
Inglaterra, 1986.
Músicos:
Obs:
Segue abaixo a relação com todos os músicos que
tocaram em “So”, seu respectivo instrumento, e a
música em qual tocou.
----------------
Red Rain
Peter Gabriel, Vocais, Piano, CMI &
Teclados.
Jerry Marotta, Baterias.
Chris Hughes, Programming.
Stewart Copeland, Percussão.
Tony Levin, Contra Baixo & Vocais de Apoio.
David Rhodes, Guitarras & Vocais de Apoio.
Guitarras, Daniel Lanois.
---------------
---------------
Sledgehammer
Peter Gabriel, Vocais, CMI, Piano &
Teclados.
Manu Katche, Baterias.
Tony Levin, Baixo.
David Rhodes, Guitarras.
Daniel Lanois, Guitarras, Tamborim.
Seção de Metais:
Wayne Jackson, Trumpete.
Mark Rivera, Saxofone.
Don Mikkelsen, Trombone.
Vocais de fundo: P.P.Arnold, Coral Gordon, Dee
Lewis.
---------------
---------------
Don't Give Up
Peter Gabriel, Vocais, CMI, Teclados &
Piano.
Manu Katche Baterias, Percussão.
Tony Levin Baixo.
David Rhodes, Guitarras.
Richard Tee, Piano.
Simon Clark, Teclado CS80.
Kate Bush, Vocal Feminino.
----------------
----------------
That Voice Again
Peter Gabriel, Vocais, CMI, Teclados,
Piano, & Percussão.
Manu Katche Baterias.
Tony Levin Baixo.
David Rhodes Guitarras.
Daniel Lanois Guitarras.
L. Shankar Violino.
----------------
----------------
In Your Eyes
Peter Gabriel, Vocais, CMI, Piano &
Sintetizadores.
Manu Katche, Baterias, Baterias, Melodiosas
& Percussão.
Jerry Marotta, Baterias Adicionais.
Larry Klein, Tony Levin Baixo.
David Rhodes, Guitarras.
Richard Tee, Piano.
Participação
especial de vocal:
Youssou N'dour
Vocais de fundo e apoio: Michael Been, Peter
Gabriel, Jim Kerr, David Rhodes
Baixo vocal: Ronnie Bright.
---------------------
--------------------
Mercy Street
Peter Gabriel, Vocais, CMI, Teclados, Piano
& CS80.
Djalma Correa, Surdo, Congas & Triangulo.
Larry Klein, Contra Baixo.
Richard Tee, Piano.
Mark Rivera, Saxofone Sintetizado.
--------------------
--------------------
Big Time
Peter Gabriel, Vocais, CMI, Sintetizador,
Teclados & Programming.
Stewart Copeland, Baterias.
Simon Clark Hammond, CMI, Contra Baixo.
Tony Levin, Jerry Marotta Drumstick, Contra
Baixo.
David Rhodes, Guitarras.
Daniel Lanois, Guitarras Base.
Jimmy Bralower, Programming.
Vocais de fundo:
P.P.Arnold, Coral Gordon, Dee Lewis
Seção de metais:
Trumpete, Corneta: Wayne Jackson
Saxofones alto, tenor e barítono: Mark Rivera
Trombone: Don Mikkelson
---------------------
---------------------
We Do What We're
Told
Peter Gabriel, CMI, Piano & Teclado Vocal
Jerry Marotta, Baterias
David Rhodes, Guitarras
L. Shankar, Violino
----------------------
----------------------
This Is The
Picture
Peter Gabriel Linndrum, CMI, Sinclavier.
Manu Katche, Baterias Melodiosa.
Bill Laswell, Contra Baixo.
Nile Rodgers, Guitarras.
Daniel Lanois, Guitarra de 12 cordas.
Vocais de apoio:
Laurie Anderson and Peter Gabriel
Faixas:
01. Red Rain
(5:35)
Gabriel.
02. Sledgehammer
(5:09)
Gabriel.
03. Don’t Give Up
(6:29)
Gabriel.
04. That Voice
Again (4:50)
Gabriel/Rhodes.
05. In Your Eyes
(5:24)
Gabriel.
06. Mercy Street
(6:18)
Gabriel.
07. Big Time
(4:25)
Gabriel.
08. We Do What We’re
Told Milgram’s 37 (3:17)
Gabriel.
09. This Is The
Picture (4:17)
Anderson/Gabriel.
Subgênero:
Pop, Dance, &
World Music*.
Significados:
World Music =
Música de terceiro mundo, batidas tribais, de
influencia principalmente Africana.
|
Peter Gabriel
So
Dados da resenha:
Autor:
Gabriel Camargo Rodriguês (Gabriel
Schmitt);
recebida em:
17/06/2005.
Comente e veja outras opiniões
aqui.
Em maio de 1.986 Peter
Gabriel lançaria So. Este foi um dos trabalhos
mais famosos da carreira de Peter Gabriel.
Gabriel já tinha consumado seu nome como um dos
maiores artistas da época, e chegando as massas
comerciais com o “hit” Shock The Monkey. O álbum
anterior Plays Live que faz parte da turnê
Security “PG 04”, como um dos maiores
acontecimentos na carreira de Peter Gabriel.
Após a excelente fase proposta por Security e
Plays Live, Peter Gabriel dá um longo intervalo
sem lançamentos novos. Em 1.986 Gabriel se
prepara para lançar, So. Dessa vez o álbum
recebeu um nome próprio, como dito
anteriormente, todos os discos que vieram antes
de Plays Live, eram chamados respectivamente 01,
02, 03, 04, esse último também conhecido como
Security. So significa “assim” em inglês, para
Gabriel talvez não existisse importância alguma
o titulo do álbum, e sim seu conteúdo.
A capa segue o estilo de cores abastadas,
adotado por Gabriel na maioria de suas capas, a
não ser na capa dos dois álbuns anteriores de
Gabriel, e o carro azul da capa de seu primeiro
trabalho, todo o resto são feitas em cores que
variam entre preto branco e cinza. Só que nesse
álbum percebe-se uma diferença em relação a
outros trabalhos, em álbuns como Pg 02, 03,
Gabriel sempre inventava algumas coisas em seu
próprio rosto, ou em paisagem para constituir a
capa, como garras que pareciam rasgar a capa do
segundo disco, ou o terceiro trabalho do músico
em que vemos seu próprio rosto deformado, como
uma vela derretendo, em um fundo tenebroso.
Curiosidade, nesse trabalho, a empresa Hipgnosis,
idealizadora da capa concebeu a Gabriel, mais de
cinqüenta opções de ilustração para a capa. Em
So vemos um fundo branco, com Peter Gabriel
usando uma roupa preta, normal mostrando seu
rosto sem nenhuma pintura ou máscara. Detalhe na
versão européia, trazia o nome do disco e no
nome de Gabriel na capa, na versão brasileira,
“como a minha”, a somente a ilustração, o nome
das músicas na parte traseira com o nome do
disco e artista.
Quanto ao disco e suas músicas, mais uma vez
Gabriel deve ter surpreendido muitos fãs,
Gabriel seguia mais ou menos a mesma linha
sonora nos trabalhos 03 e 04 com muita
influência africana e percussão presente nos
dois álbuns, Gabriel aqui mergulhou de cabeça na
sonoridade já consolidada na época, ou seja, uma
sonoridade dance pop, em que muitos grupos e
artistas fizeram a mesma coisa. Em So não são
percebidas com freqüência percussões e batidas
tribais, a não ser na faixa In Your Eyes, e
algumas menções em Mercy Street. O que predomina
no disco é com certeza a sonoridade pop
idealizada na época, quando ouvi o trabalho pela
primeira vez lembro de ter me decepcionado, pois
ainda estava saudoso nos tempos de Genesis,
achei muito pop comercial, com o passar do tempo
e com a minha abertura musical a novos
horizontes, pude ver que era um trabalho de
muito valor e qualidade, hoje é um dos meus
favoritos da carreira de Gabriel.
O disco tem várias variações de ritmo entre
todas as músicas, indo de hits a pop, passando
por batidas tribais chegando a um lado
sinfônico, terminando com uma batida meio
experimental e sombria.
É com certeza um trabalho para ser ouvido e
apreciado, como poderão ver a seguir...
01 – Red Rain:
A música que abre o disco mostra as diferenças
de som proposta pelo álbum. Uma das músicas mais
famosas do álbum, trata-se de uma balada, de
sonoridade típica dos anos 80, simples sem
nenhum arranjo inovador, porém de uma harmonia
onde tudo parece se encaixar formando a música.
Com um pouco mais de cinco minutos de duração a
faixa em toda a sua duração é uma música alegre,
como todo o disco, So está longe de ser um
trabalho ideal para curtir uma depressão, pelo
contrário, eu enquanto escrevo essa resenha
ouvindo o disco, não paro de dançar rs.
A música não é das mais dançantes, mais ainda
assim muito alegre, destaque principalmente,
para as baterias, e o piano executado por
Gabriel.
A música começa com sucessivas batidas de
bateria, que se estendem por algum tempo até ser
quebrada pela mesma bateria que a iniciou, junto
ao teclado e piano, a música se torna crescente
em uma melodia imposta pelo teclado. Gabriel
aparece em meio aos instrumentos citando por
várias vezes o refrão da música, essa é a parte
introdutória da musica. A música fica mais calma
com uma base sólida do teclado junto à bateria,
Gabriel cita as letras cada vez mais agressivo,
seu vocal inspira a raiva. Os instrumentos
parecem acompanhar o ritmo de Gabriel ficando
cada vez mais crescentes. Gabriel cita por
varias vezes o refrão da música acompanhado por
um coro vigoroso de vozes, a música vai para o
segundo estrofe da música, e depois o refrão,
reparem como Gabriel fala a palavra “Pain” com
certa raiva. Segue um breve trecho instrumental
de teclado junto ao piano, o vocal aparece
varias vezes gritando a frase “Red Rain”. Após
esse breve trecho instrumental, Gabriel aparece
para citar toda a parte restante das letras, em
uma confusão de teclados vozes, e uma bateria
muito potente. A música vai ficando crescente,
mais logo vai ficando cada vez mais baixa, com
um efeito de ventania muito bonito, até perto do
seu final, só sobrarem o piano e a voz de Peter
Gabriel, nesse ponto bem melancólica, Gabriel
cita a frase Red Rain, e a música se encerra,
muito mais calma do que quando começou.
É uma ótima música mantida por alguns até como a
melhor do disco, resposta que eu não
compartilho, pode ser uma música pop, mais com
certeza é uma música de Peter Gabriel.
Foi executada ao vivo no recente show Growing Up
de 2.002 com a mesma garra e energia da
original.
02 – Sledgehammer:
O maior hit que Peter Gabriel já produziu em sua
carreira Sledgehammer esse é seu nome. Com
músicas como Shock The Monkey, Sledgehammer,
Stean, essa última do álbum Us de 1.992, Peter
Gabriel consagrou seu nome, chegando a um
sucesso muito maior do que o Genesis,
curiosidade, o Genesis na mesma época estava
lançando o álbum Invisible Touch, cujo faixa
titulo ficou seis meses em primeiro lugar nas
paradas da Europa e dos Estados Unidos. Então
esse foi um ano de ouro para o lado comercial do
Genesis e de Peter Gabriel *$$$*.
Sledgehammer também não deixou por menos, pois
seu clipe, é até hoje o mais tocado da MTV, o
álbum So também foi o responsável pelo primeiro
Grammy da carreira de Peter Gabriel. Mais por
melhores que sejam as credenciais da música, não
consigo achar que ela seja a melhor do disco,
sim é uma boa música, mais não a melhor que na
minha opinião seria Mercê Street.
Quanto a música, é a faixa mais dançante de todo
álbum, é impossível ouvir Sledgehammer, sem dar
pelo menos uma mexida nos braços. Hits em sua
maioria, são muito dançantes e alegres, a já
citada Invisible Touch do Genesis, Stean, etc...
A faixa começa com um barulho feito pelo
teclado, a música tem uma atmosfera de,
explorada em muitas faixas de Peter Gabriel e de
muitas outras bandas, como Genesis King Crimson,
Van Der Graaf Generator.
Dura por alguns segundos, até ser quebrada por
uma melodia dançante de Sax junto à bateria
formando uma base sólida, sustentada pelo Sax.
Gabriel aparece no meio da música grunhindo
algumas frases ou letras
Heeeeeeeeooooooouuuuuuuu!!!. Por duas vezes até
começar a cantar as letras, em toda a música,
Gabriel canta com uma voz muito cômica. Segue
assim por boa parte da música, até entrar em um
trecho instrumental, onde Peter e um coro de
vozes parecem fazer falsetes na música gritando
algo como Sledddddd... Sleddddddd...
Peter, a cada frase que canta, um coro de vozes
black o acompanha. Gabriel, depois de um longo
Sledgehammer, entra um trecho instrumental muito
cômico por causa do teclado. A partir daí, a
música se torna muito dançante, até ser dominada
por varias e varias vozes inclusive a de
Gabriel, gritando repetindo trechos da letra,
ficando cada vez mais baixa até sumir.
Está é uma música que sempre esteve entre as
favoritas em apresentações coletâneas, o que
pode deixar a música sendo uma encheção de saco,
com o tempo, está nos dois ao vivo mais recentes
de Gabriel Secret World Live e Growing Up Live,
seu vídeo clipe está na recente complicação de
clipes de Peter Gabriel intitulada “Play”.
Sem contar as múltiplas coletâneas e tudo que
você pensar depois de So, e tenho certeza que se
o disco já existisse na época de Plays Live ela
estaria lá...
01 – Don’t Give Up:
É a maior faixa do álbum com pouco mais de seis
minutos de duração, seguida de perto por Mercê
Street.
Essa música se trata, quem sabe da música mais
melosa que Gabriel já fez em sua carreira.
Trata-se de uma balada muita bem estruturada, em
um estilo bem anos 80, com uma letra falando
sobre romance, e quem canta com Gabriel é Kate
Bush, sua esposa, na época. Mais se trata de uma
música muito bonita, dou destaque absoluto ao
contra baixo, em toda a duração da faixa
impecável, o baixo faz uma base repetitiva, mas
muito bem desenvolvida que vai crescendo e
tomando forma, em um tipo de progressão musical
que se estende por toda a faixa. De todo o
disco, essa música, se distancia um pouco do
resto do disco, que tem uma proposta muito
dançante, essa pode ser considerada a música
mais depressiva de todo o trabalho. A maioria
das músicas do disco, sempre estiveram em seu
ranking de favoritas, Don´t Give Up, está entre
elas, assim como Sledgehammer, essa música
também sempre foi figura fácil em apresentações
ao vivo, coletâneas etc...
Depois de ter você ter dançado bastante com
Sledgehammer, você é convidado a entrar em um
ambiente bem sereno em que o objetivo é relaxar,
nada mais natural depois de duas faixas como Red
Rain, e Sledgehammer.
A música começa com o baixo junto ao teclado
surgindo do fundo e vai crescendo, em um mesmo
toque, o teclado faz um fundo bem relaxante e
Gabriel entra citando as letras de uma forma que
varia do roço, ao melancólico, logo depois entra
Kate Bush cantando o refrão que será repetido
mais vezes ao longo da faixa. No mesmo toque
Gabriel da entrada no segundo estrofe da música,
apesar de Kate Bush fazer uma boa parceria com
Gabriel, acho sua voz meio irritante, prefiro a
música com a Paula Cole que canta com Gabriel em
Secret World Live. Aos poucos a música vai
subindo e tomando uma forma mais definida, onde
são notados notas de piano, e um vocal mais
vigoroso por parte de Gabriel, onde ira cantar
seu último trecho de líricas, Kate Bush cantara
o ultimo trecho de líricas da música. Após toda
a letra ser executada, a música segue para um
trecho instrumental que encerra a música,
caracterizado pelo contra baixo, é a mesma coisa
do começo, só que mais acelerado, o teclado
acompanha todo o processo até a música se
encaminhar para seu final, ficando cada vez mais
baixo até sumir.
Obs: Se estiver com o aparelho de som bem alto,
poderá ouvir Gabriel e Kate Bush citando várias
vezes o nome da música até seu encerramento.
Sempre esteve entre o Set-List de Gabriel, mais
parece que recentemente, a música foi deixada de
lado em algumas apresentações como o Show
Growing Up Live, onde a filha de Gabriel canta
no show. Será a filhinha não teve competência
para cantar a música?
Em compensação a uma excelente versão ao vivo,
no DVD Secret World Live, onde uma improvisação
de contra baixo, no final da música fez com que
ela chegasse a quase oito minutos de duração.
Seu vídeo Clipe também foi incluído no “Play”
mais recente vídeo de Gabriel.
04 – That Voice Again:
Considero a faixa mais características, de uma
sonoridade de balada, animada, bateria forte,
teclados de fundo, e vocais bem vigorosos. Eu
gosto da faixa, mais acho que com o passar do
tempo ela pode ou enjoar, ou você descobrirá
coisas melhores, apesar de na minha opinião se
tratar de uma mega balada. Junto a Home Sweet
Home do segundo álbum de Peter Gabriel, “PG 02”
a música ocupa um ponto alto quando o assunto
são as baladas de Gabriel. Apesar de por eu ser
uma música de credenciais favoráveis, Gabriel
nunca executou a música em nenhum show, acho que
a música nunca fez parte do Set-List de Gabriel.
Aliás esse disco é até um pouco mal dividido,
pois há muitas músicas boas, mais nunca foram
executadas ao vivo, no antigo vinil podemos
constatar melhor esse ponto. No lado um do
disco, três das quatro músicas fizeram muito
sucesso, e sempre marcaram presença em shows,
que são Red Rain, Sledgehammer, e Don´t Give Up,
nessa ordem, e That Voice Again que termina o
primeiro lado, nunca teve a mesma oportunidade.
No lado dois, a situação se repete, pois, In
Your Eyes, Mercê Street, e Big Time tabem sempre
tiveram esse favorecimento, já We do What We´re
Told, e This Is The Picture nunca foram
executadas, e We do What... É uma música linda,
muito experimental, gosto da música, já This The
Picture, nem sequer consta na lista de faixas
que tem atrás do disco. Como podem ver esse é um
ponto de observação que poderia ser corrigido,
pois o público gosta de ver coisas que nunca
foram executadas tendo oportunidades iguais à de
outras músicas, pelo menos eu gosto muito quando
os artistas mudam seu Set-List da rotina.
A música começa com um toque até engraçado de
piano que parecer dar ecos na música, logo
quebrado pelo baixo, e uma bateria de um som
muito seco, Gabriel chega gritando as letras, de
uma forma crescente. A música vai abaixando, até
um Ooooooooooo!!! De Gabriel dominar a música, e
excuta a letra sobre violentas batidas da
bateria, são ouvidos muito ao fundo os mesmo
sons de teclado, que iniciou a música, Gabriel
excuta as letras do refrão, a partir daí tem um
certo destaque ao contra baixo. Um breve trecho
instrumental, onde vemos Gabriel fazendo
sussurros na minha opinião está parte tem
influências tribais que lembram vagamente o
álbum anterior “Security”. Ao executar todas as
letras da música, o refrão é citado e termina a
música com batidas de bateria, muito parecida
com as que iniciam a música “Red Rain”. Eu gosto
da música, mais como disse merecia mais
destaque.
05 – In Your Eyes:
Bem, virando o disco e chegando ao lado dois do
álbum “em antigos LPs”.
Sabe está aí uma música que gosto muito, é a
música deste álbum, que mais lembra o estilo
tribal dos álbuns anteriores. Assim como boa
parte do álbum, essa música tem uma velha
amizade com o Set-List, assim como Sledghammer,
tudo ou quase tudo que veio depois de So inclui
a música, alguns exemplos são os shows Secret
World Live e Growing Up, isso sem contar o Play
onde está presente seu vídeo clipe. E a pergunta
que não quer calar... Afinal porque a música é
tão adorada pelos fãs?
Resposta, pelo menos a minha: Com a sonoridade
dos álbuns 03 e 04 o público se identificou
muito com a proposta dos álbuns, Gabriel viu que
poderia com esses sons sair do continente
europeu, e sua rotina sonora, assim ganhando as
massas do terceiro mundo e se tornando uma
espécie de ídolo. Em So Gabriel mudou mais uma
vez seu som, para a sonoridade da época, ou
seja, o pop, mais em meio às músicas, fez In
Your Eyes que para mim sempre se focalizou em um
público de terceiro mundo.
Realmente, a música pode encantar a todos sendo
ou não do terceiro mundo, pois se trata de um
épico na carreira de Gabriel, onde até
admiradores do Genesis sentem muita simpatia
pela mesma.
A música começa com repetitivas batidas de piano
que começam sozinhas, mas logo são acompanhados
por múltiplos instrumentos de percussão,
provavelmente africanos, com uma introdução
curta. Gabriel entra cantando pouco tempo
depois, estranho é que para mim a voz de Gabriel
está diferente do todo o resto do disco, parece
a voz de uma pessoa bem jovem de uns 18, uma voz
ainda não tão bem estruturada, e sem aquela
ronquidão rotineira de Gabriel, logo a música é
quebrada por um som bem fino parece ser um
teclado, onde Gabriel canta os refrões da
música. A faixa pode ter um ritmo tribal, mais
não foge de um espírito de balada pop proposto
pelo álbum, sustentado pelo piano. Após o
primeiro refrão, um coro de vozes bem africano
ao fundo da música, faz um Ooooooo Ooooooooo
OOOOOOOOOO!!!!!!!
Que da entrada na parte mais animada do refrão,
a cada frase que Gabriel canta, um coro de vozes
ao fundo, repete consecutivamente o nome da
faixa. Após isso a música volta à mesma forma
sustentada pelo piano de uma nota só do começo,
este é o ultimo trecho de líricas da música,
porque depois o refrão volta a ser repetido.
Após o termino do refrão, um batuque bem tribal
junto a uma voz que só um africano poderia
fazer, faz a música se tornar crescente, a
música em certos pontos deste trecho lembra um
tipo de ritual associado às religiões e cultos
africanos. No ponto ápice da música, ela começa
abaixar até sumir e se encerrar.
Mas na maioria das apresentações ao vivo a
música chega a quase doze minutos de duração?
Realmente, a música em apresentações ao vivo
vira uma suíte, isso acontece por causa de
múltiplas improvisações feitas na música, que
fazem com que a música do disco vire apenas o
esqueleto central de um épico. As improvisações
ótimas por sinal, dão um banho na original. A
versão da música In Your Eyes no ao vivo Secret
World Live, é a maior música que Gabriel já fez
em sua carreira solo com 11:32 de duração.
Porem se trata de uma versão ao vivo, então a
maior música de estúdio que Gabriel já fez é
Make Tomorrow do álbum OVO de 2.000 com 10:00
minutos de duração.
06 – Mercy Street:
Bem, Mercy Street chegamos ao ponto do ápice
disco.
Digo isso porque a música, é minha favorita do
disco, e essa é uma resposta, que muitos irão
concordar. Como disse, Gabriel nunca se esqueceu
do seu público no terceiro mundo, apesar da
música não ser tão tribal, a música, é com
certeza a faixa mais conhecida de Gabriel aqui
no Brasil. Chegando até a ser tocada em rádios
locais. Isso aconteceu porque?
Por causa da rede globo de televisão brasileira.
Simples alguém se lembra de uma serie do começo
dos anos noventa, chamada Sorriso do Lagarto,
onde a música de abertura era Mercy Street?
Por causa da música ser a abertura desta série
na época, isso contribuiu muito para a
popularização de Gabriel, porque todos sabem que
um dos instrumentos de maior manipulação de
todos é a televisão.
A música em si se trata de algo, bem diferente
do resto do disco, uma melodia bem tranqüila,
meio tenebrosa, com uma atmosfera bem sombria
por toda a sua duração, para alguns a música tem
alguns ares de progressivo sinfônico. O que pode
ser verdade, pois de longe ela leva o titulo de
música mais bem elaborada e complexa do disco,
seguida talvez de In Your Eyes. A música é meio
que mediana, quando o assunto é o Set-List de
Gabriel, pois passou um tempo esquecida no
disco, mais parece que de algum tempo para cá se
tornou figura fácil nos shows. Isso é fácil de
ser comprovado, por causa do simples fato de que
só no DVD Secret World ela não está presente, no
Growing Up e no Play ela está lá. Essa música, é
apontada por muitos como uma das melhores coisas
que Gabriel já elaborou em carreira solo, muitos
fãs do Gabriel do Genesis se identificam com a
música. Na maioria dos álbuns de Gabriel sempre
há uma ou outra música que encanta os
saudosistas do Genesis. Como por exemplo, Here
Comes The Flood do primeiro álbum “Car”, ou
então Darkness do ultimo trabalho de estúdio de
Gabriel “Up”, e muitos outros exemplos que
poderia mencionar. A música quando se trata de
letras, sempre trouxe um tema meio que pesado,
tratasse de algo relacionado a uma carta a uma
tal de Anne Sexton, toda a história se
desenvolve em ruas escuras de um ambiente meio
dark de corredores um certo medo profundo,
também a algumas menções a água pelo menos é o
que entendo. Para mim Lembra um pouco na questão
dos cenários onde tudo se desenvolve, a lendária
história do personagem Rael do disco The Lamb
Lies on Broadway?
Pode ser, Gabriel em outros trabalhos solos já
fez varias músicas que podem ter relação direta
com o personagem do The Lamb... Como no seu
segundo trabalho solo Pg 02 em varias músicas
são percebidas referências ao personagem, mais
como quase todas as letras de música do rock,
nessa também trabalho em cima de suposições e
interpretações vagas sobre a música.
A melodia em começa com toques de baixo que
iniciam a faixa, e logo entram percussões e
alguns batuques discretos no fundo acompanhando
o baixo, Gabriel entra quase que sussurrando as
letras em meio à melodia de mistério criada na
faixa, e se segue assim por toda a faixa.
Detalhe em alguns trechos instrumentais, são
ouvidos arranjos de flauta. Parece que a cada
estrofe a música te prende em uma atmosfera de
mais expectativa enquanto Gabriel sussurra as
letras como no trecho “lets take the boat
outwait until darknesslet's take the boat
outwait until darkness comes”. A também um longo
trecho instrumental de baixo e percussão onde
Gabriel muito ao fundo da faixa canta com uma
voz agonizante trechos da letra “mercy, mercy,
looking for mercy mercy, mercy, looking for
mercy”. Após isso todos os instrumentos somem
ficando apenas Gabriel e algumas notas de baixo
no ultimo trecho de líricas da música. A palavra
“Sea” será a ultima coisa que ouvira na faixa.
07 – Big Time:
Considero, um tipo de continuação de
Sledgehammer, essa música, assim como
Sledgehammer tem um ar ultradançante, de música
pop, na minha opinião a música mais pop do
disco, seguida de Sledgehammer.
A música é meio que esquecida, de vez em quando,
vemos ela em algum show ou disco, como por
exemplo, o Play onde está seu vídeo clipe. A
música é bem animada, onde percebe que seu
objetivo, é simplesmente o de ser uma música bem
humorada. As semelhanças com Sleddgehammer não
param na proposta musical, nessa música também
são ouvidos os mesmos vocais blacks de
Sledgehammer, as duas músicas, são as únicas no
disco que usam esse recurso, junto a In Your
Eyes, mais nessa a proposta é muito diferente.
Mais os vocais de fundo da música, muito
repetitivos e estridentes com o passar do tempo
se tornaram irritantes e cansativos. Talvez seja
pela qualidade ou melhor aceitação de outras
músicas do álbum que a faixa muito aclamada na
época do lançamento, hoje está meio que
esquecida, mais uma boa música com certeza.
Também ressalto uma observação ao contra baixo
muito criativo em toda a faixa. A música começa
com Gabriel falando uma palavra “Hi” deve ser
isso, logo uma melodia das mais alegres começa
de fato a faixa, destaque para o baixo e
bateria, Gabriel canta com uma voz cômica na
música, onde grita coisas como Heeeeeeeeyyyyy!!!
Nesse primeiro trecho ouvimos somente a voz de
Gabriel junto à instrumentação, mais logo vozes
irão acompanhar Gabriel, chegando a então um
coro de vozes gritando sucessivamente “Big Time
Big Time”. Nesse trecho vemos Gabriel atuando
hora sozinho com sua voz, e hora acompanhada por
um coro de vozes. Perto do final da faixa, os
vocais ficam mais agressivos chegando ao ponto
ápice da faixa onde Gabriel da um grito, junto
ao coro de vozes algo como “and
biiiiiiiiiiiiggggggggggggggg”. Após isso o coro
de vozes ira repetir, por varias vezes a “Big”
em uma instrumentação crescente, até
simplesmente sumir repentinamente, como dar stop
em uma fita, encerrando a faixa.
08 – We Do What We’re Told Milgram’s 37:
É a menor faixa do álbum, com pouco mais de três
minutos de duração. Diferentemente de todo
disco, essa faixa tem um ar muito experimental,
de difícil assimilação de primeira, tem ares
eletrônicos, ritmo em que Gabriel viraria
pioneiro alguns anos depois, passando por uma
melodia, meio tribal, de vozes estranhas, e
tenebrosas repetindo o nome da música, em uma
letra muito pequena, formada de frases simples e
repetitivas, como “One voice, One Dream...”. A
melodia começa calma com uma melodia bem serena,
logo são percebidos batuques, e barulhos
eletrônicos. Sobrepõem-se uns aos outros, até a
entrada de uma guitarra que parece ranger
procurando espaço na música, que aos poucos vão
se adicionando bateria. Gritos distantes de
Gabriel, são ouvidos bem ao fundo da faixa, logo
um coro de vozes dos mais tenebrosos do disco
aparecem repetindo sem parar o nome da música em
uma melodia crescente, de repente, a melodia
parece cessar, e Gabriel começa a citar frases,
meio que sem sentido, quando Gabriel acaba de
citar as frases, a música quase que
imediatamente acaba abaixando muito rápido
sumindo.
Observação
importante: No álbum “Us” de 1.992
Gabriel faria duas músicas quase que idênticas a
essa faixa, seus nomes são “Only Us” e Fourteen
Black Paintings. Onde são notados os mesmos
arranjos e a mesma atmosfera de mistério desta
faixa. Na música, Fourten Black Paintings é
notada quase que a mesma duração, mesma
disposição da letra, e até o fato da letra ser
composta, apenas por algumas frases sem sentido.
Na música Only Us, são notados os mesmos
arranjos de guitarra e eletrônicos desta faixa,
e o coro de vozes também faz algo muito
parecido. E todas as faixas citadas acima também
nunca foram executadas ao vivo.
09 – This Is The Picture:
Bem chegamos a última faixa do álbum This Is The
Pucture. Aqui também vemos, que o lado dois do
disco é muito mais eclético do que o lado um.
Está faixa é algo de intermediário entre We Do
What We’re Told e as batidas tribais do álbum
anterior Securiy. A faixa nunca teve nenhuma
apresentação ao vivo e nunca esteve no Set-list
de Gabriel, ou seja foi literalmente jogada no
disco e ali deixada. O esquecimento em relação à
faixa é tanto, que na track listing do disco,
pelo menos na minha versão, a faixa nem consta o
disco acaba em We Do What We’re Told, música
anterior, mais no selo localizado na parte
central do vinil está creditada. Gostaria de
saber se essa situação se repete em outras
versões do vinil ou até mesmo na versão do Cd. A
música começa com o teclado e logo instrumentos
de percussão dominam a faixa, te levando a um
clima de música africana. Lembra um pouco a
introdução da música The Family And Fishing Net.
O jeito que Gabriel canta, influi a uma melodia
tribal, um tipo de ritual africano, a uma outra
pessoa que canta junto a Gabriel, Laurie
Anderson, que também escreveu a música junto a
Gabriel. Enquanto a faixa se desenvolve as vozes
de Gabriel e Anderson fazem um tipo de disputa
sonora. Ao término da letra, um breve trecho
instrumental, onde são ouvidas baterias de ritmo
tribal, ficando cada vez mais baixo até sumir.
Assim se encerra a música, e o trabalho, So foi
o ápice da carreira de Gabriel nos anos oitenta,
e fez com que consumasse sua carreira, como um
dos artistas mais ecléticos da história do rock.
Saudações a todo o Sound Chaser.
Gabriel
Schmitt.
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