantida
no set-list de Gabriel durante a década de 80
além de existir uma versão gravada pelo grupo
“Primus” no álbum “Rhinoplasty” (1.998).
“Intruder” – outra faixa pertencente do “PG3” e
a segunda que foi retirada do mais recente CD
remasterizado. Isso significa que apesar de
originalmente foram inclusas 6 músicas do álbum
original ao vivo e pertencentes ao álbum de
estúdio “PG3”, foi em contrapartida pelo obvio o
q mais no caso do disquinho, o “PG3” foi teve de
ser retirado e nesse caso, a gravadora ainda
pode ter afetado a dinâmica de todo o conjunto
das faixas selecionadas, pois é considerada pela
grande parte do público que aprecia este álbum
de estúdio, uma das faixas mais adoradas, seria
como se retirasse a “The rhythm of the heat”,
também como aconteceu na abertura do “Plays live”,
já que originalmente a “Intruder” é a faixa de
abertura do “PG3”. Parece estar diferente um
tanto da original em relação aos vocais de
Gabriel que interpreta ao público de uma maneira
mais nervosa e dramática com uma grande vontade
de gritar e resultando em um vocal um pouco mais
alto do que a do “PG3”. A última frase da faixa
“I´m the intruder” é uma prova disso. Os mesmos
recursos e artifícios sonoros que são percebidos
pelo ouvinte de algo sendo “rasgado” no início
da faixa em meio das baterias de Marotta foram
devidamente mantidos o máximo possível. Foi uma
das faixas que esteve no set-list de Gabriel até
a turnê do álbum “PG4”. Na época de seu
lançamento Gabriel iniciava as apresentações
aparecendo na parte de trás em meio à multidão
junto com o restante de sua banda em espaços de
cor branca com lanternas debaixo do queixo e
vestido de roupas escuras (mantendo inclusive o
ambiente sonoro da faixa que é bastante
sombrio). Retrata a respeito a algo puramente
assustador originando medo, temor, invasão e
como o próprio nome já sugere é um “intruso,
invasor”. Existe uma versão da banda roqueira
chamada “Primus” que fez uma “cover” desta faixa
encontrando-se em um EP chamado “Miscellaneous
Debris” (1.992).
“I go swimming” – a última faixa do disco 1 é
considerada como uma faixa até que inédita para
muitos admiradores de Gabriel, é, sobretudo uma
música que Gabriel compôs na época do álbum
“PG3” e que era originalmente instrumental e
depois recebeu letras e só lançada agora neste
álbum ao vivo. Fica aqui uma dúvida em relação
ao CD masterizado: será que a gravadora tinha
como intenção tirar 2 faixas do “PG3” porque
esperava que os fãs de Gabriel descobrissem que
era um material inédito nunca incluso naquele
álbum de estúdio e equilibrando a perda (ou
seja, ao invés de 6 faixas que foram propostas
no álbum original ao vivo do “PG3”, seriam ao
todo 7 – sendo assim o álbum que mais possuiria
material apresentado dos trabalhos já gravados
por Gabriel)? Ao que tudo indica a faixa retrata
a respeito do elemento água que se encontra
presente (“water” em inglês) assim como outras
que associam a mesma como o título que significa
“Eu vou nadar” em inglês, “river” (rio), “sea”
(mar), “pool” (piscina), “fishes” (peixes), “to
drink” (beber) ao longo das letras. Ainda que
retrate sobre algo referente a líquidos, Gabriel
parece querer dizer de alguém que não quer ser
inibido socialmente em atividades tipicamente
sociais e “nadar” contra a forma que as outras
pensam a respeito de determinado assunto, se
sentir livre o suficiente para ser ela própria,
como é o que acontece quando existe debaixo
d´água a sensação de liberdade ao nadar e não
apenas por ter uma forte adoração pela água. A
forma estrutural musical desta música é bem de
um estilo meio que de boogie-woogie, lembrando
parcialmente aquelas “baladas” dos finais dos
anos 50 e início dos anos 60 quando o rock
estava começando a surgir com mais presença no
mundo. O tema final vai ficando crescente e
empolgante e é interessante observar a forma
como Levin predomina no baixo nesta faixa
inclusive na introdução da mesma meio que de uma
maneira “nervosa”. Gabriel aqui também antes que
comece a música conversa um pouco com o público
e então cita o nome da faixa. O resultado
permitiu na época que saísse também um compacto
desta faixa (ao vivo, claro) junto com a música
“Kiss of life” que originalmente é do “PG4” e
resultou também em versão ao vivo já que não
pode ser inclusa neste trabalho ao vivo por
espaço insuficiente nos 4 lados dos 2 discos
(será que não seria mesmo possível uma música a
mais ?).
San Jacinto – iniciando o disco 2 do “Plays live”
está é a maior faixa tanto do segundo disco como
também do trabalho tendo quase 8:30 minutos de
duração, ficando inclusive 2 minutos a mais que
a original de estúdio que no caso é pertencente
ao “PG4” e às vezes em algumas apresentações
chegava tranqüilamente na casa dos 10 minutos de
duração. O público de Gabriel considera que
ficou melhor esta versão do que a original.
Estranhamente não tem tanta diferença entre
ambas, talvez por possuir uma introdução ou o
tema final um pouquinho mais extensos que a
original ou a maneira que Gabriel passa mais
energia e emoção ao público presente (e que
realmente possui). Além disso, na parte final da
faixa nas turnês da época era possível observar
Gabriel a partir da frase “We will walk” com a
iluminação completamente apagada a exceção de um
único foco de luz se direcionando a ele que
ficava brincando com o público refletindo este
foco de luz sobre eles por meio de um espelho,
momento memorável e inesquecível para aqueles
espectadores. Estruturalmente é meio que tribal
num esquema inicial em que os instrumentos
(sintetizadores) lembra uma espécie de carrilhão
que aos poucos vai progredindo até que a faixa
vai ficando calma em especial no último tema
desta música. Retrata a respeito de raça
(indígena, em especial) com seus sentimentos
perdidos ao longo do passar do tempo e tendo seu
espaço sendo desrespeitado e tomado conta pela
raça branca. Detalhe: San Jacinto é o nome de
uma cidade americana do estado da Califórnia. A
música também foi utilizada parte de seu tema
final para a trilha sonora de “Birdy”.
“Solsbury hill” – pertencente originalmente ao
álbum de estréia “PG1”, aqui observamos que
Gabriel demonstra valorizar algo que gravou de
seus primeiros discos. Quando Gabriel estava no
“Genesis” nem sequer o álbum de estréia da banda
“From Genesis to Revelation” (1.969) tinha
faixas que fossem tocadas nas apresentações do
grupo, mas no caso da carreira solo de Gabriel
ele já não vacila e apresenta algo de um
trabalho de estréia que em contrapartida foi um
disco que uma espécie de transição, já que ele
como se sabe ele havia saído do grupo depois do
álbum duplo de estúdio “The lamb lies down on
Broadway” (1.975) e só retornaria estreando
novamente na música no início de 1.977 com o
lançamento de “PG1” (Gabriel escreveu logo após
o nascimento de sua filha Anna Gabriel). Esta
faixa é tocada até nos dias atuais da carreira
de Gabriel e pode até que ser considerado como
que um hino do cantor, ao mesmo que também um
épico que gravou deste álbum. Foi lançado em 9
compactos na época de lançamento do álbum de
estúdio (obviamente o primeiro compacto de
sucesso solo do músico naquela época) e 3 dos
quais saíram no lançamento deste álbum ao vivo,
sendo que vinham junto com a música “Kiss of
life” do “PG4” e não pode ser incluso aqui em
“Plays live”. Existem vários argumentos do
porquê desta música ter sido gravada com relação
a suas letras. O primeiro sobre o nome do título
da faixa no qual Solsbury Hill é na verdade o
nome de uma pequena montanha da Inglaterra
chamada Solsbury que fica acima de um vilarejo
chamado Batheaston em Somerset, próximo de uma
cidade conhecida como Bath (e a cidade natal de
Peter Gabriel). Algumas pessoas confundem o nome
Solsbury Hill por Salisbury Hill mas neste caso
não tem nada a ver porque fica em lugares
diferentes. O topo da montanha é rodeado por um
forte antigo e um lugar que já ocorreu alguns
protestos e podendo ser observados numa rodovia
abaixo como uma das principais do pais. A
montanha de Solsbury foi um possível local onde
ocorreu a Batalha de Monte Badon entre
britânicos e saxões. Parte do público admite que
é a maneira de como Gabriel esclarece ao
“Genesis” o motivo de sua saída, além disso,
existe uma reportagem de época da revista
musical “Rolling Stone” em que Gabriel concede
uma pequena entrevista para falar do disco e diz
que é como que uma autobiografia própria onde
esclarece sobre um integrante que fez parte de
um grupo (ou uma banda) e se torna um artista
solo, o que o músico sentia com relação a
respeito do grupo que fundou chegando a ser uma
banda de grande renome “I walked right out of
the machinery” que significa “Eu direcionei a
maquinaria corretamente” em inglês (a
“maquinaria” seria o “Genesis”) ponto em que
para Gabriel não dava mais para continuar por
como na frase “Which connection I should cut”
que significa “Pela qual conexão eu deveria
cortar” em inglês (a saída de Gabriel no grupo).
A conexão seria a liberdade de estar mais
presente como um marido, um pai de família, e
também a chance de ter mais facilidade em ter o
seu trabalho musical próprio (lembrando que em
Gabriel escreveu todas as letras e a estória do
encarte interno do álbum “The lamb...”).
Detalhe: se por um lado Gabriel dedicou por meio
das letras de uma música a sua saída na banda, o
“Genesis” também fez o mesmo adeus a Gabriel que
pode ser observado na faixa instrumental “Los
Endos” do álbum “A trick of the tail” (1.976) no
verso “There´s an angel standing in the sun,
free to get back home” que significa “Há um anjo
permanecendo no sol, livre para voltar para
casa” em inglês (a mesma frase que originalmente
faz parte do último tema da faixa “Supper´s
ready” do álbum “Foxtrot” (1.972). É possível
que Gabriel tenha escalado na montanha em
referência “Climbing up on Solsbury Hill” que
quer dizer “Subindo na montanha Solsbury” em
inglês e o próprio musico fazendo uma referência
de si mesmo com a visão em um lugar alto que
possa se perceber todas as coisas que se
passaram na sua vida “Eagle flew out of the
night, He was something to observe” que
significa “O águia voou noite afora, Ele estava
por observar alguma coisa ” em inglês. A outra
parte do público cita que a faixa é puramente
relacionada ao aspecto religioso agradando tanto
católicos como cristãos relacionando o ser
humano estar ao lado ou ir a direção de Jesus
Cristo e Deus como na frase “They've come to
take me home” que significa “Eles vieram para me
levar em casa” em inglês. Muitos fãs de Gabriel
também se identificam com a frase “My heart
going boom boom boom”, que significa a pessoa
(com o seu coração) muito feliz, excitada ou
entusiasmada por algo que faça ela se sentir
bem. Mais tarde, algumas canções de caráter
religioso que Gabriel compôs vieram ao longo do
tempo como a grande parte da trilha sonora
“Passion” (1.989) ou “Blood of Eden” e “Love to
be loved” ambas do álbum “Us” (1.992).
Musicalmente é uma melodia com uma estrutura
muito simples e frágil; as primeiras notas do
violão acústico já acusam a simplicidade da
mesma que irá do inicio ao fim desta música,
entrando em seguida o baixo e as percussões e
para completar os teclados que tem um solo meio
que lembrando como se fosse uma flauta
(instrumento adotado por Gabriel nos tempos do “Genesis”).
Pode até ser que esta seje uma das únicas faixas
que ainda contém elementos musicais que recordam
a sua banda, mas mesmo assim estão um tanto meio
longe de serem uma canção genesiana e
conseqüentemente sendo a única também deste
álbum ao vivo. Pode se observar Gabriel
anunciando o nome da faixa depois que ele
finaliza a “San Jacinto”. Mais tarde seria
incluída outra versão ao vivo no álbum “Secret
world live” (1.994) desta música, alem de que
foram utilizadas nas trilhas sonoras dos filmes
“Vanilla Sky” (2.001) dirigido por Tom Cruise
(que atua como ator ao mesmo tempo), e tendo
Cameron Diaz e Kurt Russell e mais recentemente
no filme comédia “In Good Company” (2.004) que
tem o ator Dennis Quaid.
“No self control” – pertencente ao “PG3”, por um
lado é tida por ter uma sonoridade de uma
estrutura musical que lembra a “Intruder” da
maneira como são tocados os instrumentos, mas
por se tratar de uma versão ao vivo, não ficou
muito parecida com a original, a entrada em si,
por exemplo, começa com uma percussão que parece
ser um programming executado por Gabriel (o que
tornou um ritmo meio que repetitivo, além de
substituir as marimbas) e depois que vem as
baterias aos poucos, e não contém aquela
guitarra meio que selvagem tocada inicialmente
por Rhodes no “PG3” (chega às vezes a lembrar um
trompete nos riffs principais). Gabriel também
não parece passar aquele temor de selvageria e
agressividade como na original, ele está até
espontâneo e simples demais, meio que sem sal,
mas é claro que os espectadores o recebem bem,
mas a boa parte dos ouvintes preferem a versão
de estúdio visto que a faixa também é adorada
pelos admiradores do músico. As letras abordam a
respeito de alguém que sofre de OCD (Desordem
compulsiva obsessiva) e somado com problemas
sérios da natureza mental humana como a
paranóia, esquizofrenia, alucinação o que torna
fora de descontrole em si mesmo (que é o
significado da faixa em inglês). Gabriel
executou esta faixa durante toda a década de 80
e fez parte de uma trilha sonora num seriado
criado em 1.994 da NBC chamado “Homicide: Life
on the Street” do diretor Barry Levinson.
“I don´t remember” – novamente o repertório do
álbum de estúdio “PG3”, ainda continua firme
neste trabalho ao vivo. Ao finalizar a faixa
anterior, Gabriel anuncia que irá executar a “I
don´t remember”, mas o público já é capaz de
identificar ainda assim devido as primeiras
linhas de baixo que Levin executa na faixa (que
é o destaque desta música e é um baixista muito
adorado pelo público no mundo do rock) tocando
de um modo como se fosse um loop em formas de
riffs repetitivos. Logo aos poucos entram as
baterias, as guitarras (que originalmente são
feitas por 2 guitarristas, mas Rhodes dá conta
com muita tranqüilidade aqui) e Gabriel fazendo
murmúrios e depois citando as letras da música.
Se Gabriel incluísse a instrumental “Start” que
é pertencente ao “PG3” e é uma espécie de
introdução desta faixa, provavelmente os fãs não
teriam motivo algum de reclamar ou se
decepcionar sobre o “Plays live” e ainda em se
tratando de material do álbum “PG3”. E ainda que
ele manteria coincidentemente parte da seqüência
que é composta do álbum de estúdio. Gabriel
também deve ter feito muito bem ter incluso esta
faixa no “Plays live” porque ao acaso se os fãs
não sentiram muita firmeza em “No self control”,
aqui em “I don´t remember” Gabriel apresenta de
uma maneira muito mais enérgica e com mais
disponibilidade compensando o resultado da
anterior, e isso sem contar que a versão ao vivo
ficou até melhor do que a original de estúdio em
que uma grande parte dos admiradores acreditam
nesta hipótese. Nem mesmo o final que Gabriel
não incluiu os ruídos de um alarme da original
não deixou esta faixa perder o seu charme
musical se tratando de uma versão ao vivo. Saiu
na época um compacto com esta versão ao vivo
junto com a “Kiss of life” (também ao vivo) e
que não pode ser inclusa em “Plays live”. O
assunto principal que retrata a respeito desta
música é sobre um indivíduo que sofre de amnésia
ou de alguém que se preocupa com si (ou não ?)
sobre seu passado e sendo perseguido pelas
autoridades, o título inclusive já determina a
questão sobre o que Gabriel cita na música
citando diversas vezes o nome da faixa porque “I
don´t remember” significa “Eu não me lembro” em
inglês. Um australiano chamado Daryl Braithwaite
gravou esta faixa de Gabriel que está num álbum
entitulado como “Edge” (1.988). É a menor faixa
do disco 2 de “Plays live” com pouco mais de 4
minutos de duração.
“Shock the monkey” – pertencente ao “PG4” é um
dos “hits” pop de Gabriel (e também do “Plays
live”) em plenos anos 80 não poderia ter deixado
de ser incluso neste álbum ao vivo ainda que
naquela época se enquadraria no Top 30 americano
e sendo indicado para a premiação do “Grammy” do
ano de 1.982 como melhor canção e isso sem
contar que era uma das faixas mais adoradas do
álbum de estúdio com relação a todos os demais
álbuns que Gabriel já havia gravado antes de
“PG4” em termos de música pop. Tanto que este
registro ainda nos dias atuais é incluso nos
set-lists de Gabriel em pleno terceiro milênio.
Há uma possibilidade ainda de que boa parte dos
espectadores daquela turnê da época deveriam ir
às apresentações de Gabriel (deviam apenas
conhecer Gabriel unicamente por ele ter gravado
esta canção) apenas para curtir o músico
executando esta música. O resultado desta versão
incluiu quase q 2 minutos a mais, onde o
destaque é o próprio público que participa na
canção junto com Gabriel sendo ajudado mais ao
final, e onde inclusive o músico consegue cantar
bem as notas altas que deveriam ser executadas
por Peter Hammill, que era do “Van Der Graaf
Generator”, banda pertencente ao selo Charisma
Records, o mesmo do “Genesis” que curiosamente a
banda onde naquele tempo continha Gabriel fazia
a abertura de shows para o pessoal do “VDGG”.
Aparentemente também há uma diferença sucinta
desta versão com a original e facilmente
percebida no quesito do programming, mas em
resto foi mantida (a exceção do improviso final
do coro junto com o público). Fast esbanja muito
o CMI Fairlight (Computer Musical Instrument),
sendo provavelmente uma das faixas que Gabriel
já gravou na sua carreira que mais contem este
instrumento musical. A narrativa é um tanto
duvidosa, Gabriel relata algo a respeito de
experiência com macacos, fuga ou escapar de algo
de rotina; e ao mesmo tempo ciúme (a Jill
Gabriel que se divorciava na época de Gabriel
tinha fortemente este sentimento) e
identificação sexual. Há 2 versões de tributos
que foram gravadas nos álbuns “Leaves from the
tree” (2.002) e “The string quartet tribute to
Peter Gabriel” (2.004).
“Humdrum” – pertencente ao “PG1” é novamente
Gabriel em seus dias iniciais como musico solo.
Sempre foi inclusa desde que Gabriel estreou em
carreira solo e tocada até na turnê do
lançamento de “Plays live” e aqui reforça o
set-list dos álbuns iniciais, especialmente do
primeiro disco. É uma faixa que é semi-adorada
pelo público que aprecia o músico, mas mesmo a
versão ao vivo feita em meio de muito esforço, a
grande parte dá a sua preferência pela original
de estúdio. Apesar de ser pequena em extensão
(está na casa dos 4 minutos de duração), está
dividida em 2 temas, a primeira parte é muito
tranqüila e simples tendo Gabriel citando os
primeiros versos da faixa e repentinamente muda
com um ritmo meio que de tango e twist isso
especialmente quando entra a percussão e
baterias que são tocadas por Marotta, mas uma
pena que não foram tocadas as castanholas que
contem na original. A segunda parte e que vai ao
encerramento da faixa já aparenta ser mais um
tanto melodramática e melosa visto que é tocada
de uma maneira meio que lenta tendo Gabriel
cantando a melodia a uma escala de uma oitava
acima e se o ouvinte perceber com muita calma em
frases como “Come the tadpole, with the dark
soul...From the white star, come the bright car”
que lembra o mesmo modo de cantar a melodia (só
que de um jeito mais lento) de “Not one of us”
do “PG3” quando ele cita especialmente a frase
“It´s only water”. Na mudança de seções entre os
2 temas Gabriel cita as frases Empty my mind - I
find it hard to cope, Listen to my heart - don't
need no stethoscope” de um modo meio que falando
as palavras de forma separada como em forma de
sílabas. Ele escreveu uma melodia ainda naqueles
finais de anos 70 que lembra esta faixa como “Indigo”,
ou “White shadow”, ambas do “PG2”, álbum
posterior e também na música “Eldorado” do
cantor Neil Young que está no álbum “Freedom”
(1.989). Pelo que Gabriel relata nesta faixa
associa algo como o nascimento do homem que
provem da barriga da mulher como sugere a frase
“Out of Woman, come the man, spends rest of his
life getting back where he can” que significa
“Fora da mulher, vem o homem que gasta o resto
de sua vida retornando de volta de onde ele
puder” em inglês. Como o homem não pode parir um
filho, ele procura outras formas de gerar um
outro ser humano nos dias atuais como é o caso
das experiências de clonagem e sem contar as
altas tecnologias de cirurgia plástica para
mudança de sexo, e além disso, no nosso
cotidiano ouvimos falar da “Mãe natureza”. E há
também o conceito de nascimento, o milagre da
vida ou algo surgindo ou sendo criado e em
oportunidade também observado como na frase
“From the blackhole, come the tadpole” que
significa “A partir do buraco negro, vem o
girino” em inglês. Apenas uma curiosidade o
nascimento da segunda filha de Gabriel, Mellaine,
foi muito sério e problemático, o músico
confidenciou q a menina quando apareceu parecia
como se fosse um caroço verde (a analogia de
girino que forma um sapo, animal que é da cor
esverdeada). Imagine como este fato tenha
deixado Gabriel completamente doentio e
transtornado, parece que existe algum indício de
ele ter feito uma dedicação para a menina como é
observado na última frase da faixa em “My little
liebe schoen” que significa “Minha pequena linda
querida” tanto em inglês como em alemão (em
sueco significa “uma forma nojenta de chamar a
namorada”). Outras pessoas que gostam desta
faixa associam algo sobre a depressão e
ansiedade que podem acompanhar a repetição do
cotidiano individual que lhe é permitido,
lembrando que “Humdrum” significa “monótono,
monotonia” em inglês. A pergunta é: quem é a
Valentina em que Gabriel se refere na primeira
frase do terceiro parágrafo em “Hey Valentina,
do you want me to beg?” ? Curiosamente também
para quem não sabe a mesma palavra JFK (a
referência é possivelmente retratando sobre o
aeroporto americano John Fitzgerald Kennedy que
fica em Nova Iorque) na primeira frase da música
“I saw the man at J.F.K.” existe também numa
frase “I'd just cleared immigration J.F.K.” de
uma música chamada “Big wedge” do álbum “Vigil
in a wilderness of mirrors” (1.990), primeiro
disco do cantor Fish, quando iniciou a sua
carreira solo, após a sua saída na banda
escocesa “Marillion” (lembrando que muitos fãs
do “Genesis” e de Gabriel acusam este grupo
sendo uma espécie de clone da banda que surgiu
nos anos 80), coincidentemente o “PG1” já
comentado anteriormente foi o primeiro álbum de
Gabriel após a sua saída do “Genesis”.
“On the air” – pertencente ao “PG2” é a quarta
faixa que a edição “highlights” retirou do álbum
original. O fator ruim é que acabou retirando
uma música onde Gabriel justamente procurou
valorizar os 2 primeiros álbuns de sua carreira,
e um fato que alguns artistas nem sempre fazem
esta mesma valorização. A pergunta aqui vale
novamente para uma outra boa reflexão para quem
quer adquirir o “highlights”: será que vale a
pena ter esta edição onde 4 faixas foram
retiradas do álbum original apenas pelo fato do
CD masterizado ser simples ao invés de ser duplo
como no original ? Neste caso, o disco 2 é que
menos sofreria com retirada de música que neste
caso seria apenas uma. É outra faixa meio que em
estilo próximo da “D.I.Y” onde se observa um
Peter Gabriel bem roqueiro e até meio que hard,
mas com uma tendência em estilo “new wave” e
punk melodioso. No meio da introdução dos
sintetizadores feitos por Fast, Gabriel anuncia
o nome da faixa; os destaques, entretanto é de
Rhodes que toca as guitarras elétricas tentando
aproximar sua sonoridade com as distorções que
foram feitas originalmente por Sidney McGinnis e
Robert Fripp e a colaboração do público com ao
citarem o nome da faixa (que é como se fosse uma
espécie de manifesto) fazendo um coro com muita
energia e onde próximo do final da faixa antes
que Gabriel a banda encerrem a mesma ele
agradece a participação do público. A versão
está muito parecida com a original. Liricamente
a faixa retrata algo a respeito de uma estação
de rádio e um personagem chamado “Mozo”, um DJ,
que é um indivíduo desclassificado pela
sociedade e a estação de rádio se torna uma
alternativa para que o DJ possa fazer a sua
justiça através dos ouvidos das pessoas.
“Biko” – pertencente ao álbum “PG3” é
considerado como um dos épicos da carreira solo
de Gabriel e com uma vital importância porque
além de incentivar o músico a desenvolver os
seus trabalhos relacionados com a música do
terceiro (embora não apresenta os corais
iniciais e finais da faixa original, aqui tem
uma melodia puramente africana possuindo uma
percussão e mais o coro próximo do final da
faixa) mundo também foi como que uma espécie de
protesto e manifesto que se tornou mundial no
mundo da música relacionado como o rock (a
estrutura musical em si, não tem nada a ver com
o puro rock). Assim como a “Shock the monkey” é
um outro exemplo onde as pessoas que conhecem o
músico ou não, gostam muito e provavelmente
devem ter ido em apresentações do cantor apenas
para vê-lo executando ao vivo. Desde que
redigida por Gabriel e executada em “PG3” foi
tocada desde a época de seu lançamento de
estúdio e apresentado na maioria das turnês que
o músico organizou e é tocada nos dias atuais, e
quase que obrigatoriamente executada numa época
em que ocorreu uma representação de Gabriel
estando no show da Anistia Internacional
iniciado na metade de 1.986 (nessa época Gabriel
havia lançado o álbum “So”) e estendendo no ano
posterior (o Brasil também recebeu Gabriel nesta
época). O tema de “Biko” retrata sobre um
atentado e ao mesmo tempo um trágico assassinato
que gerou uma polêmica mundial sobre um líder e
ativista africano chamado Steven Biko (quando os
músicos iniciam as primeiras batidas de
percussão Gabriel anuncia o nome da faixa) que
foi torturado e assassinado dentro de uma cela
de prisão (Biko já tinha sido preso por
autoridades policiais identificado como um
“baderneiro” em favor das causas humanitárias da
raça negra, o chamado movimento “Apartheid”).
Musicalmente a faixa tem uma estrutura
praticamente muito simples com uma percussão que
se inicia numa forma rítmica simples que será
repetitiva a partir de então até o final da
faixa e recebendo Gabriel nos vocais com acordes
de guitarras bem selvagens citando nos 3
refrões. Detalhe: “Biko” originalmente é a
última faixa do “PG3” que coincidentemente é a
ultima do disco 2 de “Plays live”.
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